Artigos / Notas


Incêndio mata e fere detentos em Honduras

Quase 300 mortos em incêndio numa prisão em Honduras

Por Por Orlando Sierra | AFP

A área do centro penal está fortemente protegida pelo Exército e a polícia
Ao menos 272 detentos morreram no incêndio de uma penitenciária agrícola em Honduras na madrugada desta quarta-feira, informou à AFP o ministro da Segurança, Pompeyo Bonilla. "Estamos falando de um número de 272 detentos que morreram e aproximadamente 50 entre feridos e queimados. Isto é o que nos dizem os médicos forenses e, infelizmente, o número poderá ser maior", afirmou Bonilla, falando no centro penitenciário, situado perto da base aérea militar americana de Palmerola As informações preliminares falavam que duzentos detentos morreram e dezenas ficaram feridos num incêndio na prisão de Comayagua, região central de Honduras, segundo o diretor dos Centros Penais, Danilo Orellana, em um relatório preliminar.

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"Estamos fazendo a contagem de corpos, que está em torno de 200 mortos. A situação é grave, a maioria morreu por asfixia. Não foi uma rebelião, mas o fogo tomou conta de vários módulos e as causas estão sendo investigadas", afirmou à AFP Orellana.
O incêndio teria começado às 22H50 local de terça-feira (2H50 de Brasília desta quarta-feira), acrescentou Orellana, que destacou que estão sendo investigadas duas versões, uma que o fogo teria sido provocado por um dos presos e a outra que a causa teria sido um curto-circuito.
O funcionário descartou que se tratasse de uma rebelião, como assinalaram informes preliminares, pois, segundo ele, os policiais conseguiram ajudar os presos a irem para o pátio sem problemas.
"A equipe de legistas está no local, tudo ainda é muito preliminar. Ao que parece, a maioria morreu por asfixia", assinalou Orellana.
Na Penitenciária Nacional de Comayagua estavam presos 850 homens. Dezenas de queimados e feridos estão sendo levados para hospitais da cidade de Comayagua.
Segundo relatos, alguns detentos que conseguiram escapar das chamas aproveitaram para fugir da prisão pelo telhado.
A área do centro penal está fortemente protegida pelo Exército e a polícia e vários familiares dos presos permanecem do lado de fora da instituição à espera de notícias.
"Meu irmão Roberto Mejía estava no módulo seis. Disseram que todos desse módulo morreram", declarou Glenda Mejía, muito abalada.
A seu lado, Carlos Ramírez também esperava notícias de seu irmão, Elwin, detido por assassinato e que também se encontrava no módulo seis. "Não nos dizem nada", reclamou muito nervoso.
A prisão é um complexo agrícola localizado a 500 metros da estrada que une San Pedro Sula, a capital econômica de Honduras, e Tegucigalpa, centro governamental.
Neste centro penitenciário os detentos se dedicam, entre outras atividades, ao cultivo de hortaliças e criação de porcos.
Em maio de 2004, mais de 100 presos morreram carbonizados em um incêndio no presídio de San Pedro Sula, devido, segundo as autoridades, a problemas estruturais da prisão.
Honduras conta com 24 estabelecimentos penitenciários com capacidade de albergar 8 mil pessoas, mas a população carcerária ultrapassa as 13.000.

Corte Interamericana de Direitos Humanos, no caso Araguaia.

CUMPRA-SE
O Estado brasileiro precisa
CUMPRIR INTEGRALMENTE a sentença
da Corte Interamericana de Direitos Humanos
no caso Araguaia!
Há trinta anos, famílias de presos políticos pedem explicações à justiça brasileira
sobre o paradeiro de seus filhos, irmãos, maridos, esposas que foram vítimas de
desaparecimento forçado pelo aparato repressivo do Estado no combate à guerrilha
do Araguaia. Em 2003 a justiça brasileira expediu uma sentença na qual condenava o
Estado a abrir os arquivos das Forças Armadas para informar, no prazo de 120 dias,
o local do sepultamento desses militantes.
Não houve, por parte do governo, resposta alguma e os familiares dos militantes
desaparecidos recorreram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos que, por sua
vez, encaminhou o caso para a Corte Interamericana (CIDH). A Corte julgou o processo e
condenou o Brasil, em novembro de 2010, a cumprir a sentença brasileira de 2003: abrir
os arquivos militares de modo a que fosse possível localizar os restos mortais destes
desaparecidos.
Além disso, a sentença da Corte diz claramente que a Lei de Anistia de 1979, está em
contradição com a jurisdição internacional de direitos humanos quando impede que os
torturadores e assassinos da ditadura sejam julgados.
O Brasil é signatário da Convenção Americana de Direitos Humanos, sancionada pelo
Congresso Nacional em 1998, que reconhece “como obrigatória a competência da Corte
Interamericana de Direitos Humanos”.
É grave: se o Estado brasileiro não cumpre a lei, que autoridade terá para pedir aos
brasileiros que a cumpram?
O Coletivo RJ pela Memória, Verdade e Justiça entende que é indispensável o
cumprimento integral da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos pelo
Estado brasileiro para esclarecer o que ocorreu com os desaparecidos do Araguaia,
romper com a impunidade, fazer justiça e fortalecer a democracia.
CUMPRA-SE
Rio de Janeiro, 13 de dezembro de 2011

coletivorj@rededemocratica.org
www.coletivorj.blogspot.com

Olga Benário Prestes , presente sempre

Olga Benario Prestes: aos que lutam por um mundo melhor
Homenagem aos 104 anos de nascimento de Olga Benario Prestes

Olga nasceu em 12 de fevereiro de 1908 em Munique, na Alemanha. Aos 15 anos, sensibilizada pelos problemas sociais que abalavam a Alemanha nos anos 1920, aproximou-se da Juventude Comunista, organização política em que passaria a militar ativamente. Aos 16 anos, abandonou a casa dos pais e seguiu para o bairro operário de Neukölln, em Berlim, onde desenvolveu intensa atividade política. Ela se tornou então uma militante revolucionária, uma comunista internacionalista, decidida a dedicar sua vida à luta por uma sociedade mais justa e igualitária. Nem mesmo os padecimentos em campos de concentração nazistas abalaram sua generosidade, caráter e convicções políticas. O que ficou explícito em sua última carta escrita ao marido, Luiz Carlos Prestes, e à filha, Anita Leocadia Prestes, no campo de concentração de Ravensbrück, antes de ser conduzida à morte em uma câmara de gás, em abril de 1942:

"Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Prometo-te agora, ao despedir-me, que até o último instante não terão porque se envergonhar de mim. Quero que me entendam bem: preparar-me para a morte não significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue. (...) Até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver".

Companheira Olga Benario Prestes, presente!!!

Canção das Américas (III) Um

Canção das Américas (III)

Um dia
me descobri a perambular
na amplidão do Novo Mundo,
por um Novo Mundo
que já não era meu.
Outros donos tinham suas terras,
suas minas e seus mares.
Desse Novo Mundo
meu era tão somente
o silêncio de verdes paisagens,
os murmúrios do vento primaveril
soprando longínquas histórias...

Misturado à brisa
longe, muito longe
rompia o véu de silêncio
tropel dos heróis nativos
galopando estradas,
palmilhando secretas trilhas
varando perigosos pântanos.
Perambulando
a imensidão do Novo Mundo
veloz
vi Zapata escalando montanhas
em seu cavalo negro
ao encontro de Pancho Vila
distribuindo terras
aos campônios mexicanos.
Perambulando
a imensidão da América
o Cavaleiro da Esperança
incendiava os sertões do Brasil
com a chama libertária.

Suaves brisas trazem
lancinantes gritos de escravos
agrilhoados em negros navios.
Sob pálida luz do luar
Zumbi rugia heróico
a cinqüentenária resistência
dos Palmares.
Castro Alves
nas praças do povo, a clamar:
– América!
Apaga do teu mapa esse borrão,
fecha a porta dos teus mares!
Descortinando a imensidão da América
louros corsários
na escuridão das noites
apoderam-se então do Novo Mundo.
Embora ecoe ainda
por tuas lendárias estradas
o tropel de Tupac Amaru, Bolívar,
San Martin, Sandino, Marti e o
General das massas, Abreu e Lima
teus Heróis, América!

Tendo arrebatado Cuba
aos louros corsários,
a cintilante pérola
no colar do Novo Mundo,
sonho imorredouro de Martí,
ecoa ainda pelos cumes
de geladas montanhas
o libertário clarim
do imortal Guevara:
– Um! Dois! Três! Muitos Vietnans!
Às armas heróis da Liberdade.
E sob a estonteante luz da América,
Tiradentes vejo caminhar solene
ao cadafalso, a repetir convicto:
– Mil vidas tivesse
mil vidas daria
por tua independência, América!

Poeta e Membro da Mesa do Conselho da CAL- André Borges

Ilhas Malvinas, como resolver?

Malvinas são mesmo argentinas

Mario Augusto Jakobskind

Enquanto as mais diversas mídias de mercado continuam a bombardear Cuba com antigos preconceitos da época da Guerra Fria, no Atlântico Sul o velho colonialismo de um país, o Reino Unido, com nostalgia de um passado de dominação forçada segue com toda a força. É o que revelam as últimas notícias sobre o enclave das Malvinas, área onde foram descobertas riquezas petrolíferas.

David Cameron, o conservador herdeiro de um país falido e que se tornou um apêndice dos Estados Unidos na Europa, usa de retórica ao atacar a Argentina como nos velhos tempos. Teve a ousadia de atribuir ao governo de Cristina Kirchner “vocação colonialista”. É o tal fenômeno da transferência, pois é notório que apesar de hoje não ter mais terras de sol a sol, o ranço colonialista não foi abandonado, seja pelos Partidos Trabalhista ou Conservador britânico.

Seguindo a tradição, o governo britânico enviou modernos navios de guerra e de quebra está por lá nas Malvinas o príncipe Williams para treinar pilotagem de helicóptero. Os britânicos ocupam desde o século XVIII terras que pertencem aos argentinos e alegam primariamente que os habitantes das ilhas apoiam a dominação.

Há quase 30 anos houve uma guerra mal conduzida pelos militares argentinos, que se aproveitaram de uma causa justa para manterem-se no poder. Madame Margareth Thatcher, depois de enviar navios de guerra com ogivas nucleares aproveitou o embalo para se fortalecer internamente.

O tiro dos militares argentinos então saiu pela culatra, precipitando o fim da ditadura. Sabem o motivo? Os militares tinham se especializado em torturar argentinos opositores e não souberam enfrentar as forças de ocupação, haja vista, por exemplo, o então capitão Alfredo Aziz, o Anjo da Morte, que literalmente se borrou quando foi preso.

A derrota dos argentinos não significou a desistência de o país retomar as terras roubadas pelo colonialismo britânico. Hoje, o primeiro-ministro David Cameron usa argumentos que não resistem a menor análise para justificar a continuidade da dominação da área que os britânicos denominam Falklands.

A América Latina de 2012 é bem diferente daquele de abril de 1982 quando da guerra das Malvinas. Os que se colocavam mecanicamente contra a Argentina por estar o país sob o jugo de uma ditadura cruel não podem mais repetir a tese. Hoje, os governos democráticos do Mercosul - Brasil, Uruguai, Paraguai – e demais do continente latino-americano têm a obrigação de cerrar fileiras em defesa intransigente da Argentina, felizmente vivendo na plenitude democrática.

É preciso mostrar ao mundo e as potências que utilizam as mesmas táticas coloniais de sempre que a Argentina não está só em sua exigência de retomada das Malvinas.

Em 1982, ignorando solenemente a doutrina segunda a qual os países americanos sofrendo incursões militares de fora da região devem ter a solidariedade e o apoio integral de todo o continente, o então governo dos Estados Unidos (Ronald Reagan) ficou ao lado do colonialismo do Reino Unido.

Hoje, sob o governo de Barack Obama, os EUA defendem a mesma posição de antes, até porque necessitam do Reino Unido para incursões do gênero colonial como as ocorridas no Iraque, no Afeganistão e mais recentemente na Líbia, país onde os Médicos Sem Fronteira decidiram sair porque em várias cidades não adiantava nada a sua presença. É que, segundo os Médicos Sem Fronteira, depois de medicados os líbios vinculados ao regime deposto voltam às prisões para serem torturados e voltam a ficar em precárias condições de saúde.

Desta forma que os EUA, Reino Unido, França, Itália, Qatar e demais países do Golfo estão trazendo a democracia no país do Norte da África.

Em relação a Cuba, a mídia de mercado voltou suas baterias contra o regime cubano. E daqui para frente os estereótipos de sempre retornam com toda a força, sobretudo pelo fato de no próximo mês de março a ilha caribenha receberá a visita do Papa Bento XVI, que, convenhamos, nem progressista é.

No final de dezembro, em discurso proferido no encerramento do ano legislativo (Assembleia Popular), o Presidente Raúl Castro anunciou a promulgação de 2.900 indultos de presos com mais de 60 anos e que não cometeram delitos que provocaram mortes. Entre os indultados se encontravam cubanos condenados pela Justiça por conspirarem contra o Estado e que já cumpriram parte das penas ou que tinham problemas de saúde. Não houve praticamente divulgação a respeito.

Quanto à blogueira Yoani Sánchez, quem conhece minimamente Cuba sabe perfeitamente que ela fala por ela mesma e é alimentada por segmentos mais radicais de direita do exílio cubano. É absolutamente sem sentido reproduzir, sem checar, como fez O Globo, a afirmação da blogueira de que “nas ruas de Havana os cubanos comentam que Dilma veio a Cuba com a carteira aberta e os olhos fechados”.

Qualquer um que visite Cuba e perguntar nas ruas quem é Yoani Sánchez, que se intitula porta-voz dos cubanos, vai obter a resposta: mas quem é Yoani? Isso não impede de encontrar circulando por Havana e outras cidades pessoas descontentes com o regime cubano e até mesmo um taxista particular circulando tranquilamente com uma bandeirola estadunidense em seu veículo. E assim sucessivamente, embora a maioria dos que foram consultados por este jornalista apoiassem o governo, por entenderem perfeitamente que mesmo com todos os defeitos não aceitam o retorno a um tempo em que a ilha caribenha era um mero entreposto dos Estados Unidos.

Mas a blogueira prefere dizer que antes de 1 de janeiro de 1959, ou seja, antes do triunfo da revolução, havia em Cuba “liberdade de expressão”.

Por estas e muitas outras, entende-se porque Yoani Sánchez consegue tanto espaço pelo mundo afora e ganha tantos prêmios muito valorizados. E também porque o Instituto Millennium a convidou para escrever pelo menos de 15 em 15 dias em espaços da mídia de mercado do Rio e São Paulo e com direito a reprodução em jornais de outros Estados.

Independente da decisão do governo cubano de não conceder permissão da blogueira vir ao Brasil, a mídia de mercado aproveitaria da mesma forma a vinda para se voltar contra Cuba. Uma pergunta: quem financia Yoani Sánchez?

Fonte: Irã News- online

Esperando a sonhada Reforma Agrária

09.02.12 - Brasil
Ações dos poderes públicos visam legalizar terras griladas no Pontal

Adital

Localizado no extremo-oeste do estado de São Paulo, a região conhecida como Pontal do Paranapanema é palco de uma antiga disputa pela terra entre camponeses e grandes latifundiários.

Os mais de 500 mil hectares de terras improdutivas e devolutas passíveis de serem destinadas à Reforma Agrária teimam em ser destinadas para esse fim, mesmo reconhecidas enquanto tais pelos poderes públicos.

A contrapartida do processo da Reforma Agrária e das lutas sociais no campo, é exercida pelo próprio poder judiciário que, junto com o governo estadual, tem agido na direção contrária, apresentando propostas como a PL-578-07, que prevê a regularização das terras griladas.

Atualmente nas mãos de latifundiários, essas terras são utilizadas para o monocultivo da cana ou estão improdutivas. Setores da Igreja Católica, professores, estudantes e parlamentares ligados a partidos de esquerda mantém a luta contra esses projetos, ao atuarem ao lado dos movimentos sociais, dentre eles o MST.

De acordo com Cledson Mendes, da direção estadual do MST, o Movimento tem agido constantemente por meio de ocupações, atos e protestos como forma de pressão para que as mais de 400 famílias acampadas na região sejam enfim assentadas e que a função social da terra seja posta em prática.

Mesmo com todas as condições para que o governo realize as reformas necessárias, o lobby realizado pelos latifundiários ainda é grande e atrasa o processo. "A luta pela terra está complicada porque agora o judiciário está protegendo os latifundiários e os plantadores de cana”, afirma Cledson.

Segundo o dirigente, os responsáveis pela liberação da terra prometeram um prazo de aproximadamente 20 dias para um desfecho. Entretanto, acha difícil que uma resolução favorável aos Sem Terra esteja próxima de acontecer.

Privatização das terras griladas

Tão antiga quanto à disputa pela terra são as iniciativas visando sua privatização e a conseqüente concentração nas mãos dos latifundiários. Em 1995, lançado pelo governador de São Paulo da época, Mário Covas (PSDB), o Plano de Ação para o Pontal consistia em uma ação estatal para identificar e facilitar a venda de terras pertencentes ao Estado.

Atualmente, um projeto e uma lei já aprovada têm efeitos semelhantes ao proposto por Covas, sendo elas o PL-578, proposto pelo ex-governador José Serra e a Lei Estadual 11.600, aprovada na gestão de Alckmin em 2003, atualmente sofrendo alterações.

As terras devolutas devem atender as demandas sociais de terra, trabalho e alimento, mas, podendo ser vendidas a particulares, tornam-se facilmente alvo de especulação e do grande capital internacional, que cada vez mais vê o Brasil como uma fonte para a produção de commodities.

A notícia é da Página do MST, por João Previattelli

Campanha Mundial pelos Cinco

Comitê Internacional e organizações parceiras preparam novas ações para pedir liberdade dos Cinco

Natasha Pitts
Jornalista da Adital
Adital

Neste mês de fevereiro não o dia 5 (pois é um domingo e a Casa Branca não funciona), mas o dia 6 será reservado para mobilizações globais pela liberdade dos cinco cubanos. Assim como vem acontecendo todos os meses, o Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco chama a população a pressionar o presidente estadunidense Barack Obama a libertar imediatamente René González, Gerardo Hernández, Fernando González, Ramón Labañino e Antonio Guerrero.

É possível entrar em contato com o presidente Obama por telefone (202-456-1111), por fax (202 456-2461), pelo correio (Presidente Barack Obama, The White House, 1600 Pennsylvania Avenue, NW Washington, DC 20500), por e-mail (president@whitehouse.gov) ou clicar neste linkque leva ao site da Casa Branca.

De acordo com o Comitê Internacional, em janeiro, as manifestações se fizeram sentir com mais força que nunca. Os impactos foram sentidos por meio da grande quantidade de mensagens no Twitter e das ligações telefônicas, de dentro e fora dos Estados Unidos, para a Casa Branca. Neste mês, a intenção é que a ação seja ainda mais intensa.

Em janeiro, o Comitê lançou a campanha ‘Obama, dá-me os cinco’, em referência ao gesto de unir as mãos e pedir ao presidente que liberte os cubanos, presos injustamente há 13 anos. A campanha, que distribuiu centenas de folhetos e cartazes impressos e virtuais, recebeu o apoio de várias entidades e organizações. Entre elas o Instituto Internacional de Estudos Políticos Cinco Heróis (Venezuela), que imprimiu 10 mil cartazes para divulgar a campanha, o Sindicato de Trabalhadores Postais do Canadá e o Sindicato dos Rotativistas de Paris, que se comprometeram com a impressão de 50 mil folhetos em inglês e espanhol.

Além dessas ações também está prevista a distribuição de panfletos com a imagem dos cinco pelas ruas dos Estados Unidos, assim como a instalação de banners e fotografias gigante. As ações serão acompanhadas de conferências, apresentações de documentário, mesas de informação em locais públicos, entre outras atividades.

Também da Itália estão chegando os ecos da solidariedade. O Círculo de Roma da Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba convocou sua população a participar de uma campanha em favor do retorno imediato dos cinco cubanos. Na madrugada do dia 4 para 5, a partir da meia noite, na Piazza del Popolo, terá início uma atividade de panfletagem e conscientização junto a turistas e moradores locais.

Os constantes apelos ao presidente Barack Obama se devem ao fato de que não há mais como recorrer na justiça pedindo a liberdade e o retorno dos cinco a Cuba. Apenas uma decisão presidencial poderia dissolver as penas injustas que vão de 15 anos de reclusão até o cumprimento de duas cadeias perpétuas, como é o caso de Gerardo.

Atualmente, quatro dos cinco cubanos se encontram presos. Apenas René já cumpriu seu período na prisão, contudo, ainda assim, não pode retornar para seu país. René, que saiu da prisão em 7 de outubro de 2011, é obrigado a permanecer nos Estados Unidos por três anos sob liberdade supervisionada.

Em 1998, os cinco estavam em solo estadunidense monitorando organizações terroristas anticubanas com o objetivo de prevenir sobre prováveis ações criminosas contra seu país, quando foram presos acusados de espionagem e de atentar contra a segurança dos Estados Unidos.

Para mais informações acompanhe o site: www.thecuban5.org

Fonte: Adital online

Uruguai, avança

Congresso uruguaio aprova imposto sobre grandes propriedades
10 de janeiro de 2012

O Congresso do Uruguai aprovou imposto sobre os latifúndios, no final de dezembro. Com essa medida, os parlamentares e o presidente Pepe Mujica pretendem conter a concentração de terras agrícolas nas mãos de poucos proprietários.

Donos de 2 mil a 5 mil hectares (4.942 a 12.355 acres) de áreas produtivas terão que pagar perto de US$ 8 por hectare cada um ao ano.
Aqueles que detêm entre 5 mil e 10 mil hectares desembolsarão US$ 12 por hectare, e os que possuem mais de 10 mil hectares arcarão com cerca de US$ 16 por hectare.

De acordo com o site oficial da presidência, aproximadamente 1.500 dos 50 mil agricultores do país terão que pagar esses tributos.

Ainda segundo o governo, 10% dos maiores proprietários de terras do país controlam 64% da área agrícola total do Uruguai.

O valor das terras agrícolas do Uruguai saltou nos últimos anos com o boom das commodities agrícolas e o investimento especulativo em áreas da América do Sul.

Os preços aumentaram uma média de 25% ao ano nos últimos cinco anos, de acordo com o texto. O projeto de lei visa a levantar cerca de US$ 60 milhões em nova receita, que serão gastos com estradas e rodovias.

Os latifundiários uruguaios foram rápidos em criticar a proposta.

A votação surge uma semana depois que a Argentina aprovou uma lei que restringe quantidade de terras que estrangeiros ou companhias podem deter a 1 mil hectares (2.470 acres).

Além disso, agora não mais que 15% da área agrícola de todo o país pode estar em mãos estrangeiras, e apenas 30% desta pode pertencer a pessoas ou empresas de uma mesma nação.

(com informações da Agência Estado)

Internacional
Fonte: MST

TV pública argentina cria programa de crítica da mídia

Da Carta Maior

Crítica da mídia é sucesso na TV argentina
Na Argentina a televisão pública vem surpreendendo o telespectador com um debate até então inédito, levado ao ar pelo programa 6 7 8. Com bom humor, ironia e documentação consistente, os grandes jornais e as emissoras comerciais de rádio e TV são analisados e criticados diariamente em horário nobre.

Laurindo Lalo Leal Filho

Criticar a mídia não é tarefa fácil. Primeiro pela falta de espaço. Salvo a internet são raros os canais abertos para a discussão do papel dos meios de comunicação na sociedade atual. Contam-se nos dedos os veículos que fazem algum tipo de autorreflexão. O padrão geral é o da arrogância pura e simples.

Lembro da Ong TVer, no final dos anos 1990, encaminhando reclamações recebidas de telespectadores sobre uma menina, exposta no Fantástico, tendo que decidir se ficava com a mãe biológica pobre ou com a adotiva rica. A resposta da emissora foi de uma soberba a toda prova. Não entrava no mérito limitando-se a dizer que sabia o que o público queria, mais ou menos isso.

p class="texto">Ouvidorias na mídia brasileira existem apenas em dois jornais diários e nas emissoras públicas de rádio e TV da EBC. Programas de crítica da mídia são raros. Acostumada a se apresentar como quarto poder, ela não admite qualquer debate público sobre o seu trabalho. Coloca-se acima do bem e do mal, não faltando teóricos a ela alinhados para arrumar justificativas positivistas para esse papel quase divino.
A internet tem sido um instrumento importante para quebrar essas barreiras. Quase diariamente os meios convencionais têm seus erros e omissões denunciados em sites e blogues. Mas ainda atingem parcela restrita da população. Daí a importância de se discutir a mídia nos meios de largo alcance.

Na Argentina a televisão pública vem surpreendendo o telespectador com um debate até então inédito, levado ao ar pelo programa 6 7 8. Com bom humor, ironia e documentação consistente, os grandes jornais e as emissoras comerciais de rádio e TV são analisados e criticados diariamente em horário nobre.

A estreia ocorreu em 9 de março de 2009 e seu nome 6 7 8 refere-se à presença de seis debatedores, no canal sete, às oito da noite. Mudou de horário (passou para as 21 horas) e ampliou o número de participantes mas não alterou o nome.

O uso do arquivo é uma das armas mais poderosas do programa. Selecionam previsões de analistas de política ou economia dos grandes meios, feitas algum tempo atrás, e as confrontam com a realidade atual, sempre diferente. É como se aqui fossemos buscar nos arquivos as previsões catastróficas de comentaristas como Miriam Leitão ou Carlos Sardenberg e mostrássemos como elas estavam furadas. É, no mínimo, divertido.

O sucesso do programa é tal que já há até um livro sobre ele: “6 7 8 La creación de otra realidade” (Editorial Paidós). Trata-se de uma longa conversa entre uma ex-apresentadora do programa Maria Julia Olivan e o sociólogo Pablo Alabarces, além de depoimentos do criador do 6 7 8 Diego Gvirtz e do jornalista, especializado em TV, Pablo Sirvén.

O objetivo central do programa é explicitado no livro: contradizer a realidade construída pelos grande meios. Para isso procuram mostrar os mecanismos de construção da realidade no jornalismo que “se apresenta como real, como verdade, quando é antes de tudo uma narração sobre essa realidade”.

Maria Julia deixa isso mais claro ao dizer que “como produto televisivo, 6 7 8 nos conta a sua verdade ou a sua maneira de ver a realidade. Clarín, ao contrário, faz circular a sua opinião dizendo que essa opinião é a realidade”.

Esse debate, levado diariamente à casa do telespectador, é inédito. Chega ao grande público uma prática que, até então, estava restrita ao mundo acadêmico e a alguns militantes políticos: a chamada leitura critica dos meios de comunicação.

As conseqüências são palpáveis. Acompanhar o 6 7 8 tornou-se uma forma de ação política ou “um ato de militância, de adesão” segundo Maria Julia. No Facebook há mais de 450 mil seguidores. O sociólogo Pablo Alabarces diz que o programa é uma espécie de semiologia para a classe média que “os estudantes de comunicação têm no ciclo básico comum e aqui se transforma em vulgarização televisiva”.

Talvez seja por isso que a mãe de Maria Julia tenha dito que “até começar a ver o programa, eu acreditava que todas as notícias eram realidade mas depois me dei conta que a informação é construída; que não é o mesmo se te dizem as coisas de uma maneira ou de outra”.

6 7 8 não esconde seu alinhamento com o governo. No entanto revela, ao mesmo tempo, a existência de um público que apóia o governo e não era contemplado pelos demais meios de comunicação. Nesse sentido o livro ressalta a existência, pela primeira vez na história da Argentina, de uma política oficial de comunicação. Entre seus objetivos está o de contradizer os meios de comunicação tradicionais, papel desempenhado com desenvoltura pelo programa 6 7 8.

Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.

A blogueira que virou santa é a dona da semana

por Lúcio de Castro

Não sei se ainda é a ressaca da volta das férias, relatada aqui no último texto. Não sei nem ao certo se as coisas sempre foram e são assim ou se esse sentimento de que tudo em volta anda carregado é desses dias ou desde sempre. O fato é que os últimos dias tiveram cor de chumbo. Não o chumbo dos anos de sufoco, mas um chumbo misturado com cinismo, com a “força da grana que mata e destrói coisas belas”, e uma sensação de que as coisas estão passando como rolo compressor por todo mundo, e a tal força da grana, o poderio econômico, a concentração de poder nos meios de comunicação e os tempos do pensamento único no mundo chegaram definitivamente para paralisar todo mundo. Com a agravante de que, em tempos de redes sociais, todo mundo se acha fazendo sua parte tuitando. É a rebeldia emoldurada em 140 caracteres.
Dias de envergonhar a espécie humana, com a barbárie do Pinheirinho, a omissão de sempre dos governantes nos prédios que desabam (como já tinha sido no bonde, nos temporais, em tantas coisas...), com o chocante relato na reportagem de Eliane Brum (sempre ela...!), “A Amazônia, segundo um morto e um fugitivo”, disponível na internet. Para completar, na semana que entra, temos a monótona, repleta de chavões e inverdades, parcial, acrítica, e muitas vezes beirando o desonesto, cobertura da visita da presidenta Dilma a Cuba. Desde já, nossa imprensa elegeu a personagem da viagem, não importando o que irá acontecer: Yoani Sánchez, a blogueira cubana. Eleita estrela pop pela imprensa mundial já há algum tempo.

Yoani Sánchez todos conhecem. Ou acham que sim. A tal blogueira que virou símbolo mundial na luta “pelos direitos humanos em Cuba”, “contra a falta de liberdade de expressão em Cuba”, etc... Não iria aqui (prestem atenção nesse trecho antes de enviar afirmações deturpadas sobre minhas opiniões... ) ignorar problemas, alguns graves, ocorridos ao longo do processo revolucionário em Cuba, desde 1959. Apenas é preciso tentar ver o outro lado sem a dose de cinismo com que geralmente a nossa imprensa o faz, assim como a maioria esmagadora da imprensa do ocidente. Sem ignorar os bloqueios, as sabotagens, as criminosas tentativas de homicídio partidas de Washington e outras variáveis. Estive na ilha por diversas e diferentes razões, e por isso gosto mais ainda dos versos de Pablo Milanez, equilibrado em reconhecer as contradições da revolução e seus méritos em “Acto de Fe”.

É preciso se despir de preconceitos, conceitos prontos e chavões para ao menos manter o senso crítico quando se vê, repetidas e monótonas vezes, a afirmação dos “desrespeitos e violação aos direitos humanos em Cuba”. Ou se fala com absoluto conhecimento de causa, se é capaz de afirmar com conhecimento e critério jornalístico, provando, ou nos resta como referência o órgão mundial que trata sobre o assunto. E segundo a Anistia Internacional, que de forma alguma pode ser apontada como conivente com Cuba, (muito pelo contrário), em parecer de abril de 2011, “no continente americano, é o país que menos viola os direitos humanos ou que melhor os respeita é Cuba. O parecer está no sítio da Anistia Internacional, em três idiomas. De qualquer forma, sempre chega a ser risível falar em “violação aos direitos humanos” vivendo no Brasil de Pinheirinhos, das remoções nas grandes cidades pelo estado de exceção que se instala por causa da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, da Candelária, do Carandiru, da reportagem acima citada de Eliane Brum... E poderíamos seguir dando tantos exemplos, infinitos, né?

