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O Paraguai de sempre

Agora tudo voltou aos eixos. Foi eleito presidente um candidato do Partido Colorado, o mesmo que durante décadas sufocou o país em violência, corrupção e fraudes. Ele se chama Horacio Cartes*. É um empresário polêmico, muitas vezes milionário, totalmente inexperiente (bem, é verdade que presidiu um clube de futebol, mas na política, nada) e com uma constrangedora lista de denúncias que vão de lavagem de dinheiro a contrabando de cigarros. Aos 56 anos, nunca havia votado na vida. O artigo é de Eric Nepomuceno.

Eric Nepomuceno

Fernando Lugo, defenestrado da presidência paraguaia no ano passo graças a um insólito golpe parlamentar – foi julgado e condenado em 48 horas, sem tempo de defesa –, foi um tão fugaz como inconsistente. Aquilo que parecia, no início, um furacão de esperanças de mudança acabou transformado em brisa. Os frágeis movimentos destinados a mudar, ainda que só um pouco, o rosto deformado de um país injusto e apodrecido, não deram em nada.

Agora tudo voltou aos eixos. Foi eleito presidente um candidato do Partido Colorado, o mesmo que durante décadas sufocou o país em violência, corrupção e fraudes. Ele se chama Horacio Cartes. É um empresário polêmico, muitas vezes milionário, totalmente inexperiente (bem, é verdade que presidiu um clube de futebol, mas na política, nada) e com uma constrangedora lista de denúncias que vão de lavagem de dinheiro a contrabando de cigarros. Aos 56 anos, nunca havia votado na vida.

Esse desnecessário reforço para a imagem negativa do Paraguai obteve ampla maioria de votos, suficiente para assegurar o controle de um Congresso escorregadio. O mais surpreendente disso tudo foi o caudaloso volume de votos que o novo presidente levantou entre o eleitorado mais jovem, e não só no interior mais isolado e menos desenvolvido.

O tempo gasto por Cartes para deixar a presidência do clube Libertad e chegar à presidência do país foi de escassos três anos. Gastou do próprio bolso pelo menos 20 milhões de dólares na campanha presidencial. Para ele, isso significa um ou dois amendoins: sua fortuna é calculada em pelo menos dez vezes mais.

É um conservador puro sangue. Tem um conglomerado de 25 empresas, entre elas um banco poderoso. Foi investigado no Brasil por suspeita de contrabando de cigarros. Durante quatro anos, ainda em tempos de Alfredo Stroessner, foi um foragido da Justiça: vendia no mercado negro os dólares comprados a preços preferenciais para comprar insumos agrícolas. Também foi investigado por Washington, mas não pelas suas relações políticas: havia indícios (não comprovados até hoje) de relações com narcotraficantes. Essa fina flor virou presidente de um país de miseráveis.

Em setembro de 2009 afiliou-se ao Partido Colorado, no impulso de duas de suas características: poder de decisão rigoroso e contas bancárias imensas. Os estatutos do partido diziam que, para ser candidato presidencial, era preciso estar afiliado há pelo menos dez anos. Ele resolveu convocar uma convenção nacional e, ao amparo de forte distribuição de benesses, reformou o estatuto, baixando a exigência para um ano só. Naquela época o ex presidente Nicanor Duarte afirmou, com todas as letras, que com a chegada de Cartes ao partido “começa a era da obscenidade, da pornografia política, e todos os vícios se tornam explícitos”. Hoje, os dois são fortes aliados.

O Partido Colorado volta ao poder, o mesmo poder que Stroessner, um ditador sanguinário, populista e corrupto exerceu com pés de chumbo e botas de lodo durante 34 longos e obscuros anos.

Em muitos aspectos o país que cai nas mãos de Cartes é certamente diferente do de Stroessner e de seu mesmo Partido Colorado. Aquele Paraguai era povoado por um batalhão de funcionários públicos afiliados ao partido, numa corrupção generalizada que se desdobrava em lances absurdos. Claro que ainda existe tudo isso, mas há novidades – e nem sempre para o bem.

Na última década o país viveu um crescimento econômico formidável, ao impulso do agronegócio. Hoje, o Paraguai é o quarto maior produtor de soja do mundo. As previsões para este ano indicam um crescimento de 13% na economia, marca invejável até para os chineses. A inflação não deve passar de 4%. No primeiro trimestre de 2013, e apesar de suspenso do bloco desde a deposição de Lugo, o país viu suas exportações para o Mercosul aumentarem 57%.

Esse é o cenário que não faz mais do que perpetuar o outro lado da realidade: os 10% mais pobres da população recebem 1% do que o país produz, e os 10% mais ricos levam 41%. Outra cifra da desigualdade: 35% dos paraguaios vivem em situação de pobreza e, desses 35%, a metade vive em estado de indigência aguda. Uma parte significativa dos paraguaios se dedica olimpicamente ao esporte do consumo desmesurado. Nunca antes tantos paraguaios viajaram ao exterior, compraram celulares, automóveis e motocicletas de luxo, e o país se tornou um paraíso para os cartões de crédito.

Mas essa bonança extraordinária não chega, nem de longe, a desfazer a realidade: o Paraguai continua sendo um dos países mais pobres da América do Sul, e a pobreza extrema não diminui um milímetro sequer. Há desemprego vasto, e o subemprego atinge 30% da população economicamente ativa.

O Partido Colorado volta ao poder para fazer o que sempre fez: perpetuar esse abismo social, dar brilho novo a essa injustiça atávica. Este ano a colheita de soja deverá chegar a dez milhões de toneladas. Para um pouco mais de dois milhões de paraguaios – aqueles que sobrevivem entre a pobreza extrema e a indigência aguda – isso não vai fazer a menor diferença. Continuarão à míngua e à margem, vultos sem rosto nem voz. Continuarão no mesmo breu de onde jamais saíram: no Paraguai de sempre.

* Em 21 de abril de 2013, Cartes foi eleito presidente do Paraguai com 45,80 por cento dos votos, com oito por cento a mais que o segundo colocado.

Fonte: Carta Maior (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=219...)

Médicos cubanos no Brasil não é novidade

Brasil trará 6.000 médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil, em Brasília

06/05/201315h14
Os governos do Brasil e de Cuba, com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde, estão acertando como será a vinda de 6.000 médicos cubanos para trabalharem nas regiões brasileiras mais carentes. Os detalhes estão em negociação. Os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e o cubano Bruno Eduardo Rodríguez Parrilla, anunciaram nesta segunda-feira (6) a parceria.

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- Os ministros das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Eduardo Rodríguez Parrilla, e do Brasil, Antonio Patriota, concedem entrevista no Palácio Itamaraty. Os governos do Brasil e de Cuba, com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde, estão acertando como será a vinda de 6.000 médicos cubanos para trabalharem nas regiões brasileiras mais carentes Wilson Dias/ABr

Patriota e Rodríguez não informaram como será a concessão de visto – se será definitivo ou provisório. Segundo o chanceler brasileiro, há um déficit de profissionais brasileiros na área de saúde atuando nas áreas carentes do país, daí a articulação com Cuba.
"Estamos nos organizando para receber um número maior de médicos aqui, em vista do déficit de profissionais de medicina no Brasil. Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e à qual atribuímos valor estratégico", disse ele.
As negociações para o envio dos médicos cubanos para o Brasil foi iniciada pela presidente Dilma Rousseff, em janeiro de 2012, quando visitou Havana, a capital cubana. Ela defendeu uma iniciativa conjunta para a produção de medicamentos e mencionou a ampliação do envio de médicos cubanos ao Brasil, para apoiar o atendimento no SUS (Serviço Único de Saúde).

"Cuba tem uma proficiência grande na área de medicina, farmacêutica e de biotecnologia. O Brasil está examinando a possibilidade de acolher médicos por intermédio de conversas que envolvem a Organização Pan-Americana de Saúde, e está se pensando em algo em torno de seis mil ou pouco mais", destacou Patriota.

Segundo o chanceler brasileiro, as negociações estão em curso, mas a ideia é que os profissionais cubanos atuem nas áreas mais carentes do Brasil. "Ainda estamos finalizando os entendimentos para que eles possam desempenhar sua atividade profissional no Brasil, no sentido de dar atendimento a regiões particularmente carentes no Brasil", disse.

A visita do chanceler de Cuba ocorre no momento em que o presidente cubano, Raúl Castro, implementa mudanças no país, promovendo a abertura econômica e avanços na área social. Segundo Bruno Rodríguez, a parceria com o Brasil é intensa principalmente nas áreas econômica, social e turística. "Há um excelente intercâmbio de ideias", disse o cubano.

O comércio entre Brasil e Cuba aumentou mais de sete vezes no período de 2003 a 2012, segundo o Ministério das Relações Exteriores. De 2010 a 2012, as exportações brasileiras para Cuba cresceram 36,9%. No ano passado, o comércio bilateral alcançou o recorde de US$ 661,6 milhões.

Militarizando o Atlântico Sul a partir da base em Malvinas

http://www.odiario.info/?p=2840

A Colômbia alinha-se como aliado da OTAN na sua ameaça nuclear contra a América do Sul

Cronicon.net

Enquanto Cavaco Silva escolhe visitar dois dos países da América Latina – Colômbia e Peru – onde o poder mais investe na aliança com o imperialismo, a Colômbia avança na integração militar na estratégia da OTAN. A determinação imperialista de manter na América Latina uma situação de dominação colonial ou neocolonial inclui a crescente presença e ameaça militar, incluindo a instalação de armamento nuclear.

Enquanto o governo da presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner vem denunciando perante a comunidade internacional que a Grã-Bretanha - com o decidido apoio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) - estabeleceu uma importante base militar nas Ilhas Malvinas (Mount Pleasent) com o propósito de amedrontar o sul do continente, base a partir da qual operam aviões de caça supersónicos, submarinos atómicos, e onde foi instalado um arsenal de armas atómicas, a Colômbia une-se a esta associação militar europeia, que está sob a autoridade e o controlo dos Estados Unidos, como único país latino-americano seu aliado.

Com efeito, o governo colombiano enviou a sua vice-ministra da Defesa, Diana Quintero, à reunião da OTAN realizada na cidade de Monterrey no Estado da Califórnia entre 28 de Fevereiro e 1 de Março.

Segundo as informações à imprensa, a Colômbia é a única nação latino-americana que marcou presença nesta reunião da OTAN. Ao fim e ao cabo este país andino cumpre fielmente as orientações de Washington e segue sem falhas o guião dos estrategas do Pentágono e do Departamento de Estado, que lhe atribuíram a função de se consolidar como o Israel da América do Sul, como bem assinalou o politólogo argentino Atilio Boron.

Merece a pena referir que os relatos oficiais colocam a ênfase na “honra” que constitui para a Colômbia ter sido o único país da América Latina convidado a participar neste encontro, denominado “Construindo Integridade”, que reuniu representantes militares de 138 países.

O convite a Colômbia, segundo o governo de Juan Manuel Santos, surgiu “graças ao reconhecimento dos seus progressos na boa utilização dos recursos do sector Defesa”.

ENCLAVE MILITAR COLONIALISTA

O objectivo da OTAN, com a acumulação de armamentos e tropas na América do Sul, é converter os mares del sul num enclave militar colonialista sob o absurdo pretexto de se tratar de um “santuário ecológico”. Trata-se, sem dúvida, de uma escalada da política imperialista e colonialista da Grã-Bretanha e dos seus aliados da OTAN que, como se sabe, estabeleceram uma importante base militar nas Ilhas Malvinas (Mount Pleasent), a partir da qual operam aviões de caça supersónicos e submarinos atómicos.

O Ministério de Relações Exteriores da Argentina acusou o Reino Unido de, em cumplicidade com a OTAN, instalar armas nucleares próximo das disputadas Ilhas Malvinas e de militarizar o Atlântico Sul.

Adicionalmente, o governo argentino denunciou a precária implementação do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares na América Latina face à desproporcionada e injustificada presença militar do Reino Unido no Atlântico Sul, presença que inclui a deslocação de submarinos nucleares com capacidade de transportar armamento desse tipo. Tudo isso com o apoio da OTAN e dos Estados Unidos.

Para alguns organismos de direitos humanos é evidente que a inexistência de um poder militar antagónico equivalente no Atlântico Sul faz com que a presença armada de um país membro da OTAN nessa zona apenas possa ter um carácter agressivo. É uma clara ameaça do uso da força para preservar o estatuto colonial dos arquipélagos do Sul, por parte de um país que, é necessário não o esquecer, é uma potência nuclear e conta com o aval e a cumplicidade dos Estados Unidos.

A esta agressão une-se de forma cúmplice o governo colombiano de Juan Manuel Santos.

NOTAS DE REBELIÓN:

- Contabilizam-se até este momento meia centena (47) de bases militares estrangeiras na América Latina. Dado o seu interesse, recomendamos a leitura do inventário realizado pelo Movimento pela Paz, a Soberania e a Solidariedade entre os Povos e publicado por Rebelion.org em 18 de Maio passado: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=149829
do qual extraímos a seguinte informação e anexamos os mapas publicados por http://www.dossiergeopolitico.com/2012/05/47-bases-extranjeras-en-latino...
- No arquipélago das Malvinas, ocupado colonialmente pela Grã-Bretanha, destaca-se a fortaleza da OTAN em Mount Pleasent, Isla Soledad, cuja pista maior tem um comprimento de 2.600 metros. A actual dinamização da militarização do Atlântico Sul posiciona a Fortaleza Malvinas como a força mais importante da OTAN nessa região.

Fonte: http://cronicon.net/paginas/edicanter/Ediciones82/NOTA001.htm

Corpo do ex-presidente João Goulart será exumado

Objetivo é esclarecer se a causa da morte foi um ataque cardíaco, conforme divulgaram autoridades do regime militar, ou outro fator, como envenenamento

Elder Ogliari, do Estadão

Porto Alegre - O Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul (MPF/RS) e a Comissão Nacional da Verdade (CNV) decidiram exumar o corpo do ex-presidente João Goulart, que governou o País entre 1961 e 31 de março de 1964.

A decisão foi tomada durante reunião da comissão ocorrida em Brasília, no dia 24 de abril. O objetivo é esclarecer se a causa da morte - o ex-presidente morreu no dia 6 de dezembro de 1976 em Mercedes, cidade do Norte da Argentina - foi um ataque cardíaco, conforme divulgaram na ocasião as autoridades do regime militar, ou outro fator, como por exemplo envenenamento. Esta segunda hipótese poderia ter ocorrido, segundo algumas fontes, com a substituição de medicamentos rotineiros de Goulart, que teria sido feita por agentes da repressão uruguaia. É o que supõem pessoas da família e amigos próximos do ex-presidente naquele período. Goulart foi sepultado em São Borja (RS), sua terra natal.

Embora a decisão já tenha sido tomada pela comissão, há diversas situações a serem esclarecidas antes de se afirmar que a exumação será mesmo feita, adverte a procuradora federal Suzete Bragagnolo. "Estamos estudando os procedimentos adequados", diz ela. "Se o pedido será feito à Justiça ou se será administrativo (ao responsável pelo cemitério, a prefeitura de São Borja). Isso porque existe esta possibilidade", aponta a procuradora do Ministério Público Federal. Ela acrescenta: "Também precisamos nos cercar do máximo de rigor técnico possível, com consultas a peritos, para sabermos quais as chances de o resultado ser conclusivo".

A procuradora admite que há uma forte possibilidade de que a exumação, feita tantos anos depois da morte de Goulart, seja inconclusiva, mas acredita que com as técnicas e reagentes hoje disponíveis a possibilidade de um bom resultado é maior. "Havendo essa hipótese, vamos apostar nela."

A família de João Goulart, que já tornou pública a autorização para exumação, ainda desconhecia a decisão da CNV e do MPF/RS. O advogado Christopher Goulart, neto do ex-presidente, disse que vai tomar informações nesta sexta-feira, 3.

"Indícios (de envenenamento) existem muitos", admitiu. "(A exumação) produziria a prova material para comprovar ou não a causa da morte e poderia corrigir a história oficial informando que um presidente da República morreu assassinado". Lembrou ainda que o esclarecimento do mistério poderá coincidir com os 50 anos do golpe militar, em 2014.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/corpo-do-ex-presidente-joao-go...

Venezuela: Estadounidense vinculado a planes desestabilizadores

Capturan a estadounidense vinculado a planes desestabilizadores en Venezuela

El ministro de Interior y Justicia, Miguel Rodríguez Torres, informó este jueves que fue capturado un sujeto de nacionalidad estadounidense que estaría vinculado a los hechos de violencia generados por grupos de la derecha venezolana el pasado 15 de abril, cuando fallecieron 9 personas y 78 resultaron heridas, tras el llamado del antichavista Henrique Capriles a desconocer los resultados de los comicios presidenciales.

Rodríguez precisó que detuvieron a un ciudadano de nacionalidad norteamericana identificado como Timothy Hallet Tracy, de 34 años, quien se había infiltrado en una organización de jóvenes de la derecha venezolana que llevan a cabo una denominada "Operación Soberanía".

“Detectamos a una persona de nacionalidad norteamericana (...) Presumimos que pertenece a una organización de inteligencia porque pudimos detectar que tiene preparación en esa materia", detalló.

El titular del Ministerio de Interior apuntó que Tracy "tiene entrenamiento, sabe como infiltrarse, recibió financiamiento que dio a estos jóvenes para realizar movilizaciones violentas”.

Agregó que la intención de este sujeto "era incitar movilizaciones, una vez se emitieran los resultados, para conducir al país a una guerra civil".

"Tenemos los documentos de comunicaciones directas y la intención era llevarnos a una guerra civil, ya que, según ellos, eso conllevaría a la intervención por parte de Estados Unidos en nuestro país", reiteró.

Rodríguez sostuvo que “yo estoy seguro de que nadie en este país, solamente esos extremistas de la derecha, quiere una guerra civil. Aquí todos queremos paz”.

Durante la rueda de prensa, el ministro de interior presentó a los medios un video grabado por los estudiantes de las organizaciones de ultraderecha en los que hablan sobre el financiamiento para generar desestabilización en todo el país.

En el material audiovisual, uno de los jóvenes afirma que "para activar la situación en Mérida (oeste) necesitan 600 millones de bolívares (95 millones 424 mil dólares), eso fue lo que pidieron".

Más adelante, uno de los presentes pregunta a los demás que ¿sin los 100 millones de bolívares pudieramos haber alzado cuatro estados?. En otro punto de la grabación los jóvenes afirman ante la cámara que quieren dólares, "muchos dólares baby".

Para ver el video completo ingrese a este link: http://bit.ly/11nCN9J

La fiscal general de Venezuela, Luisa Ortega Díaz, informó este miércoles que hasta la víspera se registró el fallecimiento de nueve personas fallecidas y 78 lesionadas, a causa de los ataques de grupos antichavistas que luego de desconocer los resultados de los comicios presidenciales perpetraron hechos violentos en todo el territorio nacional instados por el excandidato Henrique Capriles.

Fonte: Telesur ( http://www.telesurtv.net/articulos/2013/04/25/capturan-a-estadounidense-... )

Almada - Relatos sobre Arquivo do Terror à Comissão da Verdade

Ativista paraguaio que descobriu Arquivo do Terror vai depor à Comissão da Verdade

O ativista Martin Almada, 76 anos, que descobriu o 'Arquivo do Terror' paraguaio, em 1992, e que recebeu em 2002 o Prêmio Nobel Alternativo (entregue pelo parlamento sueco), aceitou convite para prestar depoimento à Comissão Nacional da Verdade (CNV), em Brasília, em junho próximo, em sessão pública.

A proposta foi discutida na última terça, 09/04, no Rio de Janeiro com a advogada Rosa Cardoso, membro da CNV e coordenadora do grupo de trabalho que investiga a Operação Condor, a conexão repressiva clandestina entre as ditaduras do Cone Sul, que perseguiu, sequestrou e matou milhares de dissidentes políticos nas décadas de 70 e 80.

Além de Rosa e Almada, participaram do encontro o advogado Modesto da Silveira, o Coordenador da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Gilles Gomes, a assessora da CNV Nadine Borges e o colaborador da CNV, Luiz Cláudio Cunha.

Rosa Cardoso debateu com Almada uma agenda de trabalho com foco em dois temas: os 20 anos da descoberta do 'Arquivo do Terror', um acervo de três toneladas de documentos hoje tombado pela Unesco como patrimônio da memória mundial e o testemunho direto de uma vítima da Condor no Paraguai em um caso que contou com a participação do Brasil.

O acervo do arquivo pode ser acessado, via internet, aqui: http://www.unesco.org/webworld/paraguay/

"Em novembro de 1974, voltando do exílio na França, fui preso, torturado e levado a um tribunal militar clandestino em Assunção, integrado por outros cinco países, além do Paraguai: Chile, Argentina, Uruguai, Bolívia e Brasil. Todos os militares usavam óculos escuros. O primeiro a me interrogar foi um coronel chileno, seguido por um argentino. Na sequência, fui interrogado por um brasileiro, que não identifiquei pelo posto. Tudo o que eu queria saber era a razão de ser torturado em meu país por militares estrangeiros. Ali, foi a primeira vez que ouvi a palavra Condor", lembrou Almada.

Prisioneiro durante 1.000 dias da ditadura de Alfredo Stroessner, Almada passou a maior parte do tempo em que ficou preso num campo de concentração militar na capital paraguaia, que abrigava cerca de 400 prisioneiros.

EXPLOSÃO DA MEMÓRIA – Martin Almada, consultor da Unesco para a América Latina, durante muitos anos foi considerado 'persona non grata' pelos regimes militares que imperavam na região. Anônimo professor de escola primária no Paraguai, era hostilizado e perseguido pelo Governo Stroessner pela devoção aos textos de dois 'subversivos' brasileiros: o educador Paulo Freire, autor de Pedagogia do Oprimido, e o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, mentor da Teoria da Dependência.

"Eu não era comunista, nem anticomunista. Era apenas um professor primário. Mesmo assim, era definido pela repressão como um 'terrorista, intelectual e ignorante'. Toda ditadura sempre tem a vocação do ridículo", lembrou Almada, que até hoje enfrenta nos bairros mais nobres de Assunção a hostilidade gratuita por seu ativismo. "Às vezes, num carro de luxo, alguém me reconhece, freia, abaixa o vidro e grita: 'Bolchevique! Eu te odeio'. Eu apenas respondo: 'Pois eu te amo'. E a vida segue", diz Almada.

Martin Almada lembra que o Paraguai não passou ileso por 35 anos da ditadura Stroessner, derrubada em 1989. "O medo era a segunda pele dos paraguaios. Era preciso vencer o medo".

Ele conta que isso começou a ser superado em 1993, quando se instituiu um inédito Tribunal Ético de Consciência, destinado a julgar um general que atemorizava o país com seu poder no aparato repressivo. Durante 40 anos, o general Ramón Duarte Vera atuou também com o narcotráfico e acabou condenado em 1994, para espanto do país, a 12 anos de prisão. O tribunal era composto por 13 pessoas: seis de esquerda e outros seis de direita. O presidente da corte era o próprio Almada.

"Isso tudo provocou uma explosão de memória. A atuação dessa corte de consciência aqueceu o país e nos ajudou a superar o medo", recorda ele. Todas as sessões do tribunal foram transmitidas ao vivo e com boletins distribuídos à imprensa do país e do exterior. "Com o apoio da opinião pública e a presença da mídia, conseguimos enfrentar e vencer o medo", concluiu.

Comissão Nacional da Verdade
Assessoria de Comunicação

Mais informações à imprensa: Marcelo Oliveira
(61) 3313-7324 | comunicacao@cnv.presidencia.gov.br

Fonte: Comissão Nacional da Verdade ( http://www.cnv.gov.br/index.php/outros-destaques/237-ativista-paraguaio-... )

Dados manipulados sobre a Venezuela

Globo ataca governo venezuelano com dados manipulados

Carta de Victor Leonardo de Araujo à Sandra Cohen, Editora do caderno Mundo de O Globo

Prezada Senhora Sandra Cohen
Editora de Mundo de O Globo
Já é sabido que o jornal O Globo não nutre qualquer simpatia pelo governo do presidente venezuelano Hugo Chávez, e tem se esforçado a formar entre os seus leitores opinião contrária ao chavismo – por exemplo, entrevistando o candidato Henrique Caprilles sem oferecer ao leitor entrevista com o candidato Nicolás Maduro em igual espaço. Isto por si já é algo temerário, mas como eu não tenho a capacidade de modificar a linha editorial do jornal, resigno-me. O problema é que o jornal tem utilizado sistematicamente dados um tanto quanto estranhos na sua tarefa de formar a opinião do leitor. Sou professor de Economia da Universidade Federal Fluminense e, embora não seja “especialista” em América Latina, conheço alguns dados sobre a Venezuela e não poderia deixar de alertá-la quanto aos erros que têm sido sistematicamente cometidos.