O mesmo informe da Anistia Internacional dá conta de que 23 dos 27 países que votaram por sanções contra Cuba por violações dos direitos humanos são apontados pela própria Anistia como violadores muito maiores do que Cuba nos direitos humanos. O que nos leva a crer que a maior violação aos direitos humanos em Cuba está mesmo na base militar americana de Guantánamo. Quem dirá o contrário, quem será capaz?

Tampouco eu seria panfletário ou bobinho de falar em “liberdade de expressão” em Cuba. Apenas não sou panfletário ou bobinho de omitir o nosso quadro. Ou o das grandes corporações, dos barões da mídia mundiais. Alguém ignora o quanto de poderio econômico serve de filtro para o noticiário nosso de cada dia, para escolher o que vai para as páginas ou ao ar? Se não acredita, então fique esperando no horário nobre a apuração séria dos desmandos da Copa de 2014 ou 2016. Não vale algo pontual, quando o próprio interesse está em jogo...

Esqueçam as duas linhas de quatro, o 4-2-3-1 e as confusões da Turma do Didi (diretoria do Flamengo) e Luxemburgo, além da operação de Rogério Ceni. A semana que começa será de Yoani Sánchez, alguém tem dúvida? Brasileiros envolvidos na cobertura da visita de Dilma a Cuba irão procurar a blogueira. Traçarão perfis. Ela que ganhou espaço como colunista do Globo, que recebeu o Jornal Nacional esses dias e tem dado entrevista pra todos os órgãos de imprensa brasileiros, irá falar mais do que nunca. Espera-se que os envolvidos na cobertura tenham ao menos um pouco da categoria e cumpram os deveres do ofício como fez o jornalista francês Salim Lamrani, professor da Sorbonne. O único jornalista do mundo até aqui a fazer algumas perguntas elementares para Yoani. O único a estranhar que a blogueira tenha recebido Bisa Williams, diplomata americana em sua casa e não tenha revelado. O único a pelo menos questionar o que poderia estar por trás da dimensão que Yoani ganhou no mundo, além dos 300 mil euros recebidos em prêmios nos últimos tempos. Uma entrevista que vale a pena. É enorme, mas vale. Pelo menos para que possamos ter algumas interrogações quando começar a “semana Yoani”.

Aos colegas envolvidos na cobertura in loco, boa sorte. Independentemente de sistemas políticos, o que fica ao fim de tudo, sempre, é gente. Curtam essa gente especial. Em alguns momentos, não saberão se estão na Pedra do Sal, aqui em São Sebastião do Rio de Janeiro ou em Habana Vieja. Esqueçam as questões ideológicas e travem conversa com aqueles que mais rápido falam no mundo. Ninguém consegue falar mais rápido do que um cubano, quase engolindo sílabas. Esqueça os chavões, o que leu. Não comece a conversa por “companheiro”. Quem é de rua sabe que nas quebradas o papo é outro. Bote a mão no ombro, chame de “sócio”, “cumpadre”, “amigo” que seja. Vai encontrar uma gente altiva, de cabeça erguida. Na correria, como em qualquer lugar do mundo. Lembrem-se também que o mojito é na Bodeguita e o daiquiri na Floridita... E na hora em que estiver trabalhando, oxalá possa deixar os preconceitos de lado. Nem de um lado nem do outro. Do mesmo jeito que não valem as versões e protocolos oficiais, se der para relativizar pelo menos tudo o que vê de mazelas, tentar entender o contexto, ir além, vai dar para sair de cabeça erguida. Do contrário, se for mais um voltando com velhos chavões e preconceitos, será mais um a conhecer a maldição da despedida em Cuba. Consta que todos aqueles que não foram capazes de manter o equilíbrio e a correção em coberturas habaneiras, ganharam um nó eterno na garganta, adquirido na hora de ir embora e que acompanha o resto da vida, em forma de vergonha. Bate forte como arrependimento quando se pensa em tudo o que se escreveu pensando na voz do dono. Um mal que acomete a quem pecou diante de Gutemberg, e vem quando se passa pelos dizeres na saída do aeroporto (nada pode ser mais devastador):

“Esta noite, 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma delas é cubana”.

Fonte: http://espn.estadao.com.br/luciodecastro/post/238103_A+BLOGUEIRA+QUE+VIR...

Yoani Sánchez: blogueira ou mercenária?

Por Altamiro Borges

Nas vésperas da visita da presidenta Dilma Rousseff a Cuba, a mídia colonizada tem feito grande alarde em torno do nome da blogueira cubana Yoani Sánchez. Ela é apresentada como uma “jornalista independente”, que mantém um blog com milhões de acessos e que enfrenta, com muitas dificuldades materiais, a “tirania comunista”, que a persegue e censura.

Na busca pelo holofote midiático, líderes demotucanos e, lamentavelmente, o senador petista Eduardo Suplicy têm posado de defensores da blogueira. Eles se juntaram para pressionar o governo a conceder visto para que Yoani venha ao Brasil assistir a pré-estréia do filme “Conexões Cuba-Honduras”, do documentarista Dado Galvão – que, por mera coincidência, é membro-convidado e articulista do Instituto Millenium, o antro da direita que reúne os barões da mídia nativa.

A falsa “jornalista independente”

Mas, afinal, quem é Yoani Sánchez? Em primeiro lugar, ela não tem nada de “jornalista independente”. Seus vínculos com o governo dos EUA, que mantém um “escritório de interesses” em Havana (Sina), são amplamente conhecidos. O Wikileaks já vazou 11 documentos da diplomacia ianque que registram as reuniões da “dissidente” com os “agentes” da Sina desde 2008.

Num deles, datado de 9 de abril de 2009, o chefe da Sina, Jonathan Farrar, escreveu ao Departamento de Estado: “Pensamos que a jovem geração de dissidentes não tradicionais, como Yoani Sánchez, pode desempenhar papel a longo prazo em Cuba pós-Castro”. Ele ainda aconselha o governo dos EUA a aumentar os subsídios financeiros à blogueira “independente”.

Subsídios e “prêmios” internacionais

Anualmente, o Departamento de Estado destina cerca de 20 milhões de dólares para incentivar a subversão contra o governo cubano. Nos últimos anos, boa parte deste “subsídio” é usada para apoiar “líderes” nas redes sociais. A própria blogueira já confessou que recebe ajuda. “Os Estados Unidos desejam uma mudança em Cuba, é o que eu desejo também”, tentou justificar numa entrevista ao jornalista francês Salim Lamrani.

Neste sentido, não dá para afirmar que Yoani Sánchez padece de enormes dificuldades na ilha – outra mentira difundida pela mídia colonizada. Pelo contrário, ela é uma privilegiada num país com tantas dificuldades econômicas. Além do subsídio do império, a blogueira também recebe fortunas de prêmios internacionais que lhe são concedidos por entidades internacionais declaradamente anticubanas. Nos últimos três anos, ela foi agraciada com US$ 200 mil dólares de instituições do exterior.

O falso prestígio da blogueira

Na maioria, os prêmios são concedidos com a justificativa de que Yoani é uma das blogueiras mais famosas do planeta, com milhões de acesso, e uma “intelectual” de prestígio. Outra bravata divulgada pela mídia colonizada. Uma rápida pesquisa no Alexa, que ranqueia a internet no mundo, confirma que seu blog não é tão influente assim, apesar da sua farta publicidade na mídia e dos enormes recursos técnicos de que dispõe – inclusive com a estranha tradução “voluntária” para 21 idiomas.

Quanto ao título de “intelectual” e principal dissidente de Cuba, a própria Sina realizou pesquisa que desmonta a tese usada para projetar a blogueira. Ela constatou que o opositor mais conhecido na ilha é o sanguinário terrorista Pousada Carriles. Yoani só é citada por 2% dos entrevistados – ela é uma desconhecida, uma falsa líder, abanada com propósitos sinistros.

O “ciberbestiário” de Yoani Sánchez

A “ilustre” blogueira, inclusive, é motivo de chacota pelas besteiras que publica e declara em entrevistas à mídia estrangeira. Vale citar algumas que já compõem o “ciberbestiário” de Yoani Sánchez:

- [Sobre a Lei de Ajuste Cubano, imposta pelos EUA para desestabilizar a economia cubana, ela afirmou que não prejudica o povo] porque nossas relações são fortes. Se joga o beisebol em Cuba como nos Estados Unidos;

- Privatizar, não gosto do termo porque tem uma conotação pejorativa, mas colocar em mãos privadas, sim.

- Não diria que [os chefões da máfia anticubana de Miami, sic] são inimigos da pátria;

- Estas pessoas que são favoráveis às sanções econômicas [dos EUA contra Cuba] não são anticubanas. Penso que defendem Cuba segundo seus próprios critérios;

- [A luta pela libertação dos cinco presos nos Estados Unidos] não é um tema que interessa à população. É propaganda política;

- [A ação terrorista de Posada Carriles contra Cuba] é um tema político que as pessoas não estão interessadas. É uma cortina de fumaça;

- [Mas os EUA já invadiram Cuba, pergunta o jornalista] Quando?;

- O regime [de Fulgencio Batista, que assassinou 20 mil cubanos] era uma ditadura, mas havia liberdade de imprensa plural e aberta;

- Cuba é uma ilha sui generis. Podemos criar um capitalismo sui generis.

Mentiras sobre censura e perseguição

Por último, vale rechaçar a mentira midiática de que Yoani Sánchez é censurada e perseguida em Cuba. Participei no final de novembro de um seminário internacional sobre “mídias alternativas e as redes sociais” em Havana e acessei facilmente o seu blog. Segundo o governo cubano, nunca houve qualquer tipo de bloqueio à página da “jornalista independente”.

Quanto às perseguições sofridas, Yoani Sánchez tem se mostrado uma mentirosa compulsiva e cínica. Em 6 de novembro de 2009, ela afirmou à imprensa internacional que havia sido presa e espancada pela polícia em Havana, “numa tarde de golpes, gritos e insultos”. Em 8 de novembro, ela recebeu jornalistas em sua casa para mostrar as marcas das agressões. “Mas ela não tinha hematomas, marcas ou cicatrizes”, afirmou, surpreso, o correspondente da BBC em Havana, Fernando Ravsberg.

O diário La República, da Espanha, publicou um vídeo com testemunhos dos médicos que atenderam Yoani um dia após a suposta agressão. Os três especialistas disseram que ela não tinha nenhuma marca de violência. Diante dos questionamentos, ela prometeu apresentar fotos e vídeos sobre os ataques. Mas até hoje não apresentou qualquer prova.

Fonte: http://altamiroborges.blogspot.com/2012/01/yoani-sanchez-blogueira-ou-me...

ANCREB DENUNCIA NOVA PROVOCAÇÃO CONTRA CUBA

Novamente, setores de direita e pro-norteamericanos no Brasil tratam de fazer uma provocação contra nosso país utilizando a figura da blogueira Yoani Sánchez. O pretexto é convidá-la para um ato cujo objetivo declarado é atrair atenção sobre os falsos e gastados argumentos utilizados pelo governo norteamericano sobre a suposta violação dos direitos humanos em Cuba. Como em outras ocasiões, o Sr. Deputado Eduardo Suplicy se prestou para fazer o jogo da direita e de seus porta vozes mediáticos no Brasil.
Os cubanos residentes no Brasil agrupados na ANCREB-JM expressamos nosso mais enérgico repúdio a estas provocações contra nosso país. Fazemos isso com a força moral que nos dá o fato de sermos cubanos que amam e respeitam sua terra natal assim como a este país que adotamos como nossa segunda pátria. Aqui compartilhamos nossas vidas com nossas famílias e amigos brasileiros e trabalhamos, como parte deste povo, por seu desenvolvimento e por um futuro melhor. Respaldamos plenamente os importantes esforços e ações que realiza o Governo do Brasil para fortalecer as relações com Cuba com base no respeito e benefícios mútuos.
Consideramos necessário desmascarar frente à opinião pública brasileira a imagem de uma pessoa que não representa os interesses dos cubanos residentes em Cuba fora dela. A fama da figura de Yoani Sánchez foi fabricada artificialmente, financiada e promovida pelos interesses dos Estados Unidos. Isso fica claramente demonstrado nos documentos oficiais do governo norteamericano resgatados por “Wikileaks”. Para que não fiquem dúvidas de que esta senhora é uma agente a serviço da potência que continuamente agride, por todas as vias, nossa Pátria e sua Revolução, potência esta que ocasionou milhares de vítimas, grandes sofrimentos e perdas econômicas a nosso povo devido a um bloqueio ilegal, brutal e imoral desde mais de meio século.
As posições de evidente traição a seu país se refletem em seu blog, nas declarações que faz continuamente e que são difundidas pelos meios de imprensa brasileiros representativos dos setores de direita, que atacam a nossa Pátria, servindo aos interesses norteamericanos e tratando de entorpecer as relaciones entre nossos países.
A qualidade moral desta senhora se pode medir pelo fato de que não trabalha, como o fazem as pessoas normais que vivem em Cuba; não tem outras rendas além daqueles que recebe da Oficina de Interesses dos EE.UU em Cuba; tem um dos blogs mais caros do mundo, hospedado em um sitio europeu, com tradução imediata a 18 idiomas e acessível a todas partes do mundo. Tudo isso, em um país como Cuba que, devido ao bloqueio tem sérias limitações de acesso à Internet, a banda larga e seu tempo de utilização é muito caro dependendo dos satélites. Quem tem facilitado à senhora Yoani estas super-facilidades que a converteram na blogueira mais conhecida do mundo, enquanto outros blogueiros cubanos têm grandes dificuldades para conectar-se com o estrangeiro? De onde saem os recursos para sustentar a rede de Yoani, e a ela própria, que diz ser “uma humilde cidadã cubana”?
Os cubanos residentes no Brasil associados da ANCREB, que amamos esta terra, assim como à Pátria que nos viu nascer, rechaçamos esta nova provocação anticubana e aqueles que a promovem para denegrir a nossa Pátria e a sua Revolução.
É necessário desmascarar esta provocação e seu protagonista. Em uma próxima declaração brindaremos mais argumentos e elementos de como ela é utilizada contra seu próprio povo.
Associação Cubana de Residentes no Brasil – José Martí.
15 de Janeiro de 2012

Argentina acolhe investigação sobre morte de Jango

Do Sul 21

Argentina investiga morte do ex-presidente João Goulart

Samir Oliveira

No dia 6 de dezembro de 1976, às 2h45 da madrugada, morria aos 57 anos o ex-presidente brasileiro João Belchior Marques Goulart. No dia 6 de dezembro de 2011, 35 anos depois, a Justiça argentina abre um inquérito criminal para investigar o que ocorreu na estância La Villa, em Mercedes, na província de Corrientes.
ado de Instrução de Paso de los Libres acolheu nessa data histórica a representação feita pelo procurador da República em Uruguaiana, Ivan Cláudio Marx, no dia 11 de novembro do ano passado. A partir de agora, caberá ao país vizinho investigar criminalmente as circunstâncias do falecimento do único presidente brasileiro que morreu fora do país.

Marx entrou com o pedido porque o inquérito criminal que tramitava no Brasil foi arquivado por decisão da Justiça, que acolheu a argumentação da procuradora responsável, que alegava que o fato já havia prescrito e que a lei de anistia sepultava qualquer investigação sobre as mortes ocorridas durante a ditadura militar brasileira (1964-1985). “Não compartilho a ideia de que esses crimes prescrevem. A Argentina tem atribuição para investigar o caso, pois a morte ocorreu lá”, explica o procurador.

Ivan Cláudio Marx

Procurador Ivan Cláudio Marx provocou investigação da Justiça argentina | Foto: Juarez Tosi/PR-RS

A abertura de investigação pela Justiça argentina pode trazer à tona novos elementos que envolvem a controversa morte do ex-presidente. Além disso, politicamente a Argentina nunca fez questão de manter impunes os agentes de Estado – civis e militares – que torturaram, assassinaram e “desapareceram” pessoas durante as ditaduras no Cone Sul. “Eles não têm nenhum freio a esse tipo de investigação. A Suprema Corte já declarou que as leis de anistia não são válidas e esses crimes não prescrevem lá”, observa o procurador da República em Uruguaiana, Ivan Cláudio Marx.

A investigação argentina ajudará a elucidar lacunas que ainda persistem no inquérito civil que tramita na Procuradoria da República no Rio Grande do Sul. O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Alexandre Gravronski, explica que trabalhará em conjunto com os colegas do país vizinho.

“Eles seguirão na perspectiva criminal e nós, na civil, tentando descobrir o que aconteceu e assegurar o direito dos brasileiros a terem a informação correta sobre um fato importante. A ideia é trocarmos informações e atuarmos conjuntamente”, aponta Gavronski.

O procurador explica que a investigação civil em curso tem dois objetivos: identificar a fórmula da suposta substância química que teria causado o envenenamento de Jango e confirmar a existência de uma lista elaborada pelos órgãos repressores das ditaduras do Cone Sul com pessoas que seriam assassinadas – entre elas, estaria o nome do ex-presidente brasileiro.

Procurador Alexandre Gavronski conduz investigação civil sobre a morte de Jango | Foto: Leandro Godinho/PR-RS

“Nossa investigação segue na busca de afirmar o direito à memória e à verdade, para que o povo saiba se o Brasil teve um ex-presidente assassinado pela ditadura ou não”, comenta Gavronski.

Assim como Ivan Cláudio Marx, ele também acredita que a ação da Justiça argentina poderá impulsionar o inquérito brasileiro. “Eles dão muita atenção a esse tipo de caso. Temos esperança que consigam recuperar documentos e testemunhas que estão lá”, projeta.

“Provável atentado à vida do meu avô é exemplo típico da Operação Condor”

A morte do ex-presidente João Goulart é recheada de especulações e vazia de certezas. Passados 35 anos, o que se sabe é insuficiente para dizer que ele foi assassinado, mas também é muito pouco para determinar que foi uma morte natural.

É notório que Jango sofria de problemas cardíacos e tomava pelo menos três tipos de remédios, dois deles comprados em qualquer farmácia e um que era importado diretamente da França. O ex-presidente chegou a ter um infarto em 1969, no Uruguai, onde vivia desde que foi expulso do Brasil em função do golpe dado em 1964.

Apesar de o desgaste do exílio forçado ter tido efeitos negativos na saúde de Jango, é fato também que o ex-presidente vivia sob constante vigilância dos órgãos de repressão e sua popularidade – aliada ao fato de estar bem próximo do Brasil – desagradava a cúpula da ditadura tupiniquim.

O ex-agente do serviço de inteligência do Uruguai, Mário Neira Barreiro, que está detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas desde 2003 por assalto a banco e tráfico de armas no Brasil, já declarou que vigiava Jango 24 horas por dia. Em depoimento gravado por João Vicente, filho do ex-presidente, em 2006, o uruguaio disse que foi colocada uma cápsula com um hipertensor no frasco do remédio importado da França.

Neira Barreiro também comentou que o assassinato de Jango foi ordenado pelo próprio Ernesto Geisel – general no comando do Brasil na época -, que teria delegado a incumbência ao delegado Sérgio Fleury, do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) de São Paulo. Porém, a palavra do ex-agente secreto uruguaio por si só não prova nada e as pistas que ele deu não conduziram a elementos concretos. Além disso, ele se contradisse em outras declarações posteriores.

Christopher Goulart quer discutir investigação com a presidente da Argentina | Foto: Caco Argemi/Palácio Piratini

Além do estado de saúde de Jango e das explicações de Neira Barreiro, outro fato paira sobre a morte do ex-presidente: a Operação Condor. A morte de João Goulart ocorreu num período em que a cooperação entre as ditaduras da Argentina, do Uruguai, do Brasil, do Chile, do Paraguai, da Bolívia e do Peru trabalhavam em estreita aliança contra os militantes de esquerda no continente. Esse tipo de ação era articulado clandestina e oficialmente entre os regimes, com extradições forçadas, seqüestros além das fronteiras nacionais e tortura em território estrangeiro.

Para o neto do ex-presidente, Christopher Goulart, a morte de Jango se insere perfeitamente no contexto de cooperação entre as ditaduras sul-americanas. “O provável atentado à vida do meu avô é um exemplo típico de um crime da Operação Condor”, considera.

Ele avalia que uma investigação criminal conduzia na Argentina pode ter efeitos bastante positivos no esclarecimento da morte do ex-presidente brasileiro. “É um país que respeita mais as questões de direitos humanos, principalmente no que tange aos crimes da ditadura”, opina.

Aproveitando a abertura do inquérito pela Justiça argentina, Christopher Goulart quer ir além: solicitar uma reunião com a própria presidente do país vizinho, Cristina Kirchner, para tratar do caso. “Irei a Paso de los Libres prestar depoimento como representante da família e pretendo levar isso à presidente. Ela é do Partido Peronista, e meu avô já foi à Argentina a convite do Perón”, compara.

Fonte: Blog do Luis Nassif ( http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/argentina-acolhe-investigacao-s... )

SOLIDARIEDADE - POETISA ANGYE GAONA PRESA POLÍTICA NA COLÔMBIA

SOLIDARIEDADE COM A POETISA ANGYE GAONA PRESA PELO GOVERNO DA COLÔMBIA

No próximo dia 23 de janeiro de 2012 terá inicio o julgamento de Angye Gaona, poetisa e jornalista colombiana.
"Acusada por crimes de rebelião e tráfico de drogas, e considerada pela justiça de seu país como uma criminosa de alta periculosidade", Angye Gaona é só mais uma mulher perseguida pelo governo da Colômbia. Corre perigo de sofrer até vinte anos de prisão ou algo pior, por delitos que jamais cometeu.
Em janeiro de 2011, foi detida e encarcerada durante 4 meses em uma prisão de média segurança sem que fosse iniciado qualquer julgamento durante sua detenção. Depois de uma intensa campanha de petições de alcance internacional, foi posta em liberdade provisória, pois já se passava o tempo limite para iniciar seu julgamento.1
A promotoria colombiana acusa a poetisa de "conspiração criminosa agravada por delito de narcotráfico e rebelião". No meio da desordem da promotoria e dos tribunais na Colômbia, um julgamento injusto está para começar na cidade de Cartagena de Indias, a mais de 800 km de Bucaramanga, cidade onde Angye reside. Testemunhas de defesa estão impossibilitadas de viajarem para cidade do julgamento.
Apesar de ter uma vida difícil, com menos do necessário para alimentar a sua filhinha – com quem compartilha um apartamento em um bairro humilde de Bucaramanga, Angye Gaona se solidarizou, por meio de seu trabalho cultural e poético, com os milhares de presos políticos que padecem nos cárceres de seu país. A resposta do estado colombiano, como para todos aqueles que desafiam a ordem de terror estabelecida no país, não poderia ser outra.
Angye Gaona foi integrante da equipe organizadora do Festival Internacional de Poesia de Medellín, organizando assim em 2001 a primeira exposição do festival Internacional de Poesia Experimental. Também tem cultivado a escultura e a produção radiofônica. Trabalha realizando atividades de promoção das potências da poesia em sua cidade natal. Seus poemas foram incluídos em antologias e publicações impressas e digitais na Colômbia e no exterior.
Em 2009, publicou seu primeiro livro: Nascimento Volátil (Ilustrações de Natalia Rendón), e participou do Encontro Internacional de surrealismo atual: O Umbral Secreto, (Santiago do Chile), a maior mostra já realizada do movimento surrealista na América Latina. Em 2010 realizou o poema experimental, Os Filhos do Vento. Sua obra foi traduzida parcialmente em francês, catalão, português e inglês.
Em 2011 ganhou o Salão metropolitano das artes Mire. Em 2012 participará da Exposição Internacional Surrealismo 2012 (Pennsylvania, EUA), se não for encarcerada até lá.Um Dossiê Especial bilingüe lhe será dedicado, no próximo número da revista poética francesa La voix de autres, que será publicada em março de 2012.2
Atualmente se estima que a Colômbia tenha mais de 7.500 presos políticos, e é um dos países que mais desrespeita os direitos humanos no mundo.
No Brasil está sendo criado o Comitê Brasileiro de Solidariedade à Angye Gaona. O comitê já conta com um site, onde podem ser visualizadas maiores informações, orientações para ajuda e poemas de Angye, traduzidos para português. Além disso, o comitê pretende estender sua solidariedade com os outros presos políticos colombianos.
O endereço do site é: http://angyegaonalivre.wordpress.com/.
COMO AJUDAR?
Divulgar estas informações para o máximo de pessoas;
Assinar a petição online (clique aqui);
Enviar carta postal para o juiz do caso (modelo e endereço ao final desta página) e nos informar do envio (jeffvasques@gmail.com);
Enviar email para embaixada da Colômbia no Brasil cobrando posicionamento (email: ebrasili@cancilleria.gov.co) e nos informar do envio (jeffvasques@gmail.com);
Organizar atividades artísticas e politicas em defesa da liberdade de Angye Gaona e dos demais presos políticos da Colômbia (entrar em contato conosco para divulgar a atividade!)
Visitar periodicamente este site para saber das novidades.
Modelo de carta para Juiz do caso Angye Gaona
(este mesmo texto pode ser utilizado para ser enviado por email à Embaixada da Colômbia no Brasil)
Juzgado Único Penal del Circuito Especializado de Cartagena Del Adjunto
Barrio Centro de San Diego,
Calle De La Cruz N º 9-42,
Antiguo Colegio Panamericano
2 º Piso
Cartagena de Indias
Colombia
________________________________________
Nome
Endereço
Cidade, País
Endereço de seu site Web (opcional)
Señor Juez,
Como ciudadano del mundo comprometido con las libertades de los pueblos, con mi alma y mi corazón decidí enviarle esta carta para informarle de mi compromiso y vigilancia en relación con el caso seguido en su juzgado a Angye Gaona, poeta colombiana. Estoy seguro de que no se juzga en este caso a una mujer traficante de drogas ni una rebelde, sino una “contrabandista” de las palabras y de la poesía, que es consciente de los abusos de los derechos del hombre en su país. En su nombre, le pido ecuanimidad y razón, a pesar de las presiones políticas. La poesía y las modestas condiciones de vida de Angye Gaona reflejan su inocencia, mejor de lo que podría hacerlo el mejor abogado. Su único crimen es el de decir la verdad a través de su obra poética. Me parece esencial para la comunidad colombiana, que se respete la vida y la libertad de sus poetas, que son un poco el alma de su pueblo. En espera, señor En espera, señor Juez, que usted sea el garante de un juicio justo que honre a las instituciones de Colombia, le ruego acepte la expresión de mi respeto,

Firma
......
Senhor Juiz,
Como cidadão do mundo comprometido com as liberdades dos povos, com minha alma e meu coração decidi enviar esta carta para informar meu compromisso e vigilância com relação ao julgamento em seu tribunal de Angye Gaona, poeta colombiana. Estou seguro de que não se julga neste caso a uma mulher traficante de drogas nem uma rebelde, mas uma “contrabandista” das palavras e da poesia, que é consciente dos abusos dos direitos do homem em seu país. Em seu nome, peço equanimidade e razão, apesar das prisões
políticas. A poesia e as modestas condições de vida de Angye Gaona refletem sua inocência, melhor do que poderia apontar o melhor advogado. Seu único crime é o de dizer a verdade através de sua obra poética. Parece-me essencial para a comunidade colombiana, que se respeite a vida e a liberdade de seus poetas, que são um pouco a alma de seu povo. Esperamos, senhor. Esperamos, senhor Juiz, que você seja quem garanta um julgamento justo que honre as instituições de Colômbia, rogo-lhe que aceite a expressão de meu respeito,

Nome
......
Texto de Agenda Colômbia, com informações do Diário Liberdade e do site: http://angyegaonalivre.wordpress.com/
1“La poesía me defenderá”. In:, 12 Jan. 2012.
2Libertad para la poeta Angye Gaona! Movilización internacional. In: , 12 Jan. 2012.

http://agendacolombiabrasil.blogspot.com/2012_01_01_archive.html

Inédito: McDonald's sai da Bolívia dado desinteresse do público

Inédito no mundo: McDonald's sai da Bolívia devido ao desinteresse do público

Todos os esforços desenvolvidos pela cadeia McDonald's para inserir-se no mercado boliviano foram infrutíferas. De nada valeu preparar o molho Ilajwa, favorito do altiplano, nem apresentar os melhores conjuntos locais ao vivo.

Após 14 anos de presença no país e apesar de todas as campanhas feitas e por fazer, a cadeia se viu obrigada a fechar os oito restaurantes que mantinha abertos nas três principais cidades do país: La Paz, Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra.

Trata-se do primeiro país latino-americano que ficará sem McDonald's e o primeiro país no mundo onde a empresa fecha por ter seus números no vermelho por mais de uma década.

O impacto para os chefes de marketing tem sido de tal força que foi gravado um documentário sob o título "Por que McDonald's quebrou na Bolívia” (assista ao vídeo em espanhol, clicando na imagem acima), onde tentam explicar de algum modo as razões que levaram os bolivianos a continuar preferindo as empanadas, ao invés dos hambúrgueres.

Rechaço cultural

O documentário inclui reportagens com cozinheiros, sociólogos, nutricionistas, educadores, historiadores... Todos coincidem que o rechaço não é aos hambúrgueres, nem ao sabor; o rechaço está na mentalidade dos bolivianos. Tudo indica que, literalmente, o "fast-food” é a antítese da concepção que um boliviano tem de como se deve preparar uma comida.

Na Bolívia, para ser boa, além de gosto, a comida requer esmero, higiene e muito tempo de preparação. Assim é como um consumidor avalia a qualidade do que leva ao estômago: também avalia o tempo entre a preparação e o consumo de qualquer alimento.

A comida rápida não é para essa gente, concluíram os norte-americanos.

Fonte: Adital ( http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=63709 )

Dois anos depois, Haiti enfrenta violência e falta de higiene

Dois anos depois, haitianos enfrentam violência e falta de higiene nos campos de desabrigados

Passam das 23h no horário de Porto Príncipe quando os militares brasileiros entram, armados, em um campo de desabrigados. A pé, os soldados passam pelas vielas formadas entre as barracas de lona, atentos a cada ruído. Em escuridão plena, iluminada somente pelas lanternas levadas para a patrulha, não se pode enxergar muito mais do que a passagem de pequenas sombras de ratos pelo chão.

Leia o especial completo do Opera Mundi:
Com 95% da população sem emprego, comércio de rua vira única saída no Haiti

O cheiro de urina é intenso e o percurso interminável. Alguns bancos de cimento são usados como cama por alguns desabrigados. Como em diversos pontos de Porto Príncipe, esta praça, localizada nas proximidades do Palácio Nacional, virou a moradia de milhares de haitianos após o terremoto de 7 graus na escala Richter, de 12 de janeiro de 2010, que matou mais de 300 mil pessoas e destruiu grande parte das construções da capital do país.

Dois anos depois da catástrofe, mais de 500 mil afetados pelo tremor ainda moram em barracas doadas como uma solução provisória para a situação de emergência em que ficaram os 1,5 milhão de haitianos que perderam ou tiveram que abandonar suas casas, segundo a OIM (Organização Internacional para a Migração). O Opera Mundi visitou três dos mais de 1.000 campos de desabrigados espalhados do centro de Porto Príncipe a um raio de 15 quilômetros da capital.

Marie Jana, mãe de duas pequenas haitianas, vive atualmente no maior destes campos, o Jean Marie Vincent, onde 48 mil pessoas estão acampadas em aproximadamente 1,5 quilômetros quadrados. Desde que sua casa desabou, destruindo todos os móveis, esta dona de casa tenta encontrar um emprego para poder alugar um novo lugar para morar.

Enquanto não consegue trabalho, lamenta da vida que leva há quase dois anos no Jean Marie Vincent: “Sofro muito, todos os dias, desde o terremoto. Todas as barracas têm furos, e quando chove temos muitos problemas com goteiras e inundação das barracas. Pedimos soluções, mas ninguém se responsabiliza”, diz.

Outro ponto crítico da vida no acampamento, afirma, é a violência sexual contra as mulheres. “Por sorte, meu marido só sai para trabalhar durante o dia, para trazer coisas para que possamos viver. Mas várias noites, acordei com bandidos iluminando o interior da minha barraca. Eles passam com lanternas, de uma em uma, escolhendo em qual barracas vão entrar”, conta.

“Aqui não é seguro, não. Só estou tranquilo assim por que estamos com os soldados brasileiros aqui. Mas quando os militares estão longe, há muitos problemas nestes campos”, admite Pierre Andregene, que trabalha como tradutor do Exército brasileiro.

Os fuzileiros navais responsáveis pela segurança da região onde o Jean Marie Vincent está localizado confirmaram que a violência aumentou na semana em que a reportagem esteve no campo: “No começo de novembro, cinco corpos foram encontrados neste campo”, disse o fuzileiro naval Renato Gomides. “Então solicitamos à polícia haitiana para que aumentasse a presença de agentes e começamos a fazer mais operações conjuntas com Polícia Nacional do Haiti para identificar os suspeitos."

O chefe de Relações Publicas da Polícia Civil da ONU, Raymond Lamarre, por sua vez, nega o aumento da insegurança no período. “As estatísticas de crimes nos campos de desabrigados mostram que a violência está diminuindo”, argumenta. Segundo ele, há problemas com gangues que circulam nos campos, mas a maioria dos crimes é cometida do lado de fora. “Muitas vezes os campos só são utilizados para esconder os corpos”, afirma outro fuzileiro naval.

Mais de 100 pessoas para cada banheiro

Depois de passar pelos campos de desabrigados, os militares brasileiros passam por uma rigorosa rotina de higiene antes de entrar nas bases: limpam as botas em uma solução de cloro, lavam as mãos e terminam a esterilização com boa dose de álcool em gel. As medidas de controle sanitário impressionam quando comparadas com a situação encontrada nos campos de desabrigados, onde há uma média de uma latrina ou vaso sanitário para cada grupo de 112 pessoas e somente 18% conta com lavatórios para as mãos, segundo a Rede Haitiana de Direitos Humanos.

A organização aponta ainda que em outras regiões do país, como Petit-Goave, a situação sanitária piora: uma latrina ou vaso sanitário é usada por 141 pessoas, um chuveiro por 185 e os campos não contam com nenhum centro de saúde. Segundo os dados, somente 48% dos haitianos desabrigados pelo terremoto têm acesso à água potável, condição que explica a rápida expansão da epidemia de cólera no país, que já causou quase sete mil mortes e contaminou mais de 520 mil pessoas.

Stanley Schiveger, também desempregado, conta que foi morar em uma barraca no Jean Marie Vincent após sua casa ser destruída pelo terremoto. “Eu não tinha como continuar morando lá, então vim para o campo junto com todo mundo. Vim achando que o governo faria uma coisa para melhorar a situação de miséria das pessoas prejudicadas, sempre que me pediam para participar de alguma atividade, eu participei”, explica, queixando-se da falta de solução para os problemas do acampamento.

“Tem muita violência e lixo, e ninguém faz a limpeza dos banheiros. Para mim, o futuro das pessoas daqui está nas mãos do governo e esperamos qualquer ação para mudar esta situação. Pode ser outro lugar para morar ou um emprego”, acrescenta Schiveger.

Outro problema vivido diariamente pelos deslocados após o terremoto são as ameaças constantes de pessoas incomodadas com a presença de acampados. O dono de um campo de golfe que foi completamente tomado pelas barracas de emergência já ameaçou diversas vezes ingressar no local com um trator para desocupá-lo e os vizinhos do Jean Marie Vincent, furiosos com a falta de condições de higiene no local, ameaçam colocar fogo no campo de desabrigados, segundo relatam militares brasileiros.

Na última quinta-feira (05/01), o governo haitiano anunciou que o acampamento localizado nas proximidades do aeroporto Toussaint Louverture, em Porto Príncipe, será removido. Em uma entrevista à rádio Metrópole, o chanceler Laurent Lamothe afirmou que os desabrigados que habitavam o local desde o terremoto receberam 500 dólares para abandonar o local.

Organizações de Direitos Humanos presentes no país reprovaram a medida, que consideram insuficiente, por não resolver os problemas habitacionais dos deslocados. O chanceler, por sua vez, justificou a decisão: “É importante que o Haiti mostre outra imagem aos visitantes que cheguem ao país”, afirma, em referência à pobreza dos acampamentos que já não será vista pelos turistas que desembarquem de um avião no Haiti.

*A reportagem viajou a convite do Ministério da Defesa do Brasil.

Fonte: Opera Mundi ( http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/19114/dois+anos+depois... )

Haiti: Desfazendo mitos

No momento em que as autoridades brasileiras tentam restringir a presença de haitianos no país, a colunista Keila Grinberg resgata marcos importantes da história do Haiti e questiona postura – de ontem e de hoje – do Brasil em relação ao país insular.

Por: Keila Grinberg

Publicado em 13/01/2012 | Atualizado em 13/01/2012

Quem olha com temor para o crescente movimento de haitianos que atravessam as fronteiras brasileiras pode se acalmar estudando um pouco a história do Haiti. Ajudaria um bocado a desfazer alguns mitos que grassam nas mentes de brasileiros há mais de 200 anos, desde a revolução escrava que em 1804 resultou na independência daquele país.

Primeiro mito: há que se ter cuidado com pessoas e ideias que vêm do Haiti. No Brasil do século 19, quando se falava do Haiti, ou era para expressar o medo provocado pela influência que as ideias de liberdade poderiam provocar em escravos, libertos e descendentes de africanos em geral no país, ou era para detratar alguém. Quando se queria acusar uma pessoa – que fosse negra ou mulata – de não ser de bem, nada melhor do que pintá-la como simpatizante da revolução do Haiti.

Foi o que aconteceu, por exemplo, em junho de 1824, na cidade de Laranjeiras, em Sergipe. Um grupo de proprietários, incomodado por ter como secretário da presidência da província (algo como vice-governador, hoje em dia) o mulato Antonio Pereira Rebouças, acusou-o de ter organizado um protesto pela cidade, liderando outros mulatos que teriam saído pelas ruas dançando ao som de zabumbas e gritando “viva o Haiti” e “vivam pretos e mulatos”.

Na carta enviada pelos supostos ‘homens de bem’ às autoridades militares, foi dito que Rebouças “fez muitos elogios ao rei do Haiti e, porque não o entendiam, falou mais claro: São Domingos, o Grande São Domingos [nome da colônia francesa antes da independência do Haiti]. (...). Alerta. Alerta. Acudir enquanto é tempo”.

Nunca ficou provado se Rebouças realmente participou do barulho, nem mesmo se ele chegou de fato a existir. Mas uma coisa é certa: a denúncia foi suficiente para que ele perdesse o emprego e tivesse que responder a um processo (na época, uma devassa).

Da mesma forma, muitas das denúncias de haitianismo no Brasil do século 19 nunca foram comprovadas. Mas, nesse caso, o importante para os proprietários de escravos era abafar qualquer eco que as ideias de liberdade que fundamentaram a rebelião de escravos no Haiti pudessem ter no Brasil.

‘Haiti: the aftershocks of history’, de Laurent Duboi.Segundo mito: o Haiti só produz pobreza. Errado. Como vem demonstrando o historiador Laurent Dubois em vários de seus trabalhos, especialmente no recentíssimo livro Haiti: the aftershocks of history (‘Haiti: as réplicas da história’, em traduação livre), da editora Metropolitan Books, depois da independência, para construir alternativas ao sistema de plantation no qual a maioria dos seus habitantes tinha trabalhado como escravos, foi desenvolvido no Haiti um sistema de pequenos sítios e economia descentralizada.

Era uma espécie de agricultura sustentável, com o cultivo alternado de frutas e raízes. Além disso, produzindo um pouco de café e dedicando-se à pecuária, conseguiram desenvolver uma economia autônoma. Se não produziu riqueza, ao menos foi suficiente para assegurar uma qualidade de vida melhor do que a da maioria dos descendentes de africanos que vivia nas Américas, atraindo imigrantes e estabelecendo relações comerciais com empresários de outros países.

Não custa dar o crédito

Claro que isso não quer dizer que não houvesse problemas no Haiti. Disputas pelo poder e altos impostos não tornavam a vida dos haitianos fácil. Mas havia víveres suficientes para alimentar a população.

Hoje, metade do que o Haiti consome é importada. A economia é centralizada e, desde o início da ocupação americana (1915-1934), as pequenas fazendas foram substituídas por grandes plantações mantidas por corporações estrangeiras. Isso sem contar o terremoto de 2010, que trouxe mais pobreza e a primeira epidemia de cólera do país, doença que conhecemos no Brasil desde o século 19.

É possível que a maioria dos haitianos que hoje procura na cidade de Brasileia novas oportunidades não tenha mais a memória das experiências de liberdade e agricultura sustentável que marcaram as vidas de seus bisavós há mais de um século. Mas não custa dar o crédito.

Além de socorrer pessoas em situações dramáticas, não seria nada mal mostrar ao mundo que é possível entrar no clube dos países ricos sem fechar as portas aos imigrantes.

Keila Grinberg
Departamento de História
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Pós-doutoramento na Universidade de Michigan (bolsista da Capes)

Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/desfazendo-mitos

Divulgado o calendário 2012 do Cineclube da Casa com a ABI

Divulgado o novo calendário do Cineclube da Casa com a ABI.

Para tomar ciência, acessar:

http://www.casadaamericalatina.org.br/?q=node/5

Reflexões de Fidel: A MARCHA RUMO AO ABISMO

Por: Fidel Castro Ruz

Não é uma questão de otimismo ou de pessimismo, saber ou ignorar coisas elementares, ser responsáveis ou não dos acontecimentos. Os que pretendem considerar-se políticos deveriam ser lançados à lixeira da história quando, como é norma, nessa atividade ignoram tudo ou quase tudo o que se relaciona com ela.

É claro que não falo dos que ao longo de vários milênios converteram os assuntos públicos em instrumentos de poder e riquezas para as classes privilegiadas, atividade em que verdadeiros recordes de crueldade têm sido impostos durante os últimos oito ou dez mil anos sobre os que se têm vestígios certos da conduta social de nossa espécie, cuja existência como seres pensantes, segundo os cientistas, apenas ultrapassa os 180 mil anos.

Não é meu propósito debruçar-me em tais temas que com certeza aborreceriam a quase o cento por cento das pessoas continuadamente bombardeadas com notícias através da mídia, que vão desde a palavra escrita até as imagens tridimensionais que começam a ser exibidas em cinemas custosos, e não fica longe o dia em que também predominem nas já de por si fabulosas imagens da televisão. Não é por acaso que a chamada indústria da recreação tenha sua sede no coração do império que a todos tiraniza.

O que pretendo é situar-me no ponto de partida atual de nossa espécie para falar da marcha rumo ao abismo. Poderia, inclusive, falar duma marcha “inexorável” e estaria com certeza mais próximo da realidade. A idéia de um juízo final fica implícita nas doutrinas religiosas mais estendidas entre os habitantes do planeta, sem que ninguém as qualifique por isso de pessimistas. Antes pelo contrário, considero um dever elementar de todas as pessoas sérias e sensatas, que são milhões, lutar para adiar e, talvez impedir, esse dramático e próximo acontecimento no mundo atual.

Numerosos perigos nos ameaçam, mas dois deles, a guerra nuclear e a mudança climática, são decisivos e ambos os dois estão cada vez mais longe de se aproximarem de uma solução.

O palavreado demagógico, as declarações e os discursos da tirania imposta ao mundo pelos Estados Unidos e seus poderosos e incondicionais aliados, em ambos os temas, não admitem a menor dúvida nesse sentido.

O dia um de janeiro de 2012, ano novo ocidental e cristão, coincide com o aniversário do triunfo da Revolução em Cuba e o ano em que se completa o 50º Aniversário da Crise de Outubro de 1962, que colocou o mundo à beira da guerra mundial nuclear, o que me obriga a escrever estas linhas.

Careceriam de sentido minhas palavras se tivessem como objetivo imputar alguma culpa ao povo norte-americano, ou ao de qualquer outro país aliado dos Estados Unidos na insólita aventura; eles, como os demais povos do mundo, seriam as vítimas inevitáveis da tragédia. Fatos recentes acontecidos na Europa e noutros pontos mostram as indignações maciças daqueles aos quais o desemprego, a carestia, as reduções de suas receitas, as dívidas, a discriminação, as mentiras e a politicagem, conduzem aos protestos e às brutais repressões dos guardiões da ordem estabelecida.

Com freqüência crescente se fala de tecnologias militares que afetam a totalidade do planeta, único satélite habitável conhecido a centenas de anos luz de outro que talvez resulte adequado se nos movermos à velocidade da luz, trezentos mil quilômetros por segundo.

Não devemos ignorar que se nossa maravilhosa espécie pensante desaparecesse, decorreriam muito milhões de anos antes de que surja de novo outra capaz de pensar, em virtude dos princípios naturais que regem como conseqüência da evolução das espécies, descoberta por Darwin em 1859 e que hoje reconhecem todos os cientistas sérios, crentes ou não crentes.

Nenhuma outra época da história do homem conheceu os atuais perigos que encara a humanidade. Pessoas como eu, com 85 anos cumpridos, tínhamos chegado aos 18 com o título de bacharel antes de que concluísse a elaboração da primeira bomba atômica.

Hoje os engenhos desse caráter prontos para seu emprego ─incomparavelmente mais poderosos que os que produziram o calor do sol sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki─ somam milhares.

As armas desse tipo que se guardam adicionalmente nos depósitos, acrescentadas às já desdobradas em virtude de acordos, atingem cifras que ultrapassam os vinte mil projéteis nucleares.

O emprego de apenas um centenar dessas armas seria suficiente para criar um inverno nuclear que provocaria uma morte espantosa em breve tempo a todos os seres humanos que habitam o planeta, como tem explicado brilhantemente e com dados computadorizados o cientista norte-americano e professor da Universidade de Rutgers, Nova Jersey, Alan Robock.

Os que costumam ler as notícias e análises internacionais sérias, conhecem como os riscos do estalido duma guerra com o emprego de armas nucleares se incrementam na medida em que a tensão cresce no Oriente Próximo, onde nas mãos do governo israelita se acumulam centenas de armas nucleares em plena prontidão combativa, e cujo caráter de forte potência nuclear nem se admite nem se nega. Cresce igualmente a tensão em torno a Rússia, país de indubitável capacidade de resposta, ameaçada por um suposto escudo nuclear europeu.

Causa riso a afirmação ianque de que o escudo nuclear europeu é para proteger também a Rússia do Irão e da Coréia do Norte. Tão fraca resulta a posição ianque neste delicado assunto, que seu aliado Israel nem sequer se toma a moléstia de garantir consultas prévias sobre medidas que possam desatar a guerra.

A humanidade, no entanto, não goza de garantia alguma. O espaço cósmico, nas proximidades de nosso planeta, está saturado de satélites dos Estados Unidos destinados a espiar o que acontece até nas açotéias das moradias de qualquer nação do mundo. A vida e costumes de cada pessoa ou família passou a ser objeto de espionagem; a escuta de centenas de milhões de celulares, e o tema das conversações que aborde qualquer usuário em qualquer parte do mundo deixa de ser privado para se tornar em material de informação para os serviços secretos dos Estados Unidos.

Esse é o direito que lhe vai restando aos cidadãos do nosso mundo em virtude dos atos de um governo cuja constituição, aprovada no Congresso de Filadélfia em 1776, estabelecia que ainda os homens nasciam livres e iguais e a todos o Criador lhes concedia determinados direitos, dos quais não lhes restam já, nem aos próprios norte-americanos nem a cidadão algum do mundo sequer o de comunicar por telefone a familiares e amigos seus sentimentos mais íntimos.

A guerra, no entanto, é uma tragédia que pode acontecer, e é muito provável que aconteça; porém, se a humanidade fosse capaz de adiá-la um tempo indefinido, outro fato igualmente dramático está acontecendo já com ritmo crescente: a mudança climática. Limitar-me-ei a assinalar o que eminentes cientistas e expositores de relevo mundial têm explicado através de documentos e filmes que ninguém põe em causa.

É bem conhecido que o governo dos Estados Unidos se opus aos acordos de Quioto sobre o meio ambiente, uma linha de conduta que nem sequer conciliou com seus aliados mais próximos, cujos territórios sofreriam tremendamente e alguns dos quais, como a Holanda, desapareceriam quase por completo.

O planeta marcha hoje sem política sobre este grave problema, enquanto os níveis do mar se elevam, as enormes camadas de gelo que cobrem a Antártida e Groenlândia, onde se acumula mais de 90% da água doce do mundo, derretem-se com crescente ritmo, e já a humanidade, no passado 30 de novembro de 2011, atingiu oficialmente a cifra de 7 mil milhões de habitantes que nas áreas mais pobres do mundo cresce de forma sustentável e inevitável. Será que por acaso os que se dedicaram a bombardear países e matar milhões de pessoas durante os últimos 50 anos se podem preocupar pelo destino dos demais povos?

Os Estados Unidos são hoje não só o promotor dessas guerras, mas também o maior produtor e exportador de armas no mundo.

Como se sabe, esse poderoso país tem subscrito um convênio para fornecer 60 mil milhões de dólares nos próximos anos ao reino da Arábia Saudita, onde as transnacionais dos Estados Unidos e seus aliados tiram cada dia 10 milhões de barris de petróleo ligeiro, isto é, mil milhões de dólares em combustível. O quê será desse país e da região quando essas reservas de energia se esgotem? Não é possível que nosso mundo globalizado aceite sem espernear a colossal dilapidação de recursos energéticos que a natureza tardou centenas de milhões de anos em criar, e cuja dilapidação encarece os custos essenciais. Não seria em absoluto digno do caráter inteligente atribuído a nossa espécie.

Nos últimos 12 meses tal situação se agravou consideravelmente a partir de novos avanços tecnológicos que, em vez de aliviar a tragédia proveniente do esbanjamento dos combustíveis fósseis, a agrava consideravelmente.

Cientistas e investigadores de prestígio mundial vinham apontando as conseqüências dramáticas da mudança climática.

Num excelente documentário fílmico do diretor francês Yann Arthus-Bertrand, titulado Home, e elaborado com a colaboração de prestigiosas e bem informadas personalidades internacionais, publicado a meados do ano 2009, este advertiu ao mundo com dados irrebatíveis o que estava acontecendo. Com sólidos argumentos expunha as conseqüências nefastas de consumir, em menos de dois séculos, os recursos energéticos criados pela natureza em centenas de milhões de anos; mas o pior não era o colossal esbanjamento, senão as conseqüências suicidas que teria para a espécie humana. Referindo-se à própria existência da vida, reprochava-lhe à espécie humana: “…Beneficias de um fabuloso legado de 4 000 milhões de anos fornecido pela Terra. Apenas tens 200 000 anos, mas já tens mudado a face do mundo.”

Não culpava nem podia culpar ninguém até esse minuto, assinalava simplesmente uma realidade objetiva. Todavia, hoje temos que culpar-nos todos de que o saibamos e nada façamos por tratar de remediá-lo.

Em suas imagens e conceitos, os autores dessa obra incluem memórias, dados e idéias que estamos no dever de conhecer e levar em conta.

Em meses recentes, outro fabuloso material fílmico exibido foi Oceanos, elaborado por dois realizadores franceses, considerado o melhor filme do ano em Cuba; talvez, ao meu ver, o melhor desta época.

É um material que admira pela precisão e beleza das imagens nunca antes filmadas por câmara alguma: 8 anos e 50 milhões de euros foram investidos nele. A humanidade terá que agradecer essa prova da forma em que se expressam os princípios da natureza adulterados pelo homem. Os atores não são seres humanos: são os povoadores dos mares do mundo. Um Óscar para eles!

O que motivou para mim o dever de escrever estas linhas não surgiu dos fatos referidos até aqui, que de uma forma ou de outra tenho comentado anteriormente, mas de outros que, manuseados por interesses das transnacionais, têm estado saindo à luz dosificadamente nos últimos meses e servem, ao meu ver, como prova definitiva da confusão e do caos político que impera no mundo.

Há apenas uns meses li por primeira vez algumas notícias sobre a existência do gás de xisto. Afirmava-se que os Estados Unidos dispunham de reservas para suprir suas necessidades deste combustível durante 100 anos. Como disponho na atualidade de tempo para indagar sobre temas políticos, econômicos e científicos que podem ser realmente úteis a nossos povos, comuniquei-me discretamente com várias pessoas que residem em Cuba ou no exterior do nosso país. Curiosamente, nenhuma delas tinha escutado uma palavra sobre o assunto. É claro que não era a primeira vez que isso acontecia. A gente fica admirada de fatos importantes de por si que se ocultam em um verdadeiro mar de informações, misturadas com centenas ou milhares de notícias que circulam pelo planeta.

Persisti, não obstante, no meu interesse sobre o tema. Têm decorrido apenas vários meses e o gás de xisto já não é notícia. Nas vésperas do novo ano já se conheciam suficientes dados para ver com toda clareza a marcha inexorável do mundo rumo ao abismo, ameaçado por riscos tão extremamente graves como a guerra nuclear e a mudança climática. Do primeiro, já falei; do segundo, em prol da brevidade, limitar-me-ei a expor dados conhecidos e alguns por conhecer que nenhum quadro político ou pessoa sensata deve ignorar.

Não hesito em afirmar que observo ambos os fatos com a serenidade dos anos vividos, nesta espetacular fase da história humana, que têm contribuído à educação de nosso povo valente e heróico.

O gás é medido em TCF, os quais podem se referir a pés cúbicos ou metros cúbicos ─nem sempre se explica se se trata de um ou do outro─ depende do sistema de medidas que seja aplicado em um país determinado. Por outro lado, quando se fala de bilhões soem se referir ao bilião espanhol que significa um milhão de milhões; tal cifra em inglês se qualifica como trilhão o qual deve ser tido em conta quando são analisadas as referidas ao gás que soem ser volumosas. Tentarei de assinalá-lo quando for necessário.

O analista norte-americano Daniel Yergin, autor de um volumoso clássico de história do petróleo afirmou, segundo a agência de notícias IPS, que já um terço de todo o gás que se produz nos Estados Unidos é gás de xisto.

“…a exploração de uma plataforma com seis furos pode consumir 170.000 metros cúbicos de água e inclusive provocar efeitos daninhos como influir em movimentos sísmicos, contaminar águas subterrâneas e superficiais, e afetar a paisagem.”

O grupo britânico BP informa por seu lado que “As reservas provadas de gás convencional ou tradicional no planeta somam 6.608 biliões ―milhão de milhões― de pés cúbicos, uns 187 biliões de metros cúbicos, […] e os maiores depósitos estão na Rússia (1.580 TCF), no Irão (1.045), no Catar (894), e na Arábia Saudita e no Turcomenistão, com 283 TCF cada”. Trata-se do gás que se vinha produzindo e comercializando.

“Um estudo da EIA ―uma agência governamental dos Estados Unidos sobre energia― publicado em abril de 2011 encontrou praticamente o mesmo volume (6.620 TCF ou 187,4 biliões de metros cúbicos) de shale gás recuperável em apenas 32 países, e os gigantes são: a China (1.275 TCF), os Estados Unidos (862), a Argentina (774), o México (681), a África do Sul (485) e a Austrália (396 TCF)”. Shale gás é gás de xisto. Observe-se que de acordo ao que se sabe, a Argentina e o México possuem quase tanto como os Estados Unidos. A China, com os maiores jazigos, possui reservas que equivalem a quase o dobro daqueles e 40% mais do que Estados Unidos.

“…países secularmente dependentes de fornecedores estrangeiros contariam com uma ingente base de recursos em relação com seu consumo, como a França e a Polônia, que importam 98 e 64 por cento, respectivamente, do gás que consomem, e que teriam em rochas de xistos ou lutitos reservas superiores a 180 TCF cada”.

“Para tirá-lo dos lutitos ―assinala IPS― recorre-se a um método batizado de ‘fracking’ (fratura hidráulica), com a injeção de grandes quantidades de água mais areias e aditivos químicos. O vestígio de carbono (proporção de dióxido de carbono que libera à atmosfera) é muito maior do que o gerado com a produção de gás convencional.

“Como se trata de bombardear camadas do córtex terrestre com água e outras substâncias se incrementa o risco de prejudicar o subsolo, os solos, as camadas hídricas subterrâneas e superficiais, a paisagem e as vias de comunicação se as instalações para extrair e transportar a nova riqueza apresentam defeitos ou erros de manejo.”

Baste assinalar que entre as numerosas substâncias químicas que são injetadas com a água para tirar este gás se encontram o benzeno e o tolueno, que são substâncias terrivelmente cancerígenas.

A experta Lourdes Melgar, do Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey, opina que:

“‘É uma tecnologia que gera muito debate e são recursos localizados em zonas onde não há água’…”.

“Os lutitos que possuem gás ―expressa IPS― são canteiras de hidrocarbonetos não convencionais, encalhadas em rochas que os guarnecem, pelo que é aplicada a fratura hidráulica (conhecida em inglês como ‘fracking’) para liberá-los a grande escala.”

“A geração de gás shale envolve altos volumes de água e a escavação e fratura geram grandes quantidades de resíduos líquidos, que podem conter químicos dissolvidos e outros poluentes que precisam de tratamento antes de seu descarte.”

“A produção de xisto saltou de 11.037 milhões de metros cúbicos em 2000 para 135.840 milhões em 2010. Caso continuar com esse ritmo a expansão, em 2035 chegará a abranger 45 por cento da procura de gás geral, segundo a EIA.

“Investigações científicas recentes têm alertado do perfil ambiental negativo do gás de lutito.

“Os acadêmicos Robert Howarth, Renee Santoro e Anthony Ingraffea, da estadunidense Universidade de Cornell, concluíram que esse hidrocarboneto é mais poluente do que o petróleo e o gás, segundo seu estudo ‘Metano e o vestígio de gases de efeito estufa do gás natural proveniente de formações de shale’, difundido em abril passado na revista Climatic Change.

“‘O vestígio carbônico resulta maior do que o do gás convencional ou do petróleo, vistos em qualquer horizonte temporal, mas particularmente num lapso de 20 anos. Comparada com o carvão, é pelo menos 20 por cento maior e talvez mais do dobro em 20 anos’, salientou o relatório.”

“O metano é um dos gases de efeito estufa mais poluentes, responsáveis pelo aumento da temperatura do planeta.”

“‘Em áreas ativas de extração (um ou mais furos num quilômetro), a média das concentrações e as máximas de metano em poços de água potável se incrementaram com proximidade ao poço de gás mais próximo e foram um perigo de explosão potencial’, refere o texto escrito por Stephen Osborn, Avner Vengosh, Nathaniel Warner e Robert Jackson, da estadual Universidad de Duke.

“Esses indicadores põem em causa o argumento da indústria de que o xisto pode substituir o carvão na geração elétrica e, portanto, um recurso para mitigar a mudança climática.

“‘É uma aventura prematura e perigosa demais’.”

“Em abril de 2010, o Departamento de Estado dos Estados Unidos colocou em andamento a Iniciativa Global de gás Shale para ajudar os países que procuram aproveitar esse recurso para identificá-lo e desenvolvê-lo, com um eventual benefício econômico para as transnacionais dessa nação.”

Fui inevitavelmente extenso, não tinha outra opção. Redijo estas linhas para o sítio web Cubadebate e para Telesur, uma das emissoras de notícias mais sérias e honestas de nosso sofrido mundo.

Para abordar o tema deixei decorrer a quadra festiva do velho e do novo ano.

Fidel Castro Ruz

4 de janeiro de 2012

21h15.

Chile: governo retira termo "ditadura" de livros didáticos

La Nación

Escándalo en Chile por la eliminación de “dictadura” de los libros escolares

“Es una estúpidez”, dijo el Premio Nacional de Historia, Gabriel Salazar; “es una invitación al debate”, retrucó el ministro de Educación, Harald Beyer

SANTIAGO DE CHILE.- La política y la sociedad chilena se encuentran conmocionadas por la decisión del gobierno de Sebastián Piñera de eliminar la palabra “dictadura” de los textos escolares para referirse al gobierno de Augusto Pinochet.

“Es una estúpidez”, dijo el Premio Nacional de Historia, Gabriel Salazar, detenido y torturado junto a otros 30.000 chilenos en ese período, según un informe oficial entregado en 2011 a Piñera.

“Es una invitación al debate”, retrucó el ministro de Educación, Harald Beyer. “Los profesores pueden seguir usando la palabra dictadura”, insistió.

Desde oposición y oficialismo surgieron voces críticas al cambio, defendido a su vez por ex colaboradores de Pinochet, como el diputado Alberto Cardemil de Renovación Nacional, el partido del presidente.

“Los países tienen que ir revisando con el paso del tiempo su historia para dar una versión equilibrada”, sostuvo Cardemil.

Por su parte, el diputado comunista Hugo Gutiérrez, un conocido abogado de derechos humanos, denunció que una de las personas que aprobaron el cambio era un ex agente represivo, el general en retiro Alfredo Ewing Pinochet.

Este ex general de Inteligencia, quien no tiene lazo sanguíneo con el fallecido dictador ni está procesado, es miembro del Consejo Nacional de Educación, la entidad que visó la modificación.

En ese marco, el ex presidente demócrata cristiano Eduardo Frei (1994-2000) rechazó que los textos escolares utilicen ahora la expresión régimen militar.

“En pocos días más vamos a conmemorar los 30 años desde que mi padre, el (ex) presidente (Eduardo) Frei (Montalva) fue asesinado. Eso es una dictadura”, dijo.

“Podrán tratar de cambiar la historia, pero no solamente en el imaginario colectivo, sino que en la realidad de Chile y realidad internacional, Chile vivió una oprobiosa dictadura”, recalcó.

En la derecha, también hubo quienes objetaron la modificación que diversos sectores pedían derogar.

“No creo que por decreto se deban corregir los libros de historia. Si se denominaba dictadura y ahora pasa a denominarse gobierno militar producto de que unos técnicos encerrados en una oficina así lo deciden, no va a cambiar el curso de la historia” dijo el diputado de Renovación Nacional Cristián Monckeberg.

En Chile, durante la dictadura militar más de 3.000 personas fueron asesinadas y desaparecidas, según informes oficiales emitidos en democracia.

Actualmente, unos 700 ex militares están procesados en más de un millar de juicios que son tramitados en la justicia a 22 años del final de la dictadura militar.

De ellos, únicamente unos 250 fueron condenados, pero sólo unos 50 cumplen penas de cárcel.

Durante su campaña, Piñera sostuvo una reunión con cientos de ex militares procesados por crímenes de lesa humanidad, quienes le pidieron cerrar los casos.

Agencia DPA .

Fonte: Blog do Nassif ( http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/chile-governo-retira-termo-dita... )

Brasil, o neovilão

Renato Godoy de Toledo

Durban.- A Universidade de Kwazulu-Natal, em Durban, recebe a C17, um encontro paralelo à COP 17, no qual movimentos sociais e a sociedade civil apontam suas alternativas aos modelos de desenvolvimento e criticam a atuação da maioria das delegações da cúpula oficial.