Como parte do esforço de mostrar que o governo Chávez deixou a economia “em frangalhos”, o jornalista José Casado, em matéria publicada em 15/04/2013 (“Economia em frangalhos no caminho do vencedor”) informa que o déficit público em 2012 foi de 15% do PIB. Infelizmente, as fontes desta informação não aparecem na reportagem (apenas uma genérica referência a “dados oficiais e entidades privadas”!!!), uma falha primária que nem meus alunos não cometem mais em seus trabalhos. Segundo estimativas apresentadas para o ano de 2012 no “Balanço Preliminar das Economias da América Latina e Caribe”, da conceituada Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), o déficit foi de 3,8% do PIB, ligeiramente menor do que no ano anterior, mas muito inferior ao apresentado pelo jornal. Caso o jornalista queira construir a série histórica para os resultados fiscais para a Venezuela (e qualquer outro país do continente), pode consultar também as várias edições do “Estudio Económico” também da Cepal.

Para poupar o seu trabalho: a Venezuela registrou superávit primário de 2002 a 2008: 2002: 1% do PIB; 2003: 0,3; 2004: 1,8; 2005: 4,6; 2006: 2,1; 2007: 4,5; 2008: 0,1; e déficit nos anos seguintes: 2009: -3,7% do PIB; 2010: -2,1; 2011: -1,8; 2012: -1,3. O déficit é decrescente, mas bem distante dos 15% do PIB publicados na matéria.

Afirmar que o déficit público na Venezuela corresponde a 15% do PIB tem sido um erro recorrente, e também aparece na matéria intitulada “Onipresente Chávez”, publicada na véspera, também no caderno “Mundo” do jornal O Globo em 13/04/2013. A este propósito, tenho uma péssima informação a lhe dar: diante de um quadro fiscal tão saudável, o presidente Nicolás Maduro não precisará realizar ajuste fiscal recessivo, e terá condições de seguir com as políticas de seu antecessor.

A matéria do dia 15/04/2013 possui ainda outros erros graves. O primeiro é afirmar que existe hiperinflação na Venezuela, e crescente. Não há como negar que a inflação é um problema grave na Venezuela, mas O Globo não tem dispensado o tratamento adequado para informar os seus leitores. A inflação na Venezuela tem desacelerado: foi de 20% em 2012, contra 32% em 2008 (novamente utilizo os dados da Cepal). Tudo indica que o jornalista não possui conhecimento em Economia, pois a Venezuela não se enquadra em qualquer definição existente para hiperinflação – a mais comumente utilizada é de 50% ao mês; outras, mais qualitativas, definem hiperinflação a partir da perda da função de meio de troca da moeda doméstica, situações bem distantes do que ocorre na Venezuela.

Outro equívoco é afirmar que “não há divisas suficientes para pagar pelas importações”. A Venezuela acumula superávits comerciais e em transações correntes (recomendo que procure os dados - os encontrará facilmente na página da Cepal). Esta condição é algo estrutural, e a Venezuela é a única economia latino-americana que pode dar-se ao luxo de não precisar atrair fluxos de capitais na conta financeira para financiar suas importações de bens e serviços. Isto decorre exatamente das exportações de petróleo.

O problema, Senhora Sandra Cohen, é que os erros cometidos ao expor a situação econômica venezuelana não se limitam à edição do dia 15/04, mas tem sido sistemáticos e corriqueiros. Como parte do esforço de mostrar que o governo Chávez deixou uma “herança pesada”, a jornalista Janaína Figueiredo divulgou no dia 14/04 (“Chavismo joga seu futuro”) que em 1998 a indústria respondia por 63% da economia venezuelana, e caiu para 35% em 2012. Infelizmente, a reportagem comete o erro primário que o seu colega José Casado cometeu: não cita suas fontes. Em primeiro lugar, a informação dada pelo jornal é que a Venezuela era a economia mais industrializada do globo terrestre no ano de 1998. Veja bem: uma economia em que a indústria representa 63% do PIB é super-hiper-mega-industrializada, algo que sequer nos países desenvolvidos foi observado naquele ano, nem em qualquer outro. E a magnitude da queda seria digna de algo realmente patológico. Como trata-se de um caso de desindustrialização bastante severo, procurei satisfazer a minha curiosidade, fazendo algo bastante corriqueiro e básico em minha profissão (e, ao que tudo indica, o jornalista não fez): consultei os dados.

Na página do Banco Central da Venezuela encontrei a desagregação do PIB por setor econômico e lá os dados eram diferentes: a indústria respondia por 17,3% do PIB em 1998, e passa a representar 14% em 2012. Uma queda importante, sem dúvida, mas algo muito distante da queda relatada por sua jornalista. Caso a senhora, por qualquer juízo de valor que faça dos dados oficiais venezuelanos, quiser procurar em outras fontes, sugiro novamente a Cepal, (Comissão Econômica para América Latina e Caribe). As proporções mudam um pouco (21% em 1998 contra 18% em 2007 – os dados por lá estão desatualizados), mas sem adquirir a mesma conotação trágica que a reportagem exibe. Em suma: os dados publicados na matéria estão totalmente errados.
O erro cometido é gravíssimo, mas não é o único. A reportagem ainda sugere que a Venezuela é fortemente dependente do petróleo, respondendo por 45% do PIB. Novamente, a jornalista não cita suas fontes. Na que eu consultei (o Banco Central da Venezuela), o setor petróleo respondia por 19% do PIB em 1998, contra pouco mais de 10% em 2012. Como a Senhora pode perceber, a economia venezuelana se diversificou. Não foi rumo à indústria, pois, como eu mesmo lhe mostrei no parágrafo acima, a participação desta última no PIB caiu. Mas, insisto, a dependência do petróleo DIMINUIU, e não aumentou como o jornal tem sistematicamente afirmado.

A edição de 13/04/2012, traz outros erros graves. Eu já falei anteriormente sobre os dados sobre déficit público apresentados pela matéria assinada pelo jornalista José Casado (“Onipresente Chávez”). A mesma matéria afirma que a participação do Estado venezuelano representa 44,3% do PIB. O conceito de “participação do Estado na economia” é algo bastante vago, e por isso era importante o jornalista utilizar alguma definição e citar a fonte – mas isto é algo, ao que tudo indica, O Globo não faz. Algumas aproximações para “participação do Estado na economia” podem ser utilizadas, e as mais usuais apresentam números distantes daqueles exibidos pelo jornalista: os gastos do governo equivaliam a 17,4% do PIB em 2010 (contra 13,5% em 1997) e a carga tributária em 2011 era de 23% (contra 21% em 2000), nada absurdamente fora dos padrões latino-americanos.

Enfim, no afã de mostrar uma economia em frangalhos, O Globo exibe números simplesmente não correspondem à realidade da economia venezuelana. Veja bem: eu nem estou falando de interpretação dos dados, mas sim de dados que equivocados!

Seria importante oferecer ao leitor de O Globo uma correção dessas informações – mas não na forma de errata ao pé de página, mas em uma reportagem que apresente ao leitor a economia venezuelana como ela é, e não o caos que O Globo gostaria que fosse.
E, por favor, nos próximos infográficos, exibam suas fontes.
Atenciosamente,
Victor Leonardo de Araujo

PS: Não sei porque ainda perco tempo, mas enviei o e-mail abaixo para O Globo. Como a linha editoria não será modificada, peço que divulguem. Abs, Victor

http://www.rededemocratica.org/index.php?option=com_k2&view=item&id=4284...

Avanços sociais na Venezuela em perigo

PCV ALERTA QUE A DIREITA TENTA CRIAR UM QUADRO QUE CONDUZA A UMA GUERRA CIVIL

Última atualização em 15.04.2013

Oscar Figuera, secretario general del Partido Comunista de Venezuela PCV

Oscar Figuera, secretário geral do Partido Comunista da Venezuela PCV

Caracas, 15 abr. 2013, Tribuna Popular TP.- O Birô Político do Partido Comunista da Venezuela (PCV), junto à análise da jornada eleitoral vivida na Venezuela no dia de ontem, alertou o povo de que a direita fascista nacional e internacional, aliada ao imperialismo, tenta montar uma emboscada para o povo e o processo democrático, objetivando criar um quadro que nos conduza a uma Guerra Civil.

Assim manifestou Oscar Figuera, secretário geral do PCV, ao rechaçar a atitude assumida pela oposição de não reconhecer os resultados das eleições presidenciais.

“Queremos denunciar Guilhermo Aveledo, o candidato e toda equipe por tentarem criar uma armadilha para nosso povo e para o processo democrático venezuelano, da mesma forma como, em abril de 2002, foram parte das forças que insurgiram contra o estado de mudança e o processo democrático”, afirmou Figuera.

Para o PCV é importante que o povo venezuelano não perca de vista o caráter pseudodemocrático, o anseio golpista e a ação desestabilizadora em que se pauta hoje a oposição.

“É isso que vemos no fato de o candidato da oposição não reconhecer os resultados, ainda que saibam que esses são os resultados. Se 54% das máquinas foram auditadas e tudo está bem, com o aval de seus próprios fiscais, o que esperam conseguir com os 46% restantes?”, perguntou o dirigente comunista, manifestando ainda ser favorável que se auditem 100% das papeletas ou comprovantes do voto das venezuelanas e dos venezuelanos no sistema automatizado.

O Partido Comunista denunciou que a direita pró-imperialista tenta criar um ambiente de dúvida sobre os órgãos responsáveis pelos processos eleitorais e pela divulgação dos resultados, a fim de “gerar exasperação no povo”, enfatizou Oscar Figuera.

Figuera recordou que Guillermo Aveledo, dias atrás, afirmou que esperava que o governo respeitasse os resultados, “Ah, porém, esperam que o governo respeite os resultados, mas eles não estão dispostos a respeitá-los. Isso é parte dessa conduta pseudodemocrática, de golpistas disfarçados, conforme demonstraram em abril de 2002. São os mesmos atores, não são novos. O que existe é um grande nível de impunidade”.

O partido do Galo Vermelho manifestou que a oposição está jogando com o não reconhecimento definitivo dos resultados eleitorais. “Estão tentando colocar em prática um projeto conspirativo, desestabilizador, dirigido a criar condições que permitam colocar o país em uma confrontação fratricida aberta. Para isso, contam com a mão invisível e visível do imperialismo norte-americano e com os núcleos paramilitares semeados em nosso país pela direita venezuelana e internacional”, denunciou Figuera.

O Partido Comunista fez um chamado àqueles que votaram em Nicolás Maduro e pela oposição, “para que atuemos com a maturidade política que demanda o momento, rechaçando qualquer tipo de provocação e plano que esteja dirigido a produzir um quadro de confrontação, desestabilização e crise geral, que torne ingovernável a sociedade venezuelana”.

Acrescentou que “existem mecanismos e vias para que se torne cada vez mais transparente o resultado das eleições, com imensa participação de nosso povo. Para isso, não podemos permitir, enquanto povo, a manipulação, a provocação que tire o processo político venezuelano de seu desenvolvimento natural, favorecendo o avanço da oposição”, enfatizou Oscar Figuera.

O dirigente comunista informou que, frente à gravidade do momento, “na madrugada de hoje, alertamos nossos quadros dirigentes de todo o país a permanecerem alerta e ativos para impedir as atuações contrarrevolucionárias, reacionárias e a serviço do imperialismo, que busca criar um quadro que nos leve a uma guerra civil”.

Fonte: http://www.tribuna-popular.org.ve/index.php/features/resolucion-xii-conf...

Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Antichavistas rodearon teleSUR y amenazaron a sus trabajadores

Antichavistas rodearon sede de teleSUR y amenazaron a sus trabajadores

Grupos afectos al excandidato presidencial antichavista Henrique Capriles rodearon este lunes la sede del canal de televisión teleSUR y amenazaron a sus trabajadores, informó la presidenta del canal, Patricia Villegas.

"Han amenazado a nuestro personal, los trabajaores del canal están en sus puestos de trabajo (...) han amezado de manera permanente", denunció la presidenta de teleSUR Patricia Villegas.

“No se sabe si son las mismas personas (que asediaron hace unos instantes al canal del Estado Venezolana de Televisión), pero sí responden al mismo movimiento politico que ha llamado a la desestabilizacion”, detalló Villegas.

En entrevista telefónica, Villegas precisó que los grupos de derecha arribaron “hace unos cinco a siete minutos ha llegado este grupo de opositores partidarios de Capriles, que perdió las elecciones, y que gritan ¡fraude! ¡fraude!, y han amenazado a los trabajadores del canal''.

“Todo nuestro equipo periodístico se mantiene aquí funcionando nuestros reporteros se encuentran en los alrededores de la ciuidad de Caracas”, agregó.

Al igual que teleSUR, la sede de la estatal Venezolana de Televisión (VTV), también fue asediada por seguidores del candidato opositor Henrique Capriles Randonski, lo que fue rechazado por el presidente de la planta televisiva, William Castillo.

Asimismo, también fueron hostigadas las casas de la presidenta del Consejo Nacional Electoral (CNE), Tibisay Lucena, y de los padres del exministro de Comunicación e Información y miembro del comando de campaña Hugo Chávez, Andrés Izarra.

Mientras tanto, el corresponsal de teleSUR, William Parra, reportó desde el noreste de Caracas que ''hay un gran sector de seguidores de Hugo Chavez que han venido a resguardar la casa del jefe de campaña, Jorge Rodríguez''.

"Nosotros lo único que le decimos a ese candidato facista es que no se equivoque porque aquí hay un pueblo arrecho, esta patria se respeta (...) que no se equivoque Capriles'', dijo una seguidora del presidente Chávez a las cámaras de teleSUR.

La residencia de Jorge Rodríguez, jefe del Comando de Campaña Hugo Chávez, fue también rodeada este lunes.

Fonte: Telesur ( http://www.telesurtv.net/articulos/2013/04/15/grupos-violentos-rodean-se... )

A boliviana que falou

Por Ana Aranha | Reportagem 3 por 4 – qui, 11 de abr de 2013

Tainá tem boas recordações dos quatro dias de viagem que fez ao lado da mãe no trajeto de La Paz, capital da Bolívia, até São Paulo. Pulando de ônibus em ônibus, entre rodoviárias e longas filas nos guichês de imigração, as duas mal conseguiam dormir de tanta saudade para matar. “Eu fui contando tudo que não tinha falado pelo telefone naqueles anos. A gente ria e chorava junto”.
O reencontro era esperado. Tainá viveu dos 7 aos 17 longe da mãe, período em que morou e trabalhou na casa da madrinha na capital boliviana. A mãe mora no Brasil desde que Tainá tinha 3 anos. No começo, ela até tentou conciliar o trabalho em oficina de costura com a presença da filha pequena. Tainá morou em São Paulo dos 3 aos 7 anos e lembra passar tardes amarrada num canto, junto com o cachorro, para que não pudesse se aproximar das máquinas. Por situações como essa, sua mãe julgara que era melhor viverem separadas.
O retorno ao Brasil vinha cheio de promessas: morar com a família, voltar a estudar, ter um bom emprego.
Alguns anos depois de sua chegada, porém, Tainá se viu no mesmo lugar da mãe quando tiveram que se separar. Em uma oficina de costura abafada, obrigada a trabalhar das 7 da manhã às 10 da noite enquanto a filha de 2 anos circulava entre as máquinas. Tainá estava grávida do namorado, com quem morava no mesmo local de trabalho.

No fim da jornada, pegava fila para tomar banho no único banheiro disponível para os 17 bolivianos que trabalhavam e moravam no local. E, finalmente, deitava no quarto sem janelas, onde a cama disputava espaço com a pia e o fogão. Ao fim do mês, não chegava perto do pagamento, que ficava com o namorado, que era primo do dono da oficina.
Também boliviano, para o dono não era difícil controlar os trabalhadores. A maioria era recém chegada no Brasil, não falava português e ainda devia o valor da viagem a ele. Tainá ouviu o dia em que um grupo pediu licença para tirar os documentos brasileiros e o dono disse que teriam de pagar multa, pois eram ilegais. Uma mentira, já que a Bolívia pertence ao Mercosul e os bolivianos podem circular livremente no Brasil. Para trabalhar, basta um registro no consulado.
Eles estavam no mesmo lugar, mas Tainá tinha condições diferentes. Ela já falava português e sabia circular pela cidade. Quando pedia para ir ao médico, levava bronca e recebia ameaças, mas não desistia. Quando insistiu em sair para fazer o pré-natal, o marido lhe empurrou com força e a fez cair. Levantou-se e, no dia seguinte, argumentou de novo.
Quando finalmente conseguiu sair para uma consulta, desabafou com a enfermeira. Ao falar, quebrou o abismo que separa a comunidade boliviana dos direitos e obrigações trabalhistas no Brasil. Tainá contou sobre a exaustão diária, as ameaças e as agressões. A Unidade Básica de Saúde entrou em contato com o Centro de Defesa e Convivência da Mulher Mariás, que acionou o Disque 100. Semanas depois, recebeu uma ligação no celular: “prepare-se, a equipe de fiscalização do trabalho está chegando”.
“De repente entrou um monte de gente, ficamos muito assustados”. Quando ouviram os fiscais do trabalho falando em espanhol, os bolivianos responsáveis pela oficina passaram a dar ordens em Aimará, língua de origem indígena falada nos países andinos. “Mandavam a gente ficar quieto e mentir que o trabalho era só até às 19h”, lembra Tainá. Uma parente do dono percebeu que ela fizera a denúncia e lhe ameaçou na frente dos fiscais, que não entenderam suas palavras: “você vai pagar e não vai ficar barato”.
A ação concluiu que as condições eram similares ao trabalho escravo e a oficina foi interditada. Como sofreu agressão física, Tainá foi levada a um abrigo para mulheres. Os outros bolivianos ficaram no local e o mais provável é que, a essa altura, estejam de volta a oficinas similares.
A ação ocorreu em janeiro e foi uma de muitas promovidas pela Superintendência regional do Trabalho e Emprego de São Paulo. Estima-se que existam ao menos 8 mil oficinas assim na grande São Paulo, onde trabalham cerca de 100 mil bolivianos, paraguaios e outros sul-americanos.
Essa rede sustenta marcas famosas, que possivelmente estão na etiqueta da roupa que você veste. As fiscalizações já flagraram trabalho escravo em oficinas que forneciam para a cadeia produtiva da Zara, Pernambucanas, Marisa, C&A , Gregory , Collins, 775 além da empresa GEP, formada pelas marcas Cori, Luigi Bertolli e Emme, e que pertence ao grupo que representa a grife internacional GAP no Brasil.
Tudo que Tainá quer, agora, é se livrar dessa cadeia. É como se ela estivesse percorrendo uma segunda viagem ao Brasil, dessa vez para um país diferente. No abrigo onde aguarda o nascimento do segundo filho, ela estuda e faz acompanhamento psicológico. Terá tempo para planejar como reconstruir a vida com os 18 mil reais que recebeu como indenização trabalhista, mais o auxílio desemprego e maternidade. Por enquanto, o plano é alugar uma casa e procurar trabalho como assistente de cozinha. “No começo, pensava em voltar pra casa da minha mãe, voltar a costurar, mas acho que estava muito dependente daquela vida”, Tainá reflete, e conclui: “preciso encontrar o meu lugar”.
*o nome foi trocado para proteger sua identidade. “Tainá” foi o nome escolhido pela entrevistada.

Fonte: Yahoo notícias ( http://br.noticias.yahoo.com/blogs/3-por-4/boliviana-que-falou-163058884... )

Dama de Ferro e a Ditadura Argentina

Ditadura argentina ajudou a construir mito da "dama de ferro"

Dois fatos definiram a vida política de Margaret Thatcher: a guerra das Malvinas e o radical programa de privatização econômica. Ambos tiveram a particular contribuição da junta militar argentina encabeçada pelo general Leopoldo Fortunato Galtieri à história universal do século XX: sem as Malvinas, Thatcher não teria se convertido na heroína da economia de mercado que começou a se expandir por todo o planeta desde meados dos 80. O artigo é de Marcelo Justo, de Londres/Carta Maior.

Londres - No plano internacional ela era a “dama de ferro”. Entre os britânicos tinha outro apelido mais emblemático: “ladra do copo de leite”. Dois fatos definiram sua vida política: a guerra das Malvinas e o radical programa de privatização econômica. Ambos marcam a particular contribuição da junta militar argentina encabeçada pelo general Leopoldo Fortunato Galtieri à história universal do século XX: sem as Malvinas, Thatcher não teria se convertido na heroína da economia de mercado que começou a se expandir por todo o planeta desde meados dos 80.

Nascida Margaret Roberts no dia 13 de outubro de 1925, em Grantham (norte da Inglaterra), de um quitandeiro e pastor laico metodista, de quem diria em sua autobiografia teria aprendido “tudo o que sabia de política”, Thatcher chegou ao Parlamento em 1959 e aos primeiros escalões do governo, dois anos mais tarde. Obteve um grande apoio político das mãos do conservador Edward Heath, que agradeceu seu apoio em sua eleição como líder partidário, nomeando-a ministra da Educação em 1970 com a missão de reduzir o gasto estatal.

Convencida que a presença do Estado na economia e na vida individual era uma das grandes maldições do Reino unido, Thatcher agradeceu a oportunidade dada por Heath e eliminou o copo de leite para as crianças entre 7 e 11 anos, episódio que lhe valeu o apelido de ladra. “Aprendi uma lição muito importante”, diria em sua autobiografia, “consegui atrair o máximo nível de ódio coletivo com o mínimo nível de benefício político”.

O governo de Edward Heath caiu em 1974 arrastado por uma crise petroleira internacional e – fato que a dama de ferro jamais esqueceria – e pela greve de mineiros e a semana de trabalho de três dias por causa dos cortes no fornecimento de energia. Em 1975, foi ao escritório de seu mentor político, o mesmo Heath, para informá-lo que tentaria disputar a liderança do Partido Conservador. “Nunca ganhará. Bom dia”, foi a resposta de Heath.

Convertida em líder da oposição, um diário soviético a chamou de “dama de ferro” após um virulento discurso contra a política de direitos humanos da União Soviética, ajudando-a como ninguém a forjar, com esse apelido, sua imagem pública. A crise econômica do governo trabalhista de James Callaghan e o famoso “inverno do descontentamento”, com greves de lixeiros e coveiros que deixaram uma imagem de paralisia absoluta de um país onde nem os mortos podiam descansar em paz, prepararam o caminho para sua vitória nas eleições de 1979.

Seu primeiro encontro com a imprensa é lembrado por uma citação que fez de São Francisco de Assis e por um pouco usual tom pacificador. “Onde houver desacordo, que eu traga harmonia. Onde houver erro, que eu traga a verdade. E onde houver desespero, espero trazer esperança”. São Francisco de Assis não voltou a frequentar seus discursos.

Com um duríssimo programa de austeridade, com cortes do gasto público e aumento de impostos, a economia afundou em uma recessão e, em dezembro de 1980, só 23% dos britânicos a apoiavam, o nível mais baixo desde o início das pesquisas de avaliação de um primeiro ministro. Os violentos distúrbios sociais nas principais cidades britânicas em 1981 e um desemprego que superou a casa de três milhões de pessoas – o triplo do que havia com o governo trabalhista – golpearam ainda mais a escassa popularidade de seu governo.

Tudo seguiu assim até que apareceu a junta militar argentina. A guerra das Malvinas permitiu-lhe reafirmar como nunca antes sua imagem de dama de ferro por mais que documentos secretos liberados no ano passado mostrem que durante o conflito sua posição mais flutuante do que foi propagado com a vitória militar. Esta vitória abriu caminho para o triunfo eleitoral em 1983 com uma maioria absoluta que lhe permitiu avançar com um radical programa de privatização e desregulação financeira que mudariam o Reino Unido do pós-guerra.

A forte presença estatal na economia foi drasticamente reduzida (venda da indústria automobilística Jaguar, da telefônica British Telecom, da British Aerospace, da British Gas, etc.) e praticamente aniquilada com a segunda onda de privatizações que se seguiu à vitória eleitoral de 1987 (aço, petróleo, a British Airways, a Rolls Royce, água e eletricidade). Apenas o Serviço Nacional de Saúde e o sistema ferroviário se salvaram da poda que incluiu o poderoso setor de habitações municipais construído no pós-guerra. A esta revolução neoliberal se somou a desregulação do setor financeiro com as novas regras que passaram a reger a Bolsa de Londres em 1986, o célebre Big Bang que muitos analistas situam como a origem da turbulência financeira mundial que sacode o mundo desde 2007-2008.