O modelo de desenvolvimento brasileiro tem sido lembrado por militantes de movimentos latino-americanos, africanos e europeus. E a avaliação não é positiva. BNDES, Petrobras e Odebrecht são as companhias brasileiras mais mencionadas nas exposições.

Para além das ações dessas empresas, fortes críticas ao projeto de reformulação do Código Florestal, à usina de Belo Monte e à estrada que o BNDES desejava financiar na Bolívia, que implicaria no remanejamento de povos originários.

Chama a atenção a busca de novos mercados, sobretudo do BNDES, que atua também com linha de financiamentos em países africanos. A delegação dos movimentos sociais do Zimbabwe alertou para os impactos dos projetos que o banco subvenciona no país da África subsaariana.

Um projeto de plantação de cana-de-açúcar para produção de etanol tem trazido perdas às comunidades locais, que exigem reparação das empresas. Segundo delegados do Zimbabwe, a ação de canaviais e das empresas de algodão no país têm contribuído para a alteração climática, que pode ser observada com a chegada tardia do período de chuvas na região.

Para a equatoriana Yvonne Yanez, da organização internacional OilWatch, há um novo contexto, gerado pela crise internacional. “Com a crise, há uma nova concentração de poder. E empresas brasileiras como a Petrobras, o BNDES e a Odebrecht tornaram-se novas indústrias imperialistas o na América Latina”, aponta.

Em Durban, o principal reflexo da visão crítica em relação ao Brasil por parte do movimento ambientalista internacional foi o “prêmio” Fóssil do Dia, que o país recebeu no dia 2 de dezembro. A premiação, que existe desde 1999, é feita pela ONG ClimateChange Network (CAN) e é destinada aos países que degradam o meio ambiente. O principal motivo para a CAN escolher o Brasil foi a aprovação do novo Código Florestal na Câmara dos Deputados.

Fonte: Alainet ( http://www.alainet.org/active/51361 )

Cuba tem menor taxa de mortalidade infantil da América

ANSA

HAVANA, 3 JAN (ANSA) - O índice de mortalidade infantil de Cuba neste ano registrou uma marca de 4,9 bebês a cada mil nascidos, a menor de todo o continente americano, incluindo Canadá e Estados Unidos, informou um relatório divulgado hoje.

Dados do Ministério de Saúde Pública de Cuba, que foram publicados pela imprensa local nesta terça-feira, ainda divulgaram que a região de Las Tunas, no leste do país, registrou 3,5 mortes a cada mil.

"Nos últimos quatro anos, Cuba alcançou cifras inferiores a 5 na taxa de mortalidade infantil, a mais baixa das Américas, junto ao Canadá", publicou o jornal oficial Granma. Em 2010, no entanto, os dois países apresentaram uma taxa de mortalidade de 5,9.

Segundo a publicação cubana, esse êxito se dá graças "à política sanitária do governo revolucionário, que garante a igualdade no que diz respeito ao acesso aos serviços assistenciais que são oferecidos a mãe à criança".

Informações do jornal ainda apontam que houve cerca de 133 mil nascimentos nos país durante 2011, uma cifra que supera a registrada no ano anterior de 5.317 crianças.

Fonte: UOL ( http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/ansa/2012/01/03/cuba-tem-men... )

Cuba convoca protesto para pedir libertação de presos a Obama

Cuba convocou para a próxima quinta-feira uma "ação coletiva" para que as pessoas liguem, enviem um fax ou um e-mail ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para pedir a libertação de cinco agentes da ilha presos no país. "Convidamos todos a começar 2012 com uma ação coletiva simples pelos cinco patriotas cubanos. Será muito mais efetiva se a realizarmos no mesmo dia e de todas as partes do mundo", afirmou nesta segunda-feira uma mensagem do Comitê Internacional que defende a libertação dos agentes, publicada no site oficial Cubadebate.

Os cubanos Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Fernando González, Antonio Guerrero e René González, integrantes da denominada rede "Vespa" desmantelada em 1998 no sul da Flórida, foram declarados culpados em 2001 de conspirar e operar como agentes estrangeiros sem notificar o Governo americano e condenados a penas de entre 15 anos de detenção à prisão perpétua.

A mensagem do Comitê frisou que o presidente Obama "sabe que os cinco são inocentes. Ele pode e deve pôr fim a 13 anos de injustiça" e "só assim poderá ganhar o respeito da comunidade internacional que está esperando seu gesto humanitário". Além disso, acrescenta as diferentes maneiras para comunicar-se com a Casa Branca.

Os cincos admitiram durante o julgamento que eram agentes do governo cubano, mas que não espionavam o Executivo americano e sim "grupos terroristas de exilados que conspiram" contra seu país. René González, de 55 anos, se tornou o primeiro deles a sair da prisão no último dia 7 de outubro após ter cumprido uma condenação de 13 anos, mas não poderá retornar a Cuba até completar outros três anos de liberdade supervisionada nos EUA.

Em Cuba, onde os cinco agentes são considerados "heróis" que tentavam impedir ações terroristas contra a ilha, o Governo considera a atual situação de González uma nova "injustiça" no caso.

Fonte: Terra ( http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5541005-EI8140,00.html )

Notícia original - Fonte - Cubadebate ( http://www.cubadebate.cu/noticias/2012/01/02/el-5-de-enero-por-los-cinco/ ):

El 5 de enero por los Cinco

Los invitamos a comenzar el 2012 con una acción colectiva sencilla por los Cinco Patriotas cubanos. Será mucho más efectiva si la realizamos el mismo día y desde todas partes del mundo.

El 5 de enero, desde cualquier lugar donde se encuentre, envíe un correo electrónico, un fax o llame por teléfono al Presidente Obama para exigirle que inmediatamente ponga en libertad a Gerardo, Ramón, Antonio y Fernando y que permita a René regresar a Cuba junto a su esposa e hijas.

El Presidente Obama sabe que los Cinco son inocentes. Se lo han dicho intelectuales, religiosos, sindicalistas, estudiantes, actores y artistas, parlamentarios, premios Nobel y miles de personas honestas de todas partes del mundo. El puede y debe poner fin a 13 años de injusticia. Solo así podrá ganarse el respeto de la comunidad internacional que está esperando su gesto humanitario que permita el inmediato regreso de los Cinco a Cuba, junto a sus familiares y su pueblo. (Tomado del Comité Internacional por la Libertad de los 5 Cubanos)

DIFERENTES FORMAS DE COMUNICARSE CON LA CASA BLANCA

Por teléfono: 202-456-1111

Si llama desde fuera de los EEUU, marque el Código Internacional del respectivo país + 1 (Código de EEUU) 202.456.1111

Por fax: 202 456-2461

Si envía un fax desde fuera de los EEUU, marque el Código Internacional del respectivo país + 1 (Código de EEUU) 202-456.2461

Por correo electrónico:

Por correo electrónico ESCRIBA AL PRESIDENTE OBAMA ( http://www.whitehouse.gov/contact/submit-questions-and-comments )

Instrucciones para las personas que no leen Ingles para enviar un correo electrónico al Presidente Obama

Solo debe llenar las preguntas que contienen un asterisco (*)

Donde dice First Name escriba su nombre

Donde dice Last Name escriba su apellido

Donde dice E-mail escriba su correo electrónico

IMPORTANTE: “Type” no tiene asterisco pero DEBE hacer clic en “Internacional” para poder continuar.

Donde dice Country escriba su País

Donde dice Subject: elija “Foreign Policy”

Donde dice Message escriba su mensaje pero no sobrepase los 2.500 caracteres.

Al final escriba textualmente la frase que aparece en la pantallita donde dice “type the two words” dejando un espacio entre las dos palabras

Para enviar el mensaje debe hacer clic en Submit

Último ditador militar argentino é condenado a 15 anos de prisão

Último ditador do regime militar argentino é condenado a 15 anos de prisão
Reynaldo Bignone acumula sentenças de 25 anos e perpétua

O último ditador do regime militar argentino (1976-1983), Reynaldo Bignone, foi condenado a 15 anos de prisão nesta quinta-feira (29/12), por crimes contra a humanidade. A sentença, ditada por um dos Tribunais Orais Federais do país, se deve às prisões ilegais cometidas no centro clandestino de detenção “El Chalet”, dentro de um hospital da Força Aérea argentina.

Esta é a terceira pena recebida pelo ditador, que no ano passado foi condenado a 25 anos de prisão pelas violações aos Direitos Humanos cometidas no Campo de Maio, outro centro clandestino de reclusão e extermínio, quando era Comandante de Institutos Militares e, em abril deste ano, foi sentenciado a prisão perpétua pela repressão ilegal perpetrada entre julho de 1982 e 1983, quando comandou o país.

Na atual sentença, o Tribunal Oral Federal 2 também condenou a oito anos de prisao domiciliar o ex-chefe da Brigada Aérea de El Palomar, Hipólito Rafael Mariani, e a 13 anos Luis Muiña, integrante de um grupo da Força Aérea argentina conhecido como “Swat”. Os três foram acusados por sequestros ilegais, “aplicação de tortura” e homicídios. As condenações, no entanto, excluíram os assassinatos.

Um quarto acusado, Argentino Rios, foi afastado do julgamento “por questões de saúde”, mas o processo será retomado quando ao acusado melhorar, segundo a sentença. De acordo a agência de notícias oficial da Argentina, Télam, a decisão dos juízes foi recebida com “silêncio e decepção por dezenas de médicos e empregados do hospital presentes na sala, muitos vestidos com camisetas com os nomes de desaparecidos, uma lista que duplica o número de casos julgados”.

O Hospital Alejandro Posadas foi invadido e ocupado pessoalmente por Bignone, com o uso de tanques e helicópteros. Na operação militar, o diretor do local, Julio Cesar Rodriguez Otero foi capturado, e sua residência, conhecida como “Chalet”, foi utilizada como um centro clandestino de reclusão, tortura e extermínio de prisioneiros políticos.

Como ditador argentino, Bignone decretou a destruição de documentos sobre a repressao ilegal e determinou a auto-anistia para os militares que cometeram crimes no período. No início da ditadura militar argentina, em 1976, Bignone era delegado da Junta Militar na área de “Bem-Estar Social”. O repressor continuará em regime de prisão domiciliar.

Fonte: Opera Mundi ( http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/18830/ultimo+ditador+do+r... )

Documentos sobre roubo de crianças na ditadura argentina

EUA liberam documentos sobre roubo de crianças na ditadura argentina

Embaixada dos EUA na Argentina entregou importante documentação à associação das Avós da Praça de Maio, criada para investigar o paradeiro das crianças roubadas como "botim de guerra" durante a ditadura. Estas crianças foram registradas como filhos próprios pelos membros das forças de repressão, vendidos ou abandonados. Até hoje, a organização conseguiu recuperar a identidade de 103 dos 500 bebês que se acredita que tenham sido apropriados ilegalmente.

Francisco Luque - Correspondente da Carta Maior em Buenos Aires

A Embaixada dos Estados Unidos na Argentina entregou à organização “Abuelas de Plaza de Mayo” um importante documento sobre a apropriação de crianças durante a última ditadura militar. Através da Chancelaria argentina a representação norte americana pôs à disposição este material, que havia sido parcialmente aberto em 2002 e que, graças à gestão das abuelas, foram abertos três parágrafos inacessíveis até o momento.

Este documento havia sido requerido como prova para o processo relativo ao “Plano Sistemático de apropriação de Crianças” pela ditadura, pois seu conteúdo é fundamental para provar a existência de uma política definida e organizada desde os altos comandos das forças armadas para que se levasse a cabo a apropriação de bebês de detidos desaparecidos.

O conteúdo do documento se refere a uma comunicação entre o embaixador argentino à época, Lucio Alberto García de Solar e Elliott Abrams, funcionário da Secretaria de Estado desse país, realizada em 1982, em Washington, na qual informa que os desaparecidos estão mortos, mas que seus filhos foram entregues a outras famílias para serem criados e que a decisão do então presidente de fato Reynaldo Bignone era não revisar o tema nem devolver as crianças.

A abertura desses documentos ocorre depois de, em maio deste ano, a Câmara de Deputados dos Estados Unidos ter rejeitado o pedido das avós para a abertura dos arquivos deste país sobre a última ditadura na Argentina. Naquela oportunidade, o presidente da Comissão de Inteligência da Câmara estadunidense, o democrata Maurice Hinchey se opôs à abertura dos arquivos, argumentando que “seria uma perda de tempo e de recursos para os organismos estadunidenses de espionagem, que necessitam concentrar esforços para desmantelar organizações como Al Qaeda”.

Estela de Carlotto, titular das Abuelas de Plaza de Mayo, qualificou de “agressivas” e “ofensivas” essas declarações e que a negativa impede “jogar luz sobre a desaparição de centenas de argentinos que foram roubados e nasceram em cativeiro”.

A associação civil Abuelas de Plaza de Mayo foi criada com o objetivo de investigar o paradeiro e reparar a memória e identidade das crianças roubadas como "botim de guerra" durante a ditadura. Estas crianças foram registradas como filhos próprios pelos membros das forças de repressão, deixados em qualquer lugar, vendidos ou abandonados em institutos como seres sem nome, NN. Dessa forma, sustentam as Abuelas, os fizeram desaparecer anulando sua identidade, privando-os de viver com sua legítima família, de todos seus direitos e de sua liberdade.

Até hoje, a organização conseguiu recuperar a identidade de 103 dos 500 bebês que se acredita terem sido apropriados ilegalmente.

A notícia da abertura do documento foi recebida com otimismo. Em um comunicado, as Abuelas celebraram o acesso a esta informação e agradeceram à Chancelaria argentina os mecanismos para obter os documentos, assim como também à embaixadora norte americana, Vilma Martínez, por sua boa disposição para levar adiante a abertura desses arquivos.

Esperamos, diz o comunicado, que este seja o início da abertura de todos os documentos que estão nas mãos dos Estados Unidos da América, em particular das agências como a CIA e o FBI, para contribuir para o esclarecimento dos crimes de lesa humanidade ocorridos na Argentina.

Tradução: Libório Júnior

Fonte: Carta Maior ( http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19294 )

Revista da Biblioteca Nacional mostra lista de torturadores

Revista da Biblioteca Nacional mostra em janeiro lista de torturadores no Gov Geisel

A 'Revista de Historia' da Biblioteca Nacional mostrará lista de 233 policiais e militares que teriam torturado presos políticos no governo Ernesto Geisel (1974-1979). O documento, de 1976, faz parte do acervo pessoal do líder comunista Luís Carlos Prestes (1898-1989). Segundo Vivi Fernandes de Lima, autora da reportagem, ela teria sido elaborada por um comitê de solidariedade aos perseguidos políticos e teve como base depoimentos de torturados. A nota está hoje na Monica na Folha

Fonte:
http://www.bluebus.com.br/show/1/107842/midia_revista_da_biblioteca_naci...

Senado do Uruguai despenaliza aborto

Estadão / MS

O Senado uruguaio deu sua sanção na terça-feira, 27, para a despenalização do aborto nas primeiras doze semanas de gestação. A proposta ainda precisará ser discutida pela Câmara dos Deputados. Na América Latina, o aborto é legal em Cuba (desde 1965) e na Cidade do México – onde foi despenalizado em 2007.

A norma foi aprovada depois de quase dez horas de discussão com 17 votos a favor e 14 contra. A Frente Ampla, governista, votou em bloco a favor da proposta. Na oposição, só o nacionalista Jorge Saravia – ex-integrante da Frente Ampla – apoiou o projeto de despenalização.

“Não podemos ser negligentes com relação às nossas responsabilidades para que tudo aconteça com o maior acesso à informação possível”, afirmou a senadora socialista Mónica Xavier, apoiadora do projeto. “E isso implica liberdade de escolha.”

A proposta estabelece que toda mulher maior de idade tem o direito de interromper a gestação nas primeiras doze semanas. As únicas exceções são os casos de violência sexual, risco de vida da mãe ou má-formação fetal grave, quando não há limites estabelecidos para o aborto. Será necessário comprovar residência no país por, pelo menos, 24 semanas para realizar a interrupção.

“Trata-se de não nos arrogarmos o direito de dizer que quem leva a gravidez até o fim e tem o filho, está bem, enquanto quem não faz isso, por qualquer motivo, está mal”, defende Mónica.

Opositores do projeto argumentam que a vida humana deve ser protegida desde sua concepção. Afirmam também que a lei discrimina o pai por não considerar sua opinião na escolha por interromper a gravidez.

“Esta lei antepõe o direito da mulher ao da criança, que é mais fraca e não pode se defender”, afirmou Lorna Marchetti, ativista pró-vida. “Além disso, converte o aborto em um direito que será pago com o dinheiro do povo.” Manifestantes contrários à proposta carregavam cruzes brancas do lado de fora do Palácio Legislativo. Enquanto isso, apoiadores apresentavam mãos alaranjadas com os dizeres “aborto legal”.

Decisão. O projeto deverá ser discutido pela Câmara dos Deputados em fevereiro, depois do recesso parlamentar. Como o governo conta com maioria na Casa, espera-se que a aprovação da proposta se repita.

Em 2008, a legislatura anterior aprovou uma lei que despenalizava o aborto, mas o então presidente socialista e médico, Tabaré Vázquez, vetou a proposta argumentando que a vida humana deve ser protegida também durante a gestação.
O atual presidente uruguaio José Mujica já manifestou apoio ao projeto aprovado no Senado e prometeu promulgar a lei, caso ela seja aprovada pela Câmara. / AFP e REUTERS

Fonte: http://www.midiamax.com/noticias/781581-senado+uruguai+despenaliza+abort...

Papel Prensa e a atuação de Cristina Kirchner

Papel Prensa e a atuação de Cristina Kirchner

Da Carta Maior

Os problemas de Cristina em seu segundo mandato (III): o caso “Papel Prensa”

O monopólio controlado ao longo dos últimos 34 anos pelos dois maiores jornais argentinos começará a desmoronar, e esse desmoronamento será veloz. É fácil entender a ira do Clarín, do La Nación e de todos os barões da imprensa latino-americana, a começar pelos do Brasil. Difícil é entender que não se diga, às claras, que o que está sendo ameaçado é um negócio espúrio, embora de ouro, e não a sacrossanta liberdade de expressão. O artigo é de Eric Nepomuceno.

Eric Nepomuceno, de Buenos Aires.

A aprovação no Congresso argentino, por ampla maioria de votos, do projeto de lei que declara que “a fabricação, distribuição e comercialização do papel de imprensa é questão de interesse público”, reforçou ainda mais os ataques dos dois principais jornais argentinos, o La Nación e o Clarín, contra a presidente Cristina Kirchner.

E isso porque, assim que entrar em vigor, a nova legislação argentina irá tirar o papel de imprensa do férreo controle desses dois jornais, que controlam o capital da Papel Prensa. O Clarín tem 47% das ações, o La Nación outros 22%, enquanto o Estado argentino é dono de 27%. Os restantes 4% estão pulverizados entre pequenos acionistas.

A fábrica é a única a fornecer o papel utilizado pelos jornais e revistas do país. De um consumo médio de 230 mil toneladas anuais, a Papel Prensa produz e distribui 175 mil toneladas. Outras 55 mil são importadas, isentas de impostos. Controlar 75% desse mercado, como faz a Papel Prensa é exercer, de fato, o monopólio.

A nova lei, além de declarar de interesse público a fabricação, distribuição e importação do papel de imprensa, estabelece exigências que vão da expansão da capacidade da Papel Prensa à aplicação de um preço único, sem levar em conta a quantidade adquirida pelos compradores. Isso significa que um pequeno jornal do interior pagará o mesmo preço cobrado ao Clarín, que vende em média 400 mil exemplares diários e 700 mil nos fins de semana.

Hoje, o Clarín e o La Nación consomem 71% da produção da Papel Prensa. Os outros 29% vão para 168 publicações, que pagam pelo menos 15% a mais do que é pago pelos dois maiores jornais do país. E mais: ao controlar o capital da fábrica, Clarín e La Nación sabem, com certa antecedência, quando o preço do papel vai subir, e antecipam compras grandes, forçando um aumento nas importações. Todas as outras publicações argentinas pagam a diferença.

Outro detalhe do negócio: a Papel Prensa compra, para reciclar, os exemplares não vendidos tanto do Clarín como do La Nación, pagando 900 dólares a tonelada. Apenas esses dois jornais vendem seus encalhes à Papel Prensa. Os outros vendem no mercado avulso, a um preço bastante inferior.

Atualmente, a Papel Prensa opera com apenas 60% de sua capacidade. Quando a nova legislação entrar em vigor, será determinado de imediato um aumento na produção, até o país alcançar sua autonomia. Serão estabelecidas metas de investimento a cada três anos. Caso os dois jornais, que detêm a maioria da Papel Prensa, não cumpram sua parte, o Estado cobrirá a diferença, aumentando sua participação no capital da empresa. Por isso, o Clarín e o La Nación acusam Cristina Kirchner de ter armado uma tramóia que permitirá que o Estado assuma a empresa.

É assim que o monopólio controlado ao longo dos últimos 34 anos pelos dois maiores jornais argentinos começará a desmoronar, e esse desmoronamento será veloz. É fácil entender a ira do Clarín, do La Nación e de todos os barões da imprensa latino-americana, a começar pelos do Brasil. Difícil é entender que não se diga, às claras, que o que está sendo ameaçado é um negócio espúrio, embora de ouro, e não a sacrossanta liberdade de expressão.

Difícil, além disso, é entender as razões claramente falaciosas de tantos protestos indignados, todos eles tendo como bandeira a liberdade de imprensa. Afinal, mesmo que se admita que deixar o controle do papel de jornais e revistas nas mãos do Estado possa ser uma ameaça, manter esse mesmo controle nas mãos de dois grupos privados hegemônicos seria um meio eficaz de assegurar essa tão ameaçada liberdade? Será que os métodos aplicados pelo Clarín e pelo La Nación à concorrência asseguram essa liberdade?

Não é necessário mencionar a desfaçatez com que o Clarín distorce o noticiário e sabota informação através de seu formidável poderio, que vai de emissoras de rádio à internet, passando por jornais regionais, revistas e o domínio praticamente absoluto da televisão por cabo. Bastaria recordar a maneira com que, sempre em associação com o La Nación, impõe regras draconianas e imperiais sobre a publicidade privada.

Nas críticas que tanto um como outro lançam, furiosos, contra o governo, sempre há amplo espaço para denunciar a concentração da publicidade oficial em meios que são, em maior ou menor medida, simpáticos ao governo.

Essa concentração realmente ocorre. Mas falta recordar que tanto o Clarín como La Nación se jactavam, até há pouco, de sua recusa sistemática a aceitar publicidade oficial em suas páginas, salvo raras exceções. No caso específico do Clarín, José Aranda, vice-presidente do grupo, diz que um terço da receita vem de anúncios classificados, outro terço da venda de exemplares, um terço mais de anúncios convencionais. Portanto, diz ele, a publicidade oficial não faz falta.

Além disso, os dois jornais têm uma regra comum para a venda de seus respectivos espaços de publicidade: os grandes comércios e indústrias que anunciarem nos dois, e somente nos dois, têm um desconto de 50% sobre suas tabelas. Quem se dispuser a anunciar nos outros jornais, ou seja, nos que se alinham com o governo, perde esse desconto.

O que acontece na Argentina é mais profundo e complexo do que parece. Existe, sim, uma clara pressão do governo, mas não sobre a liberdade de expressão e de informação: o que se trata de combater é a liberdade de pressão e de deformação.

Além do mais, paira sobre a Papel Prensa a denúncia de um crime. Há indícios mais que concretos de que a única fábrica de papel de imprensa do país foi parar nas mãos do Clarín e do La Nación graças à ditadura militar que seqüestrou, ameaçou e torturou familiares de David Gravier, que era seu sócio majoritário e morreu de forma misteriosa em agosto de 1976, quando o terrorismo de Estado estava no auge (um auge, a bem da verdade, que durou até 1983).

Foi assim, na base de crimes de lesa-humanidade, que a Papel Prensa foi parar nas mãos dos donos do Clarín e do La Prensa. Os mesmos que, beneficiados por um regime sanguinário e corrupto que ajudaram a construir e, depois, a manter, agora acusam um governo eleito democraticamente, e reclamam o sacrossanto direito da propriedade privada.

Fonte: CartaMaior ( http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19278 )

Independentistas de Puerto Rico abogarán país en la Celac

Independentistas de Puerto Rico abogarán para que el país esté representado en la Celac

Miembros del Movimiento Independentista Nacional Hostosiano (MINH) de Puerto Rico anunciaron este miércoles su voluntad de abogar porque esa nación pueda estar representada en la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac) que se inaugurará en los próximos meses.

La información fue confirmada por uno de los líderes del grupo, Néstor Nazario, quien en declaraciones a la Agencia de Información Nacional (AIN) de Cuba, ofrecidas desde la ciudad de Bayamo (suroeste), explicó que el MINH ha manifestado a diferentes gobiernos el interés por lograr algún tipo de presencia del pueblo puertorriqueño en la entidad multinacional.

El independentista no indicó si su voluntad de membresía es como invitado u observador de la Celac, no obstante, recalcó que su país “necesita de la solidaridad de sus amigos, porque enfrenta a la mayor potencia de la historia (EE.UU)”.

“Quienes luchan contra la condición colonial de nuestra isla miran optimistas al proceso de integración regional próximo a consolidarse con la puesta en marcha de la Celac (...) Puerto Rico sabe que debe liberarse por sí solo del dominio imperialista”, aseveró.

Las declaraciones fueron dadas en el marco de un evento realizado desde este martes en Cuba, en el marco del 45 aniversario de la Misión del MINH en la nación antillana.

A su llegada, el boricua comentó que la Patria de José Martí es donde “mejor pudo establecerse esa representación del movimiento independentista”, y destacó cómo ha contribuido a mantener en la palestra internacional la lucha contra el dominio colonial norteamericano.

En este sentido, Nazario también aprovechó la oportunidad para decir que Cuba es una nación “positiva e impactante” y reiteró el deseo de que el mayor número posible de sus compatriotas la visiten para descubrir que los prejuicios mediáticos difundidos contra ella no son verdaderos.

“Aunque parezca contradictorio, mientras más prejuicios hay contra este país, más positiva e impactante resulta la verdad”, insistió.

El MINH se formó el 6 de mayo del 2004 y su principal objetivo es lograr la independencia de Puerto Rico, país que desde 1898 es colonia de Estados Unidos bajo la denominación de Estado Libre Asociado.

El pasado 26 de junio, el Gobierno de Venezuela informó oficialmente la decisión de postergar la realización de la III Cumbre de América Latina y el Caribe sobre Integración y Desarrollo (CALC), pautada inicialmente para el 5 y 6 de julio, debido a que el presidente venezolano Hugo Chávez, requirió un reposo luego de ser intervenido quirúgicamente en Cuba por una lesión cancerígena.

La cumbre tenía previsto realizarse en la isla de Margarita (noreste) para establecer la nueva Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac), cuya misión es conformar un bloque que una a las naciones de la región sin la presencia de Estados Unidos y Canadá.

El presidente venezolano, Hugo Chávez, anunció recientemente que la Celac será inaugurada en los próximos meses.

Fonte: Telesur ( http://www.telesurtv.net/secciones/noticias/94956-NN/independentistas-de... )

Cuba y Venezuela fortalecen relaciones con 47 nuevos acuerdos

Cuba y Venezuela fortalecen relaciones con 47 nuevos acuerdos de cooperación

Ministros de Cuba y Venezuela refuerzan convenios de cooperación en La Habana

El ministro para el Petróleo y Minería de Venezuela, Rafael Ramírez, informó este lunes sobre la firma de 47 nuevos proyectos con Cuba por un monto de mil 600 millones de dólares. Con estos convenios la colaboración entre ambos países se consolida como un ejemplo para el continente latinoamericano y para el mundo.

Al concluir este lunes la décima segunda Comisión Intergubernamental entre Cuba y Venezuela, Ramírez subrayó el indiscutible impacto que esta cooperación ha tenido en su pueblo a través de la ejecución de las misiones sociales que lleva adelante la Revolución Bolivariana.

Destacó a su vez que todos estos proyectos son un escalón cualitativamente superior de las relaciones entre Cuba y Venezuela, y alcanzaron un acumulado de intercambio económico de 11 mil millones de dólares.

Por su parte, el vicepresidente cubano, Ricardo Cabrisas, resaltó el éxito de la reunión y manifestó que este hecho reafirma la voluntad política de ambos Gobiernos por hacer efectivos los programas aprobados desde el año 2000 en el marco del acuerdo de cooperación bilateral.

Durante la clausura se firmaron de manera simbólica seis nuevos contratos del programa 2012, los que tienen, entre otros objetivos, mantener la prestación de servicios y asistencia técnica a la misiones sociales, continuar con el suministro de medicamentos a Venezuela, contribuir al desarrollo del sector de la salud, el deporte, la cultura, la soberanía alimentaria, así como apoyar el proceso de recuperación de la generación eléctrica en la República Bolivariana.

En los últimos dos días, ministros de nueve áreas de ambos países se reunieron en el capitalino Palacio de Convenciones, donde revisaron los planes anteriores en ejecución y aprobaron 47 nuevos proyectos encaminados a brindar mayor bienestar a los pueblos de Cuba y Venezuela.

A su llegada a Caracas, en Consejo de Ministros celebrado en el Palacio de Miraflores (casa de Gobierno), el ministro de Industria, Ricardo Menendez, resaltó que estos convenios tendrán como principal tarea fortalecer las empresas de empaque y de construcción.

Fonte: Telesur ( http://www.telesurtv.net/secciones/noticias/101795-NN/cuba-y-venezuela-f... )

Celac: "Com todos e para o bem de todos"

CARACAS — A Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos é mais do que uma reunião de governos; é uma Comunidade dos Estados que, junto aos seus povos, impulsiona o supremo sonho de Bolívar. Hoje, em Caracas, nasceu um gigante e chama-se Celac, e seu coração está em nossa pátria, Venezuela. Vivam os povos da América!

Assim, o presidente da República Bolivariana, Hugo Chávez, resumiu a criação da Celac, numa cerimônia solene realizada na sexta-feira, dia 2 de dezembro, no teatro "Teresa Carreño", na presença de presidentes, chefes de governo e altas personalidades das 33 nações da América Latina e do Caribe, noticiou a VTV.

"Devemos construir uma união substantiva, real, verdadeira, econômica, política, cultural, tecnológica, cientes de que esse é o caminho", disse diante dos convidados do continente.

Num emotivo discurso, o chefe de Estado venezuelano, como anfitrião desta Cúpula histórica, agradeceu as palavras do presidente Felipe Calderón, que o precedeu.

O presidente do México citou a Carta da Jamaica, escrita por Bolívar, e salientou a extraordinária ideia de tornar o novo mundo uma grande nação, com apenas um só e grande vínculo.

"Hoje, dois séculos depois, o ideal de Bolívar continua vigente".

"A integração política é uma aspiração viva dos povos", disse após relembrar que o território mexicano, onde se organizou a Cúpula da Unidade, em Cancun, foi um dos passos concretos do que hoje é a Celac.

"Neste momento, quando as grandes potências mundiais enfrentam uma séria crise econômica, os países da América Latina e do Caribe devem fortalecer a união e o justo intercâmbio comercial, para impedir cair nos problemas financeiros que afetam os países desenvolvidos", asseverou.

PRIMEIRA SESSÃO DE DELIBERAÇÕES

A presidenta da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, deu início às intervenções dos chefes de Estado na sessão plenária da cúpula fundacional da Celac, com um reconhecimento aos esforços realizados para a materialização deste encontro regional na capital venezuelana. "Aqui, em Caracas, estão presentes líderes que tornam realidade os sonhos de integração em seus países", ressaltou.

Acrescentou que "se trata de uma criação paciente, que respeita a pluralidade, a independência e a soberania, para alcançar uma verdadeira unidade".

O primeiro-ministro da Colômbia, Juan Manuel Santos, explicou que temos na América Latina o que o mundo necessita: energia, água, e potencialidade para produzir alimentos. "Se fomentarmos a integração, faremos uma grande diferença em nível mundial", disse.

Além disso, concordou com a presidenta da Argentina, Cristina Fernández, em que esta integração não é contra ninguém, mas a favor de toda a região.

"Temos a chance histórica de nos tornarmos os grandes protagonistas do século 21, de toda a região da América Latina, do Caribe e da América Central, mas para isso precisamos de instrumentos, políticas concretas, alianças muito fortes que não sejam apenas no âmbito econômico, mas também no político", frisou Fernández.

De sua parte, o primeiro-ministro de São Cristóvão e Névis, Denzil Douglas, cumprimentou o fato de que a Celac não será um bloco que ignore os países pequenos.

O presidente do Equador, Rafael Correa; o da Jamaica, Andrew Holness; o de Honduras, Porfírio Lobo e o da República Dominicana, Leonel Fernández, se pronunciaram também a favor do mecanismo de integração.

Da mesma maneira, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, assegurou que nossa região hoje conta com experiência histórica e maturidade política: "Aprendemos que nossas realidades são uma só". Destacou que a integração no setor energético é chave para potenciar a Celac.

Antes de terminar, Chávez leu uma carta de felicitação do presidente da China, Ju Hintao, por motivo da criação da Celac.

CONSELHO MINISTERIAL DA PETROCARIBE

"Continuamos avançando na consolidação da Petrocaribe, no fortalecimento institucional e como uma instância inédita baseada nos princípios da soberania, da solidariedade, na atenção aos temas das assimetrias e diferenças", disse o ministro de Petróleo e Mineração, Rafael Ramírez, após finalizar o 8º Conselho Ministerial da Petrocaribe, realizado na PDVSA La Campiña, em Caracas.

Na reunião, onde estiveram presentes quatro primeiros-ministros das Ilhas do Caribe oriental, foi aprovado o mecanismo de verificação de todos os projetos e programas e foi criado um diretório para o funcionamento da Petrocaribe, composto pelas Antilhas menores, as Antilhas maiores, a América Central, Guiana, Suriname e Venezuela, informou a AVN.

Entre os sucessos da Petrocaribe, Ramírez assinalou que este mecanismo garante 43% (98 mil barris diários de petróleo e produto) do fornecimento energético dos 18 países da organização.

Além do mais, conseguiu-se a constituição de 12 empresas mistas, dez das quais são de hidrocarbonetos, uma empresa mista de transporte para o fornecimento direto e uma empresa mista de alimentos.

Fonte: Granma ( http://www.granma.cu/portugues/nossa-america/6dic-celac.html )

Cuba desenvolve vacina contra câncer de pulmão

As autoridades sanitárias de Cuba registraram no Peru uma vacina terapêutica contra o câncer de pulmão que foi aplicada com resultados favoráveis em cerca de 2 mil pacientes na ilha, informou na terça-feira a imprensa estatal cubana.

A vacina CimaVax-EGF oferece a possibilidade de converter o câncer avançado em uma enfermidade crônica controlável e começou a ser comercializada em Cuba no início deste ano, depois de ser experimentada em mais de mil pacientes sem provocar efeitos adversos severos.

"A Cima Vax-EFG está registrada em Cuba e no Peru. Está em processo no Brasil, na Argentina, na Colômbia e em outras nações e tem direito de patente em quase todo o mundo", disse Gisela González, chefe da equipe de desenvolvimento da vacina, citada pelo diário Granma, do Partido Comunista, do governo.

González ressaltou que os ensaios clínicos com a Cima Vax-EGF foram iniciados em 1995 e têm "demonstrado segurança e resposta imune" em pacientes em estados avançados da doença.

O câncer é uma das principais causas de morte em Cuba. Em 2010, foram registrados mais de 22 mil mortes por tumores oncogênicos - entre eles, quase 12 mil mulheres, segundo as cifras oficiais.

A vacina contra o câncer de pulmão é aplicada em pacientes que receberam tratamentos de radioterapia ou quimioterapias para controlar o crescimento do tumor sem toxicidade associada, explicou a especialista, segundo o diário.

A indústria biotecnológica cubana representa uma importante injeção de divisas para a frágil economia doméstica, com a comercialização de 38 medicamentos em cerca de 40 países.

Segundo números recentes, a biotecnologia gera entradas anuais que superam os 300 milhões de dólares.

As autoridades cubanas estão impulsionando a cooperação tecnológica, por exemplo, com a China, seu segundo parceiro comerciais. No fim de novembro, Havana e Pequim firmaram vários acordos para o desenvolvimento de vacinas, fomentando a investigação bilateral para o quinquênio 2012-2016.

O Brasil é outro país com uma forte colaboração bilateral na esfera da saúde e, em especial, na biotecnologia.

O Granma anunciou que se trabalha nos ensaios clínicos para uma vacina contra o câncer de próstata. Cuba fabricou um medicamento contra o câncer de colo de útero e um recombinante para problemas cardiovasculares.

Fonte: Reuters ( http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/reuters... )

PC chileno quer exumar corpo de Neruda

Da Agência Brasil
Partido Comunista do Chile quer exumação do corpo de Pablo Neruda
Há suspeitas de que o poeta chileno tenha sido assassinado pelo regime de Pinochet

O Partido Comunista do Chile pediu a exumação dos restos mortais do poeta Pablo Neruda, que morreu em 1973, aos 69 anos, 12 dias após o golpe militar comandado pelo general Augusto Pinochet (1973-1990).

A Justiça chilena investigará acusações de que Neruda pode ter sido morto pelos militares. Há suspeitas de envenamento. O atestado de óbito de Neruda informa que ele morreu de câncer de próstata. Seu motorista, no entanto, disse que ele recebeu uma injeção que teria provocado um ataque cardíaco.

Durante as eleições presidenciais do Chile, nos anos de 1970, Neruda abriu mão da candidatura para que o amigo Salvador Allende vencesse. Ambos eram marxistas e acreditavam no socialismo como opção para uma América Latina mais justa.

A escritora Isabel Allende, sobrinha do ex-presidente, disse certa vez que Neruda morreu de tristeza, ao assistir ao fim do governo Allende (1970-1973).

Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/pc-chileno-quer-exumar-corpo-de...

Colômbia: Manifestação pacífica é encerrada violentamente

Manifestação estudantil pacífica é encerrada violentamente por forças especiais da polícia

Ontem (10), a Colômbia foi palco de mais de mais um episódio de violação aos direitos humanos de sua população. Desta vez, os alvos foram os estudantes que se manifestavam no marco da Greve Nacional Universitária, no departamento de Cauca, município de Popayán, com o intuito dizer não à Lei 30, que privatiza a educação. Até a chegada do Esquadrão Móvel Anti-distúrbios (Esmad) e do Esquadrão Móvel de Carabineiros (Emcar) as manifestações haviam transcorrido com tranquilidade.
Segundo informações da Coordenação Nacional de Organizações Agrárias e Populares (Conap), por volta das 14h, quando os manifestantes já se dispersavam pelo centro da cidade, integrantes doEmcar, do Esmad, caminhonetas, tanques e unidades motorizadas chegaram ao local. A partir daí, teve início uma sessão de violência gratuita contra os estudantes, trabalhadores e demais participantes da manifestação.
A ação das forças especiais da polícia colombiana foi incrementada com o uso de gás lacrimogêneo, tiros com balas de borracha, bombas de aturdimento e explosão. O saldo foi de dez estudantes detidos - entre eles menores de idade - que se encontram na Unidade de Retenção Imediata (RUI) de Popayán. A ação também deixou alguns feridos gravemente.
Em virtude da situação, a Assembleia e Mobilização Geral Permanente Estudantil pede apoio aos detidos e feridos. "É urgente que toda comunidade universitária tanto estudantes, trabalhadores, pais de família, etc., rodeemos aos estudantes que estão detidos neste momento fazendo presença na Unidade de Reação Imediata e não permitamos que a mobilização nem o movimento estudantil sejam objeto de marcação ou de processos judiciais”, apelam.
Além desta ação imediata, a Rede de direitos humanos do sudoeste colombiano "Isaías Francisco Cifuentes” pede justiça e exige que o estado colombiano, responsável pelo ataque aos estudantes, comece de imediato a cumprir as reiteradas recomendações a respeito do Direito Internacional dos Direitos Humanos e ainda que garanta à população colombiana direito à vida, à liberdade, à segurança pessoal, à integridade física e psicológica, à organização e à livre mobilidade.
O Escritório do Alto Comissionado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OACNUDH) também é exortado a cumprir seu mandato como observador para que o Estado colombiano cumpra com suas obrigações constitucionais.
Já os interessados em contribuir com a causa podem pressionar escrevendo para: Presidente Juan Manuel Santos (comunicacionesvp@presidencia.gov.co); Viviane Morales, Fiscal General da Nação (denuncie@fiscalia.gov.co); Wolmar Antonio Perez Ortiz, Defensor do Povo (defensoria@defensoria.org.co); Alejandro Ordoñez Maldonado, Procurador Geral da Nação (anticorrupción@presidencia.gov.co); Escritório na Colômbia do Alto Comissionado de Nações Unidas para os Direitos Humanos (oacnudh@hchr.org.co); com cópia para redfcifuentes@gmail.com.
Contexto
A manifestação realizada em Popayán se insere em um contexto nacional. Além deste município, estudantes de Bogotá, Medellín e Cali também se manifestaram por meio de marchas para repudiar a intenção do governo do presidente Juan Manuel Santos Calderón de privatizar a educação pública. Na capital colombiana, Bogotá, notícias reportam que cerca de 20 mil pessoas foram às ruas.
As manifestações tiveram início em 12 de outubro e devem continuar até que o presidente garanta a retirada da proposta de reforma educativa do Congresso Nacional. Ontem, o Juan Manuel Santos informou que retirará o projeto assim que os estudantes encerrarem a greve. Amanhã, os 1.500 estudantes da Mesa Ampla Nacional Estudantil (Mane) se reunirão para avaliar a proposta governamental.

Fonte: Adital- online

Guatemala: pobre país miserável

Esse pobre país de violência e miséria será presidido, a partir do dia 14 de janeiro de 2012, por um general acusado de crime contra a humanidade. Para os que acreditam na redenção absoluta de alguém com esse passado, resta alguma esperança. Para os que teriam preferido ver Otto Pérez Molina numa cela de prisão e não num palácio presidencial, resta uma desesperança gelada. O quadro social da Guatemala é desesperador. O país está à beira da bancarrota absoluta – econômica, política, social, moral. O artigo é de Eric Nepomuceno.

Eric Nepomuceno

Depois de 25 anos de governos civis, a Guatemala, com sua longa e perversa tradição de ditaduras sanguinárias e genocidas, volta a ter um militar na presidência. Desta vez, não será um general escorado no poder dos fuzis: Otto Pérez Molina foi eleito por 54% dos votos. E não será um general qualquer: trata-se de um profissional com sólida formação nos centros de treinamento dos Estados Unidos, especializado em contra-insurgência, e de trajetória amplamente reconhecida.

Aliás, tão reconhecida que mereceu uma dura condenação da Corte Interamericana de Direitos Humanos, pelos crimes de lesa-humanidade que cometeu enquanto comandou um destacamento militar na região de Quiché, na década de 80, quando se registraram na região matanças massivas de indígenas. Mais tarde, numa irônica coincidência, Otto Pérez Molina foi o representante do Exército nas negociações com a guerrilha da Unidade Revolucionaria Nacional Guatemalteca (URNG), de onde saíram os acordos de paz firmados em dezembro de 1996, e que deram início a esses 25 anos de presidentes civis.

O discurso de campanha do general vencedor, hoje na reserva, se baseou em dois pontos. O primeiro: é preciso acabar com o crime e a violência. O segundo: é preciso fortalecer as instituições e salvar as finanças.

Ele tem razão: com a média de 52 assassinatos para cada cem mil habitantes, a Guatemala é um dos países mais violentos do mundo. Quanto às instituições e às finanças, melhor nem mencionar. Depois da guerra civil que se estendeu por 36 anos e deixou mais de 200 mil mortos, o que emergiu dos acordos de paz de 1996 foi um país em frangalhos, com instituições em ruínas e finanças devastadas por gastos militares e corrupção crônica. Os tais vinte e cinco anos de governos civis foram um tempo de incapacidade. A situação só fez piorar, com alguns breves instantes de trégua que logo foram sucedidos por outros de mais afundamento.

Resta saber o significa, para Pérez Molina, aplicar mão de aço para acabar com a violência. Será que tentar trucidar as quadrilhas de delinqüentes juvenis – as maras – e os cartéis do narcotráfico irá solucionar a epidemia de violência? Aliás, será que as forças de segurança pública, despreparadas e desorganizadas, conseguirão alguma eficácia contra quadrilhas bem preparadas, bem organizadas e bem armadas? Não haverá outros flagelos, além da violência, que sejam ao mesmo tempo causa e efeito dessa brutalidade toda?

O quadro social da Guatemala é, mais que desalentador, desesperante. O país está à beira da bancarrota absoluta – econômica, política, social, moral. Ao longo de seu governo que termina agora em janeiro, o frágil social-democrata Álvaro Colom bem que tentou que o Congresso aprovasse um projeto de reforma fiscal. Enfrentou a dura resistência do próprio Partido Patriota do general vencedor. A arrecadação fiscal mal chega a 10% do PIB. A evasão se alastra das grandes e poderosas empresas aos trabalhadores da economia informal, que são a metade da força de trabalho do país.

Há dívidas, mais dramáticas – as dívidas sociais. Metade dos 14 milhões de guatemaltecos vive abaixo da linha da pobreza. Entre os indígenas do altiplano, essa proporção é mais assustadora: 80%. Os desnutridos chegam a dois milhões, ou seja, 15% da população. Entre crianças menores de oito anos, a proporção cresce para 30%.

Os corredores do tráfico de droga são cada vez mais movimentados. Segundo cálculos de Washington, 80% da cocaína que o México exporta para os Estados Unidos passam pela Guatemala. A ineficácia fantasmagórica das forças de segurança guatemaltecas tem seu justo reflexo no sistema judiciário do país: 98% dos crimes cometidos ficam olimpicamente impunes. O desprestígio das instituições é gritante, a começar pela Polícia Nacional Civil, que inspira menos respeito que um caroço de manga.

De cada cem mil guatemaltecos, 52 são assassinados. Nessa contabilidade de pesadelo, perde para El Salvador, com 69, e Honduras, com 72. Mas é um índice suficiente para que a Guatemala seja um dos oito países mais violentos do mundo.

Esse pobre país de violência e miséria será presidido, a partir do dia 14 de janeiro de 2012, por um general acusado de crime contra a humanidade. Para os que acreditam na redenção absoluta de alguém com esse passado, resta alguma esperança. Para os que teriam preferido ver Otto Pérez Molina numa cela de prisão e não num palácio presidencial, resta uma desesperança gelada.

Em seu discurso da vitória, Pérez Molina disse que a partir de seu primeiro dia de mandato o povo perceberá que tem um presidente comprometido em defender a vida. Dito por quem foi treinado para matar – e matou e mandou matar centenas de pessoas –, não deixa de ser engraçado.

Desgraçadamente engraçado.

Fonte: Carta Maior ( http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18915 )

Preso ex-torturador argentino

Do Página/12

Preso por delitos de lesa humanidad

Era el párroco de Casilda. Constituyó su prisión domiciliaria en una casa de retiros espirituales. En la causa se señaló que “ingresaba a la sala de torturas” del Servicio de Informaciones y que era parte del aparato represivo.

Eugenio Zatelli fue capellán de la policía de Rosario y lo acusan de haber sido parte del aparato represivo.

Por José Maggi

Era el párroco de Casilda. Constituyó su prisión domiciliaria en una casa de retiros espirituales. En la causa se señaló que “ingresaba a la sala de torturas” del Servicio de Informaciones y que era parte del aparato represivo.

El ex capellán de la policía de Rosario Eugenio Zitelli, acusado por delitos de lesa humanidad cometidos en el Servicio de Informaciones de esa ciudad, quedó detenido ayer. El juez federal Marcelo Bailaque ordenó ayer la indagatoria de 17 represores, a quienes interrogará en los próximos días. Lo hizo en el marco de la llamada causa Feced residual. El nombre más impactante de la lista es el del sacerdote. La lista la encabeza Jorge Rafael Videla, le siguen el ex general Ramón Genaro Díaz Bessone y Alfredo Sotera –jefe de la inteligencia militar– y llega hasta quien hace unos días era el párroco de Casilda. “Es un paso trascendental para la Justicia, porque en la región no había ningún miembro de la jerarquía eclesiástica detenido por casos de terrorismo de Estado”, señalo el fiscal federal Gonzalo Stara, quien había pedido la detención del sacerdote por el caso de Eduardo Bracaccini, entre otros, desaparecido de Casilda.

El juez Bailaque reveló a Página/12 que “Zitelli está detenido y se constituyó en prisión domiciliaria en una casa de retiros espirituales de Zavalla” y designó un defensor particular, Eduardo Romera. Este letrado fue defensor en su momento de Eduardo J. López, el ex presidente de Ñuls que tuvo varios trámites procesales ante la Justicia Federal.

La detención e indagatoria del ex capellán de la Unidad Regional II entre los años 1964 y 1983, Eugenio Zitelli, era una de las tantas cuentas pendientes de la Justicia tras los reiterados pedidos de las querellas y la fiscalía de la causa Díaz Bessone.

Tras los testimonios de los sobrevivientes del Servicio de Informaciones de Dorrego y San Lorenzo en el desarrollo del juicio oral en curso, se había solicitado la indagatoria al sacerdote que hoy vive en Casilda y está a cargo de la parroquia de esa ciudad, por considerar que existían pruebas suficientes para demostrar el “apoyo explícito de las autoridades de la Iglesia al golpe genocida en la UR II”, según sostuvo en su momento la abogada querellante Gabriela Durruty y agregó: “En esa convicción esta querella solicitó al juez Bailaque que indague a Eugenio Zitelli por los delitos de privación ilegítima de la libertad, tormentos y asociación ilícita, y esperamos que así lo haga”, pedido que se está concretando en estas horas.

Por su parte, en sus alegatos, el fiscal Stara aseguró que “está registrado” que el cura Zitelli “ingresaba a la sala de torturas” del Servicio de Informaciones y que era parte del aparato de represión montado en ese centro clandestino de detención.

Muchos fueron los testimonios que complicaron al ex capellán. Uno de ellos fue el de Ana Ferrari, quien recordó que cuando la trasladaron a la Alcaidía de Mujeres, a metros del SI, Zitelli les habló a las presas y les dijo que tenían que entender “que la tortura era un arma más de la guerra que estamos viviendo”.

El listado de los represores con pedido de indagatoria en esta causa se completa con cuatro de los actuales imputados en la causa Díaz Bessone: Mario Marcote, Rubén Lofiego, Carlos Scortecchini y Ramón Vergara. Los cuatro quedaron detenidos de inmediato al presentarse ayer para comenzar la audiencia oral del juicio.

También figuran en la nómina Lucio César Nast; Ramón Telmo Alcides Ibarra; Julio Héctor Fermoselle; Diego Portillo, Ernesto Vallejo, Carlos Ulpiano Altamirano, Ovidio Marcelo Olazagoitia, Eduardo Dugour y Ricardo Corrales, la mano derecha de Agustín Feced.

Ayer, el magistrado les tomó declaración a dos ex policías, Portillo y Vallejos, y hoy hará lo propio con Ibarra, que nombró al mismo defensor particular que Díaz Bessone, el doctor Gonzalo Miño.

Uno de los personajes más oscuros del listado es sin dudas Corrales, quien fuera la mano derecha de Feced durante toda su jefatura en la Unidad Regional II. Este es señalado como uno de los principales colaboradores del terrorismo de Estado en la ciudad y sobre él aún no recayó ningún tipo de imputación. En la década del ’70 trabajó en inteligencia de la policía, y pesan sobre él acusaciones de homicidios, tormentos, privación de la libertad y asociación ilícita. Corrales acompañaba a su jefe en todos los operativos.

Fonte: Blog do Nassif (http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/preso-ex-torturador-argentino)

EUA têm comandos antidrogas secretos na América Latina

WASHINGTON - A agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês) possui cinco comandos realizando missões secretas na América Central e na América do Sul, revela o jornal "New York Times".

O pequeno exército de operações especiais tinha inicialmente o propósito de combater o cultivo de ópio por talibãs no Afeganistão. Mas nos últimos anos, com o crescimento da violência ligada ao narcotráfico no México, a Casa Branca deu autorização para que as equipes fossem enviadas em missões na América.

Os cinco comandos secretos, cada um com dez soldados, foram criados em 2005, durante o governo George W. Bush. Receberam o nome de Fast (sigla em inglês para (equipes de apoio e assessoria de desenvolvimento estrangeiro) e, desde então, atuaram em missões em Honduras, Haiti, República Dominicana, Guatemala e Belize, entre outros países.

Em 2005, o então chefe de operações da agência antidrogas americana, Michael A. Braun, admitiu a existência desse programa perante congressistas.

- Cada um dos cinco grupos do Fast será composto por um agente especial que é o supervisor, quatro agentes especiais e um especialista de investigação em inteligência. Os grupos Fast que receberem formação especializada serão enviados para o Afeganistão, dois grupos por vez, e se revezarão a cada 120 dias - afirmou à época.

Foi Barack Obama, depois de ter chegado à presidência em 2009, que passou a incentivar mais o envio dos cinco esquadrões da agência antidrogas americana à América Latina, expandindo a atuação para bem além da zona de guerra. A Casa Branca não admitiu abertamente essa mudança em suas operações. O treinamento e o material usado pelos soldados é de responsabilidade do Pentágono.

A evolução do programa para um braço de fiscalização global reflete o crescente combate americano a cartéis de drogas e mostra como os idealizadores de política estão deixando cada vez mais indefinida a linha entre a aplicação das leis e as atividades militares, fundindo elementos da "guerra contra as drogas" com os da "guerra ao terrorismo".

Os soldados americanos não possuem o poder de prender cidadãos estrangeiros em países que não estejam em guerra com os Estados Unidos. Por isso, no caso desses comandos, os soldados só podem ir acompanhados de militares locais, que os ajudem em suas missões.

Alguns países têm recusado a presença de tropas americanas em seu território. É o caso do México, que, no entanto, aceitou a presença de aviões não tripulados, usados para monitorar traficantes de drogas.

A agência antidrogas americana já tinha promovido missões em aliança com os governos de Bolívia e Peru nos anos 1980, durante o mandato de Ronald Reagan. O programa acabou em 1994, quando uma aeronave com cinco agentes caiu, matando todos a bordo.

De acordo o "New York Times", em março deste ano um esquadrão ajudou a polícia de Honduras a interceptar um avião venezuelano que transportava cocaína.

Fonte: O Globo (http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/11/08/eua-tem-comandos-antidrogas...)

A Honra Reconquistada de Muammar al-Kadafi

Escrito por Mário Maestri

Segunda, 24 de Outubro de 2011

Muammar Abu Minyar al-Kadafi caiu combatendo na defesa da independência nacional de sua nação. Resistiu, cidade por cidade, quarteirão por quarteirão, casa por casa, até ficar encurralado com seus derradeiros companheiros e companheiras, feras indomáveis, nos poucos metros de terra líbia livre. Como dissera, enfrentou até a morte, irredutível, a coligação das mais poderosas nações imperialistas ocidentais. Ferido, foi preso, achincalhado, arrastado, torturado e, já moribundo, assassinado.

Em torno dele desencadernava a canalha armada e excitada que se banqueteava, havia semanas, rapinando, executando, violando a população da cidade heróica de Sirte, arrasada por sua resistência à recolonização do país. Sirte, no litoral mediterrânico, com mais de 130 mil habitantes, foi sede de universidade pública, destruída, e do terminal do impressionante rio artificial que retira as águas fósseis do deserto do Saara para aplacar a sede das populações e agricultura líbia.

Nas últimas cidades rebeldes, encanzinados franco-atiradores, homens e mulheres, jovens e adultos, foram calados com o arrasamento pela artilharia pesada dos prédios em que se encontravam. Estradas, portos, centrais elétricas e telefônicas, quartéis, escolas, creches, hospitais, aeroportos, estações televisivas e radiofônicas, a infra-estrutura do país construída nas últimas quatro décadas, foi arrasada por seis meses de ataques aéreos, navais e missilísticos – mais de cinqüenta mil bombas! –, responsáveis por enorme parte dos talvez cinqüenta mil mortos, em população de pouco mais de seis milhões de habitantes.

A lúgubre paz dos cemitérios reina finalmente sobre a Líbia submetida. Quarenta e dois anos após a conquista de sua independência nacional, a Líbia retorna ao controle neocolonial do imperialismo inglês e francês, que se dividiram a hegemonia sobre o país após a 2ª Guerra, que pôs fim à dura dominação colonial da Itália fascista. Tudo, é claro, sob a vigilância impassível da hiena estadunidense.

Em 1969, o então jovem coronel Muammar, com 27 anos, chegava do deserto para comandar o golpe de jovens militares pela independência e unidade da Líbia, animado pelas esperançosas idéias do pan-arabismo de corte nacionalista e socialista. Do movimento surgiu um Estado laico, progressista e anti-imperialista, que nacionalizou os bancos, as grandes empresas e os recursos petrolíferos do país.

Quarenta e três anos mais tarde, Kadafi cai simbolizando os mesmos ideais. Com sua morte, expia dramática e tardiamente sua irresponsável tentativa de acomodação às forças do imperialismo, empreendida após a vitória mundial da contra-revolução liberal.

Quem abraça o demônio, jamais dirige a dança! Foi o movimento de privatizações, de “austeridade”, de abertura ao capital mundial, de apoio às políticas imperialistas na África etc., sob os golpes da crise mundial, o grande responsável pela perda de consenso social de ordem que, no contexto de suas enormes contradições, realizara a mais ampla e democrática distribuição popular da renda petroleira das nações arábico-orientais.

Por décadas, ao contrário do que ocorria com tunisianos, argelinos, egípcios etc., não se viu na Europa um líbio à procura de um trabalho que encontrava em seu país. Ao contrário, o país terminou como destino de forte imigração de trabalhadores da África negra subsaariana, atualmente maltratados, torturados, executados por membros das “tropas revolucionárias” arregimentadas pelo imperialismo, sob a desculpa de serem os “mercenários” de Kadafi.

A intervenção na Líbia não procurou apenas recuperar o controle direto das importantes reservas petrolíferas pelo imperialismo inglês, francês e estadunidense. Objetivou também assentar golpe mortal na revolução democrática e popular do norte da África, mostrando a capacidade de arrasar implacavelmente qualquer movimento de autonomia real. Com uma Líbia recolonizada, espera-se construir plataforma de intervenção regional, que substitua o hoje convulsionado Egito.

A operação líbia significou também conquistas marginais, além do controle do petróleo, da disposição de sufocação da revolução democrático-popular árabe, da construção de plataforma imperialista na região. Enormes segmentos da esquerda mundial, sem exceção de grupos auto-proclamados radicais, embarcaram-se no apoio de fato à intervenção imperialista, defendendo graus diversos da sui-generis proposta de estar com o “movimento revolucionário” líbio e contra o imperialismo que o criara e sustentara. Aplaudiam as bombas que choviam sobre o país, propondo que não sustentavam a intervenção da OTAN!

Para não se distanciarem da opinião pública sobre o governo líbio e os sucessos atuais, construída pela tradicional subordinação e hipocrisia da grande mídia mundial, seguiram na saudação das forças “revolucionárias líbias”, como se não fossem meras criaturas da intervenção imperialista, como demonstraram – e seguirão demonstrando – inapelavelmente os fatos! Os revolucionários líbios não avançaram um metro nos combates sem o aterrador apoio aéreo e a seguir terrestre da OTAN. Em não poucos casos, também como fizera Kadafi nos últimos tempos, procuram consciente ou inconscientemente acomodar-se à besta imperialista.

Mário Maestri sul-rio-grandense é professor do curso e do Programa de Pós-Graduação em História da UFF.

Câmara aprova fim da prescrição de crimes da ditadura no Uruguai

MONTEVIDÉU - Depois de um debate de mais de 13 horas, a Câmara do Uruguai aprovou na madrugada desta quinta-feira uma lei que impede a prescrição de crimes contra os direitos humanos cometidos durante a ditadura (1973-1950), abrindo caminho para processos contra militares. A vitória governista foi apertada: : 50 votos a favor, contra 41 dos 44 opositores. A medida já havia passado no Senado, por 16 votos contra 15, e segue agora para a formalização com a promulgação do Executivo.

Na Câmara, só votaram a favor do controverso projeto os deputados da Frente Ampla, coalizão de esquerda que apoia o presidente José Mujica - um ex-guerrilheiro das décadas de 1960 e 1970 que esteve preso durante anos. Os governistas só conseguiram alcançar seu objetivo às 2h14m, depois de um intenso debate, que teve momentos ásperos.

A Frente Ampla, no poder desde 2005, impulsionou a nova lei após a Suprema Corte ter decidido em maio que os crimes cometidos durante o regime militar são delitos comuns e não de lesa humanidade. A Lei da Caducidade, que anistia aos militares uruguaios, está em vigor desde a década de 80 e foi ratificada em duas consultas populares (em 1989 e 2009).

A decisão da Suprema Corte abriu um precedente para considerar que as violações aos direitos humanos cometidas sob o regime militar deixariam de ser puníveis a partir de 1º de novembro, por serem considerados delitos comuns e, por isso, passíveis de prescrição.

O início do debate na Câmara, composta por 99 membros, sendo 50 da coalizão governista, foi marcado por momentos de tensão. Ao menos 63 se inscreveram para falar sobre o tema. Ao final da votação, apenas 91 estavam presentes no plenário.

Durante o pronunciamento do deputado Luis Puig, do Partido da Vitória do Povo (PVP), a secretária do deputado colorado Aníbal Gloodtdofsky, que estava assistindo a sessão disse:

- Justiça para todos, inclusive para os que mataram vocês.

Deputados discutem durante sessão na Câmara - AFP

Momentos depois ela se retirou do local por conta própria e o presidente da Câmara pediu para que as declarações prosseguissem normalmente. Puig tinha sobre a mesa uma foto de Elena Quinteros, desaparecida em 1976, durante a ditadura. Já os opositores deixaram sobre suas mesas cópias da Constituição.

Ao longo da tarde, outras discussões explodiram entre os deputados. A bacada da Frente Ampla protestou quando o deputado Gustavo Borsari começou a ler um editorial do diário comunista "El Popular" e a sessão foi suspensa por cinco minutos.

Puig afirmou que foi uma "jornada histórica" já que "depois de 25 anos de impunidade, a justiça e a verdade poderão avançar".

- Aqui foram protegidos os atos de terrorismo do Estado, se impediu de investigar, se deu as costas às vítimas - disse o deputado, destacando que a Suprema Corte de Justiça e a Corte Interamericana de Direitos Humanos catalogaram a Lei de Caducidade como um "obstáculo para o desenvolvimento da justiça no país".