Ao mesmo tempo, sua imagem de dama implacável se consolidou com o atentado que sofreu do IRA em 1984 e com sua vitória sobre a greve dos mineiros que terminou de desarticular o poderoso movimento operário britânico do pós-guerra. Essa imagem, tão importante em sua carreira política, terminou convertendo-se na armadilha que precipitaria sua queda.

Apaixonada por sua própria intransigência principista, assumindo ares de rainha com o eleitorado e com seu próprio gabinete, Thatcher implantou um imposto municipal que se baseava no número de pessoas que vivia em uma casa e não no valor do imóvel. Em março de 1990, uma manifestação de centenas de milhares de pessoas no centro de Londres abriu a cortina para a primeira cena do último ato. Apesar de só 12% dos britânicos terem apoiado a medida, Thatcher apelou a esse escudo público que havia forjado nos anos mais exitosos de sua carreira – “vocês mudem, esta dama jamais fará isso”, disse certa vez – e se negou a recuar. Foi um erro gigantesco. A gota que fez o copo d’água transbordar foram suas eternas brigas com a Europa e o desdém público com que tratou o seu então vice-primeiro ministro Geoffrey Howe – um dos cérebros econômicos do thatcherismo – forçando sua renúncia.

Em novembro de 2011, um ex-ministro, Michael Heseltine, forçou uma votação sobre a liderança do Partido Conservador e ainda que Thatcher tenha vencido o primeiro turno, seus próprios ministros e assessores deixaram claro que perderia o segundo. “Foi a típica traição com um sorriso nos lábios”, diria Thatcher a BBC. Desconsolada, a dama de ferro renunciou ao seu cargo. Uma foto da época mostra-a com os olhos chorosos olhando desde a janela de sua limusine a parta de 10 Downing Street, residência oficial que acabava de deixar após 11 anos no poder. Era uma imagem atípica, feroz, que muitos britânicos celebraram nos pubs. Nada havia comovido a dama de ferro em todos esses anos. Nada salvo esse sonho desfeito de eterno poder.

Tradução: Katarina Peixoto/Carta Maior

Fotos: The Guardian

Não a 11ª rodada de leilões do petróleo

Usurpação da esperança

(Veiculado pelo Correio da Cidadania a partir de 05/04/13)

Paulo Metri – conselheiro do Clube de Engenharia

O presente artigo trata da 11ª rodada de leilões de blocos para exploração e produção de petróleo, que o governo brasileiro está determinado a realizar em 14 e 15 de maio próximo. Para atrair investidores estrangeiros para esta rodada, atração esta desnecessária, a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) declarou, no seminário técnico e ambiental promovido por esta Agência no dia 18 de março, que poderão ser encontrados, só na margem equatorial brasileira, até 30 bilhões de barris de petróleo in situ.

Este fato é gravíssimo por representar a capitulação final do atual governo brasileiro às multinacionais do petróleo. Com relação às rodadas de leilões, o governo do PT se iguala ao governo do PSDB. A única voz audível neste silêncio sepulcral promovido pela mídia entreguista foi a do senador Roberto Requião, que usou um dos poucos espaços democráticos restantes no nosso país, a TV Senado, e proferiu memorável discurso no dia 27 de março passado (http://www.viomundo.com.br/politica/requiao-a-pauta-das-oposicoes-midiat...). O conluio da mídia muda, comprometida com os grupos estrangeiros interessados em levar nosso petróleo em troca de irrelevante royalty e com políticos corruptos, abate a esperança dos brasileiros conscientes.

Algum leitor não acostumado ao tema do petróleo pode perguntar o porquê destes leilões serem prejudiciais aos brasileiros. Em respeito a ele, vou dar uma resposta. A 11ª rodada só conterá blocos fora da área do Pré-sal, sendo regida, portanto, pela lei 9.478. Se fossem blocos da área do Pré-sal, seria regida por outra lei. Pela lei 9.478, quem descobre petróleo é dono dele e faz dele o que bem quiser. Nenhuma empresa estrangeira demonstra interesse em construir refinarias no país, quer seja para abastecer o mercado interno ou exportar derivados, como também não tem intenção de vender o petróleo a ser produzido à Petrobras. Então, o objetivo delas é unicamente exportar o petróleo in natura.

Nenhuma empresa estrangeira compra plataforma no Brasil. Falo do item “plataforma” porque ele representa mais de 80% dos investimentos e as compras na fase dos investimentos são a quase totalidade das compras de um campo. As compras na fase de produção são pouco representativas. Desde 1999, quando ocorreu a primeira rodada, as empresas estrangeiras receberam concessões e nunca compraram uma plataforma no país. Só quem compra plataforma no Brasil é a Petrobras.

Neste setor, a geração de mão de obra ocorre mesmo com a encomenda de plataformas. Como as empresas estrangeiras não compram no país, elas não abrem oportunidades de trabalho. A mão de obra para operar as plataformas é mínima comparativamente, podendo ser desprezada. Ademais, as petroleiras estrangeiras não contratam desenvolvimentos tecnológicos no país, nem projetos de engenharia.

Pelas determinações da lei 9.478, não existe obrigatoriedade de as empresas suprirem recursos para nenhum Fundo Social, como existe no caso da lei da área do Pré-sal, que é destinado para programas sociais. Quando a lei 9.478 era a única a reger todas as explorações e produções de petróleo no Brasil e não existia a lei dos contratos de partilha, um estudo comparativo do nível das taxações em diferentes países foi feito, concluindo que as “participações governamentais” aqui representam somente 45% do lucro da atividade petrolífera, enquanto a média mundial está em 65%. Países como Noruega, Venezuela e Colômbia taxam até mais de 80% do lucro. Por isso é que classificamos o royalty cobrado atualmente no Brasil como irrelevante.

Argumentam que há necessidade dos leilões para o abastecimento do país, o que seria cômico, se não fosse de extremo mau gosto. As empresas estrangeiras só querem exportar o petróleo que descobrirem. Se não tiverem esta possibilidade, não se inscrevem nos leilões. Quem abastece o Brasil é a Petrobras. Às vezes, neste ponto, perguntam: “E por que não exportar petróleo?”. Concordo que poderíamos exportar petróleo, desde que ele não faltasse para o abastecimento interno por um número razoável de anos futuros e que ficasse no país um bom quinhão do lucro da atividade para a sociedade brasileira, o que não acontece se a lei 9.478 estiver regendo a concessão.

Outro argumento usado é que só 7% das bacias sedimentares brasileiras teriam sido pesquisadas e, por isso, devem ser feitos leilões. Notar que a concessão é para a exploração, quando o petróleo é procurado, e se houver descoberta, para a produção também. Então, pelo argumento, o Brasil deve entregar um bloco para ser explorado, para melhorar o nível de conhecimento das nossas bacias. Mas, se for descoberto petróleo, ele será levado sem grande usufruto para a sociedade?

Argumentar que esta rodada inclui áreas em regiões pobres que, hoje, não recebem nenhum royalty é explorar a inocência alheia. Supondo que vai ser descoberto petróleo na região, eu acharia até meritório se o royalty fosse, no mínimo, o triplo do que é hoje. Estão achando que prefeitos e governadores de regiões pobres aceitam qualquer esmola.

Chego a um ponto em que muitos desavisados e outros avisados, mas devotos do mercado, acreditam ser irrelevante. O aspecto geopolítico é negligenciado nas diversas rodadas de leilões de blocos que já ocorreram no Brasil. Entretanto, Daniel Yergin tem um livro de 800 páginas citando inúmeros casos de guerras, conflitos, acordos, espionagens, traições, deposições e assassinatos ocorridos no mundo graças ao petróleo, além de mostrar claramente o poder que sua posse representa. Contudo, nós, brasileiros, entregamos a posse do nosso petróleo a empresas que irão arrematar um bloco no leilão por cerca de 0,2% do valor do petróleo a ser produzido no bloco, durante a vida útil. E mais nada!

No entanto, o que mais me dói, atualmente, além da enorme perda para a tão sofrida sociedade brasileira, é reconhecer que, na última campanha presidencial, o candidato José Serra tinha razão, quando, no horário eleitoral gratuito, dizia que a candidata Dilma iria deixar as empresas estrangeiras levarem o petróleo brasileiro. Lembro-me bem da imagem na tela da TV de um canudinho, pelo qual o petróleo brasileiro era sugado pelas multinacionais. Obviamente, não acreditava nem acredito que José Serra fizesse diferente. Mas nunca pude imaginar que Dilma, consciente de todos estes aspectos citados, pela sua formação e trajetória, fosse chegar à presidência para abrir o setor petrolífero brasileiro às empresas estrangeiras sob a péssima lei 9.478.

Tinha esperança que a insustentabilidade dos leilões pela lei 9.478 fosse reconhecida, vez que cria um passivo de petróleo a ser pago por gerações futuras, transformando o petróleo de um passaporte para um futuro melhor em uma dívida a ser paga por nós, nossos filhos e netos. Usurpamos, assim, a esperança, nossa e dos nossos descendentes, para que prepostos das multinacionais, apaniguados do poder e corruptos tenham uma vida boa.

Como a vida, enquanto não se esvai, é luta, sugiro aos homens e mulheres de bem que se revoltem, comentem estes fatos com amigos, colegas de trabalho ou de sala de aula, parentes e vizinhos. Que procurem se informar mais, mas não através dos canais comprometidos com o assalto à sociedade, participem de movimentos sociais, visitem o sítio da Agência Petroleira de Notícias (www.apn.org.br) e, principalmente, busquem barrar a 11ª rodada de leilões da ANP.

Blog do autor: http://paulometri.blogspot.com.br/

Motorista de Neruda critica equipe escolhida para exumar poeta

Motorista de Neruda critica equipe de legistas escolhida para exumar poeta

Santiago do Chile, 3 abr (EFE).- O antigo motorista do poeta Pablo Neruda, Manuel Araya, criticou nesta quarta-feira a equipe de legistas escolhida para participar da exumação do vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1971, que será realizada na próxima segunda-feira.
Araya defende que Neruda não morreu por causa do câncer de próstata do qual sofria, mas que foi assassinado com uma injeção letal nos primeiros dias da ditadura de Augusto Pinochet. A hipótese foi exposta por ele em 2011, em entrevista a uma revista mexicana.
Essa suspeita levou o Partido Comunista (PC) - do qual Neruda pertencia - a apresentar, em maio de 2011, uma acusação judicial que levou o juiz da Corte de Apelações de Santiago, Mario Carroza, a abrir uma investigação que inclui a exumação dos restos do poeta.
No comunicado emitido hoje do qual a Agência Efe teve acesso, Araya garante que o juiz Carroza "vetou a equipe de peritos proposta pela família de Pablo Neruda, e representada pelo sobrinho do poeta Rodolfo Reyes, e pelo integrante do PC Eduardo Contreras".
No entanto, Eduardo Contreras disse à Efe que não concorda com o conteúdo desse comunicado, e que o PC contará com a perita Gloria Ramírez, com o neurologista e psiquiatra Luis Fornazzari e com o geneticista Cristián Orrego durante a exumação e os exames posteriores.
Contreras concordou com Manuel Araya em relação ao fato de que o juiz deveria ter aceitado a proposta da família de Neruda, assim como a presença do perito Luis Ravanal, que em 2008 ficou conhecido por divulgar um relatório sobre a morte de Salvador Allende (1973) no qual atestou que o crânio do líder político tinha recebido dois tiros de armas de calibres diferentes.
No entanto, em 2011 uma investigação judicial concluiu que Allende se suicidou com um fuzil automático, que permite o disparo de duas balas de uma só vez.
O antigo motorista de Neruda também criticou a participação de três profissionais do Serviço Médico Legal (SML) na exumação.
Um deles é o doutor Germán Taipa, que de acordo com Araya deveria ter sido descartado por emitir uma opinião prévia sobre o caso, já que elaborou, em 2012, um relatório, a pedido do juiz, no qual considerava que não havia elementos suficientes que pusessem em dúvida que o poeta morreu de câncer.
Manuel Araya também questiona que participem da equipe o diretor do SML, o médico Patrício Bustos, e o subdiretor administrativo, Cristián Díaz.
Fontes ligadas ao juiz Carroza disseram à Efe que Bustos participará como diretor do SML, mas que não vai fazer parte da equipe pericial. Além disso, Cristián Díaz só exercerá trabalhos de coordenação logística, segundo explicou outra fonte que possui informações sobre o processo.
Apesar de não integrarem a equipe de exumação, o procedimento terá como observadores o próprio Manuel Araya; o advogado Eduardo Contreras; o sobrinho do poeta, Rodolfo Reyes; e o presidente do PC, Guillermo Teillier, acrescentou a fonte judicial. EFE

O dever de evitar uma guerra na Coreia

Por Fidel Castro

Faz alguns dias me referi aos grandes desafios que hoje a humanidade enfrenta. A vida inteligente surgiu no nosso planeta há cerca de 200 mil anos, salvo novas descobertas que demonstrem outra coisa.

Não confundamos a existência de vida inteligente com a existência da vida, que, desde suas formas elementares no nosso sistema solar, surgiu há milhões de anos.

Existe um número praticamente infinito de vida. No trabalho sofisticado dos mais eminentes cientistas do mundo se concebeu a ideia de reproduzir os sons que se seguiram ao Big Bang, a grande explosão que ocorreu há mais de 13.700 milhões de anos.

Seria esta introdução demasiado extensa não fosse para explicar a gravidade de um fato tão incrível e absurdo como a situação criada na Península da Coreia, em uma área geográfica onde se agrupam quase 5 dos 7 bilhões de pessoas que neste momento habitam o planeta.
Trata-se de um dos mais graves riscos de guerra nuclear depois da Crise de Outubro, em 1962, em torno de Cuba, há 50 anos.

No ano de 1950, se desatou ali uma guerra que custou milhões de vidas. Fazia apenas 5 anos que duas bombas atômicas haviam explodido sobre as cidades indefesas de Hiroshima e Nagasaki, as que em questão de minutos mataram e irradiaram sobre centenas de milhares de pessoas.

Na Península Coreana o General Douglas MacArthur quis empregar as armas atômicas contra a República Popular Democrática da Coreia. Nem sequer Harry Truman o permitiu.

Segundo se afirma, a República Popular da China perdeu um milhão de valentes soldados para impedir que um exército inimigo se instalasse na fronteira deste país com a sua Pátria. A URSS, à sua vez, forneceu armas, apoio aéreo e ajuda tecnológica e econômica.

Tive a honra de conhecer Kim Il Sung, uma figura histórica, notavelmente valente e revolucionária.

Se lá estourar uma guerra, os povos de ambas as partes da Península serão terrivelmente sacrificados, sem benefício para nenhum deles. A República Democrática da Coreia sempre foi amistosa com Cuba, como Cuba tem sido sempre e seguirá sendo com ela.

Agora que demonstrou seus avanços técnicos e científicos, lhe recordamos seus deveres com países que foram seus grandes amigos, e não seria justo esquecer que tal guerra afetaria de modo especial mais de 70% da população do planeta.

Se um conflito desta índole estourar, o governo de Barack Obama em seu segundo mandato ficaria sepultado por um dilúvio de imagens que o apresentariam como o mais sinistro personagem da história dos Estados Unidos. O dever de evitá-lo é também seu, e do povo dos Estados Unidos.

Fonte: Prensa Latina
Tradução da redação do Vermelho

Nota de Pesar - Pedro Castro

A Casa da América Latina Lamenta profundamente a perda do querido Pedro Castro, membro fundador e integrante de seu Conselho, e membro da Mesa do Conselho durante a gestão do Presidente Raimundo de Oliveira. Pedro Castro foi valioso intelectual e incansável militante em várias lutas contra a opressão e a injustiça. Onde houvesse manifestação política em prol da Liberdade , Direitos Humanos, e, integração da América Latina, era sempre dos primeiros a chegar. Pedro Castro manteve, em sua atuação, o devotamento que raros ofereciam. Marcando pela fidelidade aos seus ideais em favor de um mundo sem separação de classes e livre de qualquer tipo de opressão.

Portanto,Camarada Pedro Castro, Presente. Agora e Sempre.

Casa da América Latina

João Luiz Duboc Pinaud

Notícias do Paraguai

PROCESSO CRÍTICO EM NOSSO PAÍS NO MARCO DAS TENSÕES INTERNACIONAIS

O pesado clima das eleitorais no Paraguai se configura em meio aos profundos conflitos mundiais que ameaçam com um desenlace bélico de consequências desastrosas para a humanidade.

O governo ilegítimo e ilegal de Federico Franco, Presidente golpista e usurpador, preside as eleições fraudulentas do próximo 21 de abril/ 13, nas quais os questionados Horacio Cartes e Efrain Alegre, são os candidatos que – o principal eleitor – a Embaixada norte-americana/ USAID planeja impor por meio de uma escandalosa fraude, de tipo stronista.

De fato, após o Golpe de Estado parlamentar em 22 de junho passado, apenas no dia 25 do mesmo mês o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE) reconheceu o governo golpista e começou a aplicar a gigantesca fraude, permitindo propagandas permanentes e absolutamente desiguais que lavam dinheiro mafioso. Naturalmente, os meios massivos de comunicação são cúmplices da grande fraude eleitoral pela manifesta desigualdade nos espaços para uma ou outra proposta, deturpando ou inviabilizando algumas candidaturas e propagando outras.

O povo vai lutar nas urnas e nas ruas, defendendo a vontade da maioria a favor dos candidatos populares que se apresentem, particularmente da Frente Guasu: o Dr. Carrillo Iramaín, à Presidente da República; o dirigente camponês Luis Aguayo, à Vice-Presidente, e Fernando Lugo, ao cargo de primeiro senador e todos os candidatos a senadores, deputados, governadores e conselheiros departamentais da lista 40 da Frente.

Os ianques que interveem em nossa Pátria a favor dos Cartes e dos Alegre, dos candidatos do narcotráfico, do contrabando, da corrupção e do neoliberalismo, das transnacionais, da oligarquia da soja e pecuária, são os mesmo que agrediram e invadiram o Iraque, o Afeganistão e a Líbia, são aqueles que hoje estão ameaçando o Irã e a Coreia do Norte com as armas nucleares de extermínio maciço, com risco de extinção da vida sobre a Terra.

É conhecida a ficha mafiosa de Horacio Cartes, que algum “esquerdista” renegado admira como empresário de sucesso, assim como a condição neoliberal capitalista de Efrain Alegre, a quem se acusa de corrupto e desvio de verbas.

O imperialismo norte-americano necessita impor aos mandatários servis seus planos de converter o Paraguai em uma potência econômica, política e militar, enganando com o populismo e reprimindo nosso povo quando o mesmo se mobiliza, o que já está fazendo Federico Franco, especialmente contra os camponeses que lutam combativamente em Curuguaty (Canendiyú).

O golpe de Estado parlamentar em nosso país foi perpetrado contra nosso povo e contra o movimento de libertação nacional da Venezuela, da Bolívia, do Equador, da Nicarágua e contra o desenvolvimento democrático e soberano do Brasil, da Argentina e do Uruguai.

Quando existe crise internacional, quando existe preparação de guerra e, diretamente, existem conflitos bélicos internacionais, imediatamente são sentidas suas consequências em âmbito nacional. Assim foi, não há muito tempo, quando a “Guerra Fria” contra o comunismo, que se traduziu em nossos países no lema da “Doutrina de Segurança Nacional”, foram impostas as ditaduras terroristas, como a do General Alfredo Stroessner, hoje ponderada por Horacio Cartes, o candidato a carrasco de nosso povo.

Temos que estar alertas e mobilizados na luta por nossos direitos, através das mobilizações populares unidas e amplas, e pelos candidatos populares nos próximos comícios, participando do movimento mundial pela paz, contra o belicismo imperialista, pela autodeterminação dos povos e contra a intervenção estrangeira.

UNIDADE POPULAR E AMPLA PARA TRIUNFAR NAS RUAS E NAS URNAS!

UNIDADE ANTI-IMPERIALISTA PELA PAZ E PELO DESARMAMENTO DOS EUA!

COMISSÃO POLÍTICA

PARTIDO COMUNISTA PARAGUAIO
Fonte: Partido Comunista Brasileiro

Che Guevara e Yoani Sánchez

Suspeito de matar Che Guevara receberá Yoani Sánchez em Miami

Che Guevara foi morto no dia 9 de outubro de 1967, na Bolívia (Wikicommons)

Encontro entre blogueira e Félix Rodríguez ocorrerá durante o mês de abril e será organizado por grupo de exilados cubanos

Um dos principais acusados de assassinar Che Guevara, Félix Rodríguez receberá a blogueira Yoani Sánchez em Miami no mês de abril, quando ela fará outra viagem aos Estados Unidos.

De acordo com o site espanhol Terceira Informação, o encontro entre Yoani e o ex-agente policial da ditadura de Fulgencio Batista será organizado pela Associação de Veteranos da Baía de Cochinos, grupo de cubanos que vivem em Miami.

O evento chegou a ser questionado pelos membros da associação, depois que a blogueira defendeu o fim do embargo econômico à ilha caribenha, o que contraria a agenda desses exilados cubanos. No entanto, na semana passada, foi emitida uma nota de boas vindas a Yoani, na qual expõem as suas divergências, mas a classificam como “lutadora pela democracia e os direitos humanos”.

No debate interno na associação, Rodríguez foi um dos principais defensores da visita de Yoani à cidade.

Morte de Che

Che Guevara morreu na Bolívia em outubro de 1967. De acordo com documentos desclassificados do governo norte-americano, Rodríguez, que atuava sob os nomes de Capitão Ramos ou "O Gato", recebeu por um rádio a ordem para matar Che. Até então, o próprio agente imaginava que o argentino seria levado vivo aos Estados Unidos.

Segundo os mesmos documentos, Rodríguez passou a ordem de execução de Che para o sargento Jaime Terán, o que elemesmo admitiu em entrevista para uma revista espanhola em 1998. "Mandei Terán cumprir a ordem. Disse que ele deveria disparar embaixo do pescoço para que Che parecesse ter sido morto em combate."

Fonte: Opera Mundi- março 13

Dinheiro Público para Empresas Estrangeiras

O que o Estado brasileiro ganha financiando as multinacionais?
MAURO SANTAYANA (*)

O governo brasileiro tem tratado com deferência o Sr. Emilio Botin, dono do Grupo Santander, já investigado pela justiça espanhola, entre outras coisas, por remessas ilegais de dinheiro para o exterior e duvidosas contas na Suíça, pertencentes à sua família desde os tempos do franquismo. Ele comanda um grupo que teve que pegar, direta e indiretamente, no ano passado – em dinheiro e títulos colocados no mercado – mais de 50 bilhões de euros emprestados; demitiu dois mil empregados no Brasil no mesmo período, e teve uma queda de 49% em seu lucro global nos últimos 12 meses, devido, entre outras razões, a provisões para atender a ativos imobiliários "podres" no mercado espanhol.

A mera leitura dos comentários dos internautas espanhóis sobre o Sr. Botin daria, a quem estivesse interessado, idéia aproximada de como ele é visto em seu próprio país, e de como há quem preveja, com base em argumentos financeiros, que a bicicleta do Santander pode parar de rodar nos próximos meses, com a quebra do grupo ou, pelo menos, de seu braço controlador, ainda em 2013.

Nos últimos dez anos, as remessas de lucro para as matrizes de multinacionais – muitas delas estatais controladas direta ou indiretamente por governos estrangeiros – chegaram, no Brasil, a US$ 410 bilhões, ou pouco mais que nossas reservas internacionais, duramente conquistadas no mesmo período.

Ora, se as multinacionais trazem dinheiro, e contribuem para aumentar o clima de competição em nossa economia, é natural que elas mandem seus lucros para o exterior. O problema, é que, na indústria, na área de infra-estrutura ou de telecomunicações, quem está colocando o dinheiro somos nós mesmos.

O BNDES tem colocado a maior parcela de recursos, e assumido a maior parte do risco, em empresas que mandam, apesar disso, ou por causa disso mesmo, bilhões de dólares para seus acionistas no exterior, todos os anos. Mais de 70% da nova fábrica da Fiat em Pernambuco foi financiada com dinheiro público. A Telefónica da Espanha recebeu do BNDES mais de 4 bilhões de reais em financiamento para expansão de "infraestrutura" nos últimos anos. E mandou mais de um bilhão e seiscentos milhões de dólares para seus acionistas espanhóis, que controlam 75% da Vivo, nos sete primeiros meses do ano passado.

A OI, que também recebeu dinheiro do BNDES, emprestado, e era a última esperança de termos um "player" de capital majoritariamente nacional em território brasileiro, corre o risco de se tornar agora uma empresa portuguesa, com a entrega de seu controle à Portugal Telecom, na qual o governo português – que já dificultou inúmeras vezes a compra de empresas lusitanas por grupos brasileiros, no passado – conserva mecanismos estratégicos de controle.

Empresas estatais estrangeiras, como a francesa ADP (Aeroportos de Paris) ou a DNCS, que montará aqui os submarinos comprados pelo Brasil à França, pertencem a consórcios financiados com dinheiro público brasileiro. Essa é a mesma fonte dos recursos que serão emprestados às multinacionais que vierem a participar das concessões de rodovias (com cinco anos de carência para começar a pagar) e de ferrovias, incluindo o trem-bala Rio-São Paulo.

A Caixa Econômica Federal, adquiriu, por sete mil reais, em julho, pequena empresa de informática e depois nela se associou minoritariamente à IBM . No mês seguinte, depois de constituída a nova sociedade, agora controlada pelos norte-americanos, com ela celebrou, sem licitação, contrato de mais de um bilhão e meio de reais – operação que se encontra em investigação pelo TCU.

Qual é o lucro que o Estado brasileiro leva, financiando, direta e indiretamente, a entrada de empresas estrangeiras de capital privado e estatal em nosso território para, em troca, em lugar de reinvestirem os seus lucros por aqui, continuarem mandando tudo o que podem para fora ?

Com a queda dos juros no exterior por causa da crise e da recessão que assolam a Europa e o Japão, existe liquidez bastante para que essas empresas busquem dinheiro lá fora para bancar, pelo menos, a parte majoritária de seus investimentos no Brasil.

Os chineses, por exemplo, têm dinheiro suficiente para financiar tudo o que fizerem no Brasil, sem tomar um centavo com o BNDES. Usar o banco para aumentar o conteúdo nacional nos projetos é inteligente. Mas, se estamos financiando empresas estatais estrangeiras, por que não podemos financiar nossas próprias estatais, não apenas para diminuir a sangria bilionária, em dólares, para o exterior, mas também para regular o mercado e os serviços prestados à população, como já ocorre com os bancos públicos no mercado financeiro?

Não se trata de expulsar ou discriminar o capital estrangeiro. Mas o bom sócio tem que trazer, ao menos, know-how e dinheiro próprio. A China sempre tratou – até por uma questão cultural – com superioridade quem quer investir lá dentro, e cresceu quase dez por cento ao ano, nos últimos 20 anos, porque sempre entendeu ser o mercado interno seu maior diferencial estratégico.

Aqui, continuamos financiando a entrada de empresas estrangeiras com dinheiro público, dando-lhes terrenos de graça, isentando-as de impostos, como se não fôssemos a sétima economia do mundo.

O desenvolvimento nacional tem que estar baseado no tripé capital estatal, capital privado nacional, e capital estrangeiro. Nosso dinheiro, parco com relação aos desafios que enfrentamos no contexto do crescimento da economia, deve ser prioritariamente reservado para empresas de controle nacional, que, caso sejam privadas, se comprometam a não se vender para a primeira multinacional que aparecer na esquina. Quem vier de fora, que traga seu próprio dinheiro, e o invista, preferivelmente, em novos negócios, que possam expandir o número de empregos, a estrutura produtiva e aumentar a parcela de recursos disponíveis para o investimento.

(*) Colunista político do Jornal do Brasil. Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959). Texto publicado na Carta Maior com o título "A República e as multinacionais".

Jornal Hora do Povo edição n°3136 ( 27 e 28mar2013)

América Latina e Rússia se

América Latina e Rússia se unem por ‘ordem policêntrica’

Iúri Paniev, especial para Gazeta Russa

Foto: ITAR-TASS

No início de março, o ministro das Relações Exteriores russo, Serguêi Lavrov, reuniu-se em Moscou com os chefes das missões diplomáticas dos países da América Latina e Caribe acreditadas na Rússia. Os participantes trocaram opiniões sobre questões internacionais, a evolução do diálogo político e a cooperação econômica entre as partes.

A reunião na sede da diplomacia russa aconteceu na esteira da nova dinâmica de relações da Rússia com os países da América Latina e Caribe, tanto no âmbito da ONU quanto em outros órgãos internacionais, como o G20 e a APEC (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico). No caso do Brasil, ambos os países fazem parte ainda do chamado Brics.

“Somos aliados naturais no desenvolvimento dessas tendências”, disse Lavrov durante o encontro, ao ressaltar que os países latino-americanos representam um importante polo de crescimento e um dos pilares de uma nova ordem mundial policêntrica defendida pela Rússia. Nos últimos dois anos, aconteceram 10 cúpulas e mais de 30 reuniões de alto nível entre países latino-americanos e as autoridades russas.

Nesse contexto, Moscou continua apoiando o levantamento do bloqueio econômico a Cuba imposto pelos EUA, qualificado por Lavrov como um “vestígio da Guerra Fria”. Outro assunto político constantemente abordado pela Rússia é a necessidade de Argentina e Reino Unido retomarem as negociações para solucionar a disputa pela soberania sobre as Ilhas Malvinas.

Um dos principais desafios da atualidade é, contudo, reforçar o diálogo político entre a Rússia e os países da América Latina e desenvolver suas relações comerciais. Mesmo com a crise econômica e financeira mundial, o intercâmbio comercial entre a Rússia e os países da América Latina e Caribe se mantém em um nível recorde de US$ 16,2 bilhões.

A cooperação na área de investimento também ganhou força com a intensificação dos investimentos nos setores de energia, metalurgia e transporte, sem falar no desenvolvimento de projetos conjuntos nas áreas de alta tecnologia, como energia nuclear, exploração do espaço e telecomunicações.

Cresce ainda o interesse de associações regionais pela cooperação com a Rússia. O país vem apertando seus laços não só com a Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (CELAC), mas também com o Mercosul. De acordo com uma fonte da diplomacia russa consultada pela Gazeta Russa, em setembro deste ano, a União Aduaneira (composta por Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão) e o Mercosul poderão, inclusive, assinar um memorando de cooperação que servirá de base para o reforço das relações entre as duas associações regionais.

Para complementar o pacote, o embaixador da República Dominicana na Rússia, Jorge Luís Pérez Alvarado, que é também decano dos diplomatas latino-americanos em Moscou, apontou que 11 países latino-americanos têm acordos de isenção de visto com a Rússia, abrindo um largo canal de desenvolvimento das relações culturais e de turismo. Só no ano passado, a República Dominicana recebeu 180 mil russos, Cuba, 87 mil, e o México, mais de 50 mil.

Apesar de o diplomata dominicano destacar o declínio do intercâmbio cultural e de estudantes em comparação aos tempos soviéticos, os participantes do encontro se mostraram convencidos de que a tradicional afinidade existente entre os povos latino-americanos e o russo permite ter esperança no reforço dessa cooperação no futuro.
Fonte: patria latina- online

Famílias camponesas paraguaias foram desalojadas por policiais

Dezenas de famílias campesinas paraguaias foram desalojadas nesta segunda-feira de uma estância onde residiam por mais de 200 policiais, que com o apoio de helicópteros, destruíram suas casas e plantações no município de Canindeyú (sudoeste).

O ataque contra os camponeses ocorreu em Sidepar, onde se realizou uma grande operação policial dirigida por Jalil Raschid, que em junho do ano passado realizou uma operação em Curuguaty (Canindeyú) que deixou 11 camponeses e seis policiais falecidos.

Raschid foi acusado várias vezes por advogados defensores dos direitos campesinos, dada sua vinculação com latifundiários da área, e às denúncias contra ele por perseguição às famílias rurais.

O desalojamento foi o último episódio de camponeses sem terra que lutam por seus direitos no Paraguai, e se somam à comunidade indígena Sawhoyamaxa, no município mencionado, que segue firme em seus terrenos ancestrais, em rejeição à venda dos mesmos a compradores privados.

A operação se aplicou a 900 hectares reclamados há anos pelos campesinos. Eles asseguram que as mesmas foram adquiridas por latifundiários de forma ilegal, em conspiração com as autoridades.

Os ocupantes levantaram nas ditas terras pequenas casas e plantaram milho e feijão para sua própria subsistência. Máquinas escavadoras destruíram tudo ao redor.

A notícia é de TeleSUR

Fonte: Adital ( http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cat=7&cod=74356 )

Chávez e Nuestra América

Chávez e Nuestra América

Paulo Passarinho- 21/03/13

Chávez saiu da vida e entrou para a história, em um momento extremamente delicado para as experiências em curso, na América Latina, de superação da herança neoliberal, decorrente das reformas antinacionais implementadas nos anos 1990.

A delicadeza do atual momento se relaciona às dificuldades econômicas que a crise internacional coloca para os nossos países, e, também, pela permanente pressão e influência da política externa dos Estados Unidos, em nossa região.

De uma forma genérica, os governos que emergiram a partir do final da última década do século XX em boa parte dos nossos países, com vitórias eleitorais contra os defensores das mudanças de figurino liberal, procuraram, sob o ponto de vista econômico e social, reagir aos desequilíbrios existentes com o fortalecimento ou criação de programas de transferência de renda aos setores mais pobres de nossas sociedades.

Afora as peculiaridades do posicionamento político de cada um desses governos, todos eles assumiram posições reformistas, frente à tragédia social que mergulhou milhões de latino-americanos em mais pobreza e miséria. Do reformismo conservador de Lula ao reformismo revolucionário de Chávez, essa estratégia foi facilitada pelo fato de todos os governos terem se aproveitado da expansão do comércio internacional, que beneficiou os países da região, exportadores de commodities.

O conservadorismo dos governos pós-2002 no Brasil se traduz na manutenção de todo o arcabouço jurídico-institucional do processo de contra-reformas iniciado por Collor e consolidado na era FHC, além da continuidade das linhas mestras da política macroeconômica – imposto ao país no acordo com o FMI, em 1999 – e, ainda que em ritmo mais lento, das privatizações.

Já o reformismo revolucionário de Chávez não se baseou em mudanças estruturais da economia venezuelana, com transformações substantivas no padrão de distribuição de renda, produção e propriedades do país. Apesar das nacionalizações realizadas e do início de um processo de reforma agrária ainda muito tímido, o vigor revolucionário teve como lastro uma engenhosa estratégia voltada para a transformação do quadro institucional do país, em prol de um maior protagonismo popular. Esta é com certeza a maior virtude do legado de Chávez.

Desde a sua primeira campanha à presidência, Hugo Chávez sempre deixou claro o seu objetivo de refundar a república venezuelana. Ao assumir, e referendado em um plebiscito, convocou uma Constituinte exclusiva, livre e soberana, que rebatizou o país como República Bolivariana da Venezuela, em consonância com o espírito de liberdade e fortalecimento da cidadania e do poder popular, encarnados na nova Carta. Além dos três tradicionais poderes, a verdadeira nova república criou dois outros: o Eleitoral e o Cidadão, permitindo entre outras inovações a inédita cláusula constitucional do mecanismo do referendo para a continuidade ou não de um mandato executivo, em meio ao seu exercício, desde que amparado em manifestação formal de um percentual mínimo definido de eleitores. Aboliu o Senado e ampliou os poderes das Forças Armadas e do presidente da República. E, acima de tudo, não temeu o conflito com os segmentos conservadores e muito poderosos do seu país.

Mas, a herança propositiva de Chávez, para a criação de uma nova institucionalidade, não se limitou às fronteiras da sua Venezuela. Coerente com os melhores sonhos de Simon Bolívar, foram propostas e criadas novas instituições voltadas para uma verdadeira integração latino-americana. Integração que se afaste da inspiração do “livre-comércio” e se funde na solidariedade continental, através de políticas coordenadas por nossos Estados Nacionais, para enfrentar e superar estruturas que concentram renda, riqueza e poder em torno de corporações multinacionais.

Instituições como o Banco do Sul, o Conselho de Defesa da UNASUL e a Telesur são exemplos que demonstram que existem caminhos alternativos extremamente importantes e plenamente viáveis. Contudo, essas foram iniciativas que esbarraram especialmente, para a sua plena realização, no reformismo conservador vigente no Brasil.

A proposta mais complexa e abrangente para o Banco do Sul, por exemplo, defendida pelos “bolivarianos”, o concebe como uma instituição com três diferentes funções básicas.

Primeiramente, como um banco de fomento continental – não condicionado pelo interesse das multinacionais, mas por definições relacionadas ao desenvolvimento interno dos nossos países, voltado ao combate das desigualdades. Um banco coordenador e potencializador de uma rede de bancos de desenvolvimento estatais, orientados para um novo modelo de crescimento. Uma segunda dimensão do Banco do Sul o situaria como um embrião de um banco central latino-americano - instância de reservas cambiais da região e instrumento de defesa dos nossos países, em relação às instabilidades financeiras de caráter externo. E uma terceira função do Banco do Sul estaria relacionada à perspectiva de convergência de nossos países para um sistema monetário comum.

Essas proposições sempre encontraram fortes resistências no governo brasileiro, seja pelo comando de Lula ou de Dilma. O caminho trilhado por nosso país não aposta em uma integração regional desse tipo. O governo brasileiro é hoje – inclusive com a forte ação do BNDES – um poderoso articulador dos interesses de multinacionais, de origem brasileira e estrangeira, que enxergam o mercado latino-americano pelas lentes do “livre-comércio”, além de ser particularmente sensível às pressões dos Estados Unidos.

Com relação a essas pressões, encontra-se em curso, por exemplo, negociações entre a Secretaria de Comércio dos Estados Unidos e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – sob a coordenação direta do ministro Fernando Pimentel – visando uma proposta de acordos bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos, nas áreas de serviços, investimentos, transportes e tributos. Conforme explicitado pelo próprio ministro, a proposta é que a elaboração desses acordos possam ser discutidos “sem a necessidade de aprovação dos membros do Mercosul”.

Com essa realidade, é evidente e explicável que a proposta bolivariana para o Banco do Sul não tenha encontrado maior apoio por parte do Brasil. Assim como, ao restabelecer um acordo militar com os Estados Unidos, durante o segundo mandato de Lula, e ao boicotar a veiculação da programação da Telesur em nosso país os governos pós-2002 em nada procuraram fortalecer o que de melhor poderia ser desenvolvido, a partir do Conselho de Defesa da UNASUL e de uma rede televisiva de comunicação de massa em nosso continente, alternativa aos oligopólios privados que dominam esse setor.

Porém, o legado das propostas institucionais e transformadoras de Chávez aí está. Esperamos que o amadurecimento das lutas populares e de novas lideranças - que superem a ação da esquerda que sucumbiu no Brasil, pela nefasta influência do lulismo - tenham a capacidade de transformar o que é hoje um sonho em realidade palpável.

21/03/2013
http://miltontemer38.blogspot.com.br/2013/03/chavez-e-nuestra-america.ht...

Várias personalidades apoiam os Cinco Cubanos em Washington

Várias personalidades confirmaram até hoje sua participação na segunda jornada de apoio à causa dos Cinco antiterroristas cubanos, prisioneiros políticos nos Estados Unidos, que acontecerá de 30 de maio a 5 de junho em Washington DC.

Estarão presentes a lengendária ativista afro-estadunidense, Angela Davis; o ator Danny Glover; e o padre Miguel D'Escoto, ex- ministro de Relações Exteriores da Nicarágua e presidente da 63 Assembleia Geral das Nações Unidas, disse o Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco em um comunicado recebido na Prensa Latina.
Também se espera a destacada lutadora social hispânica Dolores Huerta, co-fundadora da Associação Nacional de Trabalhadores Agrícolas e a reverenda Joan Brown Campbell, ex-secretária geral do Conselho Nacional de Igrejas de Cristo nos Estados Unidos.

Além desses, o escritor, jornalista e ex-parlamentar brasileiro, Fernando Morais, autor do livro "Os últimos soldados da guerra fria”, que narra a história dos Cinco como são conhecidos a nível mundial Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González e René González (em liberdade condicional desde outubro de 2011).

Igualmente se inclui na lista o cineasta Saul Landau, o advogado Matin Garbus, integrante da equipe legal dos Cinco, assim como Wayne Smith, ex-chefe da seção de Interesses de Washington em Havana, entre outros.

Um dos pontos chave nesta discussão é a necessidade de encontrar uma solução ao caso dos Cinco (presos há quase 15 anos em território estadunidense), segundo lembrou o Comitê Internacional.

"Para ser parte do diálogo, estamos convidando os amigos solidários com Cuba e a gente de boa vontade dos Estados Unidos e do exterior para que nos acompanhem nesta jornada Cinco dias pelos Cinco cubanos em Washington DC”, enfatizou o texto.

O grupo foi preso em 12 de setembro de 1998 na cidade de Miami, enquanto vigiava a organizações violentas de origem cubana, dedicadas a executar ações criminosas contra a população civil nacional antillana, que tem ocasionando em meio século mais 3.400 vítimas fatais.

A notícia é da PL

Fonte: Adital ( http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cat=1&cod=74320 )

Um espião indiscreto contra Hugo Chávez

Por Natalia Viana, da Agência Pública

Eduardo Fernandez é um nome comum. Tão comum que é impossível encontrar informações sobre um determinado Eduardo dentre milhares deles em dezenas de países da América Latina. Mas o argentino-americano Eduardo Fernandez não é um homem nada comum. Entre 2004 e 2009, era ele quem dirigia o Development Alternatives (DAI) em Caracas, que recebia milhões de dólares da Usaid para seguir o plano estabelecido pelo Departamento de Estado dos EUA para a Venezuela: fortalecer grupos de oposição, dividir o chavismo e isolar Hugo Chávez internacionalmente. (Leia mais sobre a estratégia da Usaid)

O papel de Fernandez talvez passasse despercebido como o nome comum, não fosse o seu temperamento explosivo, desbragadamente machista e indiscreto – o que o levou a ser investigado por comportamento impróprio na empresa em que trabalhava – e que desapareceu da noite para o dia da Venezuela.

Como relataram seus ex-funcionários, ele era do tipo que se referia às mulheres colocando as mãos sobre os próprios peitos, para sugerir seios fartos, e chegou a dizer que o escritório da DAI em El Rosal, Caracas, era “ineficiente como um bordel”. Diante do caso de uma funcionária grávida, reagiu: “Se vocês conseguissem segurar uma pílula entre os joelhos, eu não teria que gastar dinheiro pagando por licença-maternidade”. Outra funcionária ficou tão desconcertada com os olhares sedentos do chefe à sua saia, que resolveu fechar a fenda com um clipes de papel. Dias depois Fernandez perguntou quando ela iria usar “aquela saia com o clipes” de novo.

Mas Fernandez é assim mesmo e não pretende mudar, como afirmou durante a investigação interna da DAI. Foi ele quem deixou o rastro das atividades da DAI na Venezuela, três anos depois de sua equipe ter se retirado às pressas do país, em 2009. Graças e ele uma longa lista de documentos que revelam em detalhes o trabalho da DAI pode ser consultada na internet, no processo de US$ 600 mil que a ex-diretora Heather Rome move contra a empresa por não ter tomado nenhuma atitude contra Fernandez apesar de suas repetidas reclamações. Os documentos da justiça de Maryland, nos EUA, foram vazados pelo jornalista americano Tracey Eaton, do blog Along the Malecon.

São mais de 300 páginas de documentos sobre o diretor da empresa que atuou num dos principais QGs anti-Chávez plantados pelos EUA em Caracas. “As reclamações que eu recebia das funcionárias venezuelanas iam ao ponto de elas virem chorar em meu escritório, o que reduzia a produtividade”, conta Heather no seu depoimento. “Várias pessoas falavam que seu sentimento era: ‘temos orgulho de estar trabalhando neste projeto, nós preenchemos os cheques e sabemos quanto dinheiro está sendo gasto. O governo dos EUA está trabalhando muito duro, e a DAI está nos ajudando a mudar a situação do nosso país para torná-lo mais democrático do que Chávez quer. Mas não entendemos como eles podem fortalecer a sociedade civil quando temos nosso próprio mini-Chávez aqui no escritório, e eles não ligam’”.

ALAN GROSS: SUA PRISÃO EM CUBA REVELOU A EXISTÊNCIA DA DAI

Entre 2002 e 2009 a Usaid distribuiu cerca US$ 95,7 milhões de dólares a organizações de oposição venezuelana através do seu Escritório de Iniciativas de Transição (OTI, em inglês), aberto no país dois meses após o fracassado golpe de estado contra Hugo Chavéz.

Simultaneamente, instalou-se no país a empresa Development Alternatives, uma das maiores contratistas da Usaid para gerenciar fundos de assistência no exterior, o que desde o governo Bush vem sendo feito pela iniciativa privada. A empresa, que costuma atuar nos bastidores, passou a ser conhecida no cenário latinoamericano em dezembro de 2009, quando Alan Gross, um de seus funcionários, foi preso em Cuba ao distribuir celulares e equipamentos de comunicação via satélite à dissidência cubana. Gross foi condenado a 15 anos de prisão por atos “contra a segurança nacional” de Cuba.

Na Venezuela, a DAI, cujo slogan é “moldando um mundo mais habitável”, foi a principal responsável pela distribuição de pequenos financiamentos da Usaid a diversas organizações da sociedade civil, seguindo a estratégia traçada pelo Departamento de Estado e pela missão diplomática no país de dividir o chavismo, infiltrar-se na sua base política e isolar Chávez internacionalmente.

No escritório em Caracas, situado entre a rua Guaicaipuro e a Mohedano, trabalhavam 18 venezuelanos de tendência anti-chavista e dois diretores americanos – Eduardo Fernandez era um deles e passou a dirigir o escritório em 2004. O currículo de Heather Rome, anexado ao processo, explica que a diretora assistente, também americana, chegou ao país em julho de 2005 para supervisionar a administração das doações a ONGs em um programa de US$ 18 milhões de dólares. Segundo seu currículo, Heather, que era subalterna a Fernandezn trabalhava “em colaboração com o embaixador americano William Brownfield”. Brownfield ocupou o cargo entre 2004 e 2007 e elaborou uma sucinta estratégia de 5 pontos para acabar com o governo Chávez em médio prazo.

Os programas mantidos pelas doações destinavam-se principalmente a “facilitar o diálogo entre segmentos da sociedade que dificilmente se sentariam juntos para discutir temas de interesse mútuo”, segundo um documento diplomático enviado ao Departamento de Estado em 13 de julho de 2004. Ou seja, unir a oposição. Um dos principais projetos era o “Venezuela Convive” que, segundo o documento diplomático, buscava “encorajar o conceito de convivência pacífica entre indivíduos e organizações com fortes opiniões contrastantes – um valor que a maioria dos venezuelanos respeita e que é considerado sob ataque no atual clima de intolerância política” – promovida pelo governo Chávez, segundo a embaixada.

Em 24 de fevereiro de 2006, em outro despacho diplomático, o ex-embaixador Brownfield explica que os financiamentos da DAI “apoiam instituições democráticas, incentivam o debate público, e demonstram o engajamento dos EUA na luta contra a pobreza na Venezuela”. Para William Brownfield, fortalecer a sociedade civil era essencial para isolar Chávez internacionalmente, levando para a arena internacional “os sérios problemas de direitos humanos no país”. Dois exemplos neste sentido, que receberam financiamento através da DAI, são o Centro de Direitos Humanos da Universidade Central da Venezuela e os projetos do IPYS, Instituto Prensa y Sociedad de jornalismo investigativo e de uma Lei de Acesso à Informação venezuelana.

GROSSO E MACHISTA, O CHEFÃO DA DAI TINHA APOIO DA USAID

O temperamental Eduardo Fernandez era uma peça fundamental nessa engrenagem, e contava com o apoio incondicional da Usaid. Tanto é que, mesmo depois de uma investigação interna da DAI em 2008 ter comprovado que Fernandez, no mínimo, assediava moralmente seus funcionários, gritando com eles, e que “destrataria um homem tão rapidamente quando uma mulher”, a DAI resolveu mantê-lo no cargo. E demitir Heather Rome. “A última coisa que eu preciso é ter de novo caos e desobediência no escritório”, escreveu Fernandez em um email à gerência da empresa.

No final de abril de 2008, o supervisor da Usaid para o programa da Venezuela, Russel Porter, ligou pessoalmente para o diretor da DAI, Mike Godfrey, para congratulá-lo pelo trabalho na Venezuela. Godfrey descreve, em um email constante no processo, que Porter voltara de uma visita ao país bastante satisfeito. “Russel queria especificamente relatar sua satisfação com o time sênior em Caracas – Erin Upton-Cosulich e Eduardo Fernandez. Fez questão de destacar que eles trabalham bem juntos, que o ambiente está mais harmonioso e que os dois conseguiram engajar toda a equipe de modo mais eficiente. Ele tem esperanças que isso continue”. Eduardo Fernandez, portanto, seguiu sendo o chefe.

Um ano depois, porém, as coisas não estavam tão “harmoniosas” no escritório. O governo venezuelano acabava da abrir uma investigação contra empresa e contra seu diretor. No dia 27 de agosto de 2009, um consternado Eduardo Fernandez se reuniu com o pessoal da embaixada americana para pedir socorro.