Apesar da lei de anistia de 1986, dez militares foram presos, incluindo o ditador Gregorio Alvarez. Foi processado também o ex-presidente Juan María Bordaberry, que faleceu em julho.

Cerca de 200 pessoas morreram e milhares foram torturadas ou vítimas de outros abusos em mãos de militares durante a ditadura. Muitas outras fugiram para o exílio. Aproximadamente 130 denúncias recentes de delitos de lesa humanidade se somaram aos mais de 80 casos já conhecidos relativos à ditadura.

Fonte: O Globo ( http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/10/27/camara-aprova-fim-da-prescr... )

Argentina condena 18 militares

Do IHU Online

Oito anos após derrubar lei da anistia, Argentina condena 18 militares por tortura e homicídios

Oito anos após o fim das leis de anistia, a Justiça da Argentina condenou, nesta quarta-feira, 18 militares por crimes contra a humanidade. Os oficiais foram responsabilizados por torturas e mortes ocorridas na Escola Superior da Marinha (Esma), em Buenos Aires.

A reportagem é de Marcia Carmo e publicada pela BBC Brasil, 26-10-2011.

Na sentença, treze foram condenados à prisão perpetua e os outros a mais de dezoito anos de prisão. Trata-se do julgamento que reuniu o maior número de militares desde que as leis que anistiavam os oficiais da última ditadura argentina foram revogadas, em 2003. O júri também é o primeiro da chamada "mega causa da Esma", por reunir centenas de casos.

A Esma foi definida por entidades de direitos humanos como "um dos maiores centros de detenção clandestina e de extermínio" da última ditadura argentina (1976-1983). Durante a leitura da sentença, o juíz disse que os réus foram "condenados por perseguições, homicídio qualificado e roubo de bens da vitima".

Veredicto

Os acusados foram condenados por crimes contra 86 pessoas, das quais 28 continuam desaparecidas e cinco foram assassinadas. A decisão da Justiça foi tomada após 22 meses de investigação. Mais de 160 pessoas foram ouvidas.

O veredicto foi transmitido ao vivo pelas principais emissoras de televisão do país e através de um telão em frente ao tribunal, em Buenos Aires. Familiares das vitimas acompanharam o julgamento na sala de audiência do tribunal e aplaudiram quando foi lida a sentença.

Vítimas

A Justiça estima que cinco mil vítimas da ditadura argentina passaram pelas instalações daEsma. Entre as vitimas "de tormentos e homicídios" está Azucena Villaflor, uma das fundadoras da organização Mães da Praça de Maio, que denunciava a repressão e procurava um filho desaparecido na época.

Duas freiras francesas que apoiavam o grupo, Alice Domon e Leonie Duquet, e o escritorRodolfo Walsh também estiveram presos na Esma. "É um dia histórico. Marca o enorme avanço na luta coletiva pelos direitos humanos", disse Patrícia Walsh, filha do escritor, cujo corpo nunca foi encontrado.

Maternidade clandestina

No local chegou a existir uma maternidade clandestina, segundo a organização Avós da Praça de Maio. O grupo luta para identificar os filhos de militantes que deram a luz no local e tiveram seus bebês adotados por membros da ditadura.

Entre os condenados a prisão perpétua está o ex-capitão de fragata Alfredo Astiz, que ficou conhecido como "anjo loiro" ou "anjo da morte". Astiz foi acusado de se infiltrar em entidades de direitos humanos e de entregar doze pessoas aos repressores, entre as quais Azucena Villaflor.

Em entrevista à BBC Brasil, a advogada Carolina Varsky, da ONG CELS (Centro de Estudos Legais e Sociais), disse que o veredicto era esperado "há muito tempo". "Muitas famílias lutaram durante anos por este momento", disse.

Anistia

A investigação sobre os crimes cometidos na Esma foi aberta nos anos 1980, após a redemocratização do país. O inquérito foi depois arquivado com as leis do Ponto Final (1986) e da Obediência Devida (1987). As leis, que anistiaram os agentes da ditadura, foram promulgadas durante o governo do presidente Raul Alfonsín (1983-1989).

Em 2003, o Congresso aprovou um projeto de lei enviado pelo então presidente Nestor Kirchner (2003-2007) que abriu caminho para o retorno dos julgamentos. Na mesma ocasião, a Justiça também declarou inconstitucionais os indultos dados pelo ex-presidenteCarlos Menem (1989-1999) beneficiando repressores e ex-guerrilheiros.

Ativistas de direitos humanos esperam que a Justiça ainda dê seu veredicto sobre casos vinculados aos chamados ‘voos da morte’, quando presos políticos eram lançados vivos no rio da Prata e no mar. Por determinação do ex-presidente Kirchner, a Esma foi transformada em um "centro cultural e de memória".

Fonte: Blog do Nassif ( http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/argentina-condena-18-militares )

Chile edita lei para reprimir protestos

Do Opera Mundi

Chile baixa Lei de Segurança Nacional para reprimir protestos de estudantes

João Paulo Charleaux | Santiago

O ministro do Interior do Chile, Rodrigo Hinzpeter, declarou hoje que a Lei de Segurança Nacional passará a vigorar a partir de amanhã em todo o país, no segundo dia da paralização nacional convocada pelos movimentos estudantis e sindicatos de trabalhadores que há cinco meses reivindicam uma ampla reforma educacional e constitucional.

A medida foi anunciada depois que 15 manifestantes queimaram um ônibus articulado e montaram dezenas de barricadas em chamas em diversos pontos do centro da capital, Santiago. A Lei de Segurança Nacional amplia os poderes da polícia para interpelar suspeitos e deter pessoas sem acusação formal. Também restringe direitos de associação e circulação dos cidadãos e deve ter impacto nos protestos marcados para a noite de hoje e a manhã de amanhã.

“O governo tomou esta decisão contra os que, hoje, interceptaram um ônibus, aterrorizaram e fizeram descer todos os passageiros e o motorista e, logo, incendiaram o coletivo. Como governo, não estaríamos cumprindo nossa obrigação se não apresentássemos esta lei”, anunciou Hinzpeter no palácio de governo. Pelo menos 60 pessoas haviam sido detidas até o fim da tarde de ontem. Para a noite, os estudantes convocaram um panelaço na Plaza Italia, tradicional ponto de manifestações públicas da capital.

O anúncio provocou críticas de diversos setores. O analista político Patricio Navia, acadêmico da New York University e da Universidade Diego Portales de Santiago do Chile, disse ao Opera Mundi que “esta é uma lei da ditadura, criada para reprimir o que se chama no Chile de terroristas sem muita base legal”. Segundo ele, a mesma lei já foi invocada em pelo menos três ocasiões desde a volta da democracia, em 1990 – duas delas durante o governo da Concertación, coalizão de centro-esquerda que esteve no poder por 20 anos antes da direita voltar ao poder, em março de 2010.

“É simbolicamente importante que a Lei de Segurança tenha sido invocada agora, no primeiro governo de direita desde o fim da ditadura. Trata-se de uma tentativa do presidente Sebastián Piñera de recuperar sua popularidade entre os setores de direita. Menos de 30% dos chilenos apoiam seu governo, apesar de que o eleitorado de direita no Chile é de tradicionalmente 40%”, disse Navia.

Esta semana, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) anunciou que investigará a ação da polícia chilena na contenção de distúrbios. Há dois meses, a tropa de choque matou um jovem em Santiago com um disparo de fuzil e centenas de jovens são detidos toda semana sem acusação formal. A polícia chilena tem o direito de deter pessoas para “checar documentos” por até 12 horas, incluindo menores de idade.

O governo enviou ao Congresso um Projeto de Lei que impõe pena de três anos de prisão para quem ocupar escolas ou universidades para protestar, ou quem desviar o trânsito ou desrespeitar a polícia no meio de um protesto.

Além da preocupação manifestada pela CIDH, o relator da ONU para Liberdade de Expressão, Frank La Rue, também pediu que o governo chileno autorizasse a visita de uma missão da organização ao país. Desde o início do governo Piñera, em março de 2010, 12 jornalistas de agências estrangeiras de notícias foram diretamente agredidos pela polícia. Hoje, foi a vez de um fotógrafo da agência de notícias France Presse ser preso. A ONG Repórteres Sem Fronteiras lançou um comunicado mostrando preocupação pela situação no Chile.

Tensão

Hoje, o clima foi de expectativa e tensão entre os milhares de jovens que há cinco meses estão mobilizados em todo o Chile pedindo mudanças no sistema educacional. Pelo menos 50 mil deles podem perder o ano letivo por engajar-se num movimento que não dá sinais de cansaço e entrou nos últimos dias num momento perigoso, com o governo decretando a Lei de Segurança Nacional.

O Opera Mundi esteve na Universidade do Chile na tarde de hoje. Dezenas de estudantes mobilizados se mostravam animados com o que consideram ser uma vitória na batalha pelo apoio popular. Hoje, o movimento estudantil entregou ao Ministério da Educação o resultado de um plebiscito nacional no qual quase 89% dos chilenos que participaram da proposta apoiaram a principal demanda do movimento, que é a educação gratuita. Pelo menos 1,5 milhão de chilenos votaram.

Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/chile-edita-lei-para-reprimir-p...

Evo Morales considerou históricas eleições judiciais

Depois de exercer seu direito ao voto em Villa 14 de setembro (Cochabamba), o presidente de Bolívia, Evo Morales, considerou como históricas as eleições ao Poder Judicial.
Morales antecipou o sucesso desta consulta, sem precedentes na Bolívia e no mundo, e afirmou que as novas autoridades deverão viver para a justiça e não viver dela, como era em governos anteriores, quando os magistrados eram eleitos a dedo.

“Muito contente, vejo tanta gente mobilizada, é uma festa democrática para todos os bolivianos. Pela primeira vez, após a fundação da Bolívia, o povo participa para eleger a suas autoridades do orgão Judicial”, reiterou.

Em declarações à Prensa Latina, Sandra Oblita, vice-presidenta da Corte Nacional Eleitoral da Venezuela, afirmou que o mundo inteiro segue de perto este processo pelo fato de ser inédito.

Sandra, uma dos membros da delegação de observadores da União Sul-americana de Nações ( Unasul), explicou que a presença de tal organização é de acompanhamento apenas.

Trata-se de uma cooperação horizontal, disse, na qual também nós aprendemos dos bolivianos.

Por sua vez, o Defensor do Povo, Rolando Villena, opinou que a vocação democrática dos cidadãos é digna de se imitar.

O Defensor do Povo sublinhou que para além dos comentários favoráveis ou desfavoráveis das frentes políticas e setores sociais, hoje o povo dará seu veredito.

Também o ex-presidente panamenho, Martin Torrijos, chefe da missão de observadores da Organização de Estados Americanos (OEA), antecipou que desta jornada virá uma festa eleitoral participativa.

“Não só como OEA, estamos observando este processo senão como latinoamericanos almejamos ter organismos judiciais que tenham maior independência e sirvam de exemplo para os países que estamos buscando condições em matéria de justiça”, agregou.

Enquanto isso, a Coordenadora Residente das Nações Unidas em Bolívia, a japonesa Yoriko Yasukawa, estimou que é uma oportunidade para que a cidadania expresse seu voto e consiga renovar a justiça.

O importante é que as pessoas vão às urnas para exercer seu direito de maneira livre e responsável, assinalou.

Este 16 de outubro, pouco mais de cinco milhões de bolivianos elegem os magistrados titulares e suplentes dos Tribunais Constitucional, Supremo de Justiça e Agroambiental; bem como do Conselho da Magistratura.

Fonte: Prensa Latina

Protocolada carta Haiti no escritório da ONU no Rio

Ao Secretário Geral da ONU, Dr. Ban Ki-moon
Aos governos dos Estados integrantes do Conselho de Segurança e da MINUSTAH
Ao Secretário Geral da OEA, Dr. José Miguel Insulza
A comunidade internacional e a opinião pública em geral

Recebam nossa saudação.

É surpreendente e humilhante considerar que “o Haiti é uma ameaça para a Paz e a segurança mundial” como faz o Conselho de Segurança da ONU, ano após ano, ao ratificar a presença da missão militar-policial chamada de estabilização, MINUSTAH. Declaração que esconde a impunidade das grandes potências e a hipocrisia que lhes permite intervir militar, política e economicamente no Haiti, aproveitando-se dos serviços de outros.

É justamente essa intervenção, um laboratório de novas formas de dominação e controle popular, a verdadeira ameaça.

Durante anos a intervenção de tropas estrangeiras, sejam elas dos Estados Unidos, da França, ou outros poderes, e agora a MINUSTAH, não tem melhorado a vida do povo haitiano. Ao contrário, sua presença ameaça a soberania e a dignidade desse povo e assegura um processo de colonização econômica dirigido, neste momento, por um virtual governo paralelo – a Comissão Interina de Reconstrução do Haiti – que responde mais rapidamente aos credores e empresários do que aos direitos das e dos haitianos. O Senado do Haiti votou recentementepor unanimidade para a retirada desta força de ocupação.

Como se não bastasse, a presença intervencionista usurpa diretamente 800 milhões de dólares por ano (equivalente a quase metade do orçamento anual haitiano) dos recursos necessários para o povo que deveriam ir para a saúde, educação, habitação, água, saneamento, soberania alimentar e a criação de empregos. E o pior, as tropas da MINUSTAH vem avultando um verdadeiro prontuário criminoso: abusos e violações de mulheres e jovens e matam. Matam com balas quando o povo resiste à fome e matam com o cólera: 5.000 haitianos, mulheres e homens, foram mortos pela doença introduzida pela MINUSTAH. Já basta!

Exigimos a retirada imediata das tropas e a não renovação do mandato da MINUSTAH.O Conselho de Segurança tratará da renovação da MINUSTAH antes dia 15 de outubro e alguns governos já colocam a necessidade de mudanças. Conforme solicitação dasorganizações haitianas com as quais estamos em permanente contato, a defesa do povo haitiano, da Paz e a segurança mundial exige uma decisão profunda a respeito. Além da retirada da MINUSTAH, se deve garantir a não intervenção de qualquer ordem, seja ela militar ou policial estrangeira, inclusive e, principalmente, o rechaço à permanência de tropas Estadunidenses. Assim como, assegurar a sanção e a reparação dos crimes por estes cometidos.

Convocamos aos Estados e organismos envolvidos que revejam com urgência as políticas de cooperação regional e internacional com o Haiti. Não se trata de solucionar os problemas que afetam a paz e a segurança social deste povo cm medidas conjunturais e assistenciais que aprofundam a dependência. O país necessita de mudanças onde o povo haitiano seja o protagonista de sua própria vida e construtor de sua própria história. A presença médica cubana é uma mostra irrefutável de que outra cooperação é possível.

Haiti, precursor e benfeitor das lutas antiescravistas e anticoloniais em toda a região, renomado pela criatividade de seus artistas e pela força organizadora de seu povo, tem suportado ao longo de sua vida enorme depredação e calamidades. Mostrou, também, sua luta permanente e solidária para construir alternativas fortes contra as injustiças e as adversidades. É fundamental respeitas seu direito à soberania e a autodeterminação, retirar a ocupação e as dívidas espúrias, apoiando-os em sua luta contra a impunidade, reconhecendo sua capacidade e restaurando os meios que injustamente foram retirados – a dívida histórica, social, ecológica e financeira devida ao povo haitiano – e que necessita para sua vida e para sua dignidade.
-Outubro, 2011.

PRIMERAS ADESÕES (al 4.10.11):

Adolfo Pérez Esquivel, Premio Nobel de la Paz y Presidente, Servicio Paz y Justicia en A.L. (Argentina)
Betty Williams, Premio Nobel de la Paz y Directora, World Centers of Compassion for Children International (Irlanda del Norte / EE.UU.)
Mairead Corrigan Maguire: Premio Nobel de la Paz y Presidenta, Peace People (Irlanda del Norte)
Nora Cortiñas, Madre de Plaza de Mayo, Línea Fundadora (Argentina)
Mirta Baravalle, Madre de Plaza de Mayo, Línea Fundadora (Argentina)

Organizaciones internacionales y regionales: Jubileo Sur / Américas - Servicio Paz y Justicia en América Latina - Jubilee South/Jubileo Sur - Africa Jubilee South - Alianza de Pueblos del Sur Acreedores de Deuda Ecológica - Alianza Social Continental - Alternatives International - Amigos de la Tierra América Latina y el Caribe (ATALC) - Asian Regional Exchange for New Alternatives (ARENA) - Comite Internacional por la Libertad de los Cinco - Comité pour l'Annulation de la Dette du Tiers Monde international - CADTM-AYNA - Convergencia de Movimientos de los Pueblos de las Américas (COMPA) - Federación Luterana Mundial Programa de Incidencia sobre la Deuda Ilegítima - Grito dos Excluídos Continental - Jubilee South Asia Pacific Movement on Debt and Development (JSAPMDD) - LDC Watch - Marcha Mundial de las Mujeres / World March of Women / Marche Mondiale des Femmes - Migrant Forum in Asia (MFA) - Plataforma Interamericana de Derechos Humanos, Democracia y Desarrollo (PIDHDD) - Red europea de Comites Oscar Romero - School of Americas Watch (SOAW) - Servicio Internacional Cristiano de Solidaridad con América Latina y el Caribe “Monseñor Oscar Arnulfo Romero” (SICSAL) - South Asia Alliance for Poverty Eradication (SAAPE) -

Alemania: Europarlamentario Jürgen Klute del bloque GUE-NGL - Esteban Cuya, Periodista, Nuremberg - Rainer Schlittgen - Ricarda Schlittgen - Rev. Dr. Karl Braungart , Iglesia Evanélica Luterana en Alemania, Parroquia Winnenden
Argentina: Agrupación " Agustín Tosco", Río Segundo, Córdoba - Agrupación "8 de Marzo", ATE/UBA, Fac. de Ingeniería - Agrupación "Germán Abdala", ATE/ Ministerio de Trabajo de la Nación - Agrupación "Tolo Arce", ATE-SENASA Capital Federal - Agrupación Martín Fierro (Varela - Alte. Brown - Mar del Plata y Cipoletti) - Movimientos Sociales hacia el ALBA Capítulo Argentina (CTA, Mov. Ncl. Campesino e Indigena-Vía Campesina, Frente Popular Dario Santillan, Equipo de educacion popular Pañuelos en Rebeldia, Movimiento por la Unidad Latinoamericana para el Cambio Social, MPR-Quebracho, Grupo de estudios de América Latina y el Caribe, Juventud Rebelde 20 de Diciembre) - Asamblea Permanente por los Derechos Humanos (APDH) - Asociación Civil Compromiso de Chascomús -Asociación DDHH Cañada de Gómez, Pcia. Santa Fe - Asociacion de Ex Detenidos Desaparecidos AEDD - Asociacion Ecuménica Martin Cunz - Attac Argentina - Cátedra Nacional de Economía Arturo Jauretche - Centro de Militares para la Democracia Argentina (CEMIDA ) -

Central de Trabajadores de la Argentina (CTA) - Centro de Investigación y desarrollo para Andes (CIRPA), S.S.Jujuy - Colectivo "El Club de la Pluma" - Comisión por la Memoria, la Verdad y la Justicia de Zona Norte - COMPA Coordinadora de Movimientos Populares de la Argentina -Companía Khaos - CONFAR, Conferencia Argentina de Religiosos y Religiosas - Convocatoria por la Liberación Nacional y Social, Frente Sindical - CPI Comisión Política de la Iglesia Dimensión de Fe - Democracia Popular, Rosario, Santa Fe - Departamento de Pastoral Social, Diócesis de S.C.Bariloche, Pbro. Juan Ángel Dieuzeide, Asesor Diocesano - Diálogo 2000 - Espacio Ecuménico - FeTERA Flores (Federación de Trabajadores de la Energía de la República Argentina en CTA) - Foro de Pensamiento y Construcción Social - Frente Popular Darío Santillán - Fundación Ayuda a la Niñez y Juventud "CHE PIBE" - Fundación Servicio Paz y Justicia - Iglesia Metodista Argentina - Liga Argentina por los Derechos del Hombre, Graciela Rosenblum, Presidenta y Nora Podestá, Comisión Internacional - Mopassol Argentina, Mesa Directiva - Movimiento Ecuménico por los Derechos Humanos (MEDH) - Movimiento por la Unidad Latinoamericana y el Cambio Social MULCS - Observatorio de Derechos Humanos de Pueblos Indigenas - Organizacion Mapuche de Derechos Humanos y Medio Ambiente OMDHUMA - Parroquia Ntra. Sra. de Fátima de la Isla Maciel, Avellaneda -

Partido Comunista de la Argentina, Patricio Echegaray, Secretario General - “Por el mismo camino” (Programa de radio en FM La Tribu) - Programa radial de la Deuda "Al Dorso" - PSTU (Partido Socialista de los Trabajadores Unificado) de Argentina - SERCUPO Al servivio de la cultura popular - Socialismo Libertario - Zonal de docentes anti-burocráticos de Rafael Castillo - Alcira Argumedo, Diputada Nacional de Proyecto Sur - Aldo Etchegoyen, Obispo (E) de la Iglesia Metodista y copresidente APDH - Alfredo Caporaletti , Coordinador Instituto Argentino de Estudios Geopolíticos IADEG - Alfredo Grande, Medico psiquiatra - Alicia Terzian, Compositora, directora y musicóloga, Miembro honorario del Consejo Internacional de la música de la UNESCO - Alicia Lesgart, Familiares de Desaparecidos Rosario - Alicia Rodrigo - Alicia Tramannoni - Ana Capdevielle, Médica - Ana Maria Moro, Familiares de Desaparecidos Rosario - Anna Daga, Cooperazione per lo Sviluppo dei Paesi Emergenti (COSPE), Representante legal en Argentina - Arq. Paula M.Aguado Casal, Inspectora de Secundaria-Miramar-Gral.Alvarado, miembro de APDH-Gral.Alvarado - Aurora Tumanischwili Penelón , FeTERA FLORES - Beverly Keene, Diálogo 2000 y Coordinadora Internacional, Jubileo Sur - Brenda Ponce, No Docente ,UNLP, La Plata - Carina Maloberti, Secretaria de organización nacional de ATE, CTA - Carlos Aznárez, Periodista, Director de Resumen Latinoamericano - Carlos Barbero, Zárate - Carlos Ernesto Motto, UBA - Carlos Ferreyra, Coordinador, Espacio Abierto ARDE LA MEMORIA, Cordoba - Carlos Guanciarrosa, Agrupación Enrique Mosconi, FeTERA en CTA - Carlos loza, Junta interna de ATE, AGP (Asociación General de Puertos) en la Central de Trabajadores de la Argentina CTA - Carlos Piro, Jefe de producto, Diario Perfil - Claudia Hasanbegovic, Doctora en políticas sociales -

Claudia Korol, Periodista - Claudia Pereyra - Claudio Katz, Economistas de Izquierda - Claudio Lozano, Diputado nacional de Unidad Popular - Cra. Diana E.Susevich - Daniel Campos, Candidato a Diputado por el Frente de la Izquierda y los Trabajadores - Daniel Eduardo Echeverría, Sacerdote-Religioso Misionero de los SS.Corazones, Barrio "22 de Enero", La Matanza, Provincia de Bs. As. - Diego Mendieta, Pastor de la Comunidad Dimensión de Fe, una Iglesia de todos y para todos - Dora Mattioli, Attac - Dr. Roberto F. Cipriano Garcia, Director, Comité contra la Tortura, Comision Provincial por la Memoria, Provincia de Buenos Aires -Eduardo Barragán, dirigente nacional del PSTU - Eduardo Espinosa, ATE (Asociación de Trabajadores del Estado, en CTA), Ministerio de Desarrollo Humano de la Provincia de Bs.As. - Eduardo Grüner, Docente / Investigador UBA - Eduardo Macaluse, Diputado nacional de Unidad Popular - Elena Liberatori, Jueza Ciudad de Bs.As. - Elisa de Azlor - Emilio Taddei, GEAL Grupo de Estudios sobre América Latina - Ernesto Alonso, Centro de Ex Combatientes Islas Malvinas (CECIM) La Plata - Ester Kandel - Ester Szlit, Medica - Eugenia de Combi - Eugenia Maria Ruiz Bry, Dra. en Antropologia Universidad Nacional de Rosario - Fabián Peralta, Diputado Nacional - Facundo Solana , Investigador Conicet-UBA - Fernando Guzmán, Comisión de Justicia y Paz, Misioneros Claretianos - Francesco Vigliarolo, Docente Universidad Católica de La Plata, UCALP - Gabriela Lis Burdman - Gloria Marzábal - Gonzalo Moyano, Médico-Docente Investigador Facultadad Medicina UBA - Gonzalo Santa Coloma, Ingeniero agrónomo, religioso marista, Darregueira, Pcia. de Bueno Aires - Graciela Cassou - Gabriela Cauduro -

Graciela Iturraspe, Diputada Nacional de Unidad Popular - Graciela Ramirez, Corresponsal de Resumen Latinoamericano - Guillermo Jose Dellacasa, Lic. en Administración de Empresas - Guillermo López, FeTERA FLORES (Federación de Trabajadores de la Energía de la República Argentina en CTA) - Horacio Alcuaz, Diputado Nacional - Igor Calvo, militante de base del FNRP, Honduras - Inés Izaguirre, Horacio Ravenna, Ernesto Moreau, Elina Aguiar y Rubén Efrón, Co-vicepresidentes, APDH - Ingrid Storge, Responsable del colectivo Amigos por la paz en Colombia y en el Mundo - Irene Antinori, Psicologa - J.M. de Mingo - Jorge Falcone, Documentalista-Docente-Escritor - Jorge L. Karol, Investigador IIPAC, Profesor FAU- UNLP - José Luis Bournasell - José Seoane, GEAL Grupo de Estudios sobre América Latina - Juan Pablo Gasme, Equipo Surcos / Coordinador Pastoral Colegio Claret (Buenos Aires) -

Julio Raffo, Diputado de la Ciudad de Buenos Aires (Proyecto Sur) - Julio Rudman, Periodista, Mendoza -Julio Santucho, Presidente Instituto Multimedia DerHumALC - Laura Benadiba, Presidenta de Otras Memorias - Laura Beratti - Leandro Andrini, Docente Universitario (FCE-UNLP), Investigador científico (CONICET), La Plata - Leandro Morgenfeld, Docente UBA/CONICET - Lic. Amabe Amalia Molinari, Licenciada en Gestión Cultural - Lic. Carola Arrúe, Asociación Civil "El Arca", Prov.de Bs. As. - Lihue Vizcaíno, actriz - Liliana Fontan, Defensora de DDHH, Asoc. de Abogados de Bs. As. - Liliana Marzano - Liliana Parada, Diputada nacional de Unidad Popular - Luis Capdevielle, Psicólogo - Luis Juan Fabrizi , "El Club de la Pluma" - Luis Lafferriere, Profesor Titular de Economía y Periodismo Económico (UNER) - Luis Rey - Marcelo López, A.P.D.H. La Matanza - Maria Cabrejas, Periodista, realizadora audiovisual - Maria Cristina Capdevielle - María Rosa Capdevielle, Psicopedagoga - María Rosa González, Comunicadora social - María Teresa Andant - María Torrellas, Periodista, Resumen Latinoamericano - Mario Hernandez, Periodista, miembro de la Comisión Directiva de la Coordinadora de Medios de la CABA (COMECI) - Marisa Biasutti - Marta Maffei, Diputada Nacional, M.C. - Marta Speroni , Militante por los dd.hh. -

Miguel Monserrat, Diputado Nacional, M.C. y copresidente APDH - Nancy Viviana Piñeiro - Noemi Abad, periodista ambiental, Directora de www.ecoportal.net y la revista Ambiente y Sociedad - Nora Emilce Elichiry, Prof. Titular Consulta e Investigadora, Facultad de Psicología, Universidad de Buenos Aires - Norberto Ganci, Periodista - Octavio Carsen - Osvaldo Cipolloni, Plan FinEs/DEJyA/Min.Educación - Pablo Díaz Marenghi , Estudiante de Ciencias de la Comunicación/UBA y Redactor fijo en Alrededores - Pablo Melicchio, Escritor-Psicólogo - Pablo Pimentel, APDH La Matanza - Pastor Dr. Arturo Blatezky - Patricia Halaban, PROFESORA - Pbro. Eduardo de la Serna, Coordinador Nacional Curas en Opción por los Pobres - Prof. María Victoria Veracierto, Departamento de Ciencias Antropologicas, Facultad de Filosofia y Letras, UBA - Rev. Ángel Furlan, Codirector Programa sobre Deuda Ilegítima de la Federación Luterana Mundial - Rina Bertaccini, Vice presidenta del Consejo Mundial por la Paz - Roberto Giusti - Rogelio Ponsard - Rosa Guide - Rosana Merlos, Secretaria de DDHH de SUTEBA y de CTA Provincia de Bs As - Saada Bentolila, Profesora universitaria, Fundadora de la Catedra libre sobre "Discriminacion, Genocidios y Holocausto", Miembro Integrante del Observatorio de DDHH - Sebastian Tajes Albani, Militante DDHH EstudioTtilsa Albani - Sergio Adrián Villar, Educadores Populares Aldabón, San Rafael, Mendoza - Silvia Della Maddalena, Artista Plástica, Licenciada en Artes Visuales - Silvia Pereyra - Silvina Corbetta, Politóloga (UBA) / Investigadora Independiente - Susana De Angelis - Susana Méndez, Mar del Plata - Susana Patricia Salina - Tilsa Albani, Abogada Derechos Humanos - Verónica Benas, Diputada nacional de Unidad Popular - Victor De Gennaro, Presidente de Unidad Popular (UP) - Víctor Heredia -Virginia E. Moronell - Virginia Linares, Diputada Nacional - Vivian Torres

Bangladesh: Bangladesh Krishok Federation - Equity and Justice Working Group Bangladesh (EquityBD) - Nabodhara - Resource Integration Centre - SUPRO - VOICE
Bélgica: Eric Toussaint, président CADTM Belgique - M C Patricia Morales, Universidad de Lovaina - Patricia Quintero-Cabrale, Activista de DDHH - Viviana Viera Giraldo, asesora del Bloque GUE-NGL en el Parlamento Europeo

Bolivia: Alejandro Dausá - Rosario Valenzuela Sotomayor, Escritora

Brasil: APROPUC, Associação dos Professores da PUC/SP - Articulação Pacari - Assembléia Popular Nacional - Associação Brasileira de Homeopatia Popular, ABHP - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais , ABONG - Associação de Favelas de São Jose dos Campos - Associação para inclusão à comunicação cultura e arte, "ARCCA" - Associação Vida Brasil, Salvador - Cáritas Brasileira – Regional de Minas Gerais - Cáritas Brasileira Regional Nordeste III (Bahia e Sergipe) - Casa da América Latina - Casa da Solidariedade da Região Episcopal Ipiranga/São Paulo - Centro Burnier de Fé e Político do Mato Grosso - Centro de Direitos Humanos de Cristalândia,Tocantins - Centro de Assessoria Popular Caldeirão - Centro do Estudo Bíblico - CEBI - Comissão Pastoral da Terra - CPT - Comitê goiano pelo fim da violência policial - Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial - Comitê Pró-Haiti - Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo - Conselho de Leigos da Região Ipiranga – CLERI/SP - Conselho Indigenista Missionário – CIMI - Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Lins/SP - Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB - Conselho Nacional do Laicato do Brasil - Regional Leste 2 - CNLB/MG - Conselho Pastoral dos Pescadores - CPP - CSP-Conlutas - Central Sindical e Popular -

Esplar-Centro de Pesquisa e Assessoria, Fortaleza - Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil FEAB - Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social - Fórum Popular do Orçamento do Rio de Janeiro, Luiz Mario Behnken - GEP - Grupo Educação Popular/Morro da Providência/RJ - Grito dos Excluídos Nacional - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento – IBRADES - Instituto de Formação Humana e Educação Popular, IFHEP - Instituto de Politicas Alternativas para o Cone Sul PACS - Instituto Equit - Instituto Imersão Latina – IMEL - Instituto São Paulo de Cidadania e Política - Iser Assessoria - Justiça Global - Juventude Francisca – JUFRA - Juventude Operária Católica Brasileira – JOC - Metabase Mariana MG - MNOB, Movimento Nacional de Oposição Bancária - Movimento de Mulheres Camponesas, MMC - Movimento de Resistência Camponesa - Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra MST -

Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe - Mulheres Camponesas: Resistência e Esperanças na Luta por Igualdade de Direitos - NOVA, Pesquisa e Assessoria em Educação/RJ - Oposição Alternativa - Apeoesp São Paulo - Partido Comunista Brasileiro - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, PSTU - Pastorais Sociais do Regional Noroeste (Acre, Sul do Amazonas e Rondônia) - Pastoral da Mulher Marginalizada – PMM - Pastoral do Povo da Rua - Pastoral do Povo da Rua, Fortaleza, CE - Pastoral Operária Nacional, PO - Rede Brasil sobre Intituições Financeiras Multilaterais - Rede Jubileu Sul Brasil - Rede Social de Justiça e Direitos Humanos - Serviço Pastoral dos Migrantes , SPM - SERPAJ-Brasil - Sindicato dos Bancários de Bauru - Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos - Sindicato dos Metroviários São Paulo - Sindicato dos Professores de Nova Friburgo e Região/RJ - Sindicato dos Rodoviários de Fortaleza - Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém - Sindicato dos Trabalhadores da construção Civil de Fortaleza - Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Pernambuco - Sindsef São Paulo (Sindicato dos Servidores Federais de São Paulo) - Sintrajud São Paulo - União Baiana de Cegos UBC - União da Juventude Comunista - UNEafro-Brasil - Unidade Classista - Via Campesina Brasil -

Adriano Martins, CESE - Aline Castro, Red por Tí América - Altair Pozzebon - Cáritas Brasileira – Regional/RS - Ana Garcia - Ana Maria Delazeni – SPM - Andressa Caldas - Angela Aparecida da Silva militante da Marcha Mundial das Mulheres - Antonio Cezar Quevedo Goulart, Sindicato dos Engenheiros do Parana - Ari Alberti, Grito dos Excluídos - Carlos Walter Porto Gonçalves, Professor do Programa de Posgrado em Geografia da Universidade Federal Fluminense - Cirlene Sasso - Pastoral Sociais da Regional NE IV (Piauí) - Clecir Trombetta, Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social - Cleusa Alves da Silva, Cáritas Brasileira reg. NE3 (Bahia e Sergipe) - Creuza Maciel - Dirceu Fumegalli ,CPT - Dirceu Travesso, militante da CSP-Conlutas - Dom Enemézio Lazzaris, CPT e Diocese de Balsas/MA - Edison Puente, internacionalista - Edson G. P. O. Silva, sociólogo - Eduardo Paludette, PO Nacional - Elder Andrade de Paula -

Eliomar Coelho, Vereador (consejal), PSOL, RJ - Eric Nepomuceno, Escritor - Evandir Santa Rita de Jesus, Contraponto, APS / PSOL - Fernando Morais, periodista y escritor - Frederico José Falcão - Professor do CTUR/UFRRJ - Frei Betto, escritor - Gabriel Priolli Netto, Jornalista, Produtor de Televisão - Gustavo Batanolli - Gustavo Lapido Loureiro - Inácio José Werner, Centro Burnier/MT - Iolanda Toshie Ide, Presidenta do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Lins (SP) - Ivo Lesbaupin, Sociólogo, Rio de Janeiro - Ivo Poletto, Assessor do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social - João Batista Gomes Macêdo – Jufra - João de Jesus da Costa – Cáritas Brasileira - João Luiz Duboc Pinaud, advogado de Direitos Humanos - João Pedro Casarotto, Porto Alegre-RS –

Leonardo Boff, professor e escritor, teólogo e ecologista - Luiz Mario Behnken p/ Fórum Popular do Orçamento do Rio de Janeiro - Maciel Cover, da Pastoral da Juventude Rural/PB - Magnólia Santos Rodrigues – 5ª SSB/Pastorais Scoais - Marcos Antonio Freitas de Araujo, educador popular na paraiba - Marcos Arruda, Economista e Educador do Instituto de Politicas Alternativas para o Cone Sul - Maria Solange – Past. Sociais Reg. Noroeste (Acre, Sul do Amazonas e Rondônia) - Marilene Cruz – Pastoral do Menor Nacional - Marilene D. Buzatto, CIMI - Myrian Athayde - Otilia Balio Fava, militante popular - Padre Alfredo J. Gonçalves, carlista - Padre Geraldo Marcos Labarrère Nascimento, jesuíta - Paulo Roberto Demeter - Pe. Nelito Dornelas, Coordenador da 5ª SSB -

Pedro César Batista, escritor e jornalista. São Paulo. - Penha Dalva Nascimento Marcondes – CEBI/ES - Prof. Dr. Alfredo Martín - Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental – UFRGS/RS - Raquel Passos – CEBI/ES - Renato Thril - Projeto Memória e Caminhada, UCB/DF - Roberto Leher, Prof. Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rosana Magalhães - Rosângela de Souza - advogada (Membro da Executiva Estadual do PT de SC) - Rosilene Wansetto, socióloga e militante do Jubileu Sul Brasil - Sandra Quintela, Economista do Instituto de Politicas Alternativas para o Cone Sul e Coordenadora Jubileo Sur Americas - Sebastião Carlos Moreira – CIMI - Sérgio Barbosa de Almeida - Sonia Fleury - Sonia Santos, Coordenadora MNU de Diadema - SP, Coordenadora Nacional por SP -da "ANLU"-corrente interna do MNU, Representante N. do MN em Direitos Humanos - Terezinha Tartelli – Past. da Pessoa Idosa - Virgínia Fontes, Historiadora - Welton Yudi Oda, Associação Filosofia Itinerante, de Manaus, Amazonas -

Canadá: Canada Haiti Action Network, Roger Annis - Common Frontiers - Pierre Mouterde
Chile: Colectivo VientoSur - Komunidad Edukativa Wenuleufu - Observadores de la Escuela de las Américas - David Eugenio Nuñez Maldonado, Antropólogo - Manuel Hidalgo, Coordinador de Amerindia-Chile, Presidente de APILA (Asociación de Inmigrantes por la Integración Latinoamericana y del Caribe), Representante de la red MIREDES Internacional. (Migrantes, Refugiados y Desplazados) - Pablo Ruiz , School of Americas Watch - Tania Larisa Solar, Psicóloga Comunitaria
Colombia: Campaña en Deuda con los Derechos - Colectivo de Abogados José Alvear Restrepo - Corporación Mujeres y Economía - Marcha Mundial de Mujeres - Colombia - Caterina Heyck Puyana , PHD Instituto de la Paz y los Conflictos, Universidad de Granada, España - Manuel Rozental
Costa Rica: Rodolfo Umaña Castro , Magister en Biotecnología

Cuba: Casa Memorial Salvador Allende - Centro Memorial Dr. Martín Luther King, Jr. - urelio Alonso, Sociólogo, subdirector de la revista Casa de las Américas - Miguel Barnet, Escritor y etnólogo cubano y Presidente de la UNEAC - Rev. Luis Carlos Marrero Chasbar y Rvda. Daylíns Rufin Pardo, Grupo de Reflexión y Solidaridad "Oscar A. Romero" Ecuador: Acción Ecológica - Coalición No Bases Ecuador - Ecuador Decide - Fundación Pueblo Indio del Ecuador - SERPAJ Ecuador - Eco. Franklin Canelos , Consejo Latinoamericano de Iglesias CLAI, progama Fe,economía y sociedad - Irene Leon, sociologa - Magdalena Leon, REMTE -Maria Augusta Calle , Asambleísta, - Nidia Arrobo Rodas , Directora Ejecutiva de la Fundación Pueblo Indio del Ecuador - Alejandro Moreano , Escritor -
El Salvador: Coordinación Ecumenica de la Iglesia de las y los Pobres de E.S./ CEIPES - Red de Accion frente al Libre Comercio e Inversion Sinti Techan
EE.UU. / USA: Institute for Justice & Democracy in Haiti - Other Worlds - Brian P Fisher, Philadelphia, PA - Jorge Majfud, PhD, Jacksonville University, Florida - Lisa Sullivan , School of AmericasWatch - Mark Schuller, Assistant Professor, Department of Social Sciences, York College, City University of New York - Manuel Pérez-Rocha L. Investigador del Institute for Policy Studies de Washington D.C.) - Philip McManus , Co-Chair, Forging Alliances South and North (ForAL), Co-Presidente, Forjando Alianzas Sur y Norte (ForAL) - Rev. Roy Bourgeois , School of Americas Watch - Sarah Schoellkopf, Ph. D., Doctora en políticas sociales

España: Comité Monseñor Oscar Romero, Madrid - Ecologistas en Acción - Red latina sin fronteras, Andalucia - Ongd AFRICANDO, Gran Canaria - ONGD Lanbi Elkartea, Asociación Para la Solidaridad con Haití, Portugalete, Biskaia - Ana María Vila Montero , - Francesc Riera Isern , Hortelano, Presidente de la Junta Administrativa de Manurga - Jordi Palou Loverdos , Abogado acreditados ante la Corte Penal Internacional y mediador en conflictos nacionales e internacionales - Natividad Fernández Camiña - Isabel Cano Fernández , La Rioja - Catalunya: Observatorio de la Deuda en la Globalización - Joan Martínez Alier, Professor of Economics and Economic History and deputy-director, ICTA, at the Universitat Autonoma de Barcelona - José Ignacio González Faus - Mariona Sebastián Cercós, Pedagoga, Secretaria Técnica de la Universidad Internacional de la Paz y Máster de Cooperación Globalización y Desarrollo - Martí Olivella, Director de Nova-Innovació Social - Montserrat Ponsa Tarrés, Fundación Cultura de Paz - Tica Font i Gregori, Directora, Institut Català Internacional per la Pau - Ven.Thubten Wangchen, Director, Fundació CASA del TIBET Galicia: Asamblea de Crentes Galegos - Axunica ong - Comunidade Cristiana Vangarda Obreira da Coruña - Miguel Vila , Colaborador, ONG ASUNICA, Lugo - Maria Teresa Marone, Colaboradora de la ONG AXUNICA de Galicia - Ana Maria Vila Montero - Carmen Pérez Carballo -

Filipinas / Philippines: Alliance of Progressive Labor (APL) - Aniban ng Manggagawa sa Agrikultura (AMA) - Assalam Bangsamoro People's Association - Faith-based Congress Against Immoral Debts (FCAID) - Freedom from Debt Coalition – Cebu Chapter - Freedom from Debt Coalition – West Mindanao Chapter - Freedom from Debt Coalition - Partido Lakas ng Masa (Party of the Laboring Masses) - Philippine Human Rights Information Center (PhilRights) - SANLAKAS Sugbo - SANLAKAS Youth - SANLAKAS - Task Force Detainees of the Philippines (TFDP) - World March of Women Pilipinas
Francia: Collectif de soutien à l'ALBA-TCP de Grenoble (France) - Frantz Fanon Foundation-Fondation Frantz Fanon - INTI Solidaridad con los pueblos de America Central y Caribe - MIR-France - Ana Cauwel - Claude Vergès - Cristina Castell , Poeta y periodista - José María Cuesta, Toulouse
Guatemala: Centro de Comunicación para el Desarrollo (CECODE) - Simona Yagenova , FLACSO
Honduras: Bloque Popular - Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras COPINH - Foro Social de la Deuda Externa y Desarrollo de Honduras FOSDEH -Movimiento Insurrección Autónoma MIA - Organización Fratenal Negra Hondureña OFRANEH, La Ceiba - Miriam Miranda , Coordinadora OFRANEH
India: Adivasi Mulvasi Astitva Rakcha Manch - Indian Social Action Forum - River Basin Friends - Rural Volunteers Centre , Akajan - Vinod Raina, Alternatives East Asia

Italia: Fundación Basso, Sección internacional - Observatorio sobre Latinoamerica SELVAS - Antonio Tricarico, Campagna per la riforma della Banca Mondiale, Roma - Raffaele K Salinari, Presidente Alianza Internacional Terre des Hommes TDH - Ana Afonso, Presidente del CEIPES - Centro Internazionale per la Promozione dell'Educazione e lo Sviluppo - Giorgio Sibona - Luca Sibona - Giovanna Schintu, Oschiri (OT)
Japan: Filo Hirota - Yoko Kitasawa, Debtnet
Malasia: Monitoring Sustainability of Globalisation (MSN)
Martinique: Groupe Révolution Socialiste (G.R.S.)
México: Alianza Mexicana por la Autodeterminación de los Pueblos (AMAP) - Centro de Estudios de la Región Cuicateca, (CEREC) - Colectivo Revuelta Verde - Comité de Derechos Humanos, "Asís"-Col. Pedregal de Santo Domingo, Coyoacán - Movimiento Mexicano de Afectados por las Represas y en Defensa de los Ríos (MAPDER) - Otros Mundos AC/Amigos de la Tierra México - Red Mexicana de Acción frente al Libre Comercio (RMALC) - Red Mexicana de Afectados por la Minería (REMA) - Rising Tide Mexico - Ana Esther Ceceña, Coordinadora, Observatorio Latinoamericano de Geopolítica, Instituto de Investigaciones Económicas, UNAM - Beatriz Stolowicz, UNAM - Carlos Fazio , periodista - Catalina Eibenschutz - Enrique Leff - Fernando Sánchez Cuadros, Centro de Estudios Monetarios Latinoamericanos CEMLA - Francisco López Bárcenas, Pueblo Mixteco de Oaxaca - Frida Modak, periodista - Isabel Sanginés Franco, UNAM - Luciano Concheiro, UNAM - Marcos R. López Miguel, UNAM - Margarita Favela Ceiich, UNAM - María Mirabel Mejía, Profesora, Sección XVIII del SNTE-CNTE - Miguel Alvarez Gándara, Presidente de SERAPAZ - Nayar López Castellanos, UNAM - Verónica Munier, red nacional de resistencia civil contra las altas tarifas de la energìa electrica, Mexico

Nepal: All Nepal Peasants’ Federation (ANPFa) - Campaign for Climate Justice Network (CCJN), Nepal - Right to Food Network (RtFN), Nepal - Rural Reconstruction Nepal (RRN)
Nicaragua: ALIEDS – ASOTRAEXDAN - Movimiento Social Nicaragüense - Red Nicaragüense por la Democracia y el Desarrollo Local - Arnaldo Zenteno S.J., Comunidades Eclesiales de Base(CEB)
Noruega: Circulo bolivariano Simon Bolivar-Oslo / Grupo de apoyo Cuba5
Palestina: Bassel Ismail Salem
Panamá: Colectivo Voces Ecológicas - Coordinadora Nacional Cristiana de Panamá Héctor Gallego, CNCP-HG - Coordinadora Popular de Derechos Humanos de Panamá COPODEHUPA - Julio Yao, Serpaj-Panamá - Vicente Archibold Blake
Paquistán: Pakistan Kissan Rabita Committee

Paraguay: Coordinadora por la Integración y la Soberanía Energética (CONISE), Roberto Colmán, Coordinador - Foro Derecho a la Eduación Paraguay - Germán Pravia, Casa Misionera - Ing. Ricardo Canese, PARLAMENTARIO DEL MERCOSUR por el PARTIDO POPULAR TEKOJOJA
Perú: Anibal Quijano - Fausto Reyes, Chiclayo-Lambayeque
Portugal: Boaventura de Souza Santos
Puerto Rico: Comité Pro Niñez Dominico Haitiana - Grito de las/os Excluidas/os- capítulo de Puerto Rico - MUSAS por Haití - Organizacion puertorriquena Red de Esperanza y Solidaridad de la Diocesis de Caguas - Proyecto Caribeño de Justicia y Paz - Hilda Guerrero, Comité Pro Niñez Dominico Haitiana - Jorge A. Montijo, Grito de las/os Excluidas/os, Capítulo de Puerto Rico - Wanda Colón Cortés, Proyecto Caribeño de Justicia y Paz - Jose Berrios Pacheco, Independentista
Reino Unido/ United Kingdom Nick Dearden, Jubilee Debt Campaign
República Dominicana: Lucha X tus derechos - Alexander Mundaray Rosario, Canta autor - German Marte, periodista - Luis Darío Peña, Miembro de la Comisión Diocesana de Pastoral de la Cultura, Pastoral Social y la Radio Católica, Barahona - Julín Acosta, sacerdote diocesano
Sénegal: Demba Dembele, Co-coordinator, Africa Jubilee South - Forum des Alternatives africaines
South Africa: Jubilee South Africa - Patrick Bond, University of KwaZulu-Natal, Durban
Suecia: Lidia Camacho
Trinidad y Tobago: FITUN - Federation of Independent Trade Unions and NGOs

Uruguay: Agrupacion Nacional Guevarista y Artiguista ProUNIR - Comunicación Participativa desde el Cono Sur (COMCOSUR) - Coordinadora por el retiro de tropas de Haití - FEUU - Federación de Estudiantes Universitarios del Uruguay - PIT-CNT, Plenario Intersindical de Trabajadores-Convención Nacional de Trabajadores - Plataforma DESCAm - REDES-Amigos de la Tierra - Trabajadores del Hospital Universitario de Uruguay - Álvaro González Novoa - Ana Juanche, Coordinadora Servicio Paz y Justicia en América Latina - Anahit Aharonian, Ingeniera Agrónoma, Ex-Presa Política uruguaya (1973-1985) - Eduardo Galeano, escritor - Fernando Bruschi, Licenciado en Psicología - Gabriel Sánchez - Ivonne Leites, Blog Atea y Sublevada - Jorge Daniel Díaz, comunicador radial - Jorge Zabalza , Corriente de Izquierda - Lic. Martha Lidia Ferreira, Corresponsal blogueros y corresponsales de la revolución en Uruguay - Maria Inés Sánchez, Estudiante - María M. Delgado, activista de ddhh - Micaela Souza, Estudiante de Ciencias de la Comunicación - Ramiro Chimuris, Plataforma DESCAm - Raul Zibechi, periodista - Rosario Sanchez, Médica - Silvia Pose, Coordinadora por el Retiro de las Tropas de Haiti - Susana D. Techera García, Maestra - Veronika Engler, Corriente de Izquierda - Walter Caimí, periodista jurídico e investigador -

Venezuela: ARAÑA FEMINISTA, red de colectivos feministas socialistas y de mujeres - Cumbre de Mujeres Afrovenezolanas - Coalición de Tendencias Clasista (CTC-VZLA) - Medio alternativo de difusión Maracaibo Solidaria - Movimiento 13 de Abril - Movimiento continental bolivariano Capítulo Aragua - Movimiento Unido Socialista Haitiano-Venezolano del ALBA - SUNTRA-HUC Sindicato/ Directiva Suntra-Huc - Boris Caballero, Centro de Estudios Latinoamericanos Rómulo Gallegos - Edgar Guzman - Edgardo Lander, Profesor, Universidad Central de Venezuela, Caracas -
Fritz Saintlouis, vocero MOUSHVA - Humberto Mata, escritor - Inmacula Nervil, vocera MOUSHVA - Luis Britto García, escritor - Marisol Lander - Marta Harnecker - Michael Lebowitz - Miriam Rodríguez, ex-voluntaria en Haití - Paulino Núñez M., vocero MOUSHVA - Fernando Báez, Escritor

Otros: Alba Carosio, Profesora Universitaria y Feminista - Alida Becerra - Ana López Álvarez - Bernardo Murcio Velasco - Clara Baquero - Daniel De Santis - Florencia Gainza - Ismael Noe Valecillos, VOZ INSURGENTE editor - Jesus Pirela - João Carlos Silva - Jorge Rotunno - José Alberto Corral Iglesias - Juana Loeches - Lelis Paez - Libia López Aguilar - Lic. Luis Gutiérrez Esparza, Presidente, Círculo Latinoamericano de Estudios Internacionales (CLAEI) - Lic. Marcelo López Birra, Cátedra UNESCO de Educación para la Paz y la Comprensión Internacional.Director - Manuel Pliego - Marco González, Relaciones Internacionales Casa Memorial Salvador Allende - Marieva Caguaripano - Mary Logiovine - Miguel Martinez Rial -Mónica Martina - Natalia Andrea Peral, PhD Candidate, International Relations and European Studies Central European University Budapest - Sergio Gómez Montero -

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Mobilização mundial pela retirada da Minustah do Haiti

Cristiano Morsolin

Tradução: ADITAL

O Senado do Haiti se pronunciou, unanimemente, em favor da retirada de todas as tropas de ocupação da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), a partir do dia 15 de outubro de 2012. Uma segunda resolução reclama uma reparação para as 6.200 vítimas da cólera, provocada pela Missão e para as centenas que sofreram agressões sexuais.

Ressaltamos que centenas de organizações e personalidades de todo o mundo, encabeçados pelos Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel e Betty Williams e pelas Mães da Praça de Maio-Linha Fundadora, Nora Cortiñas e Mirtha Baravalle divulgaram uma carta dirigida ao Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, na qual solicitam a retirada das tropas militares que integram a Minustah. A carta também está dirigida aos Estados integrantes dessa força militar e do Conselho de Segurança, como também ao Secretário Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

Na carta, rechaçam que o Haiti seja considerado "uma ameaça para a paz e para a segurança mundial”, como declara o Conselho de Segurança da ONU e se pede a retirada da Minustah, fazendo eco aos reclamos das organizações populares haitianas, porque "não melhorou a vida do povo; pelo contrário, sua presença atenta contra a soberania e a dignidade desse povo e assegura um processo de recolonização econômica dirigido, agora, por um virtual governo paralelo – a Comissão Interina de Reconstrução do Haiti – cujos planos respondem mais aos prestamistas e empresários do que aos direitos das/os haitianas/os”.

Além disso, coloca o fracasso dos objetivos propostos pela Minustah quando chegou ao Haiti, em 2004, e denuncia a contínua violação dos direitos humanos da população por parte de militares que integram a Missão. Por isso pedem a retirada imediata das tropas, integradas por soldados de vários países latino-americanos, com exceção da Venezuela –que se opôs desde o primeiro momento à Missão- e de Cuba. Afirmam que uma retirada gradual das tropas manteria de pé a ocupação do país e aumentaria o fracasso da Missão por mais tempo, atentando contra a soberania e autodeterminação do povo haitiano.

Fazem um forte chamado ao Conselho de Segurança da ONU para que não renove o mandato da Minustah –previsto para o próximo 15 de outubro- e rechaçam qualquer intervenção militar ou policial por parte de tropas estrangeiras, especialmente dos Estados Unidos.

Exortam aos governos e organismos internacionais para que "revejam com urgência as políticas de cooperação regional e internacional com o Haiti. Não se trata de solucionar os problemas que, sim, atingem a paz e a segurança social desse povo com medidas conjunturais e assistencialistas que pioram a dependência. O país necessita de mudanças onde o povo seja o protagonista de sua própria vida e construtor de sua própria história. A presença médica cubana é uma mostra fidedigna de que outra cooperação é possível”.

Por último, afirmam que "é fundamental respeitar o direito à soberania e à autodeterminação [do Haiti], impedindo as ocupações e perdoando as dívidas espúrias; apoiando-o em sua luta contra a impunidade; reconhecendo sua capacidade; restaurando os meios que, injustamente, lhe foram torados –a dívida histórica, social, ecológica e financeira devida ao povo haitiano – e que necessita para sua vida e dignidade”.

Entre as organizações internacionais que assinam a carta, encontram-se Amigos de la Tierra América Latina e Caribe, Jubileu Sul, Aliança Social Continental, a Plataforma Interamericana de Direitos Humanos, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (Brasil), o Comitê pela Anulação da Dívida do Terceiro Mundo (CADTM, Bélgica), a Campanha para a Reforma do Banco Mundial (CRBM, Itália), entre centenas de organizações sociais, políticas, religiosas e de direitos humanos e seus líderes, como por exemplo, Raffaele Salinari, Presidente da Aliança Internacional Terre des Hommes (TDH); Vinod Raina, Alternatives Asia (Índia); o Europarlamentar Jürgen Klute, do bloco GUE-NGL (Alemanha); Nick Dearden, do Jubilee debt Campaign (Reino Unido), entre outros.

Além disso, conta com o respaldo do escritor uruguaio Eduardo Galeano e de destacados acadêmicos em âmbito mundial, como Boaventura de Souza Santos, diretor do Centro de estudos Sociais na Universidade de Coimbra (Portugal); Patrick Bond, da Universidade de KwaZulu-Natal (África do Sul); Marta Harneker, do Centro Internacional Miranda (Venezuela) e de João Alier Martínez, entre os máximos especialistas em âmbito mundial em ecologia política.

Camille Chalmers foi recebido na Câmara dos Deputados

Sob o lema "A ocupação não é solidariedade”, o ativista e intelectual haitiano Camille Chalmers fez uma conferência na Câmara dos Deputados. Foi acompanhado por legisladores da Frente Ampla Progressista.

Camille Chalmers, líder da Plataforma Haitiana de Incidência para um Desenvolvimento Alternativo (Papda) e referente do Jubileu Sul nesse país, informou hoje aos deputados sobre a dramática situação vivida no Haiti, em uma conferência organizada pela deputada Graciela Iturraspe, do bloco Unidad Popular.

A deputada abriu o encontro expressando "seu mais enérgico repúdio e preocupação pela ocupação que vive Haiti pela Minustah, agravada ou visibilizada pela brutal agressão que o povo haitiano tem sofrido por parte de soldados uruguaios, integrantes da Missão”. Disse que apresentou um projeto de declaração onde explicita "ao Poder Executivo que na próxima Reunião da ONU, prevista para o dia 15 de outubro, a Argentina renuncie a continuar sendo uma força de ocupação do Haiti”.

Camille assegurou que para eles é muito grave encarar a crise em termos de militarização. Nesse contexto, exigiu um "esforço criativo das forças progressistas do continente para inventar mecanismos de solidariedade com o povo haitiano”. "Temos que por fim à tragédia e os povos latino-americanos devem responder de outro modo”. Denunciou também a ilegalidade da Minustah e disse que houve uma manipulação da Carta Magna da ONU porque não existiu nenhuma das causas que o texto legal exige para justificar a presença militar no território. Assinalou também a ilegitimidade de origem do governo haitiano; uma manipulação ideológica que coloca o Haiti como um "Estado falido”; outra manipulação midiática, pela qual se mostra o país como lugar "totalmente caótico para justificar a presença militar” e as violações sistemáticas dos Direitos Humanos no território.

Víctor De Gennaro, candidato a deputado nacional pelo FAP, assegurou que a situação vivida no Haiti "é uma nova Escola das Américas”. "O silêncio nos torna cúmplices e nos faz atuar contra o primeiro povo vitorioso na luta independentista da América Latina”.

Estiveram presnetes na Conferência o deputado Eduardo Macaluse, Presidente do Bloco Unidad Popular, Nora Cortiñas, Mãe da Praça de maio-Linha Fundadora; Bervely Keene, Coordenadora Internacional de jubileu Sul; Ricardo Peidrós, Secretário Adjunto da CTA, entre outros dirigentes de organizações.

(http://www.ncn.com.ar/notas/12906-diputados-reclamaron-el-retiro-de-trop...).

Comentário do Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel

O Prêmio Nobel da Paz comentou com exclusividade para o Observatório SELVAS que "é necessário que a comunidade internacional, os governos da América Latina, os grandes poderes escutem ao povo haitiano. É um povo muito capaz, muito criativo, com grande dignidade; tem direito a ser protagonista de seu próprio futuro. Não é com forças de ocupação, mas com políticas de reparação e de cooperação povo a povo que se pode e se deve colaborar com as iniciativas e as alternativas que as organizações haitianas querem implementar. A América Latina e o Caribe trabalhando juntos com o povo haitiano podem construir outro paradigma de cooperação não somente Sul-Sul, mas povo a povo por nossa dignidade e emancipação comuns”.

Franklin Canelos – CLAI, desde Quito, sublinhou ao Observatório Selvas que "o Haiti é um caso de ilegitimidade total segundo a doutrina da dívida odiosa. A dívida contratada por Duvalier com fins perversos não pode nem deve ser reconhecida e nem paga. Confirmo minha adesão à carta. O artigo de tua autoria que li me parece muito bom, situa a problemática da dívida haitiana na perspectiva histórica e demonstra com provas irrefutáveis o intervencionismo dos países credores e das Instituições Financeiras Internacionais (IFIs) contra a soberania do país. Estou totalmente de acordo com o fato de que as missões de solidariedade converteram-se, por vontade do império, em uma invasão militar que busca o pagamento da dívida ilegítima (odiosa) e a entrega dos contratos da reconstrução da infraestrutura às corporações dos Estados Unidos. Espero que a carta ao Secretário Geral da ONU tenha efeitos, eliminando a carga da dívida externa ao povo haitiano”.

Beverly Keeneba, coordenadora do Secretariado Mundial do Jubileu Sul, comentou ao Observatório Selvas que "o que Galeano falou ontem à noite na Biblioteca Nacional sobre o Haiti e a resposta latino-americana foi muito bom. Vamos plantando sementes para a II Missão Internacional de Solidariedade e Investigação, em fevereiro de 2012. Galeano se comprometeu em participar. (...). Após a fala de Camille, os aplausos calorosos que recebeu ao a melhor amostra de afeto e solidariedade com a causa haitiana e que muitas vezes nossos governos implementam medidas que, quando as verdades são divulgadas, são indefensáveis e insustentáveis em nome da paz e da solidariedade entre os povos.

O escritor Eduardo Galeano analisou: "Consulte qualquer enciclopédia. Pergunte qual foi o primeiro país livre na América. Receberá sempre a mesma resposta: os Estados Unidos. Porém, os Estados Unidos declararam sua independência quando eram uma nação com seiscentos e cinquenta mil escravos, que continuaram escravos durante um século, e em sua primeira Constituição estabeleceram que um negro equivalia a três quintas partes de uma pessoa. E se procuramos em qualquer enciclopédia qual foi o primeiro país que aboliu a escravidão, receberá sempre a mesma resposta: a Inglaterra. Porém, o primeiro paios que aboliu a escravidão não foi a Inglaterra, mas o Haiti, que ainda continua expiando o pecado de sua dignidade. (...) (leia toda a exposição em http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=60752)

Ricardo Canese, parlamentar do Mercosul pelo Partido Popular Tekojoja, de Assunção, destaca para o Observatório Selvas que "desde já, totalmente de acordo com o propuseram em relação ao Haiti. Estou de acordo com a retirada das tropas e com o fim da intervenção no Haiti; bem como a favor da autodeterminação do povo do Haiti”.