A POLÍCIA BATE À PORTA DA EMPRESA DE FERNANDEZ

No dia anterior, uma quarta-feira, policiais venezuelanos bateram à porta da DAI com intimações para que Eduardo Fernandez e Heather Rome prestassem depoimento na semana seguinte perante a divisão de Crimes Contra a Riqueza Nacional do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC).

Os policiais – que foram “profissionais” e “educados” segundo Fernandez – disseram que a investigação fora iniciada pela Superintêndencia de Bancos após a detecção de “transferências incomumente grandes” de dinheiro em 2007 e 2008, conforme o despacho diplomático do embaixador dos EUA na Venezuela durante o governo Bush, Patrick Duddy, que já havia sido embaixador antes de Brownfield, mas fora expulso do país por Hugo Chávez antes de voltar como enviado de Obama.

“Isso [as grandes transferências de dinheiro] coincidiu com o referendo constitucional de 2007 e com as eleições nacionais, estaduais e locais em 2008”, escreveu Duddy.

O foco da investigação venezuelana era a origem dos fundos, os objetivos da DAI no país, seu status fiscal e o destino do dinheiro. Segundo os policiais, a investigação seria “longa e profunda” e envolveria também as autoridades fiscal e imigratória do governo venezuelano.

Fernandez estava em Caracas com um visto oficial cedido a pedido da diplomacia americana, porém vencido desde março de 2009. A embaixada pedira sua renovação, mas o passaporte foi retido sem explicações pelo Ministério de Relações Exteriores até o final de agosto. “Fernandez não tem outra forma de identidade venezuelana. Ele continua com seus passaportes americano e argentino”, escreveu o embaixador, pedindo orientações sobre o caso ao Departamento de Estado americano, então comandado por Hillary Clinton.

E explicava: “Como parte dos seus acordos de financiamento, a DAI se compromete a proteger a identidade de todos os beneficiários. Os arquivos da DAI são estruturados de maneira que a informação financeira pode ser liberada sem comprometer as identidades”, detalhava Duddy. “Dito isso, a DAI tem 50 caixas de arquivos no seu escritório que contêm informações sensíveis e que podem ser apreendidas”, alertava.

“AS RUAS ESTÃO QUENTES”, DIZIA FERNANDEZ SOBRE PROTESTOS DE FINANCIADOS DA DAI

Fernandez acreditava que o objetivo da investigação era coletar informações sobre as organizações financiadas pela DAI e, ao mesmo tempo, interromper o fluxo de recursos para elas. “As ruas estão quentes”, disse ele ao pessoal da embaixada, sobre crescentes protestos anti-Chávez. “Todas essas pessoas (organizando os protestos) são nossos financiados”. E afirmava que não queria abandonar o time, deixando o país, avisando que iriam pedir uma extensão de prazo para se apresentar à polícia.

No seu despacho, o embaixador pede orientações bem específicas a Washington, perguntando se Fernandez tinha “alguma imunidade baseada em seu passaporte oficial e em seu visto, ou se ele deveria comparecer ao CICP ou diante de outras autoridades venezuelanas”; e “se o Sr. Fernandez deveria revelar alguma informação, e se sim, qual”.

Duddy também queria saber “o que a DAI deveria fazer com suas 50 caixas de documentos, alguns dos quais contém nomes das pessoas que dirigem as organizações financiadas pela DAI”. E, por fim, pergunta se a embaixada deveria ajudar Fernandez a fugir: “Se o Sr. Fernandez é considerado alguém que trabalha em nome dos EUA, ele deve permanecer no país ou tentar sair da Venezuela antes da entrevista com a polícia em 1 de setembro?”.

AONDE ANDA EDUARDO?

Não há registro da resposta de Hillary Clinton nos documentos do WikiLeaks nem no site da DAI. Mas, no processo movido por Rome, a advogada da empresa não poderia ter sido mais clara a respeito da final da missão de Fernandez na Venezuela. No final de agosto do ano passado, em uma audiência em Maryland, nos Estados Unidos, onde o caso se desenrola, Kathleen M. Williams alegou que por se tratar “de um cliente novo” seria muito difícil levantar documentos relativos a seu período de trabalho na Venezuela: “A DAI abandonou o local muito apressadamente em 2009. Muitos arquivos não estão mais lá.” E volta a insistir no assunto, na conversa com o advogado de acusação: “Não sei se esses documentos existem. Não sei se eles foram abandonados da Venezuela. Eu sei que eles abandonaram um montão de informação na Venezuela”.

No mesmo diálogo, transcrito no processo, o advogado da acusação diz que o maior problema é que “Fernandez desapareceu”. Kathleen interrompe: “Não é verdade. Ele está neste país. Ele vive em Maryland”. A advogada, no entanto, nega estar em contato com ele e recusa uma intimação em seu nome.

É a ultima menção oficial da DAI a Eduardo Fernandez, o homem incomum de nome comum que tinha papel tão relevante nas tentativas dos EUA de desestabilizar o governo venezuelano. Outro Eduardo Fernandez foi contratado pela DAI, em março de 2012, para seu escritório no México. O homônimo, ex-ministro de finanças da Colômbia, herdou o email oficial do argentino-americano Fernandez que atuou na Venezuela até o escritório fechar: deste não há nenhuma notícia no site da DAI que, contatada pela Pública, não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

Também não há menção a ele nos sites da USAID ou da OTI. O mesmo nome, Eduardo Fernandez, porém, figurou no site de outra empresa que faz trabalho semelhante à DAI – a Casals & Associates -, principal contratista da Usaid no Paraguai, encarregada deadministrar mais de US$ 30 milhões em doações antes da destituição de Fernando Lugo. Fundada por uma dissidente cubana, a Casals já havia distribuído mais de US$ 13 milhões para projetos que fortaleciam a oposição a Evo Morales na Bolívia.

No site da Casals o nome Eduardo Fernandez aparece em janeiro de 2012 e some em junho de 2012 – mês em que foi decretado o impeachment de Lugo no Paraguai. Um mês depois foi a vez da própria Casals desaparecer do bonito casarão que ocupava na rua Bernardino Caballero 168, em Assunção, aparentemente com a mesma pressa que a DAI desocupou suas instalações na Venezuela.

Fonte: Yahoo! Notícias (http://br.noticias.yahoo.com/um-espi%C3%A3o-indiscreto-contra-hugo-ch%C3...)

Greve de Fome em Guantánamo

Presos de Guantánamo cumplen 41 días en huelga de hambre

El pasado 6 de febrero presos de Guantánamo iniciaron una huelga de hambre después que el personal de la prisión se apoderó de sus pertenencias, incluyendo el Corán. Desde la fecha reclusos se han sumado a la medida y este lunes suman más de 100.

Más de 100 reclusos de la cárcel ilegal de Guantánamo, que Estados Unidos mantiene en la bahía homónima de Cuba, cumplen este lunes 41 días en huelga de hambre en rechazo a la confiscación de propiedades personales.

Médicos y abogados están preocupados por el deterioro de la salud de los huelguistas. El doctor estadounidense Mark Mason, dijo que “la vida de los reos corre verdadero peligro por su esfuerzo heroico para expresar un sentido de autonomía e indignación”.

Señaló que detención de los prisioneros de Guantánamo es “caracterizada como nada menos que el tipo americano de la cámara de tortura medieval. Ese contexto, con personas encarceladas, aisladas las unas de las otras, sin saber si saldrán mañana o nunca, provoca un estrés psicológico extremo”.

El capitán de navío Robert Durand, portavoz de la base ilegal de Guantánamo, destacó que la huelga de hambre es generalizada y que el número de presos que se suman a la medida va en aumento.

El pasado jueves 45 abogados de los detenidos enviaron una carta abierta al secretario de Defensa de Estados Unidos, Chuck Hagel, donde alertaron sobre la masiva huelga de hambre y exigieron al funcionario impulsar medidas que logren el fin de la huelga.

Detenidos en Guantánamo iniciaron el pasado 6 de febrero la huelga de hambre después que el personal de la prisión se apoderó de sus pertenencias personales, incluyendo cartas, fotografías y copias del Corán en un acto sacrílego, mientras registraban sus celdas.

Unas 166 personas están detenidas en el campo seis de la cárcel de Guantánamo, entre ellos 130 no presentan habitualmente problemas disciplinarios y no tienen “valor” para los servicios de inteligencia o carecen de peligro.

La Organización de las Naciones Unidas (ONU) emitió recientemente un comunicado en el que reconoció que Estados Unidos viola la legislación internacional de los derechos humanos al mantener detenidos de forma indefinida y sin cargos.

Fonte: Telesur ( http://www.telesurtv.net/articulos/2013/03/18/presos-de-guantanamo-cumpl... )

Ex-presidente argentino é condenado a prisão perpétua

Último presidente da ditadura militar argentina é condenado à prisão perpétua

Da Agência Lusa

A justiça argentina condenou hoje (12) à prisão perpétua Reynaldo Bignone, o último presidente da ditadura militar (1976-1983), por crimes contra a humanidade cometidos no centro clandestino Campo de Mayo. No processo, foram ainda condenados à prisão perpétua os ex-militares Omar Riveros, Luis Sadi, Eduardo Oscar Corrado e Carlos Tomás Macedra.

De acordo com fontes judiciais citadas pela agência de notícias EFE, o tribunal pronunciou-se sobre as violações de direitos humanos que ocorreram sob a jurisdição da guarnição militar de Campo de Mayo, entre 1976 e 1983.

Em Campo de Mayo funcionou um dos maiores centros clandestinos de detenção do regime e ainda uma maternidade ilegal por onde passaram várias mulheres sequestradas, e atualmente desaparecidas.

O principal acusado deste processo foi o general Bignone, que já tinha sido condenado em julgamentos anteriores, por delitos de lesa- humanidade. Neste caso, foram julgados crimes contra 23 vítimas, incluindo sete mulheres que tiveram os seus filhos quando estavam detidas na guarnição militar e que permanecem desaparecidas.

Bignone, o último ditador argentino (1982-1983), negociou a transição para a democracia após aprovar uma Lei de Anistia, de imediato anulada, e ordenar a destruição de toda a documentação sobre detenções, torturas e assassinatos de desaparecidos.

O ex-militar, com 84 anos, já tinha sido condenado em 2010 e 2011 a 25 anos de prisão por delitos cometidos no Campo de Mayo.

Calcula-se que pelo menos 30.000 civis foram mortos ou permanecem desaparecidos durante os sete anos em que vigorou a ditadura militar, após o golpe de Estado liderado pelo general Jorge Videla. Em julho de 2012, Bignone recebeu outra condenação de 15 anos de prisão pelo roubo sistemático de bebês durante a ditadura, num julgamento histórico no qual Videla foi condenado a 50 anos de prisão.

Fidel Castro: Perdemos nosso melhor amigo

O comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro, assim se referiu ao falecimento do comandante presidente da Venezuela, Hugo Chávez Frías, ocorrido na última terça-feira (5). Leia a sua reflexão.

No dia 5 de março, ao final da tarde, faleceu o melhor amigo que o povo cubano já teve, ao longo da sua história. Uma chamada via satélite comunicou a amarga notícia. O significado da frase empregada era inconfundível. Ainda que conhecêssemos o estado crítico da sua saúde, a notícia nos golpeou com força. Eu recordava das vezes em que brincou comigo, dizendo que quando ambos tivéssemos concluído a nossa tarefa revolucionária, me convidaria a passear pelo rio Arauca, em território venezuelano, que o fazia lembrar-se do descanso que nunca teve.

Cabe a nós a honra de ter compartido com o líder bolivariano os mesmos ideais de justiça social e de apoio aos explorados. Os pobres são os pobres em qualquer parte do mundo.

“Dê-me, Venezuela, em que servir-lhe: ela tem em mim um filho”, proclamou o Herói Nacional e Apóstolo da nossa independência, José Martí, um viajante que, sem limpar-se do pó do caminho, perguntou onde estava a estátua de Bolívar.

Martí conheceu o monstro porque viveu em suas entranhas. É possível ignorar as profundas palavras que verteu em carta inconclusa ao seu amigo Manuel Mercado, na véspera da sua queda em combate? “... já estou todos os dias em perigo de dar a minha vida por meu país, e por meu dever – posto que o entendo e tenho ânimo com que realizá-lo – de impedir a tempo, com a independência de Cuba, que se estendam pelas Antilhas os Estados Unidos, e caiam, com mais essa força, sobre as nossas terras da América. O quanto fiz até hoje, e farei, é para isso. Em silêncio, teve que ser, e indiretamente, porque há coisas que, para consegui-las, têm de andar ocultas ...”

Havia passado então 66 anos desde que o Libertador Simón Bolívar escreveu: “... os Estados Unidos parecem destinados pela Providência a infestar a América de misérias em nome da Liberdade”.

Em 23 de janeiro de 1959, 22 dias depois do triunfo revolucionário em Cuba, visitei a Venezuela para agradecer ao seu povo, e ao governo que assumiu o poder depois da ditadura de Pérez Jiménez, pelo envio de 150 fuzis, no final de 1958. Disse, então:

“…a Venezuela é a pátria do Libertador, onde se concebeu a ideia de união dos povos da América. Logo, a Venezuela deve ser o país líder da união entre os povos da América; nós cubanos respaldamos nossos irmãos da Venezuela.

“Falei destas ideias não porque me move alguma ambição de tipo pessoal, ou sequer uma ambição de glória, porque, ao fim e ao cabo, a ambição por glória não deixa de ser uma vaidade, e como disse Martí: ‘Toda a glória do mundo cabe em um grão de milho.”

“Assim que, portanto, ao vir falar assim ao povo da Venezuela, o faço pensando honrada e profundamente, que se queremos salvar a América, se queremos salvar a liberdade de cada uma das nossas sociedades, que, ao fim e ao cabo, são parte de uma grande sociedade, que é a sociedade da América Latina; se queremos mesmo salvar a revolução de Cuba, a revolução da Venezuela e a revolução de todos os países do nosso continente, temos que aproximar-nos e temos que respaldarmo-nos solidamente, porque sozinhos e divididos, fracassamos.”

Isso disse naquele dia, e hoje, 54 anos depois, o ratifico!

Devo apenas incluir naquela lista aos demais povos do mundo que, durante mais de meio século, têm sido vítimas da exploração e do saque. Essa foi a luta de Hugo Chávez. Nem sequer ele próprio suspeitava quão grande era.

Até a vitória, sempre, inesquecível amigo!

Fidel Castro Ruz, em 11 de março de 2013

Fonte: Cubadebate
Tradução: Moara Crivelente, da Redação do Vermelho

A Pátria Grande jamais se esquecerá de Hugo Chávez

• Líderes políticos expressam suas condolências pela morte do presidente bolivariano

PRESIDENTES e líderes políticos de vários países expressaram suas condolências pela morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com mensagens a sua família e ao povo da República Bolivariana.

“Estamos devastados pela morte do irmão companheiro Hugo Chávez”, comentou o chefe de Estado boliviano, Evo Morales, com voz entrecortada.

Chávez foi um “irmão solidário”, um companheiro revolucionário, um latino-americano que lutou por sua pátria, pela Pátria Grande, como também fez Simón Bolívar”, acrescentou ao anunciar sua viagem a Caracas para participar do funeral e decretar luto nacional de uma semana.

Em Brasília, a presidenta Dilma Rousseff descreveu Chávez como “um grande latino-americano” cuja morte “deixa um vazio na região”.

“Reconhecemos em Chávez um grande líder, e, sobretudo, um amigo do Brasil”, sua morte foi “uma perda irreparável”, disse Rousseff.

Por sua vez, o ex-presidente e atual líder do Partido dos Trabalhadores do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que “neste dia tão triste, tenho confiança em que seu exemplo de amor à pátria e sua dedicação à causa dos menos favorecidos continuarão iluminando o futuro da Venezuela”.

A presidenta da Argentina, Cristina Fernández, também anunciou que viajará a Caracas e decretou três dias de luto nacional, em homenagem ao presidente Chávez.

Igualmente, o chefe de Estado do Equador, Rafael Correa, decretou três dias de luto nacional no país andino, pela morte do presidente venezuelano, que — afirmou — “continuará mais vivo que nunca, inspirando as revoluções na América Latina.

Na Nicarágua, realizou-se uma homenagem na Praça da Revolução de Manágua, liderada pelo presidente, Daniel Ortega, e pela primeira dama, Rosário Murillo, onde afirmaram que Chávez continuará vivo entre os homens e mulheres da América Latina e o Caribe.

Entretanto, o presidente uruguiao, José Mujica, expressou sua confiança “no povo venezuelano”, no seu governo e na “fortaleza dessa democracia” da qual Chávez “foi um grande construtor”.

O presidente chileno, Sebastián Piñera, transmitiu seu pesar pela morte do líder bolivariano e afirmou que sempre soube apreciar “a força, o compromisso, com o qual o presidente Chávez lutava com suas ideias”.

No El Salvador, Mauricio Funes, enviou uma carta de condolências ao vice-presidente executivo, Nicolas Maduro, onde qualifica o líder da Revolução bolivariana como “um patriota, um homem de pensamento e acionar transformador, que governou para seu povo e mudou a realidade de desigualdade e exclusão que sofria” antes de sua chegada a Miraflores.

O ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou que “hoje Hugo Chávez passa a esse lugar dos homens que nunca morrem, porque estão no coração do povo latino-americano”.

Os governos da Colômbia, Haiti, México, Guatemala, Peru, Paraguai, República Dominicana, Costa Rica e Jamaica também expressaram suas condolências pela morte do líder bolivariano e se solidarizaram com sua família e seu povo.

Da mesma maneira, o ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, enviou suas condolências à família de Chávez.

Da Europa, o presidente francês, François Hollande, expressou seu pesar ao povo venezuelano e afirmou que Chávez “marcou profundamente a história de seu país”.

Entretanto, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, ofereceu seu “profundo pesar” ao povo venezuelano. (SE)

Fonte: Granma Internacional

Nota de pesar pelo falecimento de Hugo Chávez

É com muita tristeza que a Casa da América Latina se soma a outras organizações sociais no lamento à morte prematura do Comandante Hugo Chávez. Toda América Latina está em luto pelo falecimento desse importante combatente e destemido guerreiro. Hugo Chávez deixa um legado importante para todos latino americanos, pois o cenário político e social na América Latina mudou desde Chávez. Aos irmãos venezuelanos, desejamos que continuem lutando pelos ideais do Comandante Chávez e da América Latina, reforçando a ALBA, CELAC e outros organismos voltados para a Soberania, Integração e Justiça Social na nossa América.
Viva a República Bolivariana da Venezuela, Viva o Povo Venezuelano, Viva Simon Bolívar

Comandante Hugo Chávez Frías, Presente!

Colômbia: Atos em memória às vítimas de crimes de Estado

Colômbia: Movimento realiza atos em memória às vítimas de crimes de Estado

Tatiana Félix
Jornalista da Adital

Aproveitando a celebração do Dia da Dignidade das vítimas de crimes de Estado, o Movimento Nacional de Vítimas de Crimes de Estado (Movice) realiza na próxima quarta-feira (6) o VI Encontro Nacional de Vítimas de crimes de Estado no Teatro Jorge Eliécer Gaitán de Bogotá, o qual contará com atos simbólicos e um itinerário de galerias da memória às vítimas, além da campanha "Move-te: a memória está gravada em tua pele”.

População colombiana, comunidade internacional, meios de comunicação, organizações de direitos humanos, vítimas de crimes estatais e comunidade em geral são chamadas à participarem das atividades que se realizarão ainda em diversos pontos do país.

Além do encontro em Bogotá, o movimento realizará um ato público pela manhã na Plazoleta da Dignidade, La Alpujarra, em Medellín (Antioquia), sob o lema "A voz das vítimas contra a criminalidade estatal”. Já em Barranquilla, no departamento de Atlántico, será realizado um plantão na Praça da Paz; em Barrancabermeja (Santander) haverá um acampamento humanitário a partir de hoje (4) até a próxima sexta-feira (8).

Em diversos pontos de Sucre haverá marcha e ato público em apoio aos campesinos do assentamento La Europa e para denunciar a ação das agropecuárias reflorestadoras que participaram no despejo dos Montes de Maria. Uma mobilização também acontecerá em San Juan de Pasto, em Nariño, assim como em Pitalito, no departamento de Huila, onde será realizada ainda uma coletiva de imprensa na cidade de Neiva para falar sobre as vítimas de crimes de Estado da região.

Os atos em solidariedade às vítimas vão além do território colombiano, acontecendo também em outros países. Em Chacabuco, na Argentina, por exemplo, será executada a campanha "A memória está gravada em tua pele”, a Jornada de comemoração; Dia das Vítimas de Crimes de Estado na Colômbia e outras atividades culturais. No México, o Coletivo Dexpierte fará um mural em homenagem às vítimas colombianas e em Londres, na Inglaterra, o movimento Justice for Colombia (Justiça para Colômbia) entregará amanhã (5) uma petição para o embaixador colombiano, sobre o caso de desaparição forçada do dirigente Henry Díaz, prestes à completar um ano. Na Espanha, haverá mobilizações em Madrid e em Alicante.

O Movice também apresentará na Colômbia, no dia 6, um documento sobre criminalidade estatal dos últimos 60 anos, que relatará como o Estado colombiano violou direitos humanos neste período, e em contrapartida apresenta propostas para ajudar no processo dos diálogos de paz entre as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o governo, enfatizando a ‘verdade e a justiça’, a reparação integral e os direitos das vítimas para realmente se alcançar a paz no país. "A paz se constrói sem crimes de Estado!”, reforçam.

O Dia da Dignidade das vítimas de crimes de Estado foi proclamado em 2008 pelo Movice para promover atos de mobilização em rechaço aos crimes perpetrados pelo Estado, dar visibilidade à impunidade e continuidade do paramilitarismo, e à persistente "estigmatização, perseguição, desaparição e assassinatos contra as vítimas e outros líderes sociais”.

Para mais informações, acesse: http://www.movimientodevictimas.org/

Acompanhe também as atividades do Movice pelo facebook.

Fonte: Adital ( http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?idioma=PT&cod=73939 )

Exumação de restos mortais de Pablo Neruda deve ocorrer em abril

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Em abril, deverão ser exumados os restos mortais do poeta chileno Pablo Neruda, morto em 1973. A informação foi confirmada pelo advogado Eduardo Contreras, que representa o Partido Comunista Chileno, que recorreu à Justiça para a exumação. A ordem da Justiça é para investigar as causas da morte do poeta.

Prêmio Nobel de 1971, Neruda mantinha posições políticas de oposição ao governo militar. Ele morreu 12 dias após o golpe militar que derrubou o então presidente Salvador Allende. O governo Allende foi sucedido pelo do general Augusto Pinochet (1973-1990).

O juiz Mario Carroza, que é responsável pelo caso, deve anunciar a data da exumação no dia 8. A data, segundo especialistas, depende de uma definição entre o juiz, o advogado e representantes da Fundação Neruda e do Serviço Médico Legal.

Desde meados de 2011, está em curso uma investigação judicial sobre as causas da morte de Neruda. A investigação teve início a partir de uma queixa apresentada pelo Partido Comunista Chileno (o partido de Neruda) e depois que seu ex- motorista Manuel Araya denunciou que o poeta foi assassinado com uma injeção letal por ordem de integrantes do regime militar.

Pela versão oficial, Neruda morreu, aos 69 anos, em decorrência de um câncer na próstata. Neruda foi enterrado ao lado de sua terceira mulher, Matilde Urrutia, no pátio de sua casa em Isla Negra, no litoral do Chile, a 129 quilômetros de Santiago, a capital do país, que foi transformada em museu.

A Fundação Pablo Neruda se colocou à disposição para colaborar com a pesquisa de Carroza e informou confiar que a perícia será conduzida com o maior respeito e cuidado possível.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa

Edição: Carolina Pimentel

Fonte: Agência Brasil ( http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-03-04/exumacao-de-restos-mo... )

Venezuela: EUA buscam manipular estudantes contra Chávez

WikiLeaks revela ações de empresas a serviço da CIA

Do Vermelho

Baseado em e-mails trocados entre as empresas Stratfor e Canvas, o Wikileaks revelou que ambas as corporações dirigem as ações da oposição venezuelana desde 2006 e desenharam a campanha oposicionista para as eleições parlamentares de 2010.

Os documentos são datados de julho de 2004 a dezembro de 2011. Neles, a empresa de inteligência, Stratfor, revela que fornece análises a corporações multinacionais que pretendem investir na Venezuela e utiliza várias fontes para elaborar seus relatórios.

Braço da CIA

As correspondências provam que suas motivações e objetivos estão longe de serem independentes e que, na verdade, trabalha como uma agência de inteligência e estratégia, como um braço privado da CIA, para aqueles que buscam investimentos na nação sul-americana.

Para derrotar Chávez, Stratfor e Canvas utilizaram estudantes como estratégia. Em uma das correspondências, enviada em janeiro de 2010, intitulada “Análise da situação na Venezuela”, a Canvas, cuja sede se encontra em Belgrado, propõe uma estratégia copiada da juventude pró-democrática Otpor!, que foi aplicada na Sérvia. Este plano, apoiado pela CIA, utilizou os protestos estudantis e uma revolução para derrubar o presidente Slodoban Milosevic, em 2000.

'Revolução' Cotra Chávez

Nos e-mails enviados pela Stratfor há documentos que detalham os passos recomendados para colocar em marcha uma revolução para derrubar Hugo Chávez.

As correspondências também abordam uma grande variedade de temas, mas se concentram principalmente no setor de energia, particularmente do petróleo, a mudança política, a situação das forças contrarrevolucionárias e o estado das forças armadas.

As empresas detalham ainda as relações da Venezuela com Cuba, China, Rússia e com o Irã, demonstrando o desespero dos funcionários estadunidenses pelo avanço das alianças de Chávez com outros países, principalmente com os latino-americanos.

Fonte: Caros Amigos ( http://carosamigos.terra.com.br/index/index.php/politica/3093-venezuela-... )

Eduardo Galeano: A demonização de Chávez

Hugo Chávez é um demônio. Por quê? Porque alfabetizou 2 milhões de venezuelanos que não sabiam ler nem escrever, mesmo vivendo em um país detentor da riqueza natural mais importante do mundo, o petróleo.

Eu morei nesse país alguns anos e conheci muito bem o que ele era. O chamavam de “Venezuela Saudita” por causa do petróleo. Havia 2 milhões de crianças que não podiam ir à escola porque não tinham documentos… Então, chegou um governo, esse governo diabólico, demoníaco, que faz coisas elementares, como dizer: “As crianças devem ser aceitas nas escolas com ou sem documentos”.

Aí, caiu o mundo: isso é a prova de que Chávez é um malvado malvadíssimo. Já que ele detém essa riqueza, e com a subida do preço do petróleo graças à guerra do Iraque, ele quer usá-la para a solidariedade. Quer ajudar os países sul-americanos, e especialmente Cuba.

Cuba envia médicos, ele paga com petróleo. Mas esses médicos também foram fonte de escândalo. Dizem que os médicos venezuelanos estavam furiosos com a presença desses intrusos trabalhando nos bairros mais pobres. Na época que eu morava lá como correspondente da Prensa Latina, nunca vi um médico.

Agora sim há médicos. A presença dos médicos cubanos é outra evidência de que Chávez está na Terra só de visita, porque ele pertence ao inferno. Então, quando for ler uma notícia, você deve traduzir tudo.

O demonismo tem essa origem, para justificar a diabólica máquina da morte.

Fonte: cmi brasil ( http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2013/01/515395.shtml )

Evo Morales anuncia nacionalização de aeroportos da Bolívia

Por George A.F. Gessário
Da BBC

Bolívia nacionaliza administração de principais aeroportos
O presidente da Bolívia, Evo Morales. anunciou nesta segunda-feira a nacionalização da administração de três aeroportos do país, atualmente sob o comando da SABSA, fillial do grupo espanhol Abertis.

A empresa administra desde 1997 os três principais aeroportos internacionais da Bolívia, em La Paz, Santa Cruz e Cochabamba, segundo o jornal local La Razón.

Morales argumentou que a SABSA descumpriu acordos de investimentos prometidos.

"Quero comunicar ao povo boliviano a nacionalização do pacote acionário da SABSA", disse o presidente, agregando que a empresa receberá uma compensação financeira a ser determinada nos próximos meses.

A agência EFE informa que tropas do Exército boliviano foram enviadas aos aeroportos nesta segunda - segundo Morales, para "garantir a continuidade dos serviços" nos terminais.

A SABSA é a terceira empresa espanhola expropriada pelo governo esquerdista de Morales recentemente. Em dezembro e maio de 2012, ele nacionalizou, respectivamente, filiais das empresas de energia Iberdrola e Red Elétrica.

40 perguntas para Yoani Sánchez em sua turnê mundial

Salim Lamrani | Paris

Famosa opositora cubana fará seu giro mundial por mais de uma dezena de países do mundo

1. Quem organiza e financia sua turnê mundial?

2. Em agosto de 2002, depois de se casar com o cidadão alemão chamado Karl G., abandonou Cuba, “uma imensa prisão com muros ideológicos”, para imigrar para a Suíça, uma das nações mais ricas do mundo. Contrariamente a qualquer expectativa, em 2004, decidiu voltar a Cuba, “barco furado prestes a afundar”, onde “seres das sombras, que como vampiros se alimentam de nossa alegria humana, nos introduzem o medo através do golpe, da ameaça, da chantagem”, onde “os bolsos se esvaziavam, a frustração crescia e o medo se estabelecia”. Que razões motivaram esta escolha?

3. Segundo os arquivos dos serviços diplomáticos cubanos de Berna, Suíça, e de serviços migratórios da ilha, você pediu para voltar a Cuba por dificuldades econômicas com as quais se deparou na Suíça. É verdade?

4. Como pôde se casar com Karl G. se já estava casada com seu atual marido Reinaldo Escobar?

5. Ainda é seu objetivo estabelecer um “capitalismo sui generis” em Cuba?

6. Você criou seu blog Geração y (Generación Y) em 2007. Em 4 de abril de 2008 conseguiu o Prêmio de Jornalismo Ortega e Gasset, de 15 mil euros, outorgado pelo jornal espanhol El País. Geralmente, este prêmio é dado a jornalistas prestigiados ou a escritores de grande carreira literária. É a primeira vez que uma pessoa com seu perfil o recebe. Você foi selecionada entre cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time (2008). Seu blog foi incluído na lista dos 25 melhores blogs do mundo pela cadeia CNN e pela revista Time (2008), e também conquistou o prêmio espanhol Bitacoras.com, assim como The Bob’s (2008). El País lhe incluiu em sua lista das cem personalidades hispano-americanas mais influentes do ano 2008. A revista Foreign Policy ainda a incluiu entre os dez intelectuais mais importantes do ano em dezembro de 2008. A revista mexicana Gato Pardo fez o mesmo em 2008. A prestigiosa universidade norte-americana de Columbia lhe concedeu o prêmio María Moors Cabot. Como você explica esta avalanche de prêmios, acompanhados de importantes quantias financeiras, em apenas um ano de existência?

7. Em que emprega os 250 mil euros conseguidos graças a estas recompensas, um valor equivalente a mais de 20 anos de salário mínimo em um país como França, quinta potencia mundial, e a 1.488 anos de salário mínimo em Cuba?

8. A Sociedade Interamericana de Imprensa, que agrupa os grandes conglomerados midiáticos privados do continente, decidiu nomeá-la vice-presidente regional por Cuba de sua Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação. Qual é seu salário mensal por este cargo?

9. Você também é correspondente do jornal espanhol El País. Qual é sua remuneração mensal?

10. Quantas entradas de cinema, de teatro, quantos livros, meses de aluguel ou pizzas pode pagar em Cuba com sua renda mensal?

11. Como pode pretender representar os cubanos enquanto possui um nível de vida que nenhuma pessoa na ilha pode se permitir levar?

12. O que faz para se conectar à Internet se afirma que os cubanos não têm acesso e ela?

13. Como é possível que seu blog possa usar Paypal, sistema de pagamento online que nenhum cubano que vive em Cuba pode utilizar por conta das sanções econômicas que proíbem, entre outros, o comércio eletrônico?

14. Como pôde dispor de um Copyright para seu blog “© 2009 Generación Y - All Rights Reserved”, enquanto nenhum outro blogueiro cubano pode fazer o mesmo por causa das leis do embargo?

15. Quem se esconde atrás de seu site desdecuba.net, cujo servidor está hospedado na Alemanha pela empresa Cronos AG Regensburg, registrado sob o nome de Josef Biechele, que hospeda também sites de extrema direita?

16. Como pôde fazer seu registro de domínio por meio da empresa norte-americana GoDady, já que isto está formalmente proibido pela legislação sobre as sanções econômicas?

17. Seu blog está disponível em pelo menos 18 idiomas (inglês, francês, espanhol, italiano, alemão, português, russo, esloveno, polaco, chinês, japonês, lituano, checo, búlgaro, holandês, finlandês, húngaro, coreano e grego). Nenhum outro site do mundo, inclusive das mais importantes instituições internacionais, como por exemplo as Nações Unidas, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, a OCDE ou a União Europeia, dispõem de tantas versões linguísticas. Nem o site do Departamento de Estado dos Estados Unidos, nem o da CIA dispõem de igual variedade. Quem financia as traduções?

18. Como é possível que o site que hospeda seu blog disponha de uma banda com capacidade 60 vezes superior àquela que Cuba dispõe para todos os usuários de Internet?

19. Quem paga a gestão do fluxo de mais de 14 milhões de visitas mensais?

20. Você possui mais de 400 mil seguidores em sua conta no Twitter. Apenas uma centena deles reside em Cuba. Você segue mais de 80 mil pessoas. Você afirma “Twitto por sms sem acesso à web”. Como pode seguir mais de 80 mil pessoas sem ter acesso à internet?

21. O site www.followerwonk.com permite analisar o perfil dos seguidores de qualquer membro da rede social Twitter. Revela a partir de 2010 uma impressionante atividade de sua conta. A partir de junho de 2010, você se inscreveu em mais de 200 contas diferentes do Twitter a cada dia, com picos que podiam alcançar 700 contas em 24 horas. Como pôde realizar tal proeza?

22. Por que cerca de seus 50 mil seguidores são na verdade contas fantasmas ou inativas? De fato, dos mais de 400 mil perfis da conta @yoanisanchez, 27.012 são ovos (sem foto) e 20 mil têm características de contas fantasmas com uma atividade inexistente na rede (de zero a três mensagens mandadas desde a criação da conta).

23. Como é possível que muitas contas do Twitter não tenham nenhum seguidor, apenas seguem você e tenham emitido mais de duas mil mensagens? Por acaso seria para criar uma popularidade fictícia? Quem financiou a criação de contas fictícias?

24. Em 2011, você publicou 400 mensagens por mês. O preço de uma mensagem em Cuba é de 1,25 dólares. Você gastou seis mil dólares por ano com o uso do Twitter. Quem paga por isso?

25. Como é possível que o presidente Obama tenha lhe concedido uma entrevista, enquanto recebe centenas de pedidos dos mais importantes meios de comunicação do mundo?

26. Você afirmou publicamente que enviou ao presidente Raúl Castro um pedido de entrevista depois das respostas de Barack Obama. No entanto, um documento oficial do chefe da diplomacia norte-americana em Cuba, Jonathan D. Farrar, afirma que você nunca escreveu a Raúl Castro: “Ela não esperava uma resposta dele, pois confessou nunca tê-las enviado [as perguntas] ao presidente cubano. Por que mentiu?

27. Por que você, tão expressiva em seu blog, oculta seus encontros com diplomáticos norte-americanos em Havana?

28. Entre 16 e 22 de setembro de 2010, você se reuniu secretamente em seu apartamento com a subsecretaria de Estado norte-americana Bisa Williams durante sua visita a Cuba, como revelam os documentos do Wikileaks. Por que manteve um manto de silêncio sobre este encontro? De que falaram?

29. Michael Parmly, antigo chefe da diplomacia norte-americana em Havana afirma que se reunia regularmente com você em sua casa, como indicam documentos confidenciais da SINA. Em uma entrevista, ele compartilhou sua preocupação em relação à publicação dos cabos diplomáticos norte-americanos pelo Wikileaks: “Eu me incomodaria muito se as numerosas conversas que tive com Yoani Sánchez forem publicadas. Ela poderia sofrer as consequências por toda a vida”. A pergunta que imediatamente vem à mente é a seguinte: quais são as razões por que você teria problemas com a justiça cubana se sua atuação, conforme afirma, respeita o marco da legalidade?

30. Continua pensando que “muitos escritores latino-americanos mereciam o Prêmio Nobel de Literatura mais que Gabriel García Márquez”?

31. Continua pensando que “havia uma liberdade de imprensa plural e aberta, programas de rádio de toda tendência política” sob a ditadura de Fulgencio Batista entre 1952 e 1958?

32. Você declarou em 2010: “o bloqueio tem sido o argumento perfeito do governo cubano para manter a intolerância, o controle e a repressão interna. Se amanhã as suspenderem as sanções, duvido muito que sejam vistos os efeito”. Continua convencida de que as sanções econômicas não têm nenhum efeito na população cubana?

33. Condena a imposição de sanções econômicas dos Estados Unidos contra Cuba?

34. Condena a política dos Estados Unidos que busca uma mudança de regime em Cuba em nome da democracia, enquanto apoio as piores ditaduras do Oriente Médio?

35. Está a favor da extradição de Luis Posada Carriles, exilado cubano e ex-agente da CIA, responsável por mais de uma centena de assassinatos, que reconheceu publicamente seus crimes e que vive livremente em Miami graças à proteção de Washington?

36. Está a favor da devolução da base naval de Guantánamo que os Estados Unidos ocupam?

37. Você é favorável à libertação dos cinco presos políticos cubanos presos nos Estados Unidos desde 1998 por se infiltrarem em organizações terroristas do exílio cubano na Florida?

38. Em sua opinião, é normal que os Estados Unidos financiem uma oposição interna em Cuba para conseguir “uma mudança de regime”?

39. Em sua avaliação, quais são as conquistas da Revolução Cubana?

40. Quais interesses se escondem atrás de sua pessoa?

Fonte: Opera Mundi ( http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/27260/40+perguntas+para+yo... )

Fiesp e consulado americano - ligação com a repressão

Comissão da Verdade quer ouvir Fiesp e consulado americano sobre possível ligação com a repressão
Por Elaine Patricia Cruz / Agência Brasil | Yahoo! Notícias

São Paulo – A Comissão da Verdade do Estado de São Paulo pretende pedir explicações à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e ao Consulado dos Estados Unidos sobre possíveis relações entre as duas instituições e os serviços de repressão na época da ditadura militar. Indícios dessa ligação foram encontrados pela comissão em documentos do Arquivo Público do Estado de São Paulo. Entre os documentos, há seis livros datados dos anos 70 do século passado que registram entradas e saídas de funcionários e visitantes do extinto Departamento de Ordem Política e Social (Dops) em São Paulo, um dos órgãos de repressão da ditadura militar.

Segundo a comissão, nesses livros, foram encontrados registros de entradas de Geraldo Resende de Matos, cujo cargo é identificado como “Fiesp”, e do cônsul dos Estados Unidos na época, Claris Rowney Halliwell. Embora tenham restado poucos livros de registro de entrada e saída de tais órgãos nesses anos, os seis documentos encontrados no Arquivo Público “são eloqüentes e falam por si”, disse Ivan Seixas, membro da Comissão Estadual da Verdade, em audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo.

De acordo com ele, todos os que passavam pelo Dops eram identificados e registrados nos livros que mostraram, por exemplo, diversas entradas do cônsul americano ao local. Uma delas, no dia 5 de abril de 1971, coincide com a data de captura de Devanir José de Carvalho, o comandante Henrique, integrante do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), que, levado para o Dops, foi torturado e morreu dois dias depois. O livro indica a entrada do cônsul, mas não a saída, o que faz supor que ele possa ter permanecido muito tempo no local. “O que esse cidadão diplomático fazia dentro do Dops, onde pessoas estavam sendo torturadas? É impossível que ele não tenha ouvido as torturas”, questionou Seixas.

Para ele, o cônsul americano participou "de alguma forma". "Até por omissão, porque todo mundo ouvia as torturas, e não era tortura de um minuto, mas de horas a fio. Foram três dias seguidos de tortura do Devanir José de Carvalho. Nesses três dias, todo mundo ouviu [os gritos], inclusive nas redondezas. E essa pessoa [o cônsul] estar lá dentro, naquele momento, virando noite, enquanto o torturado agonizava, no mínimo ele foi omisso. O governo americano deve uma satisfação”, acrescentou.

Ivan Seixas informou que tanto a Fiesp quanto o Consulado dos Estados Undios vão receber ofício pedindo explicações sobre esses registros. A comissão fará o pedido de explicações, que será levado à Assembleia Legislativa e encaminhado às duas instituições. "Será um questionamento para saber quem são essas pessoas e o que faziam lá", explicou. Seixas ressaltou que a reunião de hoje não era um ato público, mas sim "uma audiência públicam que tem conseqüências".

“Esses documentos são apenas o começo. Eles têm muita informação, não é só a parte que foi exposta: ainda vão aparecer mais coisas. Estamos perguntando o que aconteceu, quem eram essas pessoas e o que faziam lá, mas já dá para concluir muitas coisas”, destacou Seixas, lembrando que a comissão analisa muitos outros documentos e depoimentos.

No caso de Geraldo Resende de Matos, a comissão observou que ele esteve no local centenas de vezes. Só entre os anos de 1971 e 1974, de acordo com os livros do período que foram encontrados, Matos esteve no Dops 124 vezes.

Todo o material que foi encontrado está em análise. A comissão admite a possibilidade de que surjam mais nomes de pessoas e de entidades com possível ligação com órgãos associados à repressão.

Para o diretor do Departamento de Preservação e Acervo do Arquivo Público do Estado, Lauro Ávila Pereira, embora os livros de entrada e de saída do Dops possam ser considerados de pouca importância, por não serem documentos sobre presos políticos ou sobre a repressão, eles constitutem documentação que, se for bem trabalhada, poderá mostrar – e está demonstrando – o envolvimento de diversos segmentos da sociedade civil no processo repressivo. "É um material que ficou guardado, sem tratamento arquivístico, e agora foi digitalizado e está disponível na internet na página do Arquivo do Estado”, disse Pereira.

No dia 1º de abril, o Arquivo Público vai lançar, na internet, a digitalização de mais de 850 mil documentos referentes à ditadura militar. “Há uma diversidade grande de documentos, todos eles do Dops de São Paulo. Há prontuários de presos políticos, dossiês temáticos, muitas fichas digitalizadas”, informou o diretor do Arquivo Público.

A Agência Brasil não conseguiu contatar hoje (18) o Consulado dos Estados Unidos em São Paulo. Procurada, a Fiesp respondeu, em nota, que o nome de Geraldo Resende de Matos não consta de seus registros como membro da diretoria ou funcionário da entidade. “É importante lembrar que a atuação da Fiesp tem se pautado pela defesa da democracia e do Estado de Direito e pelo desenvolvimento do Brasil. Eventos do passado que contrariem esses princípios podem e devem ser apurados”, diz a nota.

Fonte: Yahoo Notícias ( http://br.noticias.yahoo.com/comiss%C3%A3o-da-verdade-quer-ouvir-fiesp-e... )

A turnê mundial de Yoani Sánchez

Opositora cubana inicia no Brasil turnê mundial , que incluirá os EUA e mais de dez países da América Latina e Europa

Depois de cinco anos de espera, Yoani Sánchez conseguiu, por fim, a autorização para viajar ao exterior. Depois da reforma migratória vigente desde 14 de janeiro de 2013, que permite a todos os cubanos deixar o país sem outra formalidade além da obtenção de um passaporte e um visto, a mais famosa opositora do governo de Havana inicia no Brasil uma turnê mundial que a levará a vários continentes. O cineasta Dado Galvão a receberá em Recife, onde participará da apresentação do documentário Conexão Cuba Honduras [1].

Efe

Sua turnê se parece com a de um chefe de Estado ou a de uma estrela da música, e os recursos dedicados a ela são impressionantes. De fato, “uma programação muito intensa” espera a jovem opositora de 37 anos [2]. Tem conferências previstas no México, onde será a convidada de honra da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), que terá sua reunião semestral em Puebla; nos Estados Unidos, com encontros em Nova York, onde será recebida na redação do New York Times; Washington e Miami, Argentina, Canadá, Peru, Espanha, Itália, Alemanha, República Checa, Países Baixos e Suíça [3].

Como viajar é um direito universal reconhecido pela Declaração das Nações Unidas de 1948, só podemos nos alegrar pelo fato de a principal figura da oposição cubana poder expressar suas convicções pelo mundo. No entanto, é inevitável destacar certos aspectos obscuros da personalidade e da vida de Yoani Sánchez, que são objeto de controvérsia e que esta monumental turnê parece confirmar.

Yoani Sánchez não é uma opositora comum. Após viver dois anos na Suíça, decidiu voltar a Cuba e integrar o universo da dissidência. Em 1997, criou o blog Generación Y – traduzido para, pelo menos, 18 idiomas! –, no qual fustiga de modo virulento o sistema e o governo cubanos. Sua nova atividade tem sido coroada com êxito. No período de alguns anos, Sánchez recebeu diversas distinções, todas financeiramente remuneradas. No total, a blogueira recebeu uma remuneração de 250 mil euros, isto é, um montante equivalente a mais de 20 anos de salário mínimo em um país como a França, quinta potência mundial, e a 1.488 anos de salário mínimo em Cuba [4].

A isso se soma o salário mensal de seis mil dólares concedido pela Sociedade Interamericana de Imprensa, que agrupa os grandes conglomerados midiáticos privados do continente, e que decidiu nomeá-la vice-presidente regional por Cuba de sua Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação [5]. O jornal espanhol El País também decidiu nomeá-la correspondente em Havana, e lhe paga um bom salário [6].

O governo dos EUA, cujo objetivo abertamente expresso é uma mudança do regime em Cuba por meio do financiamento de uma oposição interna, fez de Yoani Sánchez sua prioridade. Considera, em documentos confidenciais publicados pelo Wikileaks, que “Yoani Sánchez pode desempenhar um papel a longo prazo em uma Cuba pós-Castro” [7]. De fato, a opositora cubana está em estreita relação com a diplomacia norte-americana em Cuba, como é assinalado em um telegrama classificado como “secreto” por seu conteúdo sensível. A administração Obama valoriza muito a blogueira cubana, como demonstra a reunião secreta ocorrida no apartamento da opositora com a subsecretária de Estado norte-americana Bisa Williams durante sua visita a Cuba, entre 16 e 22 de setembro de 2010 [8].

Michael Parmly, antigo chefe da diplomacia norte-americana em Havana, que se reunia regularmente com Yoani Sánchez em sua residência pessoal, como indicam documentos confidenciais da SINA, manifestou sua preocupação a respeito da publicação dos telegramas diplomáticos dos EUA pelo Wikileaks: “Me incomodaria muito se as inúmeras conversas que tive com Yoani Sánchez fossem publicadas. Ela poderia pagar pelas consequências por toda a vida” [9]. A pergunta que imediatamente vem à mente é a seguinte: “Quais são as razões pelas quais Yoani Sánchez estaria em perigo se sua atuação, como ela afirma, respeita o marco da legalidade?”

Desde então, Yoani Sánchez não é uma simples dissidente. Seria interessante que a principal figura da oposição cubana aproveitasse sua turnê mundial para esclarecer algumas zonas obscuras de sua trajetória pessoal e revelasse quais são os poderosos interesses que se escondem por trás de sua pessoa.

1. Voz de América, "Yoani Sánchez viaja ao Brasil em 17 de fevereiro", 6 de fevereiro de 2013.
2. Yoani Sánchez, 17 de fevereiro, https://twitter.com/yoanisanchez
3. EFE, "A blogueira cubana falará no Brasil sobre liberdade e direitos", 17 de febrero de 2013.
4. Yoani Sánchez, "Prêmios", Generación Y.
5. El Nuevo Herald, "Yoani é nomeada para comissão da SIP", 9 de novembro de 2012.
6. El País, "Artigos escritos por Yoani Sánchez", http://elpais.com/autor/yoani_sanchez/a/ (site acessado em 17 de fevereiro de 2013).
7. Jonathan D. Farrar, "Os Estados Unidos e o papel da oposição em Cuba", United States Interests Section, 9 de abril de 2009, telegrama 09HAVANA221. http://213.251.145.96/cable/2009/04/09HAVANA221.html (site acessado em 18 de dezembro de 2010).
8. Joaquin F. Monserrate, "GOC sinaliza 'prontidão para ir em frente", United States Interests Section, 25 de setembro de 2009, telegrama 09HAVANA592, http://213.251.145.96/cable/2009/09/09HAVANA592.html (site acessado em 18 de dezembro de 2010)
9. Michael Parmly, "Consenso On Line : Um fórum imparcial em Cuba", United States Interests Section, 28 de junho de 2007, telegrama 07HAVANA622, http://wikileaks.org/cable/2007/06/07HAVANA622.html (site acessado em 15 de setembro de 2011); Stéphane Bussard, "Meu reencontro com o autor dos telegramas sobre Cuba", Le Temps, 30 de dezembro de 2010.