Ileana Morales, de Fosdeh, Honduras, agrega que "me parece importante ressaltar que o Haiti é um bom exemplo do fracasso da cooperação internacional, da pouca eficácia que tem a ajuda desarticulada e com fins políticos (recolonizadores), do que um verdadeiro fim humano e de visão de desenvolvimento... Digo isso porque o mundo em geral se prepara para o será a última reunião mundial para avaliar a 1eficácia da ajuda' no Fórum de Alto Nível de Bussan (Coreia do Sul), em novembro próximo e onde o Haiti, obviamente, será um ponto chave”.

Um recente artigo de dois sociólogos e militantes haitianos, Michaëlle Desrosiers e Franck Seguy, assinala que a Missão da ONU "utiliza a violação como arma de guerra” e que "humilha, explora e submete aos mais pacíficos, aos que somente entram em contato com ela para garantir sua sobrevivência, ou simplesmente porque são pobres”.

O trabalho destaca as diferenças entre a ocupação do Haiti pelos Estados Unidos, entre 1915 e 1934 e a atual encabeçada por tropas dos governos progressistas. Naquela ocasião, a repressão caiu indistintamente sobre negros e mulatos, ricos e pobres, o que levou à formação de uma ampla frente social interclassista contra a ocupação. Agora, as coisas são mais sutis e de acordo com os novos tempos globais, os invasores reprimem "quase exclusivamente aos mais empobrecidos, para garantir sua legitimidade diante da burguesia haitiana e da pequena burguesia, entre os quem recrutam a parte fundamental de seu pessoal civil local”.

A reflexão dos haitianos evidencia um aspecto cuidadosamente oculto pelos que dirigem a Minustah: a Missão se inscreve na guerra contra os pobres que, sob diversas denominações –a mais conhecida é "guerra contra o terror”-, está militarizando os lugares mais distantes do mundo. Os militares brasileiros dizem agora em voz alta que usam nas favelas do Rio de Janeiro as mesmas táticas que ensaiam em bairros miseráveis, como Cité Soleil (Haiti), definidos como "zonas de não direitos”.

5 de outubro de 2011.

Fonte: Adital ( http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?idioma=PT&cod=61005 )

Chile: Piñera defende prisão para os manifestantes

Projeto prevê até três anos de detenção para estudantes

BUENOS AIRES (Folhapress) - Após cinco meses de protestos estudantis que solaparam a popularidade do presidente e colocaram o Chile em clima convulsivo, o presidente Sebastián Piñera elaborou um projeto que prevê até três anos de prisão para quem ocupar instituições públicas ou privadas, como colégios e universidades. A ocupação é a principal forma de protesto dos jovens chilenos. Desde maio, eles tomaram pacificamente mais de 200 instituições de ensino em todo o país. A proposta do centro-direitista Piñera também prevê penas mais rígidas para quem saquear estabelecimentos, agredir policiais, manifestar-se com o rosto encapuzado e atentar contra a tranquilidade da população.

O projeto reformará o atual Código Penal e precisa da aprovação do Congresso, mas o texto ainda não chegou aos parlamentares. “O problema é que o governo não apresentou o texto publicamente, e esses crimes já estão previstos no atual código. Esse endurecimento nada mais é do que uma resposta política aos recentes distúrbios”, disse o advogado Alfredo Morgado, ressaltando que as penas atuais para ocupações, por exemplo, são mais brandas (algumas cumpridas com ações comunitárias).

Desde o início dos protestos, tornaram-se frequentes confronto entre encapuzados e policiais, saques em lojas, depredação de carros e casas -ações condenadas pelos estudantes, que chegaram a restituir algumas das vítimas.

Político chileno com a pior avaliação dos últimos 40 anos, Piñera disse que o governo não vai “tremer” ao atuar contra a “desordem”. “Temos a obrigação de lutar com toda a força e decisão. O projeto vai contra os que ocupam instituições de ensino com violência, impedindo a execução dos serviços. Os chilenos querem paz”, afirmou o presidente.

O projeto foi criticado pela oposição, por estudantes e magistrados, que veem na medida mais uma ação do governo para criminalizar as manifestações sociais. A principal porta-voz do movimento estudantil, Camila Vallejo, declarou que o projeto deixa o Chile mais perto do “terrorismo de Estado” e que esse gesto complica mais o diálogo com os estudantes. Uma reforma do ensino que o converta em gratuito -como era antes da ditadura Pinochet- é a principal demanda dos estudantes.

Fonte: Folha de Pernambuco ( http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-planeta/668903?task=view )

Revista Vírus Planetário: financiamento coletivo para 12ª edição

A Vírus Planetário tem certeza que ideias e boas histórias podem mudar o mundo. Por isso nos unimos a uma nova forma de financiamento para projetos alternativos.
Acreditamos que a melhor forma de financiar projetos como a Vírus Planetário é através da colaboração e da solidariedade. Por isso, queremos sua contribuição através do Crowdfunding. O Catarse é um site de financiamento coletivo, uma nova dinâmica de captação de recursos para projetos que se baseia na coleta de doações online. Em troca, são oferecidas contrapartidas criativas aos apoiadores.

Sua ajuda e a de mais pessoas sonhadoras, idealistas, e acima de tudo que acreditam na transformação da realidade, vai nos permitir publicar a 12ª edição da revista Vírus Planetário, que terá como tema especial a utopia. Vamos desmistificar a ideia de que a utopia ficou no passado. Somos jovens utópicos com o pé no chão e as mãos na massa.

A convicção de que a função social do comunicador deve falar mais alto que o anúncio publicitário nos uniu. Construímos um jornalismo independente política e economicamente e livre de amarras.
Se você acredita nessa ideia, nos ajude a publicar esta edição e dar continuidade a essa história. A sua colaboração é fundamental.
Para saber mais entre em http://catr.se/ntV30C e participe!

PELA AUDITORIA DA DÍVIDA

A CASA DA AMÉRICA LATINA, aliada à luta de iniciativa da AUDITORIA CIDADÃ DA DÍVIDA e da REDE JUBILEU SUL BRASIL, declara que a realização da auditoria da dívida brasileira é uma questão inegociável e urgente! Tal auditoria está prevista na Constituição de 1988, em seu art. 26 das Disposições Constitucionais Transitórias. Portanto, é uma imposição legal, sendo ilegal o seu descumprimento.
Quando o governo e a imprensa, esta a serviço das grandes corporações e de interesses apátridas, propalam que pagamos a dívida externa e que a mesma não mais existe, mentem sem o menor pudor. O que se fez em 2005 foi trocar o montante menos expressivo de uma dívida externa mais barata por uma dívida “interna” muito mais cara e com menor prazo de pagamento. Os juros da dívida que pagamos eram de 4%, enquanto o novo endividamento tinha juros de 8%. Por isso, só naquele ano a chamada dívida interna atingiu o patamar de 1 TRILHÃO DE REAIS e, em maio de 2011, esta atingiu 2,4 TRILHÕES DE REAIS, enquanto a externa ultrapassava 389 BILHÕES DE DÓLARES.
Pior do que a dívida é o tal do superávit primário perseguido, subservientemente, pelo governo para o seu pagamento. São criminosos cortes nos gastos sociais que acarretam mortes e sofrimento na área da saúde e sucateamento da educação pública, expresso pelos resultados do ENEM, por exemplo. Além disso, somos submetidos a reformas neoliberais impostas pelo FMI e pelo BANCO MUNDIAL que retiram direitos dos trabalhadores, como as da Previdência e Trabalhista, assim como a privatização de grandes empresas estatais.
Os citados organismos internacionais, a serviço dos países ricos e do capital financeiro, deveriam ser extintos frente às crises mundiais geradas através de suas nefastas recomendações, produzindo desemprego, fome e miséria.
O pagamento da nossa dívida, segundo dados de 2006, totalizou 275 BILHÕES DE REAIS, o que daria para construir 550 MIL postos de saúde e 110 MIL novas escolas, com 800 vagas cada. Neste mesmo ano a saúde recebeu 36 BILHÕES DE REAIS e a educação apenas 17 BILHÕES DE REAIS.
Não devemos nada a ninguém e, certamente, somos credores devido à dor e ao sofrimento gerados por contratos absurdos, em língua estrangeira, ferindo nossa soberania, com juros flutuantes ajustados ao gosto dos credores, alguns não encontrados e, pior do que isso, concedidos a governos ilegítimos, pós ditaduras ou ditatoriais, instituídos ou apoiados por nações “credoras”. Tais empréstimos, contraídos durante a ditadura militar, não tiveram se quer a aprovação do Congresso Nacional, ferindo expresso dispositivo constitucional.
Foram mandatários que assaltaram o poder sob aprovação, apoio e até conspiração prévia dos países desenvolvidos, abutres que hoje posam de credores. Esses governos ditatoriais usaram esse dinheiro sem prestar contas a ninguém e, certamente, até compraram armas e equipamentos para torturar e eliminar os seguimentos mais conscientes e combativos da nossa população.
O suor dos órfãos da geração assassinada pelos títeres do imperialismo jamais poderá ser usado para servir ao império financeiro internacional!

Obs.: Consulte números citados acima e inscreva-se no III Seminário Internacional Latino Americano através de WWW.divida-auditoriacidada.org.br

Por uma Comissão Nacional da Verdade autônoma e independente

À
Todas as entidades e movimentos da CSP-Conlutas

Companheiras(os),

O Governo quer aprovar a Comissão Nacional da Verdade que será uma farsa. Já garantiu aos militares que não só terá total controle sobre ela, com a indicação de todos os seus membros feita por Dilma, e que ainda não vai deixar que sejam feitas emendas ao PL 7.376/10. Para isso pediu o caráter de “Urgência Urgentíssima” que impede que haja debate em plenário de possíveis emendas.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, negociou no Colégio de Líderes para que a votação da Comissão da Verdade (PL 7.376/10) ocorra nesta quarta-feira (21). Mesmo que por algum motivo regimental a votação não ocorra neste dia, está claro que ela vai acontecer a qualquer momento.

ORIENTAMOS QUE TODAS AS NOSSAS ENTIDADES E MOVIMENTO ENVIEM AINDA HOJE MENSAGENS AOS PARLAMENTARES CONFORME MODELO ABAIXO.

Além disso, é preciso que sejam tomadas iniciativas de divulgação nos sites e demais informativos das entidades sobre o tema e se possível tentar articular com entidades que estão participando dos Comitês pela Memória, Verdade e Justiça de Fato que estão formando-se em várias regiões do país, para organizar manifestações públicas. Em São Paulo está marcada para o dia 30/09 com concentração no vão do MASP a partir das 17 horas e em seguida uma passeata.

Modelo de texto a ser enviado aos parlamentares, partidos e lideranças:

Aos Deputados e Senadores da República

Exmos. Srs. Parlamentares

Através desta, dirigimo-nos mui respeitosamente a vossas excelências para expressar a nossa posição quanto ao PL 7.376/10 que institui a Comissão Nacional da Verdade.

Já se passaram mais de vinte e cinco anos do final da Ditadura Militar (que durou 20 anos) e o que temos até agora é a total impunidade dos mandantes e dos executores de milhares de torturados, assassinados e desaparecidos em nosso país.

O movimento popular, sindical, estudantil e entidades de ex-presos políticos e familiares dos mortos e desaparecidos, têm chamado e lutado pela abertura imediata dos arquivos da Ditadura, defendendo a constituição de uma Comissão pela Memória, Verdade e Justiça de fato e a conseqüente punição dos torturadores, e mandantes.

É com surpresa e indignação que tomamos conhecimento, pela imprensa, que diante da pressão exercida pela formação de inúmeros Comitês de luta pela Memória, Verdade e Justiça em todo o país a presidenta Dilma
reuniu-se com comandantes das forças armadas. Tal reunião ocorreu com o objetivo de assegurar-lhes que não haverá punição aos torturadores da ditadura com a implantação de uma Comissão Nacional da “Verdade” (de mentira) já que ela não terá autonomia, pois todos os membros serão indicados pela presidenta.

Tudo isso foi reforçado através de declarações do líder do governo na Câmara, Candido Vacarezza, que ainda enfatizou que esta comissão é prerrogativa do governo e que não serão aceitas emendas ao projeto. Por isso foi solicitado o caráter de “Urgência Urgentíssima” a fim de evitar que as propostas feitas pelos movimentos e entidades, através da Senadora Luiza Erundina, sejam levadas para apreciação e votação no plenário da Câmara.

Diante da clara intenção de evitar que os movimentos e entidades se mobilizem para defender suas reivindicações e propostas de emendas ao PL 7.376/10, esperamos que os parlamentares, seus partidos e lideranças não permitam esta votação em caráter de urgência urgentíssima e abram o debate no Congresso Nacional.

Por uma Comissão Nacional da Verdade com autonomia e independência
Pela abertura imediata dos arquivos da ditadura
Punição aos torturadores e mandantes

O assassinato de Victor Jara

Leiam e vejam o vídeo. Que o assassinato de Víctor Jara jamais seja esquecido!
Víctor Jara – 28.09.1932 – 15.09.1973
O assassinato de um cantor popular
Grande cantor popular chileno, ele foi cruelmente assassinado nos primeiros dias da ditadura instaurada pelos militares liderados por Augusto Pinochet em 1973. O crime aconteceu no Estádio Nacional que servia de prisão para milhares de militantes. O relato chocante abaixo, que mostra a barbaridade do assassinato, foi retirado de No Olho do Furacão, do jornalista brasileiro Paulo Cannabrava, a partir de relatos de quem esteve lá.
“Em um dado momento, Victor desceu para a platéia e se aproximou de uma das portas por onde entravam os detidos. Ali topou – cara a cara – com o comandante do campo de prisioneiros que o olhou fixamente e fez o gesto mimico de quem toca violão. Victor assentiu com a cabeça, sorrindo com tristeza e ingenuidade. O militar sorriu, contente com sua descoberta.
Levaram Victor até à mesa e ordenaram que pusesse suas mãos em cima dela. Rapidamente surgiu um facão. Com um só golpe cortaram seus dedos da mão esquerda e, com outro, os da mão direita. Os dedos cairam no chão de madeira, ainda se mexendo, enquanto o corpo de Victor se movia pesadamente.
Depois choveram sobre ele golpes, pontapés e os gritos: ‘canta agora… canta…’, a fúria desencadeada e os insultos soezes do verdugo ante um ‘alarido coletivo’ dos detidos.
De improviso, Victor se levantou trabalhosamente e, com o olhar perdido, dirigiu-se às galerias do estádio… fez-se um silêncio profundo. E então gritou:
- Vamos lá, companheiros, vamos fazer a vontade do senhor comandante.
Firmou-se por alguns instantes e depois, levantando suas mãos ensanguentadas, começou a cantar em voz ansiosa o hino da Unidade Popular (Coligação de partidos de esquerda que apoiavam o governo de Allende), a que todos fizeram coro.
Aquele espetáculo era demasiado para os militares. Soou uma rajada e o corpo de Victor começou a se dobrar para a frente, como se fizesse uma longa e lenta reverência a seus companheiros. Depois caiu de lado e ficou ali estendido.”
Ano passado, 36 anos depois de seu assassinato, o povo chileno finalmente pode realizar o funeral público de seu grande artista.
Um documentário da TV3 da Catalunha registra a ação da Funa, uma manifestação de militantes com objetivo de denunciar publicamente uma pessoa.
Eles vão até a casa ou trabalho de torturadores e assassinos da ditadura denunciá-los perante seus vizinhos e colegas. No vídeo, a Funa de Víctor Jara, vai até o ministério governamental onde trabalha o ex-militar conhecido com El Príncipe, apontado como o comandante da barbaridade feita contra o cantor. No final, os militantes invadem o gabinete do assassino e o acusam cara a cara. Assistam o vídeo completo abaixo e o ápice da manifestação em:

http://soylocoporti.com/?p=995

P.S. Este vídeo tem a duração de 30m. Se não puder assisti-lo na íntegra, avance o cursor até à marca de 19m30s, que é o momento exato em que se vê o desmascaramento daquele criminoso.

Reflexões de Fidel: Chávez, Evo e Obama (Segunda parte)

Chávez, Evo e Obama (Segunda Parte e Final)
27 Set 2011

Por: Fidel Castro Ruz

Se nosso Prêmio Nobel se auto-engana, alguma coisa que está por provar, isso tal vez explique as incríveis contradições de seus raciocínios e a confusão plantada entre seus ouvintes.

Não há um ápice de ética, e nem sequer de política, em sua tentativa de justificar sua anunciada decisão de vetar qualquer resolução a favor do reconhecimento da Palestina como Estado independente e membro das Nações Unidas. Até políticos, que em nada partilham um pensamento socialista e chefiam partidos que foram íntimos aliados de Augusto Pinochet, proclamam o direito da Palestina a ser membro da ONU.

As palavras de Barack Obama sobre o assunto principal que hoje se discute na Assembléia-Geral dessa organização, só podem ser aplaudidas pelos canhões, os mísseis e os bombardeiros da NATO.

O resto de seu discurso são palavras vazias, carentes de autoridade moral e de sentido. Observemos por exemplo quão órfãs de idéias foram, quando no mundo esfomeado e pilhado pelas transnacionais e pelo consumismo dos países capitalistas desenvolvidos Obama proclama:

“Para vencer as doenças é preciso melhorar os sistemas de saúde. Continuaremos lutando contra o AIDS, a tuberculose e o paludismo; focar-nos-emos na saúde dos adultos e das crianças, e é preciso detectar e lutar contra qualquer perigo biológico como o H1N1, ou uma ameaça terrorista ou uma enfermidade.”

“As ações no relativo à mudança climática: Devemos utilizar os recursos escassos, e continuar o trabalho para construir, na base do que se fez em Copenhague e Cancún, para que as grandes economias continuem com seu compromisso. Juntos devemos trabalhar para transformar a energia que é o motor das economias e apoiar outros que avançam em suas economias. Esse é o compromisso para as próximas gerações, e para garantir que as sociedades consigam suas potencialidades devemos permitir que os cidadãos também alcancem suas potencialidades”

Todo o mundo sabe que os Estados Unidos não assinaram o Protocolo de Quioto e tem sabotado todos os esforços por preservar a humanidade das terríveis conseqüências da mudança climática, apesar de ser o país que consome uma parte considerável e desproporcionada do combustível e dos recursos mundiais.

Deixemos constância das palavras idílicas com que pretendia seduzir os homens de Estado ali reunidos:

“Não há nem uma linha reta, nem um só caminho rumo ao sucesso, viemos de diferentes culturas e temos diferentes histórias; mas não podemos esquecer que quando nos reunimos aqui como chefes de diferentes governos, representamos cidadãos que partilham as aspirações básicas, as mesmas: viver em dignidade e em liberdade; ter educação e alcançar as oportunidades; amar suas famílias, e amar e venerar seus deuses; viver numa paz que faz com que a vida valha a pena ser vivida; a natureza de um mundo imperfeito faz com que tenhamos aprendido estas lições cada dia.”

“…porque os que vieram antes do que nós acreditavam que a paz é melhor do que a guerra, e a paz é melhor do que a repressão, e que a prosperidade é melhor do que a pobreza. Essa é a mensagem que vem, não das capitais, mas dos povos, da gente, e quando o alicerce desta instituição foi fundado, Truman veio e disse: As Nações Unidas basicamente é a expressão da natureza moral das aspirações do ser humano. Vivemos em um mundo que muda a uma grande velocidade, esta é uma lição que nunca devemos esquecer. A paz é difícil, mas sabemos que é possível, por isso é que juntos devemos decidir-nos para que isto seja definido pelas esperanças e não os temores. Juntos devemos atingir a paz, uma paz que seja duradoira.

“Muitíssimo obrigado.”

Escutá-las até o final merece algo mais do que gratidão; merece um prêmio.

Como já disse, nas primeiras horas da tarde coube o uso da palavra a Evo Morales Ayma, presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, quem entrou rapidamente nos temas essenciais.

“…há uma clara diferença sobre a cultura da vida frente à cultura da morte; há uma clara diferença sobre a verdade frente à falsidade, uma profunda diferença da paz frente à guerra.”

“…sinto que será difícil entender-nos com políticas econômicas que concentram o capital em poucas mãos. Os dados demonstram que 1% da população no mundo concentra 50% das riquezas. Se existem essas profundas diferenças, como poderia a pobreza poderia ser resolvida? E se não acabarmos com a pobreza, como poderia ser garantida uma paz duradoira?”

“De criança me lembro perfeitamente que antes, quando havia uma rebelião dos povos contra um sistema capitalista, contra os modelos econômicos de pilhagem permanente dos nossos recursos naturais, os dirigentes sindicais, os líderes políticos de tendência esquerdista eram acusados de comunistas para apreendê-los; às forças sociais as atacavam militarmente: confinamentos, exílios, chacinas, perseguições, encarceramentos, acusados de comunistas, de socialistas, de maoístas, de marxistas-leninistas. Sinto que isso agora tem terminado, agora já não nos acusam de marxistas-leninistas, mas agora têm outros instrumentos como o narcotráfico e o terrorismo…”

“…preparam intervenções quando seus presidentes, quando seus governos, quando os povos não são pró-capitalistas nem pró-imperialistas.”

“…fala-se duma paz duradoira. Como pode ter uma paz duradoira com bases militares norte-americanas? Como pode ter paz duradoira com intervenções militares?”

“Para o quê servem estas Nações Unidas, se aqui um grupo de países decidem intervenções, chacinas?”

“Se quiséssemos que esta organização, as Nações Unidas, tenha autoridade para fazer respeitar as resoluções, então temos que começar a pensar em refundar as Nações Unidas…”

“Cada ano nas Nações Unidas decidem —quase cem por cento das nações, salvo os Estados Unidos e o Israel— desbloquear, acabar com o bloqueio econômico contra Cuba, e quem faz respeitar isso? É claro que o Conselho de Segurança jamais vai fazer respeitar essa resolução das Nações Unidas […] Não posso entender como em uma organização de todos os países do mundo suas resoluções não são respeitadas. O quê são as Nações Unidas?”

“Desejo dizer-lhes que a Bolívia não está de costas ao reconhecimento da Palestina nas Nações Unidas. Nossa posição é que a Bolívia dá as boas-vindas à Palestina às Nações Unidas.”

“Vocês sabem, amáveis ouvintes, que eu procedo do Movimento Camponês Indígena, e nossas famílias quando falam de uma empresa se pensa que a empresa tem muito dinheiro, carrega muito dinheiro, são milionários, e não podiam entender como uma empresa iria pedir ao Estado que lhe empreste dinheiro para o investimento correspondente.

“Por isso digo que estas entes financeiras internacionais são as que fazem negócio mediante as empresas privadas; porém, quem têm que pagar isso? Justamente são os povos, os Estados.”

“…Bolívia junto do Chile, temos uma demanda histórica para retornar ao mar com soberania ao Pacífico, com soberania. Por isso, a Bolívia tem tomado a decisão de recorrer aos tribunais internacionais, para demandar uma saída útil soberana ao oceano Pacífico.

“A Resolução 37/10 da Assembléia-Geral da ONU, de 15 de novembro de 1982, estabelece que ‘recorrer a um Tribunal Internacional de Justiça para resolver litígios entre Estados não deve ser considerado como um ato inamistoso.’

“A Bolívia se ampara no direito e na razão para recorrer a um Tribunal Internacional, porque seu enclaustramento é devido a uma guerra injusta, uma invasão. Demandar uma solução no âmbito internacional representa para a Bolívia a reparação de uma injustiça histórica.

“A Bolívia é um Estado pacifista que privilegia o diálogo com os países vizinhos, e por isso mantém abertos os canais de negociação bilateral com o Chile, sem que isso signifique renunciar a seu direito de recorrer a um Tribunal Internacional…”

“Os povos não são responsáveis do enclaustramento marítimo da Bolívia, os causantes são as oligarquias, as transnacionais que como sempre se apoderam de seus recursos naturais.

“O Tratado de 1904 não contribuiu à paz nem à amizade, ocasionou que por mais de um século a Bolívia não tivesse acesso a um porto soberano.”

“…na região América se gesta outro movimento dos países da América latina com o Caribe, eu diria uma nova OEA sem os Estados Unidos, para libertar-nos de certas imposições, felizmente, com a pequena experiência que temos na UNASUL. […] já não precisamos, se houver algum conflito de países […] que venham desde cima e de afora a pôr ordem.”

“Também desejo aproveitar esta oportunidade para falar sobre um tema central: a luta contra o narcotráfico. A luta contra o narcotráfico é usada pelo imperialismo norte-americano com fins essencialmente políticos. A DEA dos Estados Unidos na Bolívia não lutava contra o narcotráfico, controlava o narcotráfico com fins políticos. Se havia algum dirigente sindical, ou havia algum dirigente político antiimperialista, para isso estava a DEA: para implicá-lo. Muitos dirigentes, muitos políticos nos salvamos desses trabalhos tão sujos desde o império para implicar-nos no narcotráfico. Até agora, ainda continuam nessa tentativa.”

“Nas semanas passadas diziam alguns meios de comunicação desde os Estados Unidos, que o avião da presidência estava detido com vestígios de cocaína nos Estados Unidos. Que falso!, tentam confundir à população, tentam fazer uma campanha suja contra o governo, inclusive contra o Estado. Contudo, o quê fazem os Estados Unidos? Tira a certificação à Bolívia e à Venezuela. Que autoridade moral têm os Estados Unidos para certificar ou tirar a certificação aos países na América do Sul ou na América Latina?, quando Estados Unidos é o primeiro consumidor de drogas do mundo, quando Estados Unidos é um dos produtores de maconha no mundo, primeiro produtor de maconha do mundo […] Com que autoridade pode certificar ou tirar a certificação? É uma outra forma de como amedrontar ou intimidar os países, tentar escarmentar os países. Todavia, a Bolívia, com muita responsabilidade, vai lutando contra o narcotráfico.

“No mesmo relatório dos Estados Unidos, isto é, do Departamento de Estado dos Estados Unidos, é reconhecida uma redução líquida da cultura de coca, que tem melhorado a interdição.

“Porém, cadê o mercado? O mercado é a origem do narcotráfico e o mercado está aqui. E quem tira a certificação aos Estados Unidos porque não tem diminuído o mercado?

“Hoje de manhã, o presidente Calderón, do México, dizia que o mercado da droga continua crescendo e porquê não há responsabilidades para erradicar o mercado. […] Façamos uma luta sob uma co-responsabilidade partilhada. […] Na Bolívia não temos medo, e é preciso acabar com o segredo bancário se quisermos fazer uma luta frontal contra o narcotráfico.”

“…Uma das crises, à margem da crise do capitalismo, é a crise alimentar. […] temos uma pequena experiência na Bolívia: dá-se créditos aos produtores de arroz, milho, trigo e soja, com zero por cento de juros, e inclusive eles podem pagar sua dívida com seus produtos; trata-se de alimentos; ou créditos brandos para fomentar a produção. Não obstante, as bancas internacionais nunca levam em conta o pequeno produtor, nunca levam em contas as associações, as cooperativas, que muito bem podem contribuir se tiverem a oportunidade. […] Temos que terminar com o comércio chamado de competitividade.

“Em uma competência, quem ganha?, o mais poderoso, o que tem mais vantagens, sempre as transnacionais, e o quê acontece com o pequeno produtor?, o quê é dessa família que deseja surgir com seu próprio esforço? […] Numa política de competitividade com certeza nunca vamos resolver o tema da pobreza.

“Mas, finalmente, para concluir esta intervenção desejo dizer-lhes que a crise do capitalismo já é impagável. […] A crise econômica do capitalismo não apenas é conjuntural, mas é estrutural, e o quê fazem os países capitalistas ou os países imperialistas?, procuram qualquer pretexto para intervir em um país e para recuperar seus recursos naturais.

“Esta manhã o Presidente dos Estados Unidos dizia que o Iraque já se libertou, eles próprios vão se governar. Os iraquianos poderão se governar, mas o petróleo dos iraquianos nas mãos de quem está agora?

“Saudaram, disseram que acabou a autocracia na Líbia, agora é a democracia; pode ter a democracia, mas o petróleo da Líbia nas mãos de quem ficará agora? […] os bombardeamentos não eram por causa do Khadaffi, por causa de uns rebeldes, mas é procurando o petróleo da Líbia.”

“…Portanto, sua crise, a crise do capitalismo, querem-na ultrapassar, querem-na emendar recuperando nossos recursos naturais, na base do nosso petróleo, na base do nosso gás, dos nossos recursos naturais.

“…temos uma enorme responsabilidade: defender os direitos da Mãe Terra.”

“…a melhor forma de defender os direitos humanos é agora defendendo os direitos da Mãe Terra […] aqui temos uma enorme responsabilidade de aprovar os direitos da Mãe Terra. Há apenas 60 anos aprovaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Há apenas 60 anos atrás constataram nas Nações Unidas que também o ser humano tem seus direitos. Depois dos direitos políticos, dos direitos econômicos, dos direitos dos povos indígenas, agora temos a enorme responsabilidade de como defender os direitos da Mãe Terra.

“Também estamos convencidos de que o crescimento infinito num planeta finito é insustentável e impossível, o limite do crescimento é a capacidade degenerativa dos ecossistemas da Terra. […] fazemos um apelo a […] um novo decálogo de reivindicações sociais: em sistemas financeiros, sobre os recursos naturais, sobre os serviços básicos, sobre a produção, sobre a dignidade e a soberania, e nessa base começar a refundar as Nações Unidas para que as Nações Unidas sejam a máxima instância para a solução em temas de paz, em temas de pobreza, em temas de dignidade e de soberania dos povos do mundo.”

“Esperamos que esta experiência vivida como Presidente possa servir de alguma coisa para todos nós, como também eu venho a aprender de muitos de vocês para continuar trabalhando pela igualdade e pela dignidade do povo Boliviano.

“Muitíssimo obrigado.”

Após os medulares conceitos de Evo Morales, o Presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, ao que concederam o uso da palavra dois dias depois, expôs os dramáticos sofrimentos dos habitantes da Palestina: “…a crassa injustiça histórica perpetrada com nosso povo, por isso foi acordado o estabelecimento do Estado da Palestina em só 22% do território da Palestina e, sobre tudo, o território palestino que ocupou Israel em 1967. Tomar esse passo histórico, que aplaudiram os Estados do mundo, permitiu condescender sobremaneira para conseguir uma contemporização histórica, que permitiria que fosse atingida a paz na terra da paz.”

“[…] Nosso povo continuará com a resistência pacífica popular à ocupação do Israel, seus assentamentos e sua política de apartheid, bem como a construção do muro de anexação racista […] armado de sonhos, valor, esperança e de consignas perante a face de tanques, gás lacrimogêneo, buldôzeres e balas.”

“…queremos dar-lhes a mão ao governo e ao povo israelita para a imposição da paz, e lhes digo: construamos juntos, de maneira urgente, um futuro para nossos filhos em que possam gozar de liberdade, de segurança e de prosperidade. […] Construamos relações de cooperação que estejam na base da paridade, da eqüidade e da amizade entre dois Estados vizinhos, a Palestina e o Israel, em vez de políticas de ocupação, assentamentos, guerra e eliminação do outro.”

Tem decorrido quase meio século desde aquela brutal ocupação promovida e apoiada pelos Estados Unidos. Contudo, apenas transcorre um dia sem que o muro seja levantado, monstruosos equipamentos mecânicos destruam moradias palestinas e algum jovem, e inclusive adolescente palestino, caia ferido ou morto.

Quão profundas verdades continham as palavras de Evo!

Fidel Castro Ruz
26 de setembro de 2011
22h32.

Fonte: http://pt.cubadebate.cu/reflexoes-fidel/2011/09/27/chavez-evo-obama-segu...

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