Fonte: Opera Mundi ( http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/27232/a+turne+mundial+de+y... )

O Equador tem boas razões para amar Rafael Correa

15/2/2013, Mark Weisbrot , Information Clearing House
http://www.informationclearinghouse.info/article33964.htm

Rafael Correa está bem à frente de seu mais próximo concorrente às eleições presidenciais de domingo no Equador,[1] e espera-se que se reeleja sem dificuldades para mais quatro anos de mandato presidencial.[2] Não é difícil entender por quê.[3]

O desemprego caiu para 4,1% no final do ano passado – o índice mais baixo de desemprego dos últimos 25 anos. A pobreza diminuiu em mais de ¼, 27%, desde 2006. O investimento público em educação mais que dobrou, em termos reais, ajustados pela inflação. O investimento em saúde pública não parou de aumentar, com acesso expandido a serviços médicos; e outros investimentos sociais também aumentaram muito, inclusive com grande ampliação no crédito para moradia subsidiado pelo Estado.

Se alguém pensou em mudanças não sustentáveis, errou. O serviço da dívida pública custa ao Tesouro do Equador menos de 1% do PIB, muito pouco. E a razão dívida pública/PIB não passa de modestos 25%. A revista The Economist, jamais simpática aos governos de esquerda que hoje governam amplíssima maioria da população da América Latina, atribuiu o sucesso de Correa a “uma mistura de sorte, oportunismo e habilidade”. Mas verdade é que a habilidade – de fato, a competência –, sim, fez toda a diferença.

Correa pode ter tido alguma sorte, mas a sorte não decidiu coisa alguma. Assumiu a presidência em janeiro de 2007 e logo no ano seguinte o Equador foi um dos países mais duramente atingidos, no hemisfério, pela crise financeira internacional e a recessão mundial. Aconteceu assim, porque o país dependia muito do dinheiro mandado do exterior por emigrados (por ex., de trabalhadores nos EUA e na Espanha); e das exportações de petróleo, que constituíam, naquele momento, 62% dos ganhos de exportação e 34% da renda do Estado. Os preços do petróleo despencaram quase 80% em 2008 e o dinheiro enviado do exterior, também despencou. O efeito combinado desses dois fatores sobre a economia do Equador foi comparável ao colapso da bolha imobiliária nos EUA, fator decisivo que levou à Grande Recessão.

O Equador ainda teve a má sorte extra de não ter moeda própria (desde 2000, o pais adotou o dólar norte-americano) – o que implica que não pôde usar a taxa de câmbio nem o tipo de política monetária que o Federal Reserve dos EUA usou para enfrentar a recessão. Apesar disso, o Equador atravessou a tempestade com recessão leve que durou três trimestres;[4] um ano depois estava de volta aos níveis de antes da recessão e a caminho de realizar os feitos que converteram Correa em um dos presidentes mais populares do hemisfério.

Como foi possível? O fator mais importante talvez tenha sido um vasto estímulo fiscal em 2009, cerca de 5% do PIB (ah, se, pelo menos, tivéssemos feito coisa semelhante cá no EUA!) Grande parte disso foi para a construção civil, com o governo ampliando o crédito para moradia em cerca de $599 milhões em 2009 e mantendo o crédito até 2011.

Mas o governo teve também de reformar e regular o sistema financeiro. Fez-se no Equador o que bem se pode definir como a mais ampla reforma do sistema financeiro de todos os países do mundo, no século 21. O governo assumiu pleno controle do Banco Central e obrigou-o a repatriar cerca de $2 bilhões de dólares em reservas depositadas em bancos do exterior. Esse dinheiro foi usado pelos bancos públicos para fazer empréstimos para reforma da infraestrutura, construção de moradias, agricultura e outros investimentos domésticos.

O Equador cobra impostos sobre dinheiro que deixe o país e exige que os bancos mantenham no país 60% dos ativos líquidos. As taxas de juro real baixaram, e os impostos cobrados aos bancos subiram. O governo renegociou acordos com empresas estrangeiras de petróleo quando os preços subiram. A renda do governo passou, de 27% do PIB em 2006, para mais de 40% no ano passado. O governo Correa aumentou também o financiamento do ramo “popular e de solidariedade” do setor financeiro – cooperativas, uniões de crédito e outras organizações populares. Os empréstimos para cooperativados triplicaram em termos reais, entre 2007 e 2012.

O resultado final dessa e de outras reformas foi redirecionar o setor financeiro no rumo de mais bem servir ao interesse público, em vez de só servir bem aos interesses privados (como se vê nos EUA). Para tanto, o governo separou setor financeiro para um lado, imprensa-empresa para outro (antes da eleição de Correa, os bancos equatorianos eram proprietários das principais redes de empresa-imprensa) – e introduziu reformas antitrustes.

Claro: a sabedoria convencional reza que essa prática ‘inimiga do business’, de renegociar contratos de petróleo, ampliar o tamanho e a qualidade da autoridade regulatória do Estado, aumentar impostos e criar dificuldades para a movimentação do capital seria receita garantida para o desastre econômico. E o Equador também ‘deu calote’ em 1/3 de sua dívida externa, depois que uma comissão internacional concluiu que aquela porção da dívida havia sido contratada em contratos ilegais. E a ‘independência’ do Banco Central, que foi revogada no Equador de Correa, também é considerada sacrossanta por muitos economistas contemporâneos. Mas Correa, que tem um PhD em Economia, sabia bem o momento de, simplesmente, ignorar os conselhos da maioria de seus colegas de profissão.

Correa sofreu duro ataque pelos veículos da imprensa-empresa por não dar ouvidos à sabedoria convencional e, sobretudo – no que tenha a ver com a imprensa-empresa especializada em finanças – quando seu plano deu certo. Mas o pior ataque veio quando o Equador ofereceu asilo político ao jornalista Julian Assange, de WikiLeaks.[5] Pois também aqui, como na economia política e na reforma financeira, Correa acertou.[6] Era óbvio, sobretudo depois que o governo britânico ameaçou invadir a Embaixada do Equador em Londres – ameaça absolutamente sem precedentes[7] –, que o caso Assange configurava perseguição política.

É raro, mas é estimulante e enche-nos de renovadas esperanças, ver um Estado e um governo democrático que se opõem tão firmemente a forças tão poderosas – os EUA e seus aliados europeus e à imprensa-empresa global – na defesa de um princípio moral e democrático. A coragem e a tenacidade de Rafael Correa prestaram também importante serviço ao seu país. Por isso será reeleito amanhã, para mais quatro anos de governo.

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[1] http://www.guardian.co.uk/world/2013/feb/14/ecuador-election-president-r...

[2] http://www.reuters.com/article/2013/02/08/us-ecuador-election-idUSBRE917...

[3] http://www.cepr.net/index.php/publications/reports/ecuadors-new-deal-ref...

[4] http://www.cepr.net/index.php/publications/reports/ecuadors-economy-sinc...

[5] http://www.guardian.co.uk/media/2012/aug/16/julian-assange-asylum-uk-ecu...

[6] http://www.cepr.net/index.php/op-eds-&-columns/op-eds-&-columns/human-ri...

[7] http://www.cepr.net/index.php/op-eds-&-columns/op-eds-&-columns/ecuador-...

40% das crianças latinas de Nova York vivem na pobreza

Quarenta por cento das crianças latinas de Nova York vivem na pobreza

Uma em cada três crianças vive na pobreza em Nova York, percentual que chega a 40% quando se trata de latinos, segundo um estudo publicado por uma organização dedicada à infância.

Em seu relatório de 2013, publicado na terça-feira, o Comitê de Cidadãos para as Crianças (CCC, na sigla em inglês) diz que 29,8% dos 1,768 milhão de crianças nova-iorquinas vivem abaixo do limite de pobreza segundo os parâmetros federais nos Estados Unidos.

O percentual chega a 39,4% quando se trata de crianças latinas, mais do que as negras (29,9%), os asiáticos (24%) e os brancos (17,4%), acrescentou o informe.

O estudo "mostra o impacto da recessão das famílias e das crianças na cidade de Nova York, com um terço das crianças de Nova York vivendo na pobreza, mais lares dependendo de cupons de comida e população sem teto em níveis recorde".

O índice de pobreza geral na cidade era de 20,9% em 2011, um aumento de 20,1% com relação ao registrado em 2010.

Quanto às crianças, o percentual passou de 26,5% em 2008 para 29,8% em 2011, segundo o CCC.

Entre os números do estudo, destaca que a renda média anual de uma família branca (US$ 70.971) quase dobra o de uma latina (US$ 33.928).

O governo federal americano calcula todo ano o limite de pobreza a partir da renda de um lar e os gastos requeridos para cobrir suas necessidades de acordo com o número de pessoas que o compõem.

Em 2012, este limite era de US$ 11.170 para uma família unipessoal, US$ 15.130 para um casal, US$ 19.090 para três pessoas e US$ 23.050 para quatro.

O Comitê de Cidadãos para as Crianças foi criado em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, e entre seus fundadores e primeiros membros estava a ex-primeira-dama Eleanor Roosevelt, esposa do presidente americano Franklin Delano Roosevelt.

Fonte: Yahoo notícias ( http://br.noticias.yahoo.com/quarenta-cento-das-crian%C3%A7as-latinas-no... )

SE HÁ ALGUMA COISA ABUNDANTE EM CUBA SÃO AS ELEIÇÕES

Ricardo Alarcón de Quesada, presidente do Parlamento cubano, ofereceu uma entrevista ao jornalista Carlos Aznárez, do jornal Tiempo Argentino, na qual analisa o atual período eleitoral em Cuba. Na entrevista, Alarcón também se refere à luta que Cuba e seus amigos solidários realizam pela libertação dos cinco cubanos injustamente encarcerados nos EUA há 14 anos.

Carlos Asnárez – Fora de Cuba, há uma idéia de que aqui as eleições são relativas, em função da existência de partido único. Como é o sistema eleitoral cubano e quais são seus valores, em termos da democracia?

Ricardo Alarcón de Quesada – Nós estamos agora em um processo eleitoral. Essa é uma das diferenças fundamentais com o modelo em curso, com o falso paradigma. A essência do sistema de eleições no mundo ocidental contemporâneo implica que os eleitores, que não são todos os cidadãos, mas uma parte deles, são chamados a votar em algum candidato que foi selecionado pelo sistema eleitoral, ou partido político. Os cidadãos têm, portanto, muito pouca participação na seleção dos candidatos. Em Cuba, já se passam várias semanas em um processo pelo qual a população selecionará, pelo voto, aquelas pessoas que serão seus candidatos. Não creio que isso seja parecido com o que predomina pelo mundo.

Aqui podemos afirmar que milhões de cubanos já votaram devido às assembléias de eleição ou de seleção de candidatos. No dia 21 de outubro, a população está convocada a ir às urnas para votar nos vários candidatos que ela mesma escolheu. Os candidatos não são indicados, eles são eleitos. Não estão ali por decisão de um sistema eleitoral.

CA – Eles são eleitos com base em quais características ou qualidades?

Alarcón – Obviamente, a propaganda que se faz em todos os jornais ou na televisão fala de apoiar os melhores, os mais capazes. Mas, na realidade, pode acontecer que, por exemplo, um cidadão levanta a mão nas assembléias que são realizadas em todos os bairros e propõe a candidatura de alguém que considera representativo, ou, diretamente, ele mesmo se candidata, coisa que também pode acontecer e de fato acontece. Se algo é abundante em Cuba, são as eleições. Essa etapa termina no dia 21 deste mês; a segunda, dia 28, quando concorrem os eleitores daquelas circunscrições onde nenhum dos candidatos obteve mais de 50% dos votos.

CA – Porque não abrir as portas a mais partidos?

Alarcón – A ideia que associa a democracia com a “partidocracia” é historicamente recente. Nem sempre foi assim. Havia democracia no mundo, como conceito e como prática, muito antes do surgimento dos partidos políticos. A idéia do governo, baseado na soberania popular, é muito anterior a esses partidos. Além do mais, não somos os únicos que acreditamos que a democracia não se deve fundamentar na existência dos partidos: entre outros notáveis críticos desse sistema, está o próprio George Washington. Quando ele se despede da vida pública, em uma mensagem que se converteu em um testamento político, insiste para que não se caia no sistema de partidos políticos, o que precisamente hoje os estadunidenses exibem como um dogma. Na verdade, Washington foi presidente sem militar em nenhuma estrutura partidária. O conceito de que a sociedade tenha de se organizar e se dividir em partidos e de que essas estruturas ou organizações assumam a soberania popular é arbitrário.

São muitos os que o condenaram, incluindo Washington, ou o próprio Rousseau, que investiu, desde sua origem, contra a chamada democracia representativa, como algo fictício e irreal.

A única forma de democracia, para ele, era a que se exercia de forma direta, em que o eleito dependeria dos eleitores e não se arrogando como representante dos eleitores.

Veja bem o que acabou de acontecer em Madri, quando o Parlamento foi cercado por milhares de cidadãos, e a polícia espanhola apareceu batendo a torto e a direito. Quem estava no interior do Congresso? Representantes que chegaram ali por meio de algum partido político. Do lado de fora, estavam aqueles que não se consideraram representados por nenhum dos que estavam dentro. Esse é um exemplo claro da inutilidade desses partidos.

CA – Nas eleições da maioria dos países, se um candidato decepciona seus eleitores, pode por eles ser castigado, não se votando nele novamente em eleições futuras. Nesse caso, quais são as alternativas dos eleitores cubanos?

Alarcón – Muito simples: qualquer pessoa eleita pode ter seu mandato revogado, em qualquer momento, pelo eleitores. Nos últimos anos, fui deputado pelo município de Praza de la Revoluçión. A primeira vez que isso aconteceu, em 1993, me convidaram, assim como aos demais deputados da região, a participar da assembléia municipal, cujo ponto principal de pauta era a substituição do seu presidente. Sentei-me com os demais participantes e aconteceu uma intensa discussão: alguns não estavam a favor da destituição do companheiro, e falavam maravilhas de seu trabalho. Outros o criticavam duramente. Subitamente, aparece um velho companheiro trabalhador desse distrito e disse: “Senhores, deixem de drama, neste município nenhum presidente chegou ao fim de seu mandato, todos foram revogados”. Não existe prazo, nem restrição alguma para revogar cargos. Pode-se fazer isso em qualquer momento, sem que isso obviamente se transforme num caos, a partir do qual estaríamos votando todos os meses.

CA – Nas imagens que se divulgam no exterior sobre as eleições cubanas, busca-se ridicularizar as cifras de participação, que sempre são altas e, em muitos casos, superam os 90%.

Alarcón – Eu tenho uma explicação para isso. Quando você vota em Cuba para eleger alguém entre várias pessoas e sabe que uma delas foi proposta em sua assembléia de escolha de candidatos, que a conhece, sente-se mais próximo, isso te dá confiança. É muito diferente das eleições de outros países, na quais o candidato inunda as paredes com cartazes com sua foto, todo sorridente, prometendo de tudo. Em segundo lugar, se existe algo fácil em cuba, é votar. Os centros eleitorais estão a pouca distância de onde vivem as pessoas, a uma quadra, no máximo duas. Isso faz que a participação das pessoas seja muito maior em comparação com lugares onde as urnas estejam muito distantes. Outra é a lista dos eleitores. Se neste momento percorrermos a ilha, vamos observar, na porta dos edifícios, nos mercados, nas feiras, a lista dos eleitores submetida ao escrutínio público e ao controle popular. Eu vou a um desses locais e vejo se meu nome está constando da lista e, se não estiver, exijo que o façam constar. Mas também vejo que colocaram você na lista e então afirmo: este é argentino, não mora em Havana e não pode votar aqui. De maneira que, quando vou votar, já sei que votam tantas pessoas identificadas na porta com seu nome e sobrenome. Depois, na hora da apuração dos votos, a comissão encarregada pede ajuda aos eleitores que estão ali presentes. Comparemos isso com situações nas quais as pessoas nem sabem quantos podem votar, onde votam, nem quantos votaram, muito menos qual é o resultado.

Sobre os cinco patriotas cubanos e o terrorismo midiático

Alarcón – O julgamento dos cinco heróis cubanos é o mais longo da história estadunidense, do qual participaram e compareceram como testemunhas generais, militares, assessores da Casa Branca. Uma lista de pessoa que em qualquer outro caso teria atraído a atenção das pessoas. Em um país como os EUA, onde há dois canais de TV que cobrem temas judiciais 24 horas por dia, jamais se disse palavra alguma sobre o caso. Em troca, em Miami, foi exatamente o contrario.

Outra curiosidade: alguns meios de comunicação que não disseram nada fora de Miami, realizaram uma cobertura local sensacionalista. Recentemente, o advogado de Gerardo Hernandez apresentou um dossiê com todos os artigos de imprensa publicados em Miami sobre o caso. Desde o dia do início do julgamento até o momento que se conheceu o veredicto, somente em Miami Herald e em Novo Herald foram publicados 1.111 artigos, que dá uma média de cinco por dia. A isso se somam as emissoras de rádio e TV. Foi uma campanha sem precedentes de acusações e tergiversações.

Além disso, varias vezes durante o julgamento, os jurados se queixaram à juíza de que os jornalistas os perseguiam com câmeras e microfones, pelos corredores, nas portas de suas casas. O resultado era que essas pessoas manifestavam ter medo, pois tinham as placas de seus automóveis filmadas e passadas na TV local e isso nos EUA permite identificar todos os dados das pessoas.

Agora, o que não se sabia então era que, por detrás desse comportamento dos jornalistas, estava a pressão e o dinheiro pago pelo governo aos meios de comunicação.

Em 2005, se produziu uma das situações mais interessantes desse caso, quando no painel dos três juízes o julgamento foi declarado nulo e sem valor, um documento histórico de 93 páginas, contendo muitos dados sobre a atividade terrorista contra Cuba. Três juízes que não são comunistas nem castristas, mas simplesmente estadunidenses, descreveram a situação de Miami como uma “tormenta perfeita de hostilidade” e deram como exemplo os meios de comunicação locais. Em 2006, um jornalista do Herald publicou um artigo que denunciava vários jornalistas do diário que recebiam salário duplo do governo para tergiversar o tema dos “Cinco Cubanos”. O certo é que o Herald atuou dessa maneira porque a concorrência estava investigando esse tema e decidiram adiantar-se. Todos os jornalistas implicados foram demitidos, mas, atualmente, a maioria voltou a seu trabalho, menos o autor da nota que denunciou todo o tipo de censuras e pressões.

Com esses dados, havia-se conseguido anular totalmente o julgamento e fazer com que os cinco patriotas cubanos recuperassem sua liberdade. Apesar dos avanços no caso, o governo continua distorcendo informações e assinala que, se for necessário, recorrerá à segurança nacional para impor sua posição contrária. Na história do EUA, não existe outro exemplo de ingerência governamental, usando recursos do orçamento público nacional, para conseguir a condenação de cinco pessoas em uma cidade no extremo sul do país. E isso, desgraçadamente, ainda não é notícia.

Lançado o Comitê do Forúm Internacional Paz na Colômbia

LANÇAMENTO DO COMITÊ BRASILEIRO ORGANIZADOR DO FÓRUM PELA PAZ NA COLÔMBIA

Avante a paz com justiça social, democracia e soberania!

Sindicato dos Advogados – SP

Com sucesso foi lançado no dia 24 de Janeiro na cidade de São Paulo o Comitê organizador do Fórum pela paz na Colômbia.

Este Fórum pela Paz na Colômbia acontecerá na cidade de Porto Alegre, no próximo mês de maio, mais exatamente nos dias 24, 25 e 26 de 2013 e é uma iniciativa das mais de 2000 organizações populares e políticas colombianas, cujo objeto é reunir os aportes de experiências, produções acadêmicas, culturais, artísticas dos lutadores pela paz, pelos direitos humanos e pela democracia de nossa América, que ajudem o movimento social colombiano a ampliar a mobilização popular pela busca de acordos legítimos para a resolução das causas sociais do conflito armado. Neste sentido, o Fórum é de suma importância, porque aportará à participação social no desenvolvimento dos diálogos de paz entre o governo e as FARC-EP, que atualmente se realizam na cidade de Havana, Cuba.

O Fórum dentro do marco de debate da Paz da Colômbia propõe três eixos transversais: a) Justiça Social; B) Democracia; C) Soberania. Desses três eixos se desdobram grupos temáticos com capacidade de acolher a multiplicidade de experiências e contribuições dos diversos sujeitos sociais em torno à temática e em relação com a paz da Colômbia e seus efeitos para os povos de América Latina.

Neste lançamento do comitê organizador do fórum contamos com a participação de diversas forças políticas do cenário brasileiro como partidos políticos, movimentos sociais e centrais sindicais, a saber: Agenda Colômbia Brasil, Asociación Cultural José Martí- RS, Casa América Latina, Cebrapaz/Conselho Mundial de paz, ECLA, UJC, UJS, Juventud libre, Juventud Comunista Avanzando, JPT, Alba dos movimentos sociais, Coletivo de mulheres Ana Montenegro, Encontro nossa América, Marcha das Mulheres, MST, MOPAT, , Refundação Comunista, Consulta Popular, Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes, PSOL, PCR, FOS, PCB, PACOCOL, PC do B, CTB-FSM, Unidade Classista e CUT-Brasil. Também estiveram presentes o Deputado estadual: Adriano Diogo – PT e o vereador Toninho Vespoli – PSOL. Somado a este importante respaldo contamos com um comitê de apoio no âmbito parlamentar em Brasília. Mesmo sem fazer presença confirmaram a participação e apoio neste comitê o movimento das Mães de Maio, Brigadas Populares - RJ, Plenária de movimentos sociais de Rio de Janeiro, o centro de educação, estudos e pesquisa – CEEP, o Núcleo Piratininga de Comunicação – NPC, CPERS Núcleo 39 e CMP (Central de Movimentos Populares).

Do lado colombiano participaram os representantes da Marcha Patriótica no Brasil: Mauricio Aviles (POA), Carolina Ojeda Marulanda (São Paulo), Sergio Quintero Londoño (Rio de Janeiro) e Javier Calderón, integrante da comissão internacional do MMP e membro do grupo Colombianos e Colombianas pela Paz.

Nesta importante reunião se definiram quatro comissões de trabalho para a construção do fórum: comunicação, finanças, logística e política. Simultaneamente também se conformaram comitês de apoio na Argentina, Uruguai, Chile, Equador e Venezuela. Definiu-se também que os comitês do Brasil e Colômbia terão a responsabilidade de tomar as decisões sobre a organização do Fórum pela Paz na Colômbia e do desenvolvimento da metodologia. Além disso, outras iniciativas poderão apoiar essa elaboração coletiva.

A convocatória continua aberta ao conjunto das organizações, movimentos populares, partidos políticos e em geral à sociedade brasileira para participar desta iniciativa de construção com férreas intenções de uma América latina do tamanho de nossos sonhos, Justa, democrática e soberana.

Quem são os proprietários do Brasil?

Qual é a estrutura de poder econômico dos grupos privados que atuam no país? Quais são os atores que acumulam maior poder nesta estrutura, e qual a relação entre os mesmos? Qual o grau de influência desta estrutura de poder, invisível, sobre as decisões do Estado quanto ao rumo do desenvolvimento e as políticas econômicas? Como o Estado se relaciona e alimenta esta estrutura de poder e quais as contrapartidas desta relação para o bem-estar da sociedade?
É com o objetivo de responder a estas e a outras perguntas que construímos o ranking “Proprietários do Brasil”.
O ranking foi elaborado a partir da construção de um sistema de informação inédito que mede o poder econômico não apenas por meio da receita destas empresas mas também do controle, da propriedade sobre ações ordinárias (com direito a voto) que uma empresa possui de outras empresas e o quanto isso aumenta sua capacidade de influenciar os investimentos do Estado brasileiro (clique aqui para entender como se calcula o IPA - Índice de Poder Acumulado).
Não se pode falar de um verdadeiro Estado de Direito Democrático se a sociedade não conhecer as estruturas de poder econômico do setor privado e suas influências nas orientações de estratégia econômica e de desenvolvimento do Estado brasileiro. Ainda mais quando sabemos que as ações de empresas e bancos de maior capital acumulado, por estarem comprometidos com o lucro, impactam negativa e brutalmente na vida social, econômica, cultural e ambiental do país.
O Ranking Proprietários do Brasil mostra que o capitalismo brasileiro tem rosto, nome, sobrenome e endereço. O ranking expõe o controle da propriedade destes grupos por poucas empresas e pessoas, através de estruturas complexas e ramificadas de participações societárias. O ranking traz as intrincadas redes e cadeias de conglomerados, holdings, instituições financeiras, empresas especuladoras e outros CNPJs que nada produzem, chegando finalmente aos controladores últimos por trás das empresas que fazem parte de nosso dia-a-dia, os verdadeiros donos do Brasil.
Queremos contribuir para dar visibilidade e concretude à indecente concentração de renda e poder que marca a vida social e econômica do país, justificada pelo consenso criado e propagado de que tais empresas e seus donos produzem riquezas para o Brasil, através da geração de empregos e por levarem o “desenvolvimento” e o “progresso” para os locais em que atuam.
Almejamos que o ranking Proprietários do Brasil forneça informações que auxiliem a luta das comunidades e pessoas atingidas pelas ações danosas dos poderosos grupos econômicos hegemônicos no Brasil, seja pelo desrespeito às condições de vida e trabalho dignas, seja pela destruição ambiental. Também temos a pretensão em subsidiar as instituições de pesquisa interessadas em desvelar a estrutura do poder. Concebemos o ranking como instrumento de luta concreta dos diversos movimentos sociais e organizações por mais democracia no nosso país. Neste sentido, o ranking fornece informações e revela de que forma o capital está organizado, estruturado e agindo no país e como suas ações impactam no cotidiano da população brasileira. Com esta ferramenta é possível, por exemplo, identificar os verdadeiros agentes por trás de violações de direitos humanos e dos passivos sociais e ambientais.
As conexões entre o Estado e os grupos privados, forjadas historicamente, alimentam uma elevada concentração de poder econômico, como revela o ranking. Ele nos mostra que por detrás de famosos nomes de empresas e do emaranhado de cadeias de controle há pessoas. Pessoas que as lideram e planejam suas ações, e que, em muitos casos, são apoiadas fortemente pelo Estado Brasileiro, através de financiamentos subsidiados, como, por exemplo, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e benefícios fiscais e tributários por governos municipais, estaduais e federal. Por meio do ranking identifica-se também a presença do Estado na estrutura societária dos grupos privados através de participações das empresas estatais e de seus fundos de pensão no capital de muitos destes grupos.
Temos o direito, como cidadãs e cidadãos brasileiras/os, de exigir a democratização do uso dos recursos públicos e seu controle social, tendo acesso a informações sobre onde e como os mesmos são aplicados.
A atual cortina de fumaça que recobre a estrutura de poder econômico no país, normalmente isenta estes que se portam como proprietários do Brasil de qualquer responsabilidade sobre os danos sociais, econômicos, culturais e ambientais gerados pelas ações das empresas que controlam. O ranking, ao expor estes atores, busca contribuir com a democratização da economia, com a transparência da relação entre Estado e mercado e com a responsabilização dos “proprietários do Brasil”.
A produção do ranking é apenas o primeiro passo na construção do portal proprietariosdobrasil.org.br como um espaço coletivo para o compartilhamento de informações, análises e denúncias sobre quem são e como atuam os controladores do poder econômico no país. O Instituto Mais Democracia e a Cooperativa EITA convidam a todos que compartilham dos princípios e objetivos que orientam este trabalho a se aliarem, desde já, na construção deste espaço. De nossa parte, o próximo passo será constituir, por meio do financiamento colaborativo, uma plataforma online interativa sobre os proprietários do Brasil, com filtros que facilitem o acesso ao banco de dados do ranking exposto neste portal.

http://www.proprietariosdobrasil.org.br/index.php/pt-br/

Ex-ditador da Guatemala sentará no banco dos réus por genocídio

O ex-general e ditador José Efraín Ríos Montt responderá por genocídio e crimes contra a humanidade. Foto: / EFE

Um juiz da Guatemala ordenou nesta segunda-feira, em uma decisão histórica, um processo contra o ex-general e ditador José Efraín Ríos Montt e seu antigo colaborador, o também general reformado José Mauricio Rodríguez, por genocídio e crimes contra a humanidade. Esta será a primeira vez que ex-altos cargos militares guatemaltecos, inclusive um antigo ditador, enfrentarão um julgamento por genocídio na Guatemala.

Na próxima quinta-feira vai acontecer a primeira audiência do julgamento, anunciou o juiz Miguel Ángel Gálvez. O juiz afirmou que existem suficientes indícios sobre a responsabilidade dos dois ex-generais pelo massacre de 1.771 indígenas ixiles pelas Forças Armadas entre março de 1982 e agosto de 1983.

Ríos Montt, 86 anos, governou a Guatemala durante esse período e será processado por ser o suposto autor intelectual dos massacres dos indígenas. Rodríguez, 67 anos e que ocupava então a segunda chefia do Estado-Maior, será processado por ter executado os planos militares incluídos na estratégia conhecida como "Terra Arrasada".

O juiz Gálvez decidiu que Ríos Montt continuará sob prisão domiciliar e que Rodríguez permanecerá recluso no Hospital Militar onde desde meados do ano passado está sendo tratado de uma doença desconhecida. Ríos Montt e Rodríguez, imóveis e em silêncio, escutaram com atenção a decisão judicial e depois se negaram a responder as perguntas dos jornalistas.

Este será o primeiro caso na história jurídica da Guatemala na qual um ex-chefe de Estado é levado perante a Justiça para responder pelas centenas de milhares de assassinatos cometidos pelo Exército durante a guerra interna de 36 anos que assolou o país entre 1960 e 1996. A guerra na Guatemala deixou 200 mil mortos, 45 mil desaparecidos, um milhão de deslocados internos, e milhares de viúvas e órfãos.

Fonte: Terra ( http://noticias.terra.com.br/mundo/america-latina/justica-da-guatemala-o... )

Pensadores e intelectuales en Cuba "por el Equilibrio del Mundo"

Pensadores e intelectuales se reúnen en Cuba "por el Equilibrio del Mundo"

La Tercera Conferencia Internacional Por el Equilibrio del Mundo reúne a más de 600 delegados procedentes de unos 43 países, en el marco de la conmemoración del aniversario 160 del natalicio del héroe nacional cubano, José Martí.

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La ciudad de La Habana albergará, desde este lunes, la Tercera Conferencia Internacional Por el Equilibrio del Mundo, encuentro que reúne a destacados pensadores, artistas e intelectuales del mundo con el objetivo de contribuir a la conformación de un pensamiento y acción a escala global para enfrentar los múltiples y complejos problemas del siglo XXI, desde la perspectiva del pensamiento del Héroe Nacional de Cuba, José Martí.

El evento se desarrollará en el Palacio de Convenciones de la capital cubana y se extenderá hasta el próximo día 30. Cuenta con el auspicio de la Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (Unesco, por sus siglas en inglés) y se realiza en el marco de la conmemoración del aniversario 160 del natalicio de Martí.

En horas de la mañana tendrá lugar la apertura oficial de la actividad que reúne a más de 600 delegados procedentes de unos 43 países, incluyendo notables personalidades de Brasil, República Dominicana, Argentina, Ecuador, México, Estados Unidos, Canadá, Francia, Rusia, Italia y España.

También estarán presentes enviados de Jamaica, Bahamas, Guyana, San Kitts y Nevis, Uruguay, Venezuela, Puerto Rico, Panamá, El Salvador, Guatemala, Portugal, Alemania, Bélgica, Holanda, Suecia, Estonia, Islandia, Cambodia, Corea del Sur, Irán, Pakistán, Siria e Israel.

Destaca la participación de intelectuales, sociólogos, expresidentes, frailes, premios Nobel de la paz, sacerdotes, rectores de universidades, senadores, ministros de Cultura, Juventud y Deporte; además de expertos en política exterior y estrategias internacionales.

El evento, cuyo lema es “Patria es Humanidad”, incluye numerosas actividades como conferencias magistrales, paneles, intervenciones especiales, simposios, presentaciones de libros, conciertos, entre otras.

Han confirmado su asistencia personalidades como el Premio Nobel de la Paz argentino, Adolfo Pérez Esquivel, los intelectuales Frei Betto (Brasil) e Ignacio Ramonet (Francia), y los expresidentes de Brasil, Guatemala y República Dominicana, Luiz Inácio Lula da Silva, Álvaro Colom y Leonel Fernández, respectivamente.

Durante la clausura, se entregará el Premio Internacional José Martí de la Unesco a Frei Betto, en reconocimiento a su obra fecunda como escritor y su activismo social comprometido con la justicia.

Previo a la inauguración, los invitados asistieron la víspera a la tradicional Marcha de las Antorchas, que partió de la escalinata de la Universidad de La Habana y llegó a la Fragua Martiana, para homenajear al prócer independentista cubano.

El director de la Oficina del Programa Martiano y presidente de la Sociedad Cultural José Martí. Armando Hart, declaró a Prensa Latina que la idea de este evento surgió y se concretó hace diez años, en ocasión del aniversario 150 del nacimiento del héroe cubano.

En esa primera edición, se tomó el acuerdo unánime de solicitar a la Unesco la creación de un proyecto para “sistematizar la tarea de estudiar y divulgar de manera más profunda y en todo el mundo el pensamiento martiano”.

Meses después, en octubre de 2003, la Conferencia General de la Unesco aprobó la creación del Proyecto José Martí de Solidaridad Mundial, orientado por un Consejo Mundial que incluye hoy a más de 50 personalidades internacionales.

Cuba asumirá presidencia pro témpore de la CELAC este lunes

Cuba será el próximo anfitrión de la CELAC. Este lunes el Presidente Raúl Castro recibirá la presidencia pro témpore del bloque regional. Actualmente el evento cuenta con la participación de 61 líderes mundiales.

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Cuba recibirá este lunes 28 de enero la presidencia pro témpore de la Cumbre de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC) 2013.

El Presidente Raúl Castro y la delegación cubana integrada por Miguel Díaz-Canel; vicepresidente del Consejo de Ministros, y Bruno Rodríguez Parrilla; ministro de Relaciones Exteriores, arribaron este viernes a Santiago de Chile para participar en la II Cumbre de la CELAC que se desarrolla en ese país.

Cuba buscará en 2013, durante su presidencia de la CELAC, una mayor concertación para los grandes temas a debate en el escenario internacional.

El viceministro de Relaciones Exteriores de la isla, Abelardo Moreno, señaló que en los temas de integración, se trabajará en la concertación de posiciones, de cara a asuntos que se abordan en marcos como Naciones Unidas.

Por su parte, Raúl Castro, el pasado diciembre, aseguró que Cuba consagrará sus "mayores esfuerzos y energías" a la presidencia de la CELAC, que asumirá como "un alto honor" y una gran responsabilidad".

Según el cronograma de la cumbre del próximo lunes, la clausura del evento será en el Gran Salón Pablo Neruda de Espacio Riesco, donde se realizará la Sesión Plenaria por espacio de tres horas que estará encabezada por el Presidente chileno Sebastián Piñera.

En ese mismo acto se efectuará la entrega de la Presidencia pro témpore de la Celac por parte de Piñera al presidente cubano Raúl Castro, con lo cual se pondrá fin a la actividad donde participan 60 países.

Las actividades vinculadas a la II Cumbre de CELAC, concluirán con una rueda de prensa que ofrecerán los presidentes de Chile y Cuba para comentar la declaración final de la cita.

La CELAC fue creada formalmente el 23 de febrero de 2010 en la cumbre de Río. Agrupa a más de 550 millones de habitantes, se extiende a más de 20 millones de kilómetros cuadrados y es el esfuerzo de integración más amplio de la región.

El respeto a la soberanía, la integridad territorial, la no injerencia y la protección de los Derechos Humanos y democráticos forman parte de sus principios.

Inicia II Cumbre CELAC con reconocimiento a Hugo Chávez

En el discurso inaugural el presidente Sebastián Piñera, anfitrión del evento, hizo un reconocimiento al presidente venezolano Hugo Chávez porque su visión permitió la creación de la Cumbre de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC) como mecanismo para la integración Latinoamericana y Caribeña.

“Y todos hacemos votos porque pueda ganar una batalla, quizás la batalla más dura de su vida y que la está dando con esa fuerza y coraje que lo caracteriza. Y que recupere su salud y pueda reintegrarse plenamente como presidente de Venezuela”, afirmó Piñera.

Piñera dio la bienvenida a los mandatarios de Latinoamérica y el Caribe presentes en el salón Pablo Neruda del Centro de Convenciones Espacio Riesco, en Santiago de Chile.

Destacó los logros económicos y sociales de la región, “hemos empezado a reducir las desigualdades y hemos logrado un desarrollo cultural en todos nuestros países (...) hoy nuestros ciudadanos tienen más capacidades para desarrollarse”.

Piñera afirmó que ''lo que realmente nos convoca hoy día, más que el pasado, es el futuro, todos sabemos en el fondo del alma que no dejamos aprovechar todas las oportunidades'' que se presentan en la región.

Ante esto, añadió que esta es ''una misión a cumplir tenemos que darnos cuenta de que no podemos repetir esta historia''.

''El panorama no puede ser mas auspicioso (...) no cabe duda de que estamos viviendo un mundo nuevo, no sólo en el campo económico (…) ya se acabaron esas barreras que dividían'' a los países, en la actualidad ''todos tenemos en cierta forma igualdad de oportunidades'', destacó.

Por último expresó que ''tenemos que optar entre construir el futuro y seguir comentando el pasado (...) no seguir dejándonos arrastrar por otros acontecimiento que suceden en otras partes del mundo (...) estoy convencido de que en estos desafíos y en estas materias no debemos fallar''.

Desde este viernes comenzaron a llegar a la ciudad de Santiago los jefes de Estados y representantes gubernamentales para participar en la II Cumbe de la CELAC, pautada para este 27 y 28 de enero, y en la que Cuba recibirá la presidencia pro témpore de esta organización para el año 2013.

La CELAC fue creada formalmente el 23 de febrero de 2010 en la cumbre de Río. Agrupa a más de 550 millones de habitantes, se extiende a más de 20 millones de kilómetros cuadrados y es el esfuerzo de integración más amplio de la región.

El respeto a la soberanía, la integridad territorial, la no injerencia y la protección de los Derechos Humanos y democráticos forman parte de sus principios.

O balanço positivo dos 6 anos de Morales na Bolívia

Bolívia destaca crescimento econômico e social nos 6 anos de Morales

Governo divulgou série de dados socioeconômicos do último sexênio que revela mudanças importantes no país

Os bolivianos puderam conhecer em janeiro uma série de informações sobre o crescimento econômico, social e demográfico do país durante a última década. Os dados foram divulgados pelas autoridades como parte dos resultados conquistados com o governo de Evo Morales, que completou seis anos nesta semana.

Impulsionada pela força do mercado interno e pelo aumento dos investimentos públicos, a economia nacional viveu um período de crescente expansão marcado pelo aumento na qualidade de vida. O país está nos primeiros lugares do ranking de crescimento econômico na região.

Enquanto a média de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) entre os anos de 1999 a 2005 foi de 2,6%, nos últimos 6 anos com Morales, atingiu os 4,8%. Neste primeiro intervalo, a média da renda per capta da população era de US$956 e desde 2006 até 2012, subiu para US$1.775.
O crescimento teve reflexo na demanda interna que passou a incidir em 5,3% no crescimento econômico em comparação a 1,1% do período de 1995 a 2005.

Sob a presidência de Evo, o Estado aumentou sua participação na economia de 18,5% para 30,6% em 2012 com o aumento de investimentos e estatização de empresas. Isso rendeu ao setor público um crescimento na receita de exportação: no caso dos minerais, o governo passou a arrecadar cerca de US$11,3 bilhões no período de 2006 a 2012 – quase 10 vezes mais que os US$1,75 bilhões entre 1999 e 2005.

“Agora dependemos muito mais do mercado interno e este sempre garantirá o movimento econômico, não dependemos do mercado externo, que sim é bastante importante, porém não pode ser decisivo”, afirmou o presidente em uma cerimônia de comemoração nesta terça (22/01).

Avanços sociais

A prosperidade econômica teve resultado direto nos avanços sociais do país, que foram impulsionados por políticas públicas.

Entre 2006 e 2012, mais de 1,5 milhão de pessoas se beneficiaram com projetos de água potável e saneamento básico da campanha Minha Água, que tem como objetivo atingir até 2015 as metas traçadas pela ONU nos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio).

Com a introdução de bolsas escolares de US$29 para jovens da escola primária e secundária, o governo também conseguiu reduzir o número de deserção escolar e aumentar o número de alfabetizados: agora, apenas 2% dos alunos deixam o primário e 3%, o secundário.

As autoridades investiram na saúde pública em todas as regiões do país nos 7 anos de mandato de Morales: mais de 10 mil postos foram criados, totalizando 23.186 centros de primeiro, segundo e terceiro nível.

Crescimento demográfico

A modernização também teve reflexos na distribuição demográfica da Bolívia: o crescimento crescimento natural (a diferença entre a taxa de natalidade e mortalidade) diminuiu de 2,74% para 2,03% - tendência comum nas sociedades urbanas industrializadas.

A população nacional boliviana teve um crescimento de 25,5% nos últimos dez anos, chegando à marca dos 10,3 milhões de habitantes em 2012, segundo revelou nesta quarta-feira (23/01) o censo.

Promessas

Em discurso de comemoração do 3º de Estado Plurinacional, Morales se comprometeu a erradicar a extrema pobreza nas comunidades do Território indígena e Parque Nacional Isiboro Sécure nos próximos 3 anos. Além disso, o presidente reafirmou os 13 pontos que definem a agenda do Bicentenário, que se celebrará em 2025, para o país alcançar excelentes resultados sociais e econômicos.

Morales iniciou nesta terça-feira (22/01) seu sétimo ano contínuo de governo. Em 22 de janeiro de 2010, ele declarou a Bolívia um Estado Plurinacional, com autonomia departamental, municipal e indígena.

Fonte Opera Mundi ( http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/26764/bolivia+destaca+cre... )

Plano para assassinar Maduro e o Presidente da Assembléia

MINISTRO DENUNCIA SUPOSTO ATENTADO CONTRA MADURO

CARACAS, 23 JAN (ANSA) - O ministro do Interior da Venezuela, Néstor Reverol, denunciou hoje "um plano da direita" de matar o vice-presidente Nicolás Maduro e o líder da Assembleia Nacional local, Diosdado Cabello.

"Recebemos informações de que atores da ultradireita venezuelana e do exterior estão planejando um atentado contra o vice-presidente e o presidente da Assembleia Nacional", disse Reverol, em entrevista à emissora estatal de televisão.

"Não permitiremos nem um milímetro de terrorismo", advertiu o ministro, destacando que as autoridades estarão "vigilantes" e a segurança será "reforçada".

Maduro anunciou nesta quarta-feira que pretende viajar a Cuba nas próximas horas, acompanhado pelo ministro de Energia e Petróleo da Venezuela, Rafael Ramírez. Eles devem visitar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que está internado na ilha desde o ano passado, como parte de um tratamento contra um câncer na pélvis. O mandatário já passou por quatro cirurgias, sendo que a última ocorreu no dia 11 de dezembro.

Devido à ausência de Chávez, inclusive de sua própria cerimônia de posse para um novo mandato, ocorrida no início do mês, são grandes os rumores sobre seu estado de saúde.

Nas últimas horas, uma foto do mandatário foi veiculada por redes sociais, como o Twitter. Na imagem, Chávez aparece careca e caminhando na companhia de três homens. A autenticidade da foto, porém, não foi confirmada por Caracas. (ANSA)
23/01/2013 18:07
Fonte: www.ansalatina.com.br

Resistencia de Honduras convoca protesta contra gobierno de Lobo

En un contexto en el que se eleva la crisis económica y el desempleo en Honduras, el FNRP convocó a una nueva movilización para protestar en contra del alto costo de la vida y las medidas antipopulares aprobadas por el Gobierno de Porfirio Lobo, al que califican de ilegítimo

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El Frente Nacional de Resistencia Popular (FNRP) de Honduras anunció una gran manifestación unitaria para el jueves 24 de enero en contra del gobierno de Porfirio Lobo y medidas antipopulistas que ha aprobado recientemente.

Medios locales reseñaron que la movilización es principalmente en contra del alto costo de la vida, así como de las violación sistemática a los derechos humanos de los opositores políticos.

También se realizará contra el segundo intento de venta de la soberanía nacional con el proyecto de las Ciudades Modelos, ahora conocido como Regiones Especiales de Desarrollo; indicó uno de los voceros del movimiento.

El llamado del FNRP coincide con la víspera de la conmemoración del 25 de enero, fecha en que se celebra en Honduras el Día de la Mujer.

Ante la alta tasa de femicidios y el retroceso en sus derechos sufridos durante el gobierno de Lobo, las organizaciones de mujeres y feministas del país también acompañarán la movilización nacional.

Además de esto, las tres centrales de trabajadores Confederación Unitaria de Trabajadores de Honduras (CUTH); Confederación de Trabajadores de Honduras (CTH); Central General de Trabajadores (CGT) y la Federación de Organizaciones Magisteriales de Honduras (FOMH) han confirmado su participación en la protesta del 24.

Esta es la primera movilización que el FNRP realiza desde hace varios meses, pues desde el año pasado está participando en la concentración de sus esfuerzos en la inscripción de su brazo político el Partido Libertad y Refundación (Libre), que lleva de candidata a la Presidencia de la República a Xiomara Castro.

En un acto político realizado en la ciudad de San Pedro Sula el pasado sábado 19 de enero, la Candidata, que es la favorita según la mayoría de los sondeos, recordó que el Partido Libre "nació de las luchas populares de las calles, de las protestas contra el golpe de estado" y convocó a acompañar la movilización nacional en todo el país.

Fonte: Telesur ( http://www.telesurtv.net/articulos/2013/01/22/resistencia-de-honduras-co... )

Rafael Correa lidera intención de voto con 63%

La última encuesta realizada en Ecuador por la empresa Perfiles de Opinión y difundida este martes revela que el candidato a la presidencia por el Partido Alianza País, Rafael Correa, tiene un 63 por ciento de las intenciones de voto de cara a los sufragios que se realizarán en febrero.

La presidenta de la encuestadora, Paulina Recalde, afirmó en una entrevista con teleSUR que en este sondeo ''Rafael Correa tiene el 63 por ciento de la intención de voto'', mientras que su rival ''Guillermo Lasso tiene el nueve por ciento, cuatro por ciento para Lucio Gutierrez'' y ''Álvaro Novoa, dos por ciento''.

Recalde indicó que ''la tendencia se ha comportado'' de acuerdo con las encuestas hechas desde octubre de 2012 y siguen ''favoreciendo al candidato Rafael Correa, hay una tendencia estable favorable" al candidato de Alianza País.

También explicó también que para las elecciones de febrero ''es difícil mirar una segunda vuelta por la distancia que hemos visto en las cuatro mediciones nacionales, la distancia con el candidato Guillemo Lasso''.

''Si leemos estos datos en comparación con diciembre pasado, lo que encontramos es que Rafael Correa incrementa la intención de voto en dos puntos y el candidato Lasso desciende con dos puntos'' y esto quiere decir que ''hay una distancia difícil de superar y el comportamiento de la tendencia a favor de Guillermo Lasso, a esta fecha, no vemos posibilidad de una segunda vuelta'', especificó Recalde.

La presidenta de Perfiles de Opinión comentó que para el sondeo se encuestó a una ''población de 16 a 65 años'' y se realizaron ''ocho mil 588 encuestas'' y ''fue hecha a partir de una simulación de voto, le entregamos al encuestado una papeleta'' similar a la usada en los sufragios.

El próximo 17 de febrero alrededor de 11,5 millones de ecuatorianos están convocados a las urnas para elegir presidente y vicepresidente, 137 diputados y cinco parlamentarios andinos para el período 2013-2017.

Fonte: Telesur ( http://www.telesurtv.net/articulos/2013/01/22/ultima-encuesta-en-ecuador... )

Colômbia: 42 por cento das famílias estariam passando fome

Segundo nota do jornal El Espectador, de Bogotá, em http://www.elespectador.com/noticias/nacional/articulo-396603-colombia-n... , em castelhano, dados oficiais indicam que 42 por cento das famílias do país não têm acesso a cesta básica. Diz o jornal: "En Colombia, cerca de 20 millones de personas no tienen acceso a los productos básicos de una canasta familiar: según el Departamento Administrativo Nacional de Estadística (DANE), el 34,1% de los colombianos vive en la pobreza y otro 10,6% en la indigencia. "Si estas cifras se comparan con las entregadas por la última Encuesta Nacional de Situación Nutricional (Ensin), publicada en 2010, según la cual el 42% de los hogares del país padece hambre, quizá los datos permitan llegar de nuevo a la conclusión de que la pobreza y la mala nutrición van de la mano." Mais adiante, o jornal argumenta que a proporção de pessoas que passam fome pode ser ainda maior do que indicam os dados oficiais.

Fonte: Blog do Renatão ( http://renatopompeu.blogspot.com.br/2013/01/colombia-42-por-cento-das-fa... )

